segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Guiné-Bissau e FMI Concluem acordo

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Guiné-Bissau-Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu um acordo com as autoridades da Guiné-Bissau sobre um programa de emergência que poderá ser apoiado pela Facilidade de Crédito Rápido (RCF) do Fundo ao custo de três milhões e 550 mil direitos de saque especiais (cerca de dois biliões e 700 milhões de francos CFA ou cinco milhões e 400 mil dólares americanos).
 
Num comunicado a que Cirilo João Vieira teve acesso, o FMI explica que as autoridades da Guiné-Bissau e a Missão do FMI concluíram um acordo a nível dos peritos sobre um quadro macro-orçamental e um conjunto de políticas bem como medidas económicas e estruturais para  restabelecer a estabilidade macro-económica, ajudar a fazer face rapidamente às lacunas orçamentais e à balança de pagamentos e reduzir a pobreza retomando os principais serviços governamentais.
 
A missão do FMI, liderada por Félix Fischer, esteve em Bissau, a capital da Guiné-Bissau, de 15 a 25 de Setembro de 2014 e manteve discussões com o Presidente José Mário Vaz, com o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira e com o ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins.
 

Outros altos funcionários que se reuniram com a Missão do FMI foram João Fadia, director nacional do Banco Central (BCEAO), deputados e representantes do sector privado e parceiros de desenvolvimento.
 
"O Governo recém-eleito da Guiné Bissau herdou condições muito difíceis", declarou Fishcer, notando que o Produto Inteno Bruto (PIB) diminuiu dois porcento e a pobreza aumentou fortemente depois de dois anos de perturbações económicas, rendimentos desgastados do Governo, uma compressão nas despesas sociais e atrasos externos e internos acumulados.
 
No comunicado do fim de missão, Fisher observou que a parte da população rural afectada por uma grave insegurança alimentar na Guiné-Bissau aumentou 20 a 40 porcento.
 
Segundo o comunicado, o novo Governo de Bissau colocou títulos do Tesouro no mercado regional e começou a reconstruir as receitas públicas, o que permitiu o apuramento de todos os salários em atrasos.
 
A actividade económica deverá recuperar progressivamente dos choques internos e externos dos dois últimos anos e o PIB real deverá aumentar 2,5 porcento em 2014.
 
A inflação em Julho de 2014 foi negativa (-0,6 porcento), mas deverá tornar-se positiva no termo do ano no quadro duma retoma da procura interna.
 
"As exportações de castanhas de cajú e os preços de produção foram praticamente recuperados até agora, mas os níveis de exportação oficial são mais fracas que o ano passado devido ao contrabando acrescido através dos países vizinhos, por um lado devido a uma forte sobretaxa nas exportações de castanhas de caju destinadas a financiar um Fundo de Industrialização da Castanha Mal Gerido (FUNPI)”.