segunda-feira, 18 de junho de 2012

Grécia: Direita Pró-euro Vence e propõe Governo de 'União Nacional'

 
Grécia-O partido de direita Nova Democracia venceu as eleições legislativas deste domingo (17) na Grécia e propôs um "governo de união nacional" para sair da crise econômica e manter o país na zona do euro.

O líder da Nova Democracia, Antonis Samaras, pediu a "todas as forças políticas que se unam em torno do objetivo de manter o país no euro (...) formando um governo de união nacional". A Grécia "não pode perder mais um minuto".

O chefe da esquerda radical, Alexis Tsipras, admitiu a derrota e negou a participação do seu grupo no eventual governo de união nacional. "Telefonei a Samaras para lhe cumprimentar, ele pode formar um governo", disse Tsipras, cujo partido chegou na segunda posição neste domingo. "Vamos ficar na oposição e representar a maioria do povo contra o memorando" de rigor fiscal imposto por UE-FMI.

Já o líder dos socialistas do Pasok, Evangélos Vénizélos, condicionou a participação do seu partido em um governo de união nacional a uma presença ampla da esquerda, incluindo os radicais de Tsipras.
"Um governo de responsabilidade nacional supõe a participação de todas as forças da esquerda", incluindo os radicais do Syriza.

Após a apuração de 85% das urnas, os conservadores da Nova Democracia obtinham 29,96% dos votos, garantindo 130 das 300 cadeiras do Parlamento. A esquerda radical no partido Syriza chegava na segunda posição, com 26,65% e 71 cadeiras, e os socialistas do Pasok apareciam em terceiro, com 12,46% dos votos e 33 cadeiras.

A diferença entre o percentual de votos e o número de cadeiras se deve ao fato de que a Constituição grega atribui 50 cadeiras suplementares ao partido vencedor das eleições.

As eleições deste domingo foram polarizadas entre a Nova Democracia, sob a promessa de "sair da crise, mas não do euro", e a esquerda radical, que exige a renegociação do pacto de austeridade, após defender seu abandono total.

A dirigente da direita Dora Bakoyannis foi a primeira a proclamar a vitória da Nova Democracia: "somos o primeiro e chegou a hora de formar um governo de união nacional para sair da crise".

A Nova Democracia afirma ser o "fiador" da permanência da Grécia na zona do euro, mas quer "renegociar" o memorando do plano de ajuste acertado com União Europeia (UE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

O memorando permitiu ao país obter um socorro financeiro para evitar a falência.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, reagiu aos resultados afirmando que seu país está disposto a discutir os prazos necessários para a aplicação das reformas na Grécia.

"Não deve haver mudança substancial nos compromissos" assumidos pela Grécia com seu programa de reformas, mas "posso imaginar, sem problemas, uma negociação sobre novos prazos".

Para justificar esta flexibilidade, o ministro destacou que a Grécia viveu "uma paralisia política nas últimas semanas devido às eleições". "Os cidadãos comuns não podem ser punidos, especialmente porque já suportaram cortes drásticos".

"Estamos dispostos a assumir a solidariedade na Europa, mas não podemos aceitar a anulação dos compromissos assumidos".

Até o momento, o governo alemão se manteve inflexível sobre o programa de reformas negociado por Atenas com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca do socorro financeiro, tanto em relação ao conteúdo quanto aos prazos decretados.

A chanceler alemã, Angela Merkel, telefonou para Antonis Samaras para cumprimentá-lo "pelo bom resultado nas eleições (...) e declarou que parte do princípio de que a Grécia respeitará seus compromissos europeus", informou um comunicado do serviço de imprensa em Berlim.

O ministro belga das Relações Exteriores, Didier Reynders, foi no mesmo sentido ao destacar que "existe a possibilidade de diálogo" sobre a revisão dos prazos, mas "não queremos dar um cheque em branco" à Grécia.

"A Europa está aberta ao diálogo com a Grécia (...). Sempre é melhor ter pela frente gente que deseja negociar".

Os presidentes da UE e da Comissão Europeia, Herman Van Rompuy e José Manuel Barroso, esperam "a rápida formação de um novo governo na Grécia" que coloque o país no caminho do crescimento e cumpra com o plano de austeridade acertado com Bruxelas.

"Continuaremos apoiando a Grécia como membro da família UE e da zona euro. Estamos dispostos a manter nossa assistência". "O segundo programa de ajuste econômico acertado é a base sobre a qual vamos construir para favorecer o crescimento, a prosperidade e o emprego para o povo grego", destacaram Van Rompuy e Barroso em um comunicado conjunto.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) assinalou sua disposição de trabalhar com o novo governo grego para "ajudar a Grécia a atingir seu objetivo de restaurar a estabilidade financeira, o crescimento econômico e o emprego".

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, destacou a vitória de Samaras e disse que o presidente americano, Barack Obama, acredita que é do interesse do todos que a Grécia permaneça na zona do euro.

"Felicitamos o povo grego pela condução das eleições neste momento difícil (...) e esperamos que levem rapidamente à formação de um novo governo que possa enfrentar os desafios econômicos".

Obama Anuncia Estratégia Para o Desenvolvimento da África

Washington-O presidente americano, Barack Obama, apresentou quinta-feira sua estratégia em favor do desenvolvimento na África, "um continente mais importante do que nunca", com o objetivo de favorecer o crescimento econômico e reforçar a segurança e a democracia.
 
"Ao olhar para o futuro, fica claro que a África é mais importante do que nunca para a segurança e para a prosperidade da comunidade internacional e para os Estados Unidos em particular", declarou o presidente em um comunicado.
 
Esse plano busca incentivar o potencial de crescimento econômico "sensacional" do continente, para tirar milhões de africanos da pobreza, em uma região assolada pela miséria e pelos conflitos.
 
A Casa Branca se concentrará em quatro pontos: reforçar as instituições democráticas, estimular o crescimento e os investimentos, priorizar a paz e a segurança e promover o desenvolvimento.

Essa estratégia é divulgada cerca de três anos depois de Barack Obama, cujo pai é queniano, anunciar as prioridades para esse continente durante uma viagem a Gana, a única de seu mandato a um país da África Subsaariana.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Governo Português Aprova Contratos no Valor de 1,7 Mil Milhões


Lisboa-O Governo aprovou ontem, em Conselho de Ministros, oito contratos de investimento, cujo valor global ascende a mais de 1,69 mil milhões de euros. Os projectos permitirão criar quase meia centenas de novos postos de trabalho e assegurar a manutenção de outros 1100 já existentes. O ministro da Economia, Manuel Pinho, que os apresentou, disse: "Voltamos a falar de investimento industrial no País."

Os investimentos variam entre os 750 milhões da petrolífera espanhola Repsol na expansão e modernização do seu complexo petroquímico em Sines e os 27 milhões para a instalção de uma unidade industrial de biocombustível em Vila Franca de Xira, a Biovegetal, da responsabilidade da ENR, SGPS. Destaque, ainda, para os 33,9 milhões da Hikma Farmacêutica (Portugal), SA, destinados à modernização da sua fábrica em Sintra, que inclui a construção de uma nova unidade produtiva para medicamentos sólidos e líquidos. Uma estrutura que terá de obedecer "aos mais elevados padrões de qualidade" para que possa ser certificada pela Food and Drug Administration, entidade reguladora dos EUA, principal mercado dos seus produtos.

Sines receberá ainda um outro projecto, cujo investimento ultrapassa os 360 milhões de euros, da responsabilidade conjunta de La Seda de Barcelona, SA e Artensa, que tem em vista a construção de uma unidade industrial para a produção de ácido tereftálico purificado (com capacidade para 700 mil toneladas ao ano) e que levará à "consolidação do cluster petroquímico da região".

Os restantes projectos destinam-se a sectores tão diferenciados como o da indústria de celulose (Celbi), na Figueira da Foz, os cimentos, em Setúbal (CNE - Cimentos Nacionais e Estrangeiros, SA), as artes gráficas, em Lisboa (Mirandela), ou o turismo, em Viseu (Movida, Empreendimentos Turísticos).

O aumento da capacidade produtiva e da componente exportadora e a diversificação dos produtos são alguns dos objectivos que sustentam grande parte dos projectos de expansão ontem aprovados pelo Governo. Mas há outros factores de competitividade que são tidos em conta, designadamente a necessidade de uma maior eficiência ambiental - é o caso da Celbi -, investimentos tendentes a uma maior racionalização nos consumos energéticos - Cimentos Nacionais e Estrangeiros - e o reforço das componentes de higiene e segurança no trabalho - que é uma das componentes da ampliação e modernização dos Palácios do Gelo, Desportos e de Congressos da Movida.

Reino Unido Injecta 123 Mil Milhões na Banca

Londres-O ministro britânico das Finanças, George Osborne, anunciou quinta-feira à noite, um pacote de ajuda ao sistema financeiro no valor de 100 mil milhões de libras, qualquer coisa como 123 mil milhões de euros.

Este empréstimo é uma injeção de liquidez na economia britânica a dois dias das eleições na Grécia, com o governo inglês a protagonizar uma jogada de antecipação: porque «antes de melhorar, as coisas vão piorar na Zona Euro», acredita Osborne, que avisa para o perigo de Atenas deixar a moeda única.

«O governo - com a ajuda do Banco de Inglaterra - não vai ficar de fora e não fazer nada enquanto a tempestade [da dívida na Zona Euro] se adensa», justificou o governante, segundo a CNN.

Por isso, ambos quiseram «implementar um novo poder de fogo» para evitar que a turbulência na região que partilha a moeda única possa levar a uma grave crise de crédito e a juros mais altos no Reino Unido. A ideia é aproveitar a disciplina orçamental e credibilidade do país nos mercados para desencadear uma política monetária mais agressiva assente na oferta de empréstimos mais baratos às empresas e famílias.


Espera-se que o pacote consiga suportar a concessão de novos empréstimos no valor estimado de 80 mil milhões de libras (mais de 98 mil milhões de euros). Será também ativado um esquema de emergência, que consiste na cedência de seis meses de liquidez aos bancos em parcelas não inferiores a 5 mil milhões de libras por mês (acima de 6 mil milhões de euros).

O Governo e o Banco de Inglaterra vinha trabalhando neste plano, secretamente, há algumas semanas, segundo o «Sun». A injeção de dinheiro na banca numa dimensão destas é a mais ambiciosa iniciativa anunciada por Osborne em direção, assim espera, ao crescimento.

Em suma, o Reino Unido quer combinar uma política orçamental apertada com uma política monetária ativa. E jogar pelo seguro face à nuvem negra que paira na Zona Euro.

ONU e União Africana Debatem Situação na Guiné-Bissau

Nova York - A situação na Guiné-Bissau é um dos pontos que deve dominar a agenda do sexto encontro anual entre o Conselho de Paz e Segurança da União Africana e o Conselho de Segurança da ONU.

A reunião, iniciada quarta-feira (13 de Junho), em Nova York, aborda além da parceria entre ambos, a situação pós-golpe no Mali, a transição na Somália e o conflito entre o Sudão e o Sudão do Sul.

Falando à Rádio ONU, antes do encontro, o representante permanente da União Africana nas Nações Unidas, Téte António, considerou crucial debater o que chamou "situações complexas que trazem zonas obscuras."

"Trata-se, portanto, de concertar com o Conselho de Segurança sobre as posições que a União Africana tem tomado em apoio à (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) CEDEAO.

Portanto, ver como se pode conciliar os pontos de vista de uns e de outros para eliminar algumas diferenças e ver como encontrar uma solução viável para a Guiné-Bissau. É o que está na agenda", referiu.

O representante da União Africana defende que "não é impossível aproximar as posições das partes" na Guiné-Bissau, na sequência do golpe militar de 12 de Abril.

A 22 de Maio, o comando militar que realizou o golpe de 12 de Abril cedeu o poder a um governo civil de transição, após assinar um acordo político e um pacto de transição mediados pela CEDEAO. O novo poder é contestado pelo governo derrubado e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Governantes do Burquina Faso, do Benim, e de Côte d´Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, representam a organização regional no encontro.

Guiné-Equatorial Está a Cumprir Requisitos Impostos Pela CPLP Para Adesão

Praia - Uma das justificativas do movimento denominado "Por Uma Comunidade de Valores", que lançou uma petição de cidadãos dos países de expressão portuguesa contra a entrada plena da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é de que o presidente equato-guineense impôs a língua no seu país.

O director executivo do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), Gilvan de Oliveira, afirmou respeitar o posicionamento do movimento cívico, mas defendeu a necessidade rever os argumentos e suas fundamentações.

Oliveira lembrou que a Guiné-Equatorial está a cumprir, à risca, um conjunto de requisitos impostos pela CPLP. A decisão da sua entrada na comunidade lusófona será tomada na cimeira de Maputo, Moçambique, dia 20 de julho.

O movimento cívico "Por Uma Comunidade de Valores" foi criado  e tem como membros organizações não governamentais de diversos países da lusofonia com o intuito de demonstrar, através de uma campanha na internet, a sua posição contra a adesão da Guiné-Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Chipre Poderá Pedir Ajuda Financeira à UE

Nicósia – O Chipre poderá pedir um resgate financeiro à União Europeia (UE) revelou o governador do banco central do país, Panicos Demetriades, em entrevista ao «Financial Times».

De acordo com o responsável, o Chipre está a viver um período conturbado devido à crise do euro e à situação da Grécia, país vizinho, estando a preparar um pedido de resgate, que visa sobretudo estabelecer uma linha de crédito para recapitalizar o sistema bancário nacional.

O plano de ajuda financeira terá de ter um montante superior a 1,8 mil milhões de euros, valor necessário para resolver o problema do Banco Popular do Chipre, segunda maior instituição bancária do país, que enfrenta dificuldades depois de ter sido obrigado a reconhecer perdas avultadas com investimentos gregos.

No ano passado, o Chipre recusou pedir ajuda à UE, optando por negociar um programa de empréstimos bilaterais com a Rússia, na ordem dos 2,5 mil milhões de euros.