sexta-feira, 15 de junho de 2012

Reino Unido Injecta 123 Mil Milhões na Banca

Londres-O ministro britânico das Finanças, George Osborne, anunciou quinta-feira à noite, um pacote de ajuda ao sistema financeiro no valor de 100 mil milhões de libras, qualquer coisa como 123 mil milhões de euros.

Este empréstimo é uma injeção de liquidez na economia britânica a dois dias das eleições na Grécia, com o governo inglês a protagonizar uma jogada de antecipação: porque «antes de melhorar, as coisas vão piorar na Zona Euro», acredita Osborne, que avisa para o perigo de Atenas deixar a moeda única.

«O governo - com a ajuda do Banco de Inglaterra - não vai ficar de fora e não fazer nada enquanto a tempestade [da dívida na Zona Euro] se adensa», justificou o governante, segundo a CNN.

Por isso, ambos quiseram «implementar um novo poder de fogo» para evitar que a turbulência na região que partilha a moeda única possa levar a uma grave crise de crédito e a juros mais altos no Reino Unido. A ideia é aproveitar a disciplina orçamental e credibilidade do país nos mercados para desencadear uma política monetária mais agressiva assente na oferta de empréstimos mais baratos às empresas e famílias.


Espera-se que o pacote consiga suportar a concessão de novos empréstimos no valor estimado de 80 mil milhões de libras (mais de 98 mil milhões de euros). Será também ativado um esquema de emergência, que consiste na cedência de seis meses de liquidez aos bancos em parcelas não inferiores a 5 mil milhões de libras por mês (acima de 6 mil milhões de euros).

O Governo e o Banco de Inglaterra vinha trabalhando neste plano, secretamente, há algumas semanas, segundo o «Sun». A injeção de dinheiro na banca numa dimensão destas é a mais ambiciosa iniciativa anunciada por Osborne em direção, assim espera, ao crescimento.

Em suma, o Reino Unido quer combinar uma política orçamental apertada com uma política monetária ativa. E jogar pelo seguro face à nuvem negra que paira na Zona Euro.

ONU e União Africana Debatem Situação na Guiné-Bissau

Nova York - A situação na Guiné-Bissau é um dos pontos que deve dominar a agenda do sexto encontro anual entre o Conselho de Paz e Segurança da União Africana e o Conselho de Segurança da ONU.

A reunião, iniciada quarta-feira (13 de Junho), em Nova York, aborda além da parceria entre ambos, a situação pós-golpe no Mali, a transição na Somália e o conflito entre o Sudão e o Sudão do Sul.

Falando à Rádio ONU, antes do encontro, o representante permanente da União Africana nas Nações Unidas, Téte António, considerou crucial debater o que chamou "situações complexas que trazem zonas obscuras."

"Trata-se, portanto, de concertar com o Conselho de Segurança sobre as posições que a União Africana tem tomado em apoio à (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) CEDEAO.

Portanto, ver como se pode conciliar os pontos de vista de uns e de outros para eliminar algumas diferenças e ver como encontrar uma solução viável para a Guiné-Bissau. É o que está na agenda", referiu.

O representante da União Africana defende que "não é impossível aproximar as posições das partes" na Guiné-Bissau, na sequência do golpe militar de 12 de Abril.

A 22 de Maio, o comando militar que realizou o golpe de 12 de Abril cedeu o poder a um governo civil de transição, após assinar um acordo político e um pacto de transição mediados pela CEDEAO. O novo poder é contestado pelo governo derrubado e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Governantes do Burquina Faso, do Benim, e de Côte d´Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, representam a organização regional no encontro.

Guiné-Equatorial Está a Cumprir Requisitos Impostos Pela CPLP Para Adesão

Praia - Uma das justificativas do movimento denominado "Por Uma Comunidade de Valores", que lançou uma petição de cidadãos dos países de expressão portuguesa contra a entrada plena da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é de que o presidente equato-guineense impôs a língua no seu país.

O director executivo do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), Gilvan de Oliveira, afirmou respeitar o posicionamento do movimento cívico, mas defendeu a necessidade rever os argumentos e suas fundamentações.

Oliveira lembrou que a Guiné-Equatorial está a cumprir, à risca, um conjunto de requisitos impostos pela CPLP. A decisão da sua entrada na comunidade lusófona será tomada na cimeira de Maputo, Moçambique, dia 20 de julho.

O movimento cívico "Por Uma Comunidade de Valores" foi criado  e tem como membros organizações não governamentais de diversos países da lusofonia com o intuito de demonstrar, através de uma campanha na internet, a sua posição contra a adesão da Guiné-Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Chipre Poderá Pedir Ajuda Financeira à UE

Nicósia – O Chipre poderá pedir um resgate financeiro à União Europeia (UE) revelou o governador do banco central do país, Panicos Demetriades, em entrevista ao «Financial Times».

De acordo com o responsável, o Chipre está a viver um período conturbado devido à crise do euro e à situação da Grécia, país vizinho, estando a preparar um pedido de resgate, que visa sobretudo estabelecer uma linha de crédito para recapitalizar o sistema bancário nacional.

O plano de ajuda financeira terá de ter um montante superior a 1,8 mil milhões de euros, valor necessário para resolver o problema do Banco Popular do Chipre, segunda maior instituição bancária do país, que enfrenta dificuldades depois de ter sido obrigado a reconhecer perdas avultadas com investimentos gregos.

No ano passado, o Chipre recusou pedir ajuda à UE, optando por negociar um programa de empréstimos bilaterais com a Rússia, na ordem dos 2,5 mil milhões de euros.

Guiné-Bissau: Saturnino Costa Considera-se «Moço de Recados» de António Indjai

Bissau – O primeiro Vice-Presidente do PAIGC, Manuel Saturnino
Costa, considera que durante o período da luta armada de libertação nacional, desempenhava as funções de «moço de recados» de António Indjai, Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas.

António Indjai acusou Saturnino Costa, na passada semana, de ter proferido insultos aos antigos combatentes.

O primeiro Vice-Presidente do PAIGC disse que era o «miúdo de recados que segurava a mochila do General Amónio Indjai e cuidava dos seus sapatos durante a luta armada».

Manuel Saturnino Costa falou a 12 de Junho num encontro que a sua formação política manteve com os antigos combatentes da liberdade da Pátria,  terça-feira, 12 de Junho.

Saturnino Costa pediu longa vida para António Indjai, para que possa contribuir para o bem-estar e o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

O PAIGC produziu um comunicado de imprensa que classificou o encontro entre o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas e os combatentes, a 6 de Junho, na sede da ANP, como «um esforço infundado e inútil de branqueamento e de deturpação da história, com o objectivo de dividir para reinar».

De acordo com o comunicado, o PAIGC disse ter registado com estupefacção o teor da reunião tida com os antigos combatentes, mas que no entanto foi transformado no tribunal de luta de libertação nacional.

Esta formação política disse ainda que o encontro de 6 de Junho deu-se para dividir os guineenses em etnias, para melhor controlar a população.

A terminar, o PAIGC lembrou Antonio Indjai da condenação do golpe levado a cabo por ele, a 12 de Abril, que passados sessenta dias inverteu a posição, justificando a questão dos antigos combatentes como uma das razões deste golpe.

África: Crise Económica Global Afecta Exportação e a Entrada de Capital em 2012-ONU


Nova Iorque- O continente africano pode atingir uma retoma económica "forte" a partir de 2012, mas está dependente do impacto da crise económica global, que deverá afetar exportações e entrada de capital, segundo a ONU.

O relatório 2012 da Comissão Económica da ONU para África e União Africana, apresentado nas Nações Unidas, refere que as perspetivas de crescimento a médio prazo são "otimistas", baseando-se no regresso da estabilidade ao norte do continente, mas estão "ameaçadas" pelo abrandamento da economia mundial.

Para o Diretor de políticas e análise de Desenvolvimento na ONU, Rob Vos, o cenário económico global recente é "muito pessimista".

"Em África o Desemprego Aumentou 5.5 Por Cento, Estando Agora em 27.9 Por Cento"


Brasília-Vamos falar sobre o relatório que fala do emprego juvenil “Tendências de Emprego para a Juventude 2012!”. Há problemas que começam primeiro com a crise, depois pelos níveis de desemprego, nos países pobres, depois nos países em desenvolvimento, para depois haver um agravamento nos países desenvolvidos… vamos falar também desta tendência de aumento dos empregos precários. O que se está a passar com os empregos precários que parece que a longo prazo oferecem mais danos que benefícios?

Este novo relatório, sobre tendências globais de emprego, faz parte dos relatórios que a OIT faz, observando os grupos que têm vulnerabilidades. O dos jovens é um destes grupos. Para posicionar os jovens na força de trabalho, há 620 milhões de jovens que trabalham, mais ou menos dezanove por cento da totalidade da força total, que são 3.3 biliões de pessoas que trabalham.Neste universo há 75 milhões de jovens, hoje, que estão desempregados. Mas isto é apenas uma parte, o facto é que há 150 milhões de jovens que trabalham, e trabalham muito. Mas que ganham um dólar por dia. Assim, são 225 milhões de jovens que estão numa enorme vulnerabilidade. Estes números são a totalidade da população da Alemanha, França, Inglaterra e Canadá. Tudo junto. Mas uma grande parte desta população está nos países em desenvolvimento.

Vamos falar do caso do Brasil, país latino-americano que teve uma ligeira queda no desemprego. A que é que se deve e de que forma é que deve servir de exemplo para os países mais desenvolvidos que tiveram uma subida muito acentuada?

A realidade é que não tiveram muita subida. Na totalidade o rela tório mostra 2.1 por cento da força de trabalho juvenil desempregada nos países mais desenvolvidos. Isso não mudou com a crise, nem no pior momento que foi em 2009. Pelo contrário, os números melhoraram no ano passado, já que estava em 2.6. claro que os números mudam… na América latina há 3.7 por cento, um ponto a mais, praticamente. Mas em África o desemprego aumentou 5.5 por cento, estando agora em 27.9 por cento de desemprego juvenil em 2011. E estes dados são referentes aos países da África do Norte.

Nestes casos o que é que se pode fazer, visto que o emprego precário, que tem sido uma ajuda, parece que mais prejudica que ajuda, a longo prazo?

Os números que citamos não incluem o trabalho precário, sem qualquer protecção social e que ocupa o sector informal. Claramente que isso tende a aumentar. O que se tem de fazer… há uma urgência de estabelecer parcerias com o sector público e estimular programas de aprendizagem, formação, estágios que são fundamentais para melhorar a inserção no mundo do trabalho. O objectivo é que seja o mercado informal a integrarse no espaço formal para garantir a protecção social ao trabalhador. Este tema está a ser discutido pelo G20, que já lhe deu o sentido de urgência. É importante reforçar os laços entre o ensino profissionalizante com o mercado do trabalho. Há também que prestar atenção às dinâmicas das novas tecnologias que vão surgindo, mesmo neste prisma da formação. Outro problema é que este desemprego juvenil está também muito associado a níveis de violência e a todo o tipo de actividades ilícitas, principalmente com o tráfico de drogas. Vê-se isso muito na América Central … na América Latina, também no Brasil.

Temos o caso da Europa onde os em pregos precários estão a multiplicar se com a crise, que implicações é que isso pode ter a longo prazo?

Isso é uma bomba relógio que já vai tendo pequenas explosões em alguns países. Aí há jovens com alto nível de educação e com graus eleva dos de desmoralização. Isso é muito perigoso, porque são jovens formados, com boa educação, o que pode levar à uma forte violência social, organizada. Não só dentro dos países mas também na região. Daí o tal sentido de urgência no G20. O que o relatório diz é que é urgente tratar deste assunto com políticas que abranjam o sector privado e o sector público. Este assunto é e tem que ser um ponto importantíssimo na agenda.

Temos 40 milhões de jovens a entrar no mercado do trabalho todos os anos, há que criar 400 milhões de postos, além dos 200 milhões que já existem.

É, portanto, um fardo para os países desenvolvidos. Mas temos os países em desenvolvimento, os subdesenvolvidos, há alguma recomendação específica para cada um destes grupos de países, depois de ter falado no papel dos governos, da necessidade de se integrar o sector informal no formal?

O que eu já disse; elaboração de políticas em que isso é prioridade.
Em que os governo trabalhem com o sector privado. E também ver o que pode funcionar e que funciona em alguns sectores.

Identificar também novos sectores onde se pode criar empregos. É imperioso falar com os jovens e perceber como pensam sobre os seus próprios problemas, é importante identificar experiências positivas e fazê-las partilhar.

O que espera ouvir das associações de jovens, que exemplos é que podem ser replicados noutros países?

Temos um relatório, “A Crise no Emprego Juvenil – Um Tempo para a Acção” precisamente para ver, com os jovens, que coisas genéricas se podem fazer para melhorar. Há já uma voz da juventude, uma juventude com ideias e com soluções para o seu próprio futuro.

O problema do emprego está na ordem do dia, tanto para a geração que está no poder, como para a que exerceu o poder e para as que aí vêm. Este assunto é realmente importante, tem a ver com a vida e com a dignidade das pessoas. E o mundo é para todos.