quarta-feira, 11 de julho de 2012

Unesco Declara Igreja da Natividade Patrimônio da Humanidade

Freira passa pela igreja da Natividade, em Belém, na Cisjordânia, na quinta-feira. A Unesco concedeu o status de Patrimônio Mundial ameaçado e recursos para reparos ao local visto por cristãos como o berço de Jesus. 28/06/2012 REUTERS/Ammar Awad
Legenda: Freira passa pela igreja da Natividade, em Belém, na Cisjordânia, na quinta-feira. A Unesco concedeu o status de Patrimônio Mundial ameaçado e recursos para reparos ao local visto por cristãos como o berço de Jesus. 



SÃO PETESBURGO, 29 Junho- A Unesco concedeu o status de Patrimônio Mundial ameaçado e recursos para reparos ao local visto por cristãos como o berço de Jesus na cidade de Belém, na Cisjordânia, apesar das objeções dos Estados Unidos e de Israel.

Treze membros dos vinte e um do Comitê do Patrimônio Mundial votaram a favor do gesto em uma reunião em São Petersburgo. A decisão foi recebida com uma salva de palmas. Seis membros votaram contra e dois se abstiveram.

A Igreja da Natividade, datada do século 4º, e erguida sobre uma gruta onde a tradição cristã diz que Jesus nasceu, precisa de restauros, mas a Autoridade Palestina, que exerce um poder limitado no território ocupado por Israel, está carente de fundos.

O pedido da Autoridade Palestina também incluiu parte da Rota da Peregrinação, o caminho que José e Maria teriam seguido rumo à cidade em sua jornada de Nazaré mais de 2 mil anos atrás.
Os palestinos sublinharam o que descrevem como os perigos da ocupação israelense e citaram em particular o cerco de Israel em 2002 à Igreja da Natividade, onde militantes se refugiaram durante o levante palestino.

A violência diminuiu drasticamente nos últimos anos e mais de 2 milhões de pessoas visitam anualmente a igreja.

Mas peritos independentes enviados pela Unesco para examinar a igreja recomendaram a rejeição do pedido, dizendo que, embora o telhado da igreja precisasse de reparos, o santuário não pode ser considerado "como tendo sido severamente danificado ou sob ameaça iminente".

ESTADO PALESTINO

O ministro das Relações Exteriores palestino compareceu ao encontro sexta-feira em São Petesburgo, e a Autoridade Palestina viu sua inclusão na Unesco como um marco estratégico antes de um reconhecimento internacional mais abrangente que busca para seu futuro Estado.

"Isto traz esperança e confiança ao nosso povo para a vitória inevitável de nossa causa justa ", disse o primeiro-ministro Salam Fayyad em um comunicado na esteira da decisão.

"Aumenta a determinação em prosseguir com esforços para aprofundar a preparação do estabelecimento de um Estado Palestino independente, com sua capital em Jerusalém Oriental dentro das fronteiras de 1967", declarou Fayyad.

Autoridades israelenese questionaram a necessidade de Belém ser registrada como local ameaçado, e vê a manobra palestina na Unesco e em outros organismos da ONU como um esforço para constranger Israel no palco mundial.

"Esta é uma decisão irresponsável", disse Gideon Koren, vice-presidente israelense do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios. David Killion, embaixador dos EUA na Unesco, disse estar "profundamente decepcionado com a decisão".

O governo palestino planeja registrar cerca de 20 locais na Unesco, incluindo a cidade antiga de Jericó e o sítio arqueológico de Sebastia, e desdenhou das acusações de Israel.

"Nosso objetivo é preservar e salvaguardar esses locais, a despeito da ameaça da ocupação israelense", afirmou Hanan Ashrawi, chefe do Departamento de Cultura e Informação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
No ano passado, a Unesco concedeu o status de membro pleno aos palestinos, uma decisão vista à época como um incentivo à sua intenção, desde então amplamente divulgada, de obter o reconhecimento da condição de Estado nas Nações Unidas, na ausência de conversas de paz com Israel.

Israel e os Estados Unidos, que subsequentemente cortaram sua contribuição anual de 80 milhões de dólares à Unesco, criticaram a decisão, dizendo que as negociações de paz - que desmoronaram em 2010 - são o único caminho para um Estado Palestino.

Há Quase 48 Milhões de Desempregados nos Países da OCDE

Paris-Praticamente 48 milhões de pessoas continuam sem trabalho nos 34 países da OCDE, mas os números do desemprego variam consideravelmente de região para região. Se na zona euro o desemprego atingiu os 11,1% em Maio, em países como Espanha esse valor está já nos 24,6%. No outro lado do atlântico, nos Estados Unidos, a falta de trabalho afeta 8,25% da população.

Na maioria das economias emergentes, à exceção da África do Sul, os mercados de trabalho têm resistido bem à crise, informa a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico no relatório de 2012 sobre perspetivas de emprego.

"O desemprego na zona OCDE continuará alto, à volta de de 7,7% no último trimestre de 2013, contra 7,9% em Maio de 2012", lê-se no documento da OCDE.

"É imprescindível que os poderes públicos utilizem todos os meios ao seu alcance para ajudar os que procuram emprego, em particular os mais jovens, suprimindo barreiras que pesam na criação de empregos e investindo na sua formação", sublinha Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, num comunicado.

O documento emitido pela OCDE avança ainda que um em cada três desempregados está sem trabalho há 12 meses ou mais, mas essa proporção chega atingir os 44 por cento na União Europeia.

"Mais preocupante é o aumento do número de pessoas desempregadas há dois anos ou mais, que subiu de 2,6 milhões em 2007 para 7,8 milhões em 2011", adverte a organização.

A OCDE indica que para recuperar a taxa de desemprego que existia antes da crise será preciso criar, pelo menos, 14 milhões de postos de trabalho e, para tal, recomenda aos Estados que forneçam subsídios para "ajudar os desempregados a manter contacto com o mercado de trabalho".

terça-feira, 10 de julho de 2012

Senegal Manifesta Apoio a Guiné-Bissau e Acredita Em Estabilização



Bissau - O Senegal manifestou segunda-feira "todo o apoio" à Guiné-Bissau e a convicção de que o país "pode sair do longo período de convulsões", afirmou um conselheiro do Presidente senegalês.

Amato Dansoko falava aos jornalistas em Bissau após uma reunião com o Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, no poder na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril, que afastou o Presidente interino, Raimundo Pereira, e o Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.

O Presidente do Senegal, Macky Sall, tem demonstrado com frequência a sua preocupação para com a situação na Guiné-Bissau, como ainda recentemente na cimeira de chefes de Estado e de governo da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) em Yamoussoukro, na Côte d’Ivoire (final de Junho), disse Amato Dansoko.

"O Presidente interino tem todo o seu apoio e Macky Sall está convencido de que há uma possibilidade real para a Guiné-Bissau sair deste longo período de convulsões sucessivas", adiantou Dansoko.

"Renovamos o que temos dito, uma cooperação forte entre a Guiné-Bissau e o Senegal é uma solução para o problema interno da Guiné-Bissau mas também para o problema grave do Senegal, a tragédia da guerra em Casamança" (região junto à fronteira norte com a Guiné-Bissau, onde o grupo rebelde MFDC reivindica a independência).

Moçambique É o Mais Beneficiado Pelos Fundos do BADEA


Moçambique-Moçambique recebeu, de 1975 até Junho de 2012, do Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA) cerca de 228,9 milhões de dólares norte-americanos para viabilização de 27 projectos socioeconómicos do país e 15 operações de assistência técnica.

O valor coloca Moçambique como principal receptor de fundos daquela instituição financeira a nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), segundo Abdelaziz Khelef, director-geral do BADEA que se encontra em Maputo em visita de trabalho.

Os sectores das Pescas, Energia, Agricultura, Saúde, Educação e Infra-estruturas são áreas que mais têm beneficiado do apoio do BADEA, de acordo ainda com Khelef, sublinhando que a sua instituição continua comprometida em apoiar “todos os esforços visando o combate à pobreza extrema que afecta o país”.

Questionado pelo Correio da manhã sobre a forma como os fundos do Banco estão a ser geridos em Moçambique, Khelef disse que o Governo moçambicano tem sido “muito sério” na utilização dos recursos disponibilizados por aquela instituição, facto que o torna como “o nosso principal parceiro na região da África Austral”.

Refira-se que, em Abril de 2011, o BADEA anunciou o desembolso de nove milhões de dólares norte-americanos para o financiamento do projecto de construção e equipamento do Hospital Geral de Nampula.

Abdelaziz Khelef falava, Segunda-feira (9 de Julho), em Maputo, momentos depois de manter conversações com representantes de instituições governamentais que beneficiam do apoio do BADEA, tais como Obras Públicas e Habitação, Pescas, Energia, Saúde, Finanças, Planificação e Desenvolvimento e do Banco de Moçambique para revisão do programa de cooperação entre Moçambique e aquela instituição financeira internacional.

Parlamento Europeu Condena Violência Contra Gays, Lésbicas Transgêneros na África

Estrasburgo-Dando mais uma demonstração de sua sensibilidade aos direitos dos Gays,Lésbicas e transgêneros (GLBTs), o Parlamento Europeu aprovou uma resolução criticando a violência contra lésbicas e o desrespeito aos direitos de homossexuais e transgêneros na África.

A resolução foi uma resposta ao aumento no número de relatos de prisões e violência contra GLBTs no continente, especialmente contra as lésbicas. Em Camarões, têm crescido as notícias de prisões contra elas, e as lésbicas permanecem vítimas regulares de "estupro corretivo" e assassinatos na África do Sul. As lésbicas também enfrentam piores condições sociais e legais em países como Libéria e Malauí.

Segundo o Parlamento, a situação dos GLBTs também tem piorado em Uganda e na Nigéria, e há sinais de melhora apenas no Malauí, onde a recém-empossada presidente Joyce Banda quer descriminalizar a homossexualidade, e na Suazilância, onde campanhas de prevenção contra o HIV/Aids prosseguem apesar de fortes ameaças legais.

O debate no Parlamento teria sido, em sua maioria, pró-gay, mas o Partipo Popular Europeu (PPE), de orientação democrata-cristã e que agrega membros conservadores e de centro-direita, retirou seu apoio ao texto antes da votação, embora alguns deles tenham permanecido favoráveis, como Eija-Riitta Korhola, da Finlância, e Edit Bauer, da Eslováquia.

Combate à Pirataria Marítima Poderá Estender-se às Águas Quenianas


Moçambique-O ministro moçambicano da Defesa Nacional, Filipe Nyussi, disse que Moçambique poderá estender até ao Quénia, as actividades de patrulhamento e fiscalização do mar, que actualmente são partilhadas com a Tanzânia e África do Sul.

“Actualmente, nós partilhamos as actividades de luta contra a pirataria com a África do Sul e Tanzânia, mas um dia teremos que estendé-las até ao Quénia, para bloquear o inimigo à longa distância, antes de constituir uma ameaça imediata interna”, disse o governante moçambicano.Filipe Nyussi, que se reuniu, Sexta-feira (6 de Julho), em Boane, província de Maputo, com adidos militares acreditados em Moçambique, afirmou ser fundamental a coordenação da luta contra a pirataria e outros crimes transnacionais com outros países porque os resultados não poderão ser satisfatórios de uma forma isolada.

Realçou que “o problema da pirataria e dos outros crimes transnacionais arrastam-se para além da fronteira de Moçambique, e a estratégia que o nosso país adoptou é de partilhar a actividade de patrulhamento e fiscalização com outros países”.Nyussi esclareceu que a ideia é envolver na estratégia todos os países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), com ou sem aceso ao mar, “para que, em conjunto, lutemos contra esses males porque todos esses países são usuários directos ou indirectos do mar, das águas moçambicanas e de todo o canal de Moçambique em geral”.

Disse que paralelamente à coordenação com outros países, as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), “estão no mar para proteger interesses económicos, neste caso a pesca e o turismo, bem como evitar que o mar seja poluído, sendo por isso que treinamos e envolvemos mais efectivos nestas actividades”.

Refira-se que em Agosto de 2011, a SADC adoptou uma estratégia de segurança marítima, destinada a reduzir a ameaça dos piratas nas costas da Somália e em vastas secções do Oceano Índico, incluindo o Canal de Moçambique.Entretanto, o chefe do Estado Maior da Armada Portuguesa, Almirante José Lopes Saldanha, no final de uma visita a Moçambique, segunda-feira, anunciou que um grupo de oficiais da Marinha de Guerra moçambicana vai, dentro de dias, navegar em navios da Armada Portuguesa, no contexto da cooperação entre Moçambique e Portugal.

O oficial português, que teve um encontro de trabalho com o ministro moçambicano da defesa nacional e com o chefe do Estado Maior General das FADM, entre outras entidades militares, disse que a iniciativa visa ajudar Moçambique a desenvolver capacidades no domínio da Marinha de Guerra.

Presidente de Cabo-Verde Defende Soluções Internas


Praia - O Presidente de Cabo Verde defendeu,segunda-feira, 9 de Julho, na abertura da conferência «África reinventando sua Governação», que todos devem assumir que a responsabilidade pelas soluções de construir a África terá que ser interna.

A conferência, que está inserida nas primeiras Jornadas Anuais da Governação em África (JAGA), promovidas pela Aliança para Reconstruir a Governação em África (ARGA) reúne, até quinta-feira, na Cidade da Praia, 72 convidados estrangeiros, de entre eles governantes africanos, pesquisadores, professores universitários, jornalistas e representantes de fundações, entre outras individualidades.

Segundo Jorge Carlos Fonseca, a conferência inscreve-se numa ampla perspectiva que é a de dotar o continente em 2015 de um projecto de desenvolvimento a ser concretizado nos próximos 50 anos, a partir de reflexões nas áreas políticas, económica e das relações internacionais.

Este projecto parte do pressuposto segundo o qual, durante os primeiros 50 anos das independências, têm sido adoptadas proposições institucionais e de política, muitas vezes importadas, que não levam em conta as realidades locais e por isso não têm favorecido o continente no aproveitamento das suas potencialidades e na melhoria das condições de vida das populações.

Jorge Carlos Fonseca disse ainda orgulhar-se por Cabo Verde ter sido escolhido para o albergar o evento, o que, a seu ver, pode ser entendido como o reconhecimento do esforço que vem sendo feito desde a independência até agora, no sentido de se assegurar uma governação que responda aos anseios das suas gentes.

A nível continental, entende Fonseca, no que toca aos desafios da democracia e do desenvolvimento em África, esta pode ser uma África de progresso, de modernização e de bem-estar generalizado, mas ela não se encontra à mão de semear.

A Jornada Anual da Governação em África está construída em torno de quatro conferências que serão realizadas de forma sucessiva.

A primeira arrancou esta segunda-feira, na Cidade da Praia, estando já programadas outras conferências sobre «África reinventa a sua economia» para 2013, «África renegocia o seu papel no mundo» para 2014 (ambas ainda sem lugar definido para realização) e «Um projecto para 2060», a ter lugar em Adis-Abeba (Etiópia), em 2015.