quarta-feira, 21 de maio de 2014

Oposição tailandesa Mantém Protesto na Rua

Tailândia-Apesar da lei marcial decretada pelo exército, os opositores do governo tailandês continuam na rua.
 
Os protestos e a instabilidade foram o motivo para o exército decidir impor a lei marcial no país. O general que comandou a operação disse que não tinha intenções de depor o governo, mas a oposição quer e não descansa enquanto não cair o governo interino, que substituiu o da primeira-ministra deposta, Yingluck Shinawatra, acusada de corrupção.
 
“Amanhã vamos continuar aqui, vamos continuar a nossa missão, tal como estava planeado, para podermos ter um primeiro-ministro para o povo, um governo para o povo”, disse Suthep Thaugsuban, líder da oposição.
 
Os protestos duram há seis meses e deixaram o país sem um governo que funcione. Os opositores querem um governo neutro, que faça reformas eleitorais que permitam acabar com o domínio da família Shinawatra na política do país.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Mulher Presidente Tem Mais Risco de Demissão do que Homem

No centro da mesa, presidente do Sindmetal, Macapá
Investigação-– Executivas do topo da hierarquia das empresas que se segurem no cargo. Pesquisa recente da Strategy& com 2,5 mil maiores empresas de capital aberto do mundo aponta que as chances de demissão são maiores para as presidentes do que para os presidentes. A conclusão parte da análise das movimentações de presidentes nos últimos dez anos. Enquanto quase 40% das mulheres foram demitidas do comando de empresas, no mesmo período, apenas 27% dos presidentes homens receberam “bilhete azul” (ou seja, perderam o posto).
 
O coautor do estudo, Per-Ola Karlsson, disse em entrevista ao Financial Times que a busca por mais mulheres em postos de comando – alavancada por pressões culturais e políticas - leva empresas, muitas vezes, a escolhas ousadas que podem não funcionar.
 
Conselhos de administração maioritariamente masculinos em sua composição também contribuem para este cenário porque tornam árido o ambiente de trabalho para as presidentes de empresa, segundo também afirmou Karlsson ao Financial Times.
 
Maioria masculina no conselho pode, em alguns casos, se traduzir em menos apoio à presidente, segundo Karlsson apurou ao longo de conversas que teve com mulheres que ocupam postos de comando.
 
Pesquisa da Bain &Co. confirma em números o que Karlsson diz ter ouvido de executivas.  Segundo este estudo, 41% das mulheres em cargos de gestão apontam a diferença de estilos entre os gêneros como o principal entrave para suas carrreiras. Some-se a isso ao facto de 88% afirmarem que os chefes são mais propensos a promover ou indicar profissionais com um estilo semelhante ao deles mesmos e o cenário desfavorável à mulher ganha ainda mais força. 
 
Aliás, os conselhos de administração continuam sendo um “calcanhar de Aquiles” da paridade de gênero entre os executivos. No Brasil, por exemplo, apenas 7,7% das posições em conselhos são de mulheres, segundo estudo do Catalyst.org. Na Noruega, elas estão em 40,9% das cadeiras dos conselhos. 

OCDE: Crescimento de África Regressa aos Níveis pré-crise em 2015

África-As economias do continente africano cresceram, em média, 4% no ano passado, devendo acelerar para os 5 a 6% no próximo ano, regressando assim aos níveis anteriores à crise financeira de 2009, escreve a OCDE.
 
"As perspetivas macro-económicas de África continuam favoráveis. Em 2013, África manteve uma taxa de crescimento média de 4%, o que compara com os 3% da economia global e sublinha a resiliência do continente aos ventos globais e regionais", escreve a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) no relatório sobre as Perspetivas Económicas Africanas (African Economic Outlook - AEO, no original em inglês), divulgado em Paris.
 
O crescimento, no entanto, não é uniforme, e varia não só entre países, mas também entre regiões: excluindo a África do Sul, o crescimento da África subsariana, onde se incluem os países lusófonos, foi de 6,1% no ano passado e deverá chegar aos 6,8% este ano, apesar das dificuldades que subsistem no que diz respeito ao desenvolvimento das condições humanas.
 
"As condições de desenvolvimento humano em África estão a melhorar, no geral, mas há um número de países que continuam atrasados. A pobreza está gradualmente a diminuir, enquanto a Educação e a Saúde estão a melhorar, mas lamentavelmente, a exclusão persiste, resultando num acesso desigual às oportunidades económicas e sociais, o que mina os esforços para melhorar as condições de vida dos africanos e interfere com os direitos humanos", consideram os peritos da OCDE.
 
Com um dossiê especial sobre a cadeia de valor global, e como o continente pode aproveitar as mais-valias introduzidas na exportação de produtos, nomeadamente matérias-primas, o relatório da OCDE afirma ainda que "desde 2010, África tem testemunhado um número crescente de eleições livres e justas", e acrescenta que "a tendência deve continuar", lembrando que "cerca de 600 milhões de africanos devem eleger em 2014 e 2015 os seus líderes".

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Regulação Financeira Chega aos Fatos dos Banqueiros de Wall Street

EUA-Os banqueiros norte-americanos praticavam uma espécie de contrabando para comprar fatos londrinos de alta costura. A regalia está a terminar, porque as autoridades aduaneiras melhoraram o sistema de controlo, noticia o "Financial Times".
 
O imposto cobrado pela importação dos fatos dos banqueiros norte-americanos encomendados no estrangeiro aumentou de 4% para 20% ou até 27,5%, em função dos materiais de que são feitos. A subida acontece porque as autoridades de Washington aperfeiçoaram os sistemas de controlo aduaneiro.
 
O "Financial Times" explica que os executivos dos bancos dos Estados Unidos têm o hábito de encomendar os fatos em Londres e recebê-los nos Estados Unidos "em caixas seladas dentro de contentores que contêm outros produtos", num sistema semelhante ao dos contrabando. O procedimento era o seguinte: os alfaiates de sofisticados ateliers de costura londrinos viajavam até Nova Iorque para tirar as medidas aos clientes e depois de acabado o produto em Londres, enviavam-no de volta para os Estados Unidos.
 
Os ateliers da Saville Row, a famosa avenida londrina onde se encontram as melhores lojas de alta costura do país serão as mais afectadas pelo novo controle aduaneiro dos EUA. Ateliers como o Anderson & Sheppard ganhavam cerca de 40% da sua facturação nos Estados Unidos, revela o jornal britânico.  
 
O fim desta peculiar forma de contrabando está a abrir portas a lojas de menor prestígio e de preços mais baixos, sobretudo as italianas. A crise também obrigou a alteração das escolhas de vestuário dos executivos bancários norte-americanos. Um inquérito levado a cabo pelo "Financial Times" num universo de 174 empregados do sector financeiro dos EUA, 59% dos inquiridos afirma que vestem pior agora que há cinco anos atrás.

França Aprova Medida que Permite ao Governo Bloquear Aquisições Estrangeiras

França
França-Financial Times" diz que a medida é definida no país como "arma nuclear". Direito de veto já estava previsto na legislação, mas alarga-se agora a outras áreas. Surge numa altura em que a França discute as duas propostas para a aquisição do ramo energético da Alstom.
 
O governo francês aprovou na quarta-feira, 14 de Maio, um decreto que lhe confere novos poderes na possibilidade de bloquear aquisições de empresas do país por estrangeiros. A medida foi já publicada no Diário Oficial da República Francesa quinta-feira última, 15 de Maio.
 
"A opção que fizemos, com o primeiro-ministro [Manuel Valls], é uma escolha de patriotismo económico. É uma medida de protecção dos interesses estratégicos de França", alinhando posições públicas e privadas, afirmou o ministro da Economia francês Arnaud Montebourg.
 
A medida surge numa altura em que o debate político em França se centra na eventual compra da Alstom pela General Electrics, após uma proposta da 12 mil milhões de euros. A concurso pela unidade de energia da empresa francesa está também a Siemens. O "Le Monde" diz mesmo que a aprovação do decreto foi acelerada pelo negócio em questão.
 
"A Alstom enquadra-se no âmbito deste decreto, tal como outras empresas estratégicas", rematou Montebourg, citado pelo "Financial Times". O ministro da economia francês já tinha assumido publicamente a sua posição crítica quanto à proposta da General Electrics no negócio, mostrando-se mais favorável à proposta da Siemens.
 
Montebourg estará mesmo a trabalhar directamente com a empresa alemã numa nova proposta que visará a criação de sinergias nas operações dos segmentos de transportes e energias das duas empresas, refere a publicação norte-americana.
 
O novo decreto alarga uma medida já existente na legislação francesa desde Dezembro de 2005 para o ramo da defesa e segurança, explica o "Le Monde". São agora mais cinco os sectores abrangidos por este direito de veto do executivo liderado por Manuel Valls: energia, água, telecomunicações, transporte e saúde.
 
A medida, que entra em vigor 24 horas após a sua publicação, será todavia "aplicada de forma selectiva e proporcional, tendo em conta os méritos de cada situação", ressalvou Arnaud Montebourg.
 
Situação semelhante vive o Reino Unido, com a discussão da possível fusão entre Pfizer e AstraZeneca. Tal como em França, os responsáveis políticos estão a acompanhar o desenvolvimento das negociações. Nos últimos dois dias, estiveram marcadas audições no Ministério Público britânico para os vários actores envolvidos – governo, oposição, cientistas e executivos de ambas as empresas.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Lula bate duro no Financial Times e na Economist


Lula-Ex-presidente critica postura da "mídia econômica do Reino Unido": "Quanto mais distante, mais erram. Não posso entender como classificam de frágil uma economia com reservas de US$ 338 bilhões e com pleno emprego. Gostaria que fossem estudar economia antes de repetirem previsões que não se concretizam"

Em homenagem da Associação de Diários do Interior (ADI), o ex-presidente Lula criticou os jornais de grande circulação e a "mídia econômica do Reino Unido", em referência ao jornal "Financial Times" e a revista "The Economist". Publicações tem atacado a gestão da presidente Dilma Rousseff.

Banco Mundial: 700 Milhões de Mulheres são Vítimas de Violência no Mundo


Banco Mundial-Mais de 700 milhões de mulheres são vítimas de violência de gênero no mundo, especialmente no sul da Ásia e da África, informa um relatório do Banco Mundial (BM) divulgado quarta-feira última.
 
"A violência baseada no gênero é uma epidemia global, que afecta as mulheres em todas as regiões do mundo", garante a instituição, destacando, contudo, "avanços sem precedentes" ao longo dos últimos anos.
 
Segundo o informe, pelo menos uma a cada duas mulheres mulheres (43%) no sul da Ásia (Índia, Paquistão e outros) sofreu violência física, ou sexual por parte de seu cônjuge durante sua vida.
 
Na África Subsaariana e no Oriente Médio, a proporção é de 40% e diminui para 33%, na América do Sul, e para 30%, na região Ásia-Pacífico, segundo o documento, que não publica dados sobre a Europa. Na América do Norte, esse percentual chega a 21%.
 
De acordo com o BM, um grande número de mulheres jovens no mundo têm um "controle limitado" sobre seu corpo, como acontece em relação à sexualidade e à anticoncepção, por exemplo.
 
Se a "tendência actual se mantiver", mais de 142 milhões delas estarão casadas antes de completar 18 anos, já na próxima década, acrescenta o texto.
 
Referindo-se a um grupo mais específico de 33 países em desenvolvimento, o informe indica que 41% das mulheres garantem que não se atreveriam a pedir ao parceiro para usar preservativo.
 
Em relação ao mundo da política, o BM diz que as mulheres estão "claramente sub-representadas" e aponta que elas representam apenas 22% dos parlamentares e 5% dos prefeitos do mundo.
 
"Se o mundo quiser acabar com a extrema pobreza e garantir que a prosperidade seja compartilhada, é necessária uma participação plena e efetiva das mulheres", advertiu o presidente do organismo, Jim Yong Kim, citado no relatório.