sexta-feira, 21 de março de 2014

Angola: Crescimento Económico de 5,3% Angola

Angola-Num comunicado divulgado em Washington, o FMI manifesta-se ainda preocupado com o regresso de Angola ao défice orçamental e defende o fim dos subsídios dos combustíveis, substituindo-os por "transferências dirigidas para os setores mais vulneráveis".
 
Os 8,8% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) previstos pelo governo angolano constam do Orçamento Geral do Estado aprovado pelo parlamento.
 
Ainda do lado das preocupações e das críticas, o FMI prevê que, dada a baixa execução orçamental em 2013, o PIB nesse ano seja de 4,1%, inferior aos 5,1% antecipados pelo governo.
 
A falta de satisfação dos compromissos internos, designadamente os pagamentos dos atrasados internos em 2010 e os pagamentos previstos em 2011 constituem "um desapontamento" para o FMI, que destaca o regime jurídico angolano como um dos fatores que ajudaram àquela situação.
 
Reconhecendo a "melhoria contínua do défice primário não petrolífero", o FMI destaca a importância da mobilização de recursos internos, especialmente a receita não petrolífera, e advertiu contra o "aumento permanente" nos gastos do governo, não acompanhados do alargamento da base fiscal não petrolífera, para evitar a acumulação de dívidas.
 
Por outro lado, o comunicado do FMI destaca como positivo três aspetos: manutenção da taxa de inflação num dígito, aumento das reservas de divisas e estabilidade da taxa de câmbio.
 
Relativamente ao Fundo Soberano de Angola (FSDA), o FMI saudou a sua criação, mas defendeu a "necessidade de clarificar os seus objetivos", integrando-os numa "estratégia mais ampla de gestão de ativos e passivos", e garantindo "uma responsabilização efetiva e transparente".
 
O FSDA, no valor de 5 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros), foi criado em outubro de 2012 para investir domesticamente e no exterior do país os recursos gerados pelas exportações de petróleo em infra-estruturas e outros projetos tendentes a diversificar a economia angolana, fortemente dependente dos hidrocarbonetos.
 
O presidente do Conselho de Administração do FSDA é José Filomeno dos Santos, o filho mais velho do Presidente angolano José Eduardo dos Santos.

Rússia:Anexação da Crimeia Fica Hoje Concluida

Rússia-A Duma, câmara baixa do parlamento russo, aprovou quinta-feira última o tratado de anexação da Crimeia.
Só um deputado votou contra este texto, que passa esta sexta-feira pela câmara alta do parlamento, completando assim o processo de aprovação.
Do ponto de vista russo, cumpre-se a legalidade. De acordo com o documento, a república da Crimeia torna-se parte integrante da federação russa, após um período de transição que termina a 1 de Janeiro de 2015.
A tensão é enorme na linha de fronteira entre os dois países. Uma unidade do exército ucraniano consolidou posições a cerca de 50 quilómetros da fronteira com a Rússia.
Na Crimeia, as tropas russas apoderaram-se, esta quinta-feira, de três navios de guerra ucranianos na base de Sebastopol.

O Mecanismo de Resolução, a Europa e a União Bancária

Europa-O Parlamento Europeu e os Estados-membros da União fizeram ontem um ‘forcing' para chegarem a acordo sobre o mecanismo único de resolução, para resgatar bancos em dificuldades.
 
O mecanismo só será verdadeiramente comum a partir de 2024. Até lá existe um período de transição, durante o qual os bancos irão contribuir para um fundo de resgate que deverá perfazer o total de 55 mil milhões de euros. Este é o segundo pilar da união bancária.
 
Os outros dois são: o mecanismo único de supervisão, já acordado, e o fundo de garantia de depósitos comum. Os líderes europeus parecem satisfeitos com os dois primeiros pilares e, para já, limitam-se a determinar as condições em que o fundo de resgate deve operar em cada país. Acredita-se que, com os dois pilares já acordados, é possível reforçar a robustez do sistema bancário europeu e inspirar confiança aos investidores na zona euro.
 
A conclusão deste processo antes das eleições de 25 de Maio é entendida como uma vitória para os membros actuais da Comissão e do Parlamento Europeu, mas também o é para a zona euro como um todo. O certo é que, a partir do final deste ano, o Banco Central Europeu vai ter, finalmente, poderes de vigilância directa e de actuação sobre os bancos da zona euro e de outros países que adiram à união bancária. Ainda assim, existem críticas em relação à dimensão do fundo de resgate, uma vez que os 55 mil milhões de euros são considerados insuficientes para fazer face a uma crise generalizada do sistema bancário europeu, como a que acabámos de atravessar.
 
A criação e operacionalização da união bancária é considerada essencial para desligar as crises bancárias das crises de dívidas soberanas. Por isso, este é, sem sombra de dúvida, um passo importante para o aprofundamento da União Europeia e a defesa do euro enquanto moeda única europeia.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Venezuela : Violência na Venezuela Faz Mais Três Vitimas Mortais-O Próximo Ucrânia


Venezuela-Um estudante universitário de 18 anos foi a mais recente vítima mortal da onda de violência na Venezuela.
 
A Universidade de San Cristóbal, no Estado de Táchira, foi atacada e reduzida a cinzas por um grupo armado, apoiante do presidente Nicolás Maduro.
 
Depois deste ataque, Daniel Ceballos, Presidente da Câmara de San Cristóbal, um opositor do governo, foi preso, sob a acusação de incitar à violência.
 
A morte de Anthony Rojas eleva o número total de vítimas desta onda de violência a 31. Também esta quarta-feira, um membro da Guada Nacional morreu durante os confrontos na mesma cidade, enquanto um funcionário municipal de Caracas foi morto ao tentar levantar uma barricada.
 
Na capital, grupos de opositores, na maioria jovens, estão a fazer vigílias na praça Altamira, que tem sido um dos principais palcos dos protestos e dos confrontos.
 
Os estudantes, que continuam a ser a espinha dorsal do movimento de protesto, têm planeada para esta quinta-feira uma marcha para pedir a libertação de Ceballos.

Nigéria: Economia da Nigéria Ultrapassa a de África do Sul, mas Oculta Pobreza, Maior produtor de petróleo da África Vive um Paradoxo onde Quanto mais se Enriquece, mais Nigerianos Vivem na Pobreza



Nigéria - À medida que a Nigéria se enriquece, mais nigerianos vivem na pobreza. É o paradoxo do crescimento no maior produtor de petróleo da África, o país mais populoso do continente e, possivelmente, sua maior economia a partir do dia 31 de Março.
 
A Secretaria Nacional de Estatística está recalculando o valor do PIB conforme os padrões de produção em 2010, a primeira reforma dos dados em duas décadas. Isso poderia aumentar o tamanho da economia em até 60 por cento para entre US$ 384 bilhões e US$ 424 bilhões, conforme a Renaissance Capital Ltd., com sede em Londres, o que colocaria a Nigéria acima da África do Sul e próxima da Áustria e da Tailândia na lista da liga global do Banco Mundial.
 
Contudo, a pesquisa mais recente sobre pobreza da agência nigeriana de estatística, publicada em 2012, mostra que 61 por cento dos nigerianos viviam com menos de um dólar por dia em 2010, frente a 52 por cento em 2004. Na região desértica do norte do país, onde Amnistia Internacional estima que mais de 600 pessoas tenham sido assassinadas neste ano enquanto o governo luta por reprimir uma insurgência islamita violenta, a pobreza é ainda mais dura.
 
“A redução da pobreza e da iniquidade não requer somente um crescimento econômico justo, mas também a criação de empregos e investimentos para melhorar a capacidade produtiva da economia e do seu povo”, disse por e-mail Giulia Pellegrini, economista da JPMorgan Chase Co. para a África Subsaariana em Londres.
 
Essas tensões ressaltam as insuficiências da potência econômica da região, cujo potencial de crescimento estimulou investimentos de empresas como a Procter Gamble Co., com sede em Cincinnati, e o MTN Group Ltd., a maior operadora de celulares da África. Embora a economia da Nigéria tenha se expandido 6 por cento por ano desde 2006, conforme o Banco Mundial, o fornecimento de energia do país é de menos de um décimo do da África do Sul.
 
Dependência do petróleo
 
A produção de petróleo está concentrada no sul. A receita representa cerca de 80 por cento dos fundos do governo e mais de 95 por cento da renda estrangeira, segundo o Ministério das Finanças. O governo antecipa uma renda com petróleo e gás de 7,16 trilhões de naira (US$ 44 bilhões) em 2014.

Guiné-Bissau: Participação das Mulheres na Política está em Declínio na Guiné-Bissau – estudo


Guiné-Bissau-A participação das mulheres na política está em declínio na Guiné-Bissau, ao contrário do que acontece no resto do mundo, segundo um estudo hoje publicado que serve de guia para inverter a situação.

"A maior percentagem de mulheres na Assembleia Nacional Popular foi alcançada em 1988-94 (20%). Desde então houve um declínio, havendo hoje apenas 10 por cento", destaca José Ramos-Horta, representante nas Nações Unidas em Bissau, no prefácio do estudo.

O trabalho intitulado "A participação das mulheres na política e na tomada de decisão na Guiné-Bissau" foi  lançado no Centro Cultural Francês, na capital, num auditório lotado que não chegou para albergar toda a assistência.

A edição do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) pretende lançar o debate e reflexão sobre a igualdade de género no país numa altura em que está prestes a começar a campanha eleitoral para as eleições gerais de 13 de Abril.

No final, são deixadas 17 recomendações ao Estado, às organizações e redes de mulheres e aos organismos de cooperação sobre o que fazer para inverter o cenário.

Alterações legislativas, linhas de financiamento exclusivas para mulheres, criação de observatórios sobre mulheres, organização de fóruns e redes associativas são algumas sugestões.

O estudo inclui uma resenha histórica sobre o papel da mulher na história do país e destaca o apelo à participação das mulheres em todos os níveis da luta pela independência - um apelo à intervenção pública que não se voltou a repetir na história do país.

O estudo é da autoria de Miguel de Barros, diretor da associação de desenvolvimento Tiniguena, e de Odete Semedo, antiga ministra nas pastas da Educação e Saúde, e ambos são investigadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP) da Guiné-Bissau.

Cabo Verde e Guiné-Bissau Beneficiados com Apoio da FAO e do Japão

     
África Ocidental-Cabo Verde, Guiné-Bissau, Gâmbia e Senegal são os quatro países da África Ocidental que vão beneficiar de um projecto regional de apoio de emergência para reforçar os meios de subsistência das populações mais vulneráveis.
 
Numa nota, a representação em Cabo Verde do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) adianta que o projecto, em que também participa o Japão, é orçado em dois milhões de dólares (1,48 milhões de euros), e destina-se ao sector agrícola, sobretudo às famílias que dependem da agricultura de pequena escala.
 
Segundo o documento, o projecto visa fornecer aos agricultores e criadores de gado ferramentas para reconstruir a sua actividade, implementar as melhores práticas e técnicas de produção de forma a aumentar a competitividade, restaurar a segurança alimentar e diminuir a vulnerabilidade.
 
A FAO indica, por outro lado, que o desafio da segurança alimentar na África Ocidental e no Sahel é "muito complexo" e que milhões de pessoas são afetadas pela má nutrição.
 
"O sector agrícola desempenha um papel preponderante na África Ocidental. A maioria das famílias depende de agricultura de pequena escala, a principal fonte de subsistência, com as mulheres a desempenharem um papel importante na produção, transformação e comercialização dos produtos agrícolas".
 
Estas populações, prossegue a nota, são confrontadas diariamente com novos desafios, entre eles as crises humanitárias "devastadoras", "dificuldades" no acesso aos mercados e "flutuações de preços" nos mercados globais e regionais.
 
São afetadas igualmente pela "degradação" ambiental, mudanças climáticas e pelo "alto crescimento" demográfico, com "impactos importantes" na organização, dinâmica e viabilidade dos seus sistemas de produção.
 
A FAO estima que, em 2014, 20 milhões de pessoas vão estar ainda sob risco de insegurança alimentar e nutricional, e cinco milhões de crianças em risco de mal nutrição aguda.
 
Em Cabo Verde, a agricultura está a passar por mudanças resultantes de investimentos feitos pelo Governo nos domínios dos recursos hídricos e da mobilização de terras cultiváveis sob irrigação, sobretudo através da construção de barragens, que permitem reter as águas pluviais.