segunda-feira, 8 de abril de 2013

Acusação Contra Bubo Na Tchuto Liga Guiné-Bissau às FARC na Colômbia

JOSÉ AMÉRICO BUBO NA TCHUTO
Guiné-Bissau-A missão secreta montada pelos Estados Unidos que levou à prisão do almirante da Guiné-Bissau Bubo Na Tchuto, em alto mar, junto à zona marítima de Cabo Verde, está relacionada com uma outra, realizada em Bogotá na Colômbia, e que permitiu prender dois colombianos – Rafael Antonio Garavito-Garcia e Gustavo Perez-Garcia.
 
Uma e outra decorreram na semana passada e resultaram de uma missão de combate ao narcotráfico, iniciada em Bissau em Junho de 2012, por elementos da Divisão Especial de Operações da Drug Enforcement Agency (DEA). A missão envolveu também as representações desta agência em Bogotá e Lisboa além do Departamento de Justiça e do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
 
Em causa, para Washington, estavam "riscos consideráveis para os Estados Unidos e os seus interesses", lê-se no comunicado disponível na página do Departamento de Justiça: uma rede estava a ser montada para usar a Guiné-Bissau como ponto de passagem de "várias toneladas" de cocaína para ser vendida nos Estados Unidos em benefício das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) – classificado pelos EUA como grupo terrorista.
 
No centro da conspiração: um país, a Guiné-Bissau, e um influente militar que cumpria o papel de anfitrião, o almirante Bubo Na Tchuto, ex-chefe do Estado-Maior da Marinha entre 2003 e 2008.Na Tchuto estava desde 2010 indiciado, pelos Estados Unidos, por ligações ao narcotráfico juntamente com o ainda chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Ibraima Papa Camará.
 
A reconstituição da operação da DEA, exposta no mesmo comunicado, revela o papel da Guiné-Bissau como ponto de passagem idealizado pelos traficantes. Mas não só. O país foi também, durante vários meses, palco discreto de reuniões e contactos entre os narcotraficantes e agentes infiltrados da DEA que se apresentavam como representantes ou associados das FARC.
 
Nos encontros, o influente almirante Bubo Na Tchuto, que terá ajudado o actual chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) António Indjai a consolidar o poder, depois de este o libertar na sequência de uma acção militar em que foi preso, apresentava as condições – suas e do país – para permitir a passagem de droga e de armas.
 
A cocaína, que entraria na Guiné antes de seguir para os EUA, seria escondida em caixas de uniformes militares. Uma parte da droga seria entregue, a troca do favor, a responsáveis do poder guineense.Bubo Na Tchuto, que cobrava um milhão de dólares (cerca de 800 mil euros) por cada tonelada que entrava em território guineense, chegou a dizer num desses encontros com os agentes secretos da DEA, que a fragilidade do Governo guineense e das instituições no pós-golpe de Estado de 12 de Abril tornava o momento oportuno para o negócio proposto.
 
"Ligações assustadoras"
Com o reforço do controlo das fronteiras americanas que se seguiu ao 11 de Setembro de 2001, as grandes redes do tráfico foram desviadas para o continente africano para fazer chegar a droga à Europa ou reenviá-la para o outro lado do Atlântico, para ser vendida nos EUA. O tráfico de droga aumentou então muito na África Ocidental.
 
Um dos pontos mais vulneráveis é a Guiné-Bissau, onde as instituições são frágeis, o poder volátil, os meios da Polícia Judiciária e dos Serviços de Fronteiras praticamente inexistentes e os postos de controlo no mar ou em terra nulos ou controlados pelos militares. O caso da África Ocidental em geral tem sido referido para ilustrar o risco de o tráfico financiar as redes terroristas ligadas à Al-Qaeda que ganham terreno em África. A operação desmontada agora pelos Estados Unidos dizia respeito a receios semelhantes mas apenas referentes às FARC no continente americano.
 
O relato dos acontecimentos, feito pela acusação do Ministério Público em Washington, que se pode ler no comunicado, refere a presença de "um representante militar" ou de "um oficial militar" guineense nos preparativos para a operação, este último empenhado em dar pistas para a passagem pelo país não apenas de droga mas também de armas e em referir o benefício que daí poderia advir para o poder em Bissau.
 
Para Michele Leonhart, administradora da Drug Enforcement Agency (DEA), este caso ilustra "as ligações assustadoras entre o tráfico de droga global e o financiamento das redes terroristas". A responsável, citada no mesmo comunicado na página do Departamento de Justiça, refere-se a estes "alegados narcotraficantes" como estando "entre os criminosos mais violentos e mais brutais" do mundo.
 
Entre eles, Bubo Na Tchuto, que as autoridades de Bissau, no poder desde o golpe de 12 de Abril de 2012, dizem agora defender.Na descrição que faz da missão para deter os traficantes, montada desde o Verão de 2012, a DEA divide-a em duas partes e três momentos diferentes.
 
Na primeira parte, Bubo Na Tchuto e outros quatro elementos – Papis Djeme, Tchamy Yala, Manuel Mamadi Mané e Saliu Sisse – foram presos e extraditados para os EUA. Tchuto, Djeme e Yala foram detidos a bordo de um navio nas águas internacionais ao largo de Cabo Verde, na noite de terça para quarta-feira passadas, enquanto Mané e Sisse foram detidos num país da África Ocidental, lê-se na exposição das autoridades dos Estados Unidos do caso, sem que seja referido o país em que essa prisão foi possível.
 
Na segunda parte, Rafael Antonio Garavito-Garcia e Gustavo Perez-Garcia foram presos em Bogotá, no mesmo dia, sexta-feira, em que Na Tchuto era presente a um juiz.
 
Prisão perpétua?
No total, sete pessoas estão indiciadas nos Estados Unidos. José Américo Bubo Na Tchuto, ex-chefe de Estado-Maior da Marinha da Guiné-Bissau, será de novo presente ao juiz a 15 de Abril enquanto os dois colombianos aguardam a decisão sobre a extradição para os EUA.
 
Bubo Na Tchuto é acusado de conspirar para importar droga para os Estados Unidos. O mesmo acontece com Djeme e Yala. Os três incorrem numa pena máxima que pode ser prisão perpétua. Entre os restantes quatro – Mané, Sisse, Garavito-Garcia e Perez-Garcia – também indiciados por conspirarem com o mesmo fim de trasportar droga para os EUA, os três primeiros estão também indiciados por tráfico de armas para acções de protecção das operações de processamento da cocaína das FARC contra forças dos Estados Unidos.
 
Preet Bharara, procurador dos EUA para o distrito de Manhattan nomeado em 2009 pelo Presidente Barack Obama, apontou esta alegada conspiração de narcoterrorismo como a prova do "perigo que é susceptível de aumentar em lugares distantes onde circunstâncias infelizes podem permitir aos traficantes de droga e apoiantes do terrorismo negociarem na sombra acarretando grandes perigos para os Estados Unidos e os seus interesses." E decretou: "O elo que liga os traficantes aos terroristas, os seus financiadores e apoiantes, tem de ser quebrado onde quer que seja encontrado."

quinta-feira, 28 de março de 2013

François Bozizé, Um ex-rebelde Deposto Por Rebeldes na República Centro-Africana


República Centro Africana-Chegou ao poder pelas armas e foi apanhado pelas armas, que marcaram a sua vida: filho de um polícia, o presidente François Bozizé foi militar, rebelde e líder de uma República Centro-Africana insegura e violenta há décadas.

O guerreiro respeitado “Boz”, como é muitas vezes chamado, foi abandonado pelo seu exército, que nunca opôs verdadeira resistência à ofensiva iniciada em Dezembro pela coligação rebelde Seleka, indo de derrota em derrota.

Silencioso, François Bozizé é um orador pobre, mesmo sabendo mobilizar multidões, sobretudo quando fala em Sango, a língua nacional. Às palavras prefere os atos, repetiu nas últimas eleições em 2011, que mais uma vez o levaram ao poder, com 64% dos votos, apesar das críticas da oposição.

Nascido em Mouila, no Gabão, a 14 de outubro de 1946, François Bozizé abraçou a carreira militar e rapidamente subiu na hierarquia.
Tendo sido assessor do imperador Jean-Bedel Bokassa, Bozizé tornou-se no mais jovem general do exército, com 32 anos.

Com a queda de Bokassa em 1979, Bozizé perdeu influência, mas voltou ao jogo político em 1981, quando o general André Kolingba derrubou o sucessor de Bokassa.

Tornou-se ministro da Informação, mas, não contente, tentou dois anos depois derrubar Kolingba, em favor de Ange Félix Patassé, o ex-primeiro-ministro de Bokassa.

Após esta derrota, fugiu para o Benin, de onde foi extraditado em 1989. Preso durante dois anos, em 1990 conseguiu escapar por pouco de uma tentativa de assassinato na sua cela.

Apresentou-se às presidenciais de 1993, mas conseguiu pouco mais do que 1% dos votos e em 1997 reintegrou o exército, apoiando Patassé, e tornou-se chefe de gabinete.

Em outubro de 2001, falhou um golpe de Estado contra o presidente e trocou então Bangui pelo Chade e depois pela França, antes de voltar ao norte da República Centro-Africana para lançar a revolta dos “patriotas”.

Em Março de 2003, assumiu o controlo com um golpe e instalou um governo de transição, até que em 2005 foi eleito presidente.

Em 2010 um grupo de rebeldes lançou um ataque em Birao, forçando as tropas do Governo a recuar, mas Bozizé consegui manter-se no poder, graças à ajuda do seu aliado de longa data, o Chade, cujo exército lhe forneceu guarda-costas e o ajudou a livrar-se dos rebeldes.

“Boz” tentou a paz através do “diálogo político inclusivo”, que juntou à mesma mesa o poder a sociedade civil, a oposição e os rebeldes, e assinou um acordo de paz com os rebeldes em 2007 e 2012, que incluía a sua integração.Mas o seu regime, assolado pela corrupção, nunca cumpriu as promessas.

A República Centro-Africana, cuja capital, Bangui, foi hoje ocupada por rebeldes que exigem o cumprimento daqueles acordos, é um dos países mais pobres do mundo e é conhecido pela sua história de golpes e motins militares.

Esta antiga colónia francesa situa-se no coração da África Equatorial, faz fronteira com o Chade, o Sudão, o Congo, a República Democrática do Congo e os Camarões, tem cerca de 4,5 milhões de habitantes e duas línguas, o sango e o francês.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Rockets Sobre Israel Durante visita de Obama

Israel-Militantes palestinianos de Gaza lançaram rockets sobre o sul de Israel, no dia em que o presidente dos EUA manteve um encontro com o presidente da Autoridade Palestiniana para reforçar a importância de alcançar um acordo de paz entre israelitas e palestinianos.
 
Obama visitou o Museu Nacional de Israel e o West Bank para reafirmar aos plasetiniamos que a criação de um Estado da Palestina continua a ser uma prioridade do seu Executivo.
 
Obama não levou para o Médio Oriente um plano novo para relançar o diálogo de paz, mas no encontro com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana e num discurso a alunos israelitas ao final do dia, o presidente americano vai apelar a ambos os lados do conflito para que parem com acções unilaterais que dificultam o processo de paz.
 
Entre estas acções encontram-se o estabelecimento de bairros judeus em terrenos reivindicados pelos palestinianos e os repetidos esforços da Palestina para conquistar o reconhecimento da ONU, mesmo sem acordo de paz.
 
Os palestinianos afirmam que não podem negociar uma fronteira entre Israel e uma futura Palestina enquanto os israelitas estabelecerem essa fronteira de forma unilateral através da construção apressada de bairros.

Sarkozy Acusado por Abuso de Confiança no Âmbito do Caso Bettencourt

França-O antigo Presidente francês Nicolas Sarkozy foi acusado por abuso de confiança no chamado caso Bettencourt após ter sido ouvido por um tribunal de Bordéus.
 
A informação foi dada à agência AFP pelo advogado de Sarkozy, Thierry Herzog, que anunciou a intenção de recorrer “imediatamente” da decisão tomada pelo juiz de instrução Jean-Michel, após a acareação entre Sarkozy e o mordomo da multimilionária Liliane Bettencourt, herdeira do império L’Oréal.O advogado classificou ainda a decisão como "injusta e incoerente do ponto de vista jurídico".
 
O antigo Presidente estava a ser ouvido sob o estatuto de “testemunha assistente” do processo – na ordem jurídica francesa, corresponde a um meio-termo entre simples testemunha e arguido.A acareação com o mordomo e outros três funcionários da casa dos Bettencourt tinha o objectivo de esclarecer o número de vezes que Sarkozy visitou o casal Bettencourt na sua residência de Paris, no decurso da campanha.
 
O político conservador alega que se encontrou com a herdeira da L’Oréal uma única vez, mas vários funcionários de Bettencourt contrariaram essa informação em anteriores depoimentos. O marido de Bettencourt terá entregue vários envelopes de dinheiro para financiar – à margem da lei – a campanha eleitoral da UMP em 2007.
 
A informação é pertinente para a investigação por financiamento partidário ilegal que corre desde que a antiga contabilista de Bettencourt, Claire Thibout, confirmou à polícia ter entregue vários envelopes com dinheiro a Patrice de Maistre, um homem de confiança da proprietária da L’Oréal. Segundo a contabilista, esse dinheiro destinava-se ao tesoureiro do partido de Sarkozy, Eric Woerth, que depois foi também ministro do Orçamento.
 
Os investigadores estimam que cerca de quatro milhões de euros tenham chegado por essa via à campanha de reeleição do Presidente Sarkozy, numa clara violação da lei que estabelece limites às contribuições financeiras para partidos políticos.
 
Além disso, os investigadores consideram que o caso configura um abuso de confiança de uma pessoa enfraquecida pela doença: desde 2006 que Liliane Bettencourt não está na posse de todas as suas faculdades.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Parlamento de Chipre Rejeita plano de Resgate

Chipre – O Parlamento Cipriota rejeitou o plano de resgate dos credores internacionais que previa a aplicação de um imposto sobre depósitos bancários superiores a 20 mil euros. O plano de resgate financeiro foi rejeitado com 36 votos e nenhum voto favorável ao plano. Foram 19 abstenções.

No início do debate, o presidente do Parlamento, Yiannakis Omirou, tinha já apelado aos deputados para votarem contra a “chantagem” do acordo negociado com a Troika (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

O desafio de Yiannakis Omirou teve uma imediata aceitação entre deputados de várias formações políticas, a insurgirem-se contra a sugestão de um imposto sobre os depósitos bancários, enquanto milhares de pessoas manifestavam no exterior do edifício pela rejeição do acordo anunciado no sábado pelos credores internacionais.

“Apenas existe uma resposta: não à chantagem”, considerou Omirou, do Partido Socialista Edek. “A nossa exigência é que este acordo deve ser renegociado. Se este imposto for aprovado, nenhum investidor estrangeiro manterá aqui o seu dinheiro”, avisou.

Os deputados do partido do presidente conservador Nicos Anastasiades, o Disy, decidiram por unanimidade não participar da votação, uma posição que “reforçará a posição da República de Chipre durante as negociações”, disse um representante do partido.

Milhares de pessoas concentraram-se em frente ao Parlamento para exigir a rejeição do plano, e avisar que a sua aprovação poderá implicar a medidas idênticas a de outros países da zona do euro, como a Espanha e a Itália.

Após uma contestação generalizada e o adiamento por duas vezes do debate parlamentar, a mais recente proposta do plano de resgate prevê a aplicação de um imposto de 6,75% para os depósitos entre 20 mil e 100 mil euros, e de 9,9% acima desse montante, ficando os depósitos inferiores a 20 mil euros isentos de qualquer taxa.

Há quatro dias que os bancos permanecem fechados na República de Chipre (a parte grega da ilha mediterrânica, cerca de dois terços do território e reconhecida internacionalmente), enquanto a Bolsa de valores cipriota decidiu suspender até hoje as transações.

Guiné-Bissau Tem Regundo Regime Mais Autoritário do Mundo - Estudo

Guiné-Bissau tem segundo regime mais autoritário do mundo - estudo

Guiné-Bissau-A Guiné-Bissau tem o segundo regime mais autoritário do mundo, a seguir à Coreia do Norte, tendo em 2012 caído nove posições no índice da Democracia publicado pela revista norte-americana The Economist.

Na quinta edição do estudo, realizado pela Economist Intelligence Unit e divulgado, a Guiné-Bissau ocupa o 166º lugar entre 167 países e territórios analisados com a classificação de regime autoritário.
 
O índice avalia as democracias de 165 estados independentes e dois territórios, classificando-os como democracias plenas, democracias com falhas, regimes híbridos ou regimes autoritários.
 
Processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades cívicas são os critérios analisados.
 
Em 10 pontos possíveis, a Guiné-Bissau recolhe apenas 1,43, surgindo atrás de países como a Síria, o Chade ou o Turquemenistão.
 
Na edição de 2011 do índice, o país ocupava o 157º lugar com 1,99 pontos à frente da Síria, Irão, Chade e Guiné-Equatorial.
 
A Guiné-Bissau vive desde Maio do ano passado um período de transição na sequência de um golpe de Estado, em Abril, que derrubou os dirigentes eleitos. A maior parte da comunidade internacional não reconhece as autoridades de transição e cancelou os apoios
 
Moçambique e Timor-Leste são outros países lusófonos que no ano passado registaram retrocessos em matéria de democracia, tendo caído respetivamente dois e um lugares no índice.
 
Moçambique passou do 100º para 102º lugar, mantendo a classificação de regime híbrido, enquanto Timor-Leste passou do 42º para 43º lugar e continua classificado como democracia com falhas, a mesma categoria do Brasil que subiu uma posição, passado de 45º para 44º país mais democrático do mundo.Angola (133º) e Cabo Verde (26º) mantiveram as respetivas posições.
 
Angola surge classificado como regime autoritário, enquanto Cabo Verde é considerado uma democracia com falhas, mas muito próxima da fronteira para as democracias plenas.
 
Na mesma posição que Cabo Verde, aparece Portugal, que regressou ao 26º lugar, depois de no índice de 2011 ter caído uma posição.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Inauguração do Pontificado de Francisco Acompanhada Por Mais de 130 Delegações

Vaticano-A inauguração do pontificado do papa Francisco é acompanhada foi terça-feira, por mais de 130 delegações políticas e religiosas, entre as quais figurarão o presidente da República e o chefe da diplomacia portugueses, e outros dirigentes lusófonos.

No último balanço feito, na segunda-feira, pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, 132 países anunciaram presença na cerimónia, com delegações de diferente amplitude e dimensão.

"Não há convites. Todos os que querem vir são bem vindos.Ninguém é privilegiado nem rejeitado", esclareceu Lombardi, citado no portal de notícias do Vaticano, clarificando que "a ordem depende do protocolo e do nível da delegação".

Claro que, reconheceu, há delegações com mais destaque do que outras, nomeadamente as de Itália, em cuja capital se situa o Vaticano, e Argentina, país de origem do papa Francisco.

A presidente Cristina Kirchner encabeça a delegação argentina e já foi recebida pelo papa, em encontro privado, na segunda-feira.

Entre as presenças confirmadas contam-se seis reis, três príncipes herdeiros, meia centena de chefes de Estado e de Governo, líderes de organizações internacionais, como a União Europeia, vários ministros, deputados e embaixadores.