quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Exército da Guiné-Bissau Declara Nível Máximo de Alerta

Guiné-Bissau-O porta-voz do governo transitório da Guiné-Bissau, Fernando Vaz, revelou dia 13 do corrente mês, que todas as forças de defesa e segurança nacional estão em alerta máximo, e prontos a agir para salvarguadar a integridade territorial.
 
Fernando Vaz afirmou que o governo de transição já organizou forças no leste e sul do país, a fim de aumentar a capacidade para defender a intergridade territorial, caso for necessário,a informação acerca do potencial das tropas da Guiné-Bissau se tornará ao público.
 
De acordo com as informações,as tropas mercenárias no país estão a preparar uma intervenção militar para trazer de volta ao poder o ex-primeiro-ministro, Carlos Gomes.
 
No dia 12 de Abril deste ano, os soldados da Guiné-Bissau desencadearam um golpe de Estado em que alguns alto funcionários foram detidos e presos. Posteriormente, segundo os requisitos da comunidade internacional, Carlos Gomes foi libertado e se refugiou para Portugal.

Escolas da Guiné-bissau Continuam Sem Alunos




Bissau - A maior parte das escolas da Guiné Bissau estão quase paralisadas, devido à ausência de professores e alunos, informa o correspondente da rádio francesa RFI.
 
Não obstante o fim da greve dos professores muitos dos docentes e dos alunos continuam sem comparecer nas salas de aulas da Guiné-Bissau. Há quase dois meses que as escolas guineenses têm estado encerradas. Os directores dos estabelecimentos ameaçam os alunos ausentes com sanções.
 
Luís Nancassa, presidente do sindicato dos professores, apelou a que os docentes retomem as actividades lectivas na sequência do protocolo obtido com o governo, pois os pagamentos acordados já estão a ser efectuados.
 
No entanto, segundo a mesma fonte, alunos e professores continuam ainda muito ausentes dos estabelecimentos de ensino.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

FMI Recomenda Reforma Agrária na Swazilândia

Joanesburgo - O Fundo Monetário Internacional(FMI) recomendou a Swazilândia a iniciar um programa de reforma agrária, como forma de travar o declínio económico do país.
 
Segundo o FMI, a situação tornou-se dramática com o empobrecimento de mais dois terços da população naquele país da região África Austral.
 
 
Estas são as conclusões de uma missão do FMI, no término de uma visita de trabalho de duas semanas.Entre os desafios apontados destacam-se elevados índices de desemprego, crescente desigualdade e elevada taxa de prevalência do HIV/SIDA.
 
Comentando sobre o assunto, Mandla Mduli, um sindicalista swazi, entende que a reforma agrária recomendada pelo FMI não terá lugar, porque o sistema vigente no país defende a família real.
 
Mais de 70 por cento dos swazis vivem em terras pertencentes à família real e são geralmente geridas por chefes nomeados pelo monarca.
 
Resultados preliminares do Programa Mundial de Alimentação (PMA) estimam uma produção de 76 mil toneladas de milho no presente ano agrícola, uma quantidade insuficiente para suprir as necessidades locais.
 
Projecções indicam que cerca de 116 mil pessoas, ou seja 11 por cento da população swazi, poderá enfrentar carência alimentar antes de Maio de 2013, altura das próximas colheitas.
 
A produção de milho na Swazilândia tem vindo a reduzir drasticamente desde 2000. Refira-se que a Swazilândia já chegou a registar uma produção anual na ordem de 100 mil toneladas de milho.
 
O PMA atribui a esta acentuada redução da produção as más condições climáticas, elevados custos de combustíveis líquidos, impacto do HIV/ SIDA e declínio no uso de práticas melhoradas agrícolas.

Estados da África Ocidental Decidem Enviar 3300 Militares Para o Mali

Mali (mapa)
Abuja-A Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), reunida na capital nigeriana, Abuja, aprovou o envio de uma força internacional de 3300 soldados, com um mandato de um ano, para o Mali.
 
O anúncio foi feito pelo Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, após a cimeira da CEDEAO, que juntou os 15 países da região e contou ainda com representantes de África do Sul, Mauritânia, Marrocos, Líbia, Argélia e Chade, para tomar decisões face ao controlo do Norte do Mali por extremistas islâmicos.
 
Os militares a serem enviados terão como origem principal as nações que integram a CEDEAO – tendo o Presidente da Costa do Marfim nomeado, em concreto, Nigéria, Senegal, Níger, Burkina Faso, Gana e Togo.
 
Mas é possível que outros países participem na operação. “O Chade pode também participar. Tivemos contactos com outros países, Mauritânia e África do Sul”, indicou.
 
O plano militar deverá agora ser enviado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu, a 12 de Outubro, um prazo de 45 dias para receber um documento sobre a intervenção.
 
Ouattara disse espera que a aprovação do Conselho de Segurança aconteça até ao final do mês ou início de Dezembro, sendo que a força poderá ser colocada no terreno uns dias depois.
 
O Mali, que foi uma das democracias mais estáveis da região, implodiu rapidamente depois de um golpe de Estado, em Março, ter redundado no controlo da vasta região desértica do Norte pelos rebeldes tuaregues, que há décadas lutam pela independência, com o apoio de combatentes islamitas.
 
Os rebeldes independentistas rapidamente foram marginalizados pelos islamitas, pouco sensíveis às suas reivindicações de independência, que aplicaram uma versão estrita da lei islâmica na região que passaram a controlar.
 
Várias potências ocidentais receiam que a Al-Qaeda do Magrebe Islâmico instale na região bases de treino de terroristas e a transforme numa fonte de instabilidade internacional.
 
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

Guiné-Bissau: Comité Internacional da Cruz Vermelha Visita Pansau Ntchama

Bissau – Uma delegação de Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) visitou, entre 7 e 8 de Novembro, o Capitão Pansau Ntchama e outras pessoas detidas e acusadas de envolvimento no caso de 21 de Outubro. A visita vai continuar até 14 de Novembro.
 
A informação foi avançada à PNN por uma fonte familiar ligada a um dos detidos acusados da suposta intentona, que culminou num ataque ao Quartel de Pára-comandos em Bissalanca, nos arredores de Bissau.

De acordo com a referida fonte, os prisioneiros encontram-se em condições de saúde minimamente aceitáveis mas estão impedidos de receber visitas de familiares e amigos.

A mesma fonte informou ainda que o CICV vai continuar a visita esta semana, entre 13 e 14 de Novembro, e dar produtos de higiene e alimentares aos detidos.

O CICV deverá também promover trocas de correspondência com os familiares. As mensagens serão analisadas pelas autoridades militares da Guiné-Bissau antes de chegarem aos destinatários.

Trata-se da primeira visita de um organismo internacional aos detidos no âmbito do caso de 21 de Outubro, que totalizam cerca de 20 pessoas.
A maioria dos prisioneiros encontra-se nas celas do Quartel de Amura e na Base Aérea de Bissalanca, a sete quilómetros de Bissau.

Governo de Transição da Guiné-Bissau Diz Que Empresários Portugueses São "Parceiros Preferenciais"

Guiné-Bissau-O Governo de transição da Guiné-Bissau considera que os empresários portugueses "são os parceiros preferenciais" para o país e garante "todo o apoio" aos que quiserem investir localmente."Entendemos que são os parceiros preferenciais para a Guiné-Bissau, por uma questão da língua, porque falamos a mesma língua, e temos uma cultura similar. Há muitas coisas que nos unem e tornam tudo mais fácil", defendeu o porta-voz do Governo e ministro da Presidência, Fernando Vaz.
 
Falando após uma reunião com um grupo de empresários portugueses que quer investir na Guiné-Bissau, Fernando Vaz disse que diariamente o Governo recebe pessoas interessadas em investir no país e acrescentou: "Aos portugueses particularmente, por serem nossos irmãos, nós abrimos as portas e daremos todo o apoio. Sem nenhuma hipocrisia, quando tivermos de dizer que fizeram mal continuaremos a dizer."
 
Fernando Vaz tem criticado duramente Portugal nos últimos tempos, nomeadamente acusando as autoridades de Lisboa de estarem implicadas na tentativa de assalto a um quartel em Bissau, no passado 21 de Outubro.
 
Após a reunião, salientou: "Os portugueses vão continuar a vir para a Guiné-Bissau, com ou sem apoio do Governo português. Estarão cá, terão todo o apoio do governo da Guiné-Bissau."
 
O grupo de sete empresários chegou a Bissau e vai ficar no país durante uma semana, para "explorar e ver a viabilidade de as empresas poderem aqui investir", disse Francisco Marques, empresário da área de engenharias e construção.
 
Ainda sem objetivos concretos de negócios ou investimentos, os empresários (seis deles pela primeira vez no país) estão em Bissau "para conhecer" e mostrar "o interesse em poder desenvolver uma atividade na Guiné-Bissau, com parceiros locais", disse Francisco Marques.
 
Otimistas quanto a futuros investimentos, os empresários garantiram que vão voltar e que outras missões se seguirão, como disse Marco Vieira, empresário da área da tecnologia e que representa também interesses de empresas norte-americanas e sul-coreanas.
 
Presentes estão também empresários da área da comercialização de vinhos, da indústria farmacêutica, do turismo e das pescas, além da construção civil, nomeadamente do grupo ACA (Alberto Couto Alves), que já trabalha em Angola e Marrocos e está agora a investir igualmente em Moçambique.
 
O grupo chegou à Guiné-Bissau "pela mão" de Carlos Gravito, da área da hotelaria e turismo, que já conhecia o país e que, disse, vai continuar a levar empresários portugueses a Bissau.
 
A Guiné-Bissau está a ser gerida por um governo de transição, na sequência de um golpe de Estado, a 12 de Abril. A maior parte da comunidade internacional, incluindo Portugal, não reconhece as autoridades de transição.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Dois Mil Vaturas Circulam Ilegalmente na Guiné-Bissau


Bissau – Mais de dois mil viaturas de diferentes categorias encontram-se a circular de forma ilegal, em todo território nacional.A situação tem mais destaque em Bissau. Os principais autores da prática são os despachantes oficias do país, em colaboração com a Direção-geral das Alfândegas da Guiné-Bissau.

Os referidos carros pertencem, na sua maioria, aos cidadãos nacionais, assim como de outras nacionalidades, designadamente nigerianos, senegaleses e libaneses.Como consequência, o Estado guineense perde aproximadamente o valor correspondente ao pagamento de salários de dois meses aos funcionários públicos.

Com o objectivo de contornar a situação, a Secretaria de Estado de Transportes, Telecomunicações e Novas Tecnologias de Informação, na qual se integram o Ministério do Interior e o Ministério das Finanças do Governo de transição, levam a cabo, desde 12 de Outubro, uma campanha de apreensão de carros em condições irregulares.

Falando à PNN a 8 de Novembro, Abdu Djaguite Supervisor-geral da referida campanha, disse que a iniciativa tem como objetivo recuperar receitas de tesouro público que até esta data vem sendo roubado por pessoas alheias.

«Queremos desencorajar as pessoas que praticam este acto, porque existem muitas viaturas a circular no país sem despachos devidamente autorizados», disse Djaguite.

Sem querer entrar em números exatos de carros aprendidos, Djaguite disse que, até à data, mais de 40% das pessoas na situação ilegal já regularizaram as suas condições, cuja operação está a ser orientada através de um regulamento interno, elaborado para este efeito.

«Em cada vinte viaturas que circulam, podemos considerar que apenas quatro se encontram na situação legal», disse o responsável.

As dificuldades que o Governo enfrenta nos últimos anos em relação ao pagamento de salários e greves nos sectores de saúde e a educação, foram, de entre outros aspectos, motivados por estas práticas irregulares, disse Djaguite, sublinhando que este comportamento continua contribuir negativamente na vida social do guineense.

Trata-se de uma situação que é do conhecimento da Associação de Despachantes, que Djaguite acusou de roubo ao Estado guineense.

«Não é normal, quando um valor é destinado ao Estado e não chega ao seu destino porque eles fazem roubo ao Estado e ao proprietário da viatura, causando prejuízo ao Estado», referiu.

Interrogado sobre a forma como esta prática é executada, Abdu Djaguite disse que se trata de um sistema por meio de falsificação de documentação entre os despachantes, em estreita colaboração com a Direção-geral das Alfândegas.

A título de exemplo, algumas viaturas são despachadas como se fossem géneros alimentícios, sabão, água importada, refrigerantes ou roupas usadas.

Contactada pela PNN, a direção da Associação de Despachantes não se quis pronunciar sobre o assunto.

Recordo que este processo teve início desde Janeiro, através de um trabalho de levantamento de despachos de viaturas junto da Direção-geral da Viação e a Direção-geral das Alfândegas, levado a cabo por Abdu Djaguite, na altura em que foi designado Inspetor-geral da Secretaria de Estado de Transportes e Comunicações.

Abdu Djaguite é formado na área de Inspeção de Causas e Resoluções de Consequências Económicas e Empresarial.