terça-feira, 26 de junho de 2012

Situação Política e Militar Ainda Tensa na Guiné- Bissau


A dois meses do golpe de estado de 12 de Abril, o caminho da democracia é lento e frágil. Sob o controle da CEDEAO, as tropas angolanas deixaram o país, nas últimas semanas, cedendo o lugar a uma força militar da CEDEAO.

Vida decorre dentro de uma certa normalidade, as dificuldades e os problemas quotidianos são muitos, conta Matteo Ghiglione, um cooperante italiano em Bissau. “O novo governo mudou todos os cargos públicos, o que está a criar problemas. A situação política e militar é ainda tensa. Os problemas não estão nada resolvidos”. Há liberdade de movimentos, mas “não são permitidas manifestações”. Grupos de jovens fizeram várias tentativas para se reunirem, para protestarem contra o golpe de estado e os golpistas, “mas os militares intervieram imediatamente para os impedir”.

Os países da comunidade económica da África Ocidental (CEDEAO) enviaram uma missão militar internacional para a Guiné-Bissau. Aquarteladas em vários locais, as tropas estrangeiras queixam-se das péssimas condições. Parece que “não apreciaram os recursos de que dispõem e ainda falta perceber o papel que lhes está destinado”. Quanto aos militares da Guiné Bissau, “é difícil definir uma linha clara”, assim como não se percebe como é que eles “estejam a movimentar-se, até porque no seu interior parece que estejam divididos”.

Por seu lado, a sociedade civil está a movimentar-se. “Há iniciativas de grupos de jovens que começaram a encontrar-se e a organizar encontros de formação entre eles para acompanhar esta fase”. Mas estas movimentações são complicadas, uma vez que existe “a falta de liberdade  de expressão”, embora várias “associações de jovens estejam a organizar-se”. Há iniciativas que “merecem ser acompanhadas, sobretudo aquelas que apoiam as escolas, a formação das mulheres”. No meio de uma forte instabilidade política, “o trabalho torna-se ainda mais difícil e corre o risco de se limitar apenas a ajuda e resolução de emergências”. A cooperação terá de “saber superar esta fase e situar-se na lógica do desenvolvimento”.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Eleições no Curdistão Contam com Taxa de Participação de 78,5%

Curdos do Iraque votam em massa

As eleições presidenciais e legislativas da região autónoma iraquiana do Curdistão contaram com uma taxa de participação de 78,5 por cento. A jornada eleitoral foi tranquila e sem incidentes.

A taxa de participação nas eleições da região autónoma do Curdistão rondou os 78,5 por cento, anunciou a Comissão Eleitoral iraquiana, apontando números preliminares.

Durante o acto eleitoral, registaram-se dificuldades quando «alguns eleitores se queixaram de não encontrarem o seu nome nas listas eleitorais», informou a Comissão Eleitoral.A jornada eleitoral foi marcada pela tranquilidade e ausência de incidentes.
 
Mais de 2,5 milhões de curdos iraquianos foram chamados a votar para eleger um presidente e um Parlamento para a região autónoma, os quais vão enfrentar os desafios de um conflito territorial com Bagdad e da retirada do aliado norte-americano.

É a primeira vez que um presidente é eleito por sufrágio universal no Curdistão, mas as legislativas realizam-se pela terceira vez desde 1992.

O Partido Democrático do Curdistão, do actual presidente curdo Massud Barzani, e a União Patriótica do Curdistão, do presidente iraquiano Jalal Talabani, dominam há várias décadas a política do Curdistão e devem ser, mais uma vez, as duas forças vencedoras do escrutínio.


Há mais cinco candidatos além de Barzani, mas a reeleição do actual presidente é praticamente garantida.

Os curdos querem anexar à província as chamadas zonas mistas - onde vivem curdos, árabes e turquemenos -, entre as quais a província rica em petróleo de Kirkuk, o que é liminarmente.

Sérvios do Norte do Kosovo Votam Contra Independência


Os sérvios do norte do Kosovo foram às urnas quarta-feira passada para reafirmar, na segunda e última jornada, sua rejeição à independência deste território, autoproclamada pelos albano-kosovares, apesar de não receberem o apoio de Belgrado, que considera o plebiscito prejudicial aos interesses da Sérvia.
   
No Kosovo vivem aproximadamente 120 mil sérvios, menos da metade no norte e o restante no centro e sul. Cerca de 35 mil foram convocados para responder se "aceita as instituições da chamada República do Kosovo?".

A expectativa é por um contundente "não" como resposta. A votação foi realizada em Mitrovica, Zvecan e Zubin Potok, e só quarta-feira em Leposavic.

Na terça-feira passada, a afluência de eleitores aos 82 colégios eleitorais foi de 48%. Os primeiros resultados foram divulgados ainda na noite da quarta, e os definitivos no domingo.
O pleito foi convocado devido ao aumento das tensões no norte do Kosovo, anexado e dominado pela Sérvia, onde a população se opõe a qualquer extensão da soberania de Pristina e rejeita a instalação de funcionários albano-kosovares na fronteira.

Os eleitores consideram que a votação vai reforçar a posição de Belgrado no diálogo com Pristina, como uma clara mensagem.

Porém, a votação não vinculativa não conta com o apoio das autoridades de Belgrado, que querem evitar complicações no conflito com Pristina em meio a um difícil diálogo técnico sobre a normalização das relações, amparado por Bruxelas.

Também se teme novas críticas da União Europeia (UE), que deverá decidir  se concede ou não à Sérvia o status de país candidato, após repeli-lo em Dezembro pela crise no norte kosovar, que tinha resultado em violência e choques entre os manifestantes e soldados da força da OTAN.
   
O ex-presidente da Sérvia, Boris Tadic, declarou na terça-feira passada, em comunicado, que a realização desse pleito local é prejudicial aos interesses do Estado.

"Esta atitude das autoridades dos municípios do norte do Kosovo só pode diminuir o potencial do Estado, e não favorecer os sérvios da província. Isso dificulta para o Estado defender os interesses legítimos no Kosovo", disse Tadic.

O líder reiterou a postura da Sérvia de não reconhecer a independência do Kosovo, autoproclamada pela maioria albano-kosovar há quatro anos.

A ONU advertiu na semana passada que as eleições no norte são um dos desafios que a região enfrenta, e pediu que mantenham sob controle as possíveis tensões nesse território, onde está instalada a KFOR e a missão européia EULEX.

A missão da ONU para o Kosovo (Unmik) disse na terça-feira que considera a votação "fora das leis aplicáveis".

O Governo de Pristina, por sua vez, expressou "sua profunda decepção e repulsa" ao referendo sérvio, cuja organização atribui a uma ilegal "ação da Sérvia" que "afecta diretamente o estado de soberania da República do Kosovo".

Até o momento, mais de 80 países reconheceram a independência do Kosovo, entre eles os Estados Unidos e a maioria dos membros comunitários, exceto Espanha, Rússia, China, Brasil e Índia, entre outros.

Milhares de Mujahidin em Paris

Milhares de Mujahidin em Paris
Os Mujahidin do povo reuniram sábado passado em Paris milhares de opositores ao regime dos aiatolas no Irão.O grupo, liderado Maryam Rajavi, presidente do Conselho Nacional da Resistência iraniana defende sanções mais severas contra Teerão se as potências internacionais desejam controlar o programa nuclear do país.Shahin Gobadi, porta-voz dos Mujahidin do povo.

“Nós achamos que as sanções são positivas mas não suficientes. A política para o Irão deve apoiar-se nas mudanças exigidas pelo povo e pela resistência iranianos. Esta é a mensagem que pretendemos dar à comunidade internacional”.

Retirados da lista de organizações terroristas da União Europeia mas ainda classificados como tal por Washington, os Mujahidin do povo contaram com a presença o antigo embaixador norte-americano na ONU, John Bolton, e José Maria Aznar.

O antigo Primeiro-Ministro espanhol referiu que a comunidade internacional “perdeu uma grande oportunidade por não ter dado um apoio mais forte aos manifestantes nas ruas iranianas no ano passado. As sanções não são suficientes”.

Presidente Paraguaio Foi Destituído

Fernando Lugo tem 61 anos e era Presidente desde 2008
O Senado do Paraguai aprovou a destituição do chefe do Estado Fernando Lugo, de 61 anos, por "mau desempenho de funções". Assim que foi conhecido o anúncio, surgiram confrontos nas ruas de Assunção, na capital, entre apoiantes do Presidente e as forças da ordem em frente ao Parlamento.

Milhares de apoiantes do ex-bispo juntaram-se na Praça das Armas para protestar contra um processo de destituição política que durou apenas horas. Alguns envolveram-se em confrontos com as forças policiais e estas responderam com gás lacrimogéneo, matracas e canhões de água.

"Lugo, Presidente", gritavam uns, munidos de bandeiras paraguaias. Fernando Lugo, que foi eleito para a presidência em 2008, foi oficialmente demitido das suas funções sexta-feira passada após um processo de poucas horas que o acusou de "mau desempenho de funções" como chefe do Estado.

Um total de 39 senadores, entre os 43 presentes, ou seja, mais do que os dois terços necessários, declararam que o Presidente é culpado das acusações formuladas contra ele, o que levou à sua destituição imediata, de acordo com a Constituição do Paraguai.

No momento em que foi anunciada a decisão, Lugo, que em 2010 viu ser-lhe diagnosticado cancro, encontrava-se no palácio presidencial. O Presidente demitido, que é apoiado por um partido de esquerda, será agora substituído pelo vice-presidente do Paraguai, Federico Franco.

"Submeto-me à decisão do Congresso", disse Lugo, numa declaração feita aos jornalistas na presidência, antes de deixar o edifício sem destino conhecido. Ex-bispo católico, Lugo deixou a vida religiosa em 2008, tendo reconhecido depois a paternidade de duas crianças. Há pelo menos quatro mulheres que afirmam ter tido relações com ele quando ainda era bispo.

ONU Suspende Monitoramento na Síria por Escalada na Violênciatos.

Os observadores da ONU (Organização das Nações Unidas) na Síria decidiram suspender sua missão no país devido à “intensificação da violência”, informou sábado (16Junho) o chefe da operação, o general norueguês Robert Mood.

“Devido à intensificação da violência armada (…) e aos riscos, a missão de observadores da ONU (UNSMIS) suspende suas atividades. Os observadores deixarão de patrulhar até nova ordem”, afirmou o comunicado do general Mood. ”Os observadores não vão conduzir patrulhas e vão permanecer em seus lugares até segunda ordem”.

Soldados que faziam a escolta dos observadores internacionais enviados pela ONU à Síria foram alvo de uma explosão na quarta-feira (13Junho), em Deraa, ao sul do país, um dos redutos da oposição de Assad.

 

Crise na Síria


Soldados ficam feridos após a explosão de uma bomba atingir o veículo em que eles estavam, durante a escolta ao comboio dos enviados da ONU à Síria. Pelo menos seis soldados ficaram feridos entre os quais Louai e Be.

Eles estavam em um veículo militar quando houve uma explosão, provavelmente devido a uma bomba plantada na rua. Seis soldados ficaram feridos. O porta-voz do Exército Livre da Síria, coronel Qasem Saadedin, disse que a explosão não atingiu nenhum dos observadores.

O carro com os soldados seguia o comboio com os enviados da ONU à Síria, que havia passado pelo local da explosão havia poucos minutos e levava, entre outros, o general Mood.A Síria está sob conflitos há 15 meses.

Com um balanço estimado em 13 mil mortos e dezenas de milhares de torturados em prisões, desde março de 2011, o que se percebe é o afundamento do país em uma “guerra civil” – termo usado por uma autoridade francesa na ONU e repetida pelo Ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius.

 

Lista


Na terça-feira (12Junho), a ONU colocou as forças governamentais sírias e a milícia denominada shabiha em uma lista de 52 governos e grupos armados que recrutam, matam e atacam sexualmente crianças em conflitos armados.

O secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, disse que a conclusão do relatório mostra um “número inaceitavelmente elevado e crescente” de abusadores de crianças a longo prazo. Ele se disse preocupado com o agravamento da crise na região que provocou mais de 14 mil mortes, segundo organizações não governamentais.

O documento mostra ainda que as Nações Unidas receberam relatórios que indicam “graves violações” contra crianças na Síria. Também há informações de que crianças com nove anos tenham sido vítimas de assassinatos, tortura e violência sexual.

Em comunicado, o Conselho Nacional Sírio, principal órgão da oposição ao governo do presidente Bashar Al Assad, assegurou que, “enquanto a comunidade internacional faz prova de fraqueza e hesitação, o regime sírio, aproveitando a proteção do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, dedica-se a uma escalada na sua política de terror contra o povo sírio”.

De acordo com o conselho, há aviões, artilharia, blindados e militares mobilizados na região de Homs, no Centro do país. A cidade é considerada um dos locais mais violentos da Síria. Segundo o órgão, a população de Homs está sendo privada de eletricidade, alimentos e medicamento.

Príncipe William Completa 30 Anos e Recebe Herança da Mãe, Diana

 
Quinta-feira passada, o príncipe William completa 30 anos, a idade estabelecida no testamento da princesa Diana para que ele receba a parte que lhe cabe do patrimônio que ela deixou. Quando morreu, em 1997, Diana possuía uma fortuna em joias, ações e, a maior parte, em dinheiro, que ela recebeu quando se divorciou do príncipe Charles.

Desde então, o patrimônio é administrado judicialmente, e a soma que deverá ser transferida para William é de aproximadamente US$ 15,5 milhões. Um belo presente de aniversário, diga-se de passagem.