"É escusado. Não posso ter outro partido senão da liberdade" Miguel Torga "Há uma disciplina que faz hoje maior falta: é a cultura geral" Diogo Freitas do Amaral " Se a politica é a arte do possível, então cabe os lideres políticos, a tarefa de tornar o possível a realidade" Kofi Annan " O importante não é nunca cairmos, é sermos sempre capazes de nos levantar por muitas vezes que nos derrubem" Nélson Mandela
quarta-feira, 18 de outubro de 2023
Quem são os maus desta guerra?
quarta-feira, 23 de agosto de 2023
O Senhor Feijóo
Olhando agora para o país vizinho, o rei de Espanha propôs ontem Alberto Núñez Feijóo para candidato a primeiro-ministro. Filipe VI anunciou indigitação do chefe do Partido Popular (PP, centro-direita) à presidente do Congresso dos Deputados, Francina Armengol, depois de ter recebido sete dos onze partidos políticos representados na câmara baixa das Cortes Gerais. Quatro deles apoiam Feijóo — além do seu, o Vox (extrema-direita) e os regionais Coligação Canária e União do Povo Navarro. Totalizam 172 deputados num total de 350, o que não será suficiente para Feijóo governar. É que para ser empossado precisa de 176 votos numa primeira ronda (maioria absoluta) ou, numa segunda ronda, mais votos a favor do que contra. Ora, os 178 deputados que faltam estão todos contra um Executivo presidido pelo líder popular. A eleição da socialista Armengol para presidir ao Congresso contou com esses 178 votos, que o primeiro-ministro, Pedro Sánchez quer mobilizar para ser reconduzido. O chefe do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, centro-esquerda) disse ao monarca que está em condições de tentar a investidura. Já lhe declararam apoio a frente de esquerda radical Somar, de Yolanda Díaz (parte da coligação de Governo cessante); o Bloco Nacionalista Galego; e o Unir o País Basco (Euskal Herria Bildu, sucessor do braço político dos terroristas da ETA). Dispostos a dialogar, mas não de forma incondicional, estão o Partido Nacionalista Basco (PNV, moderado) e os independentistas Esquerda Republicana da Catalunha (ERC, e Juntos pela Catalunha (JxC). Este é chefiado a partir de Waterloo, Bélgica, pelo ex-presidente regional Carles Puigdemont. Este foragido, que é eurodeputado e que seria preso se entrasse em Espanha, está acusado de delitos de rebelião, desvio de fundos públicos e desobediência, no quadro do processo pela intentona separatista de 2017, quando estava no poder. Amnistia para os envolvidos é uma das exigências do JxC e da ERC, depois de nove políticos catalães terem sido condenados e cumprido parte das suas penas de prisão (até serem indultados pelo Governo de Sánchez) e havendo centenas que ainda se habilitam à cadeia. É quase assente que a haver novo Executivo socialista, alguma forma jurídica surgirá para pôr fim às agruras judiciais dos de Puigdemont. Mais bicudo, porque a Constituição espanhola não o permite, é o pedido de um referendo de autodeterminação autorizado por Madrid (ao contrário do que houve em 2017). Filipe VI terá querido manter a tradição de dar hipótese, primeiro, ao partido mais votado nas legislativas, no caso, as de 23 de julho. “No procedimento de consultas levado a cabo por Sua Majestade, o Rei, não se constatou, por agora, a existência de uma maioria suficiente para a investidura que, a dar-se o caso, fizesse decair este costume”, reza o comunicado da Casa Real. Cabe a Armengol marcar a sessão de investidura, que de momento parece fadada ao insucesso. Não há um prazo para esse debate e votação, que a presidente do Congresso fez saber que agendará após falar com Feijóo. Se os números falharem a este último, o processo de indigitação pode repetir-se. Importante ressalvar que a partir da primeira tentativa começa a contar o prazo de dois meses para formar Governo, findo o qual se marcam novas eleições. Para evitar hipotéticas eleições no Natal ou no Ano Novo, Armengol terá de marcar a sessão de investidura até 31 de agosto ou a partir de 20 de setembro. Todas as forças políticas têm expressado a vontade de evitar voltar a convocar os espanhóis às urnas, um embaraço por que o país passou das últimas duas vezes que celebrou legislativas, em 2015 e 2019, e que seria mais inconveniente com Espanha a deter a presidência rotativa da União Europeia. Os próximos dias serão de frenesi de negociações em que Sánchez leva a dianteira. Pondo de lado a consulta popular sobre independência, a chave pode residir na supracitada amnistia (com este ou outro nome), no sistema de financiamento regional e em símbolos como os estatutos de autonomia e as línguas co-oficiais, cuja admissão no Parlamento já permitiu eleger Armengol. |
segunda-feira, 15 de novembro de 2021
Onde ficou o 1,5º C?
“Acima de 6/10” foi como Boris Johnson classificou ontem o resultado da COP26 durante a conferência de imprensa de final de evento em Glasgow. As graças (e desgraças) alternaram-se enquanto o primeiro-ministro britânico e o presidente da Conferência do Clima das Nações Unidas, Alok Sharma, prestavam declarações tentando dourar a pílula de a Índia ter alterado à última da hora o texto do acordo sobre o abandono da utilização de carvão. Boris disse que “a COP26 marcou o início do fim do carvão” citando a declaração da Greenpeace*. Johnson e Sharma amortizaram a crítica à Índia frisando o compromisso do país em alcançar 50% de energias renováveis em 2030.
Função pública, CMVM e Lagarde: os assuntos que vão marcar o dia
O Governo tem marcada para hoje mais uma reunião com os sindicatos da função pública, mas também hoje é apresentado o novo líder do supervisor do mercado de capitais. Na agenda está também a apresentação dos resultados do aumento de capital da Ibersol, bem como a ida da presidente do BCE, Christine Lagarde, ao Parlamento Europeu.
Governo reúne-se com sindicatos da função pública A ministra da Administração Pública, Alexandra Leitão, reúne-se esta segunda-feira com representantes da Frente Comum, Frente Sindical e FESAP, no quadro da negociação coletiva relativa aos funcionários públicos. A ministra já afirmou que “qualquer eventual avanço que possa haver é muito limitado”, num quadro de gestão orçamental em duodécimos. Novo presidente da CMVM O ministro das Finanças, João Leão, apresenta esta segunda-feira em Lisboa o novo presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Gabriel Bernardino, que sucede a Gabriela Figueiredo Dias. Pode ler aqui: quais os desafios que Bernardino tem pela frente. Lagarde ouvida no Parlamento Europeu A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, falará na comissão de Economia do Parlamento Europeu. Na agenda estarão as projeções de inflação do BCE, os custos da habitação e a melhoria da prestação de contas da instituição liderada por Lagarde. Mota-Engil emite até 75 milhões em obrigações A construtora Mota-Engil tem em marcha um empréstimo obrigacionista de até 75 milhões de euros. O período de subscrição, por parte dos investidores, arranca esta segunda-feira. A empresa colocará no mercado títulos que vencem em 2026, oferecendo um juro de 4,25% ao ano, em termos brutos. A operação é coordenada pelos bancos Finantia, Caixa BI, Haitong e Novobanco. Aumento de capital da Ibersol Ainda esta segunda-feira a Ibersol, que em Portugal opera marcas de restauração como a Burger King, KFC, Pizza Hut e Pans & Company, deverá anunciar o resultado da operação de aumento de capital de até 40 milhões de euros. O Santander e o Millennium BCP coordenam a operação. As novas ações serão admitidas à negociação na Euronext a 19 de novembro. |
NOTÍCIAS E HISTÓRIAS QUE NÃO PODE PERDER - Minuto Consumidor: Vale a pena comprar ouro? - As crises políticas fazem mal à economia? Nem sempre - Preparados para melhorar o Portugal 2030? Discussão pública arranca esta segunda-feira - Camaleão de 70 milhões move-se com pé em Silicon Valley e outro em Portugal - Os segredos do grupo da União Europeia que vigia a concorrência fiscal Tenha uma boa segunda-feira e um excelente início de semana. |
terça-feira, 2 de novembro de 2021
Campanha já arrancou
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