quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Tirar aos Ricos Para Dar à Classe Média

Resultado de imagem para barack obama
Barack Obama-Barack Obama inaugurou uma nova forma de divulgar o seu discurso anual do Estado da Nação. O texto integral foi disponibilizado online para que todos pudessem seguir as palavras do presidente dos EUA. Um discurso marcado pela euforia momentânea em torno do desempenho economia. E não é para menos. Os EUA estão a criar empregos ao ritmo mais rápido desde 1999. Ainda esta semana o FMI reviu em alta o crescimento para este ano que deverá ficar nos 3,6%. Obama defendeu o conceito de economia da classe média, suportado na ideia que “this country does best when everyone gets their fair shot”. Para o conseguir prometeu gastar 235 mil milhões de dólares que serão em grande parte suportados por um aumento de impostos dos mais ricos (mais 320 mil milhões ao longo de 10 anos, incluindo um novo imposto sucessório). Um dos pontos altos do discurso foi o pedido ao Congresso para levantar o embargo a Cuba, ao mesmo tempo voltou a falar sobre o fecho da prisão de Guantânamo. Também a ameaça do Est ado Islâmico esteve presente com Obama a pedir ao congresso que aprovasse as operações militares contra a suas forças militares.

O Estado Islâmico voltou a divulgar um 
vídeo onde pede um regaste de 200 milhões de dólares por dois prisioneiros japoneses, aproveitando a deslocação do primeiro ministro japonês Shinzo Abe ao médio oriente.

Enquanto isso em Davos os líderes mundiais continuam reunidos no 
World Economic Forum. Na  reunião, que se realiza há 45 anos na Suíça, o otimismo parece ter-se evaporado.  Um inquérito feito anualmente pela PwC mostra que apenas 37% dos executivos espera uma melhoria das condições económicas munidas (no ano passado este número era de 44%).

Por cá, afinal sabiam. José Alves, partner da PwC foi ontem à Comissão de Inquérito do BES confirmar a 
notícia que o Expresso publicou a 13 de setembro. A auditora detetou falhas no BES em 2002 e comunicou-as ao Banco de Portugal e à CMVM. O líder da PwC disse também que aPT SGPS não quis que o relatório de auditoria incorporasse a análise sobre as responsabilidades individuais de cada membro dos órgãos sociais da PT pelo investimento de €897 milhões na Rioforte.

Em Espanha a fiança do ex tesoureiro do PP, Luis Barcenas, foi fixada em €200 mil. Barcenas estava em prisão preventiva há 19 meses na 
sequência do caso Gürtel que abalou a política espanhola. E todos os dias no país vizinho são detidos novos responsáveis por suspeita de corrupção. Umas das responsáveis pela Fundação Palau de Les Arts Reina Sofía, Helga Schmidt, é suspeita de cobrar comissões ilegais na operação da ópera de Valência.

Escândalos sucessivos que têm ajudado novas forças politicas a aparecerem como alternativa. Para o economista chefe do FMI, Olivier Blanchard “o desemprego está demasiado elevado e em Espanha, como outros países, isso está a levar à subida de partidos que nem sequer queriam ser parte do euro, que adotam posições populistas. É algo sobre o qual temos de nos preocupar”.

Na Grécia as previsões continua a dar uma vitória por 4 a 6,5 pontos ao Syriza nas eleições do próximo domingo. O seu líder Alexis Tsipras defendeu num texto de opinião publicado no Financial Times o fim da austeridade antes que ela acabe com a democracia grega. O texto que começa com a frase “A Grécia muda no dia 25 de Janeiro” defende que o s eu partido oferece uma solução para a Grécia que é a única capaz de fortalecer a zona euro. E deixa um aviso: “we must end austerity so as not to let fear kill democracy. Unless the forces of progress and democracy change Europe, it will be Marine Le Pen and her far-right allies that change it for us.

Os mercados continuam à espera do “Super Mário”. Com grande probabilidade Draghi deverá anunciar amanhã um programa alargado de compra de dívida pública dos países do euro - conhecido por quantitative easing (QE) – Angela Merkel fez saber na segunda à noite que a Alemanha não está confortável com estas medidas.  Palavras que foram entendidas por 
Athanasios Orphanides, ex- governador do banco central de Chipre, como uma tentativa de condicionar o BCE.

Para tirar todas as dúvidas sobre o QE pode sempre reler o que os jornalistas do Expresso João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues publicaram no último sábado – 
O QE isto?


 OUTRAS NOTÍCIAS

 

Quando a China espirra o mundo adoece. Pela primeira vez em 24 anos o crescimento chinês caiu para 7,4%. E para este ano o Fundo Monetário internacional (FMI) espera que o PIB não suba mais do que 6,8%. As autoridades chinesas reagiram com aparente calma mas já estão a tentar procurar novas formas de fazer a economia crescer e as grandes multinacionais pensam já em planos B.

Da China deverá vir um novo acionista do Atlético de Madrid. Wang Jianlin, o segundo homem mais rico da China acordou pagar até €45 milhões de euros por 20% do atual campeão espanhol. O 
acordo deverá ser anunciado esta quarta-feira em Pequim. Wang, de acordo com a Forbes, tem uma fortuna avaliada em 13,2 mil milhões de dólares.

Ontem o The Guardian publicou um trabalho que não pode perder. O diário de Guantánamo de 
Mohamedou Ould Slahi Ould Slahi foi finalmente publicado depois de anos de batalhas legais. São 466 páginas manuscritas escritas da sua cela individual em Campo Echo, da qual saíram em 2005. Mohamedou está preso há 12 anos.

Parece que desta foi de vez. No Iémen os rebeldes Houthi da minoria xiita lançaram um golpe de Estado conta o presidente Hadi. Os
rebeldes invadiram o palácio presidencial na capital Sanaa e pilharam um depósito de armas. Os houthis já controlavam a cidade desde setembro optando por deixar o presidente no poder. O assalto ao palácio presidencial segue-se ao rapto, no sábado, de Ahmed Awad bin Mubarak, chefe do gabinete presidencial e um dos autores do projecto de nova Constituição, que os houthis contestam.

O dia de amanha será marcado pela Assembleia Geral da PT que poderá ditar a venda da PT Portugal à Altice. Mas nesta altura todos os cenários são ainda possíveis. Há quem tente a todo o custo reverter a fusão com a Oi. Mas para isso é necessário adiar mais uma vez a Assembleia Geral. A CMVM enviou ao presidente da AG, Menezes Cordeiro, uma 
lista de informações que o supervisor acha que ainda precisam de ser clarificas. O que não para de descer são as ações da PT SGPS. Desde 5 de maio, dia em que se formalizou a fusão com a Oi, a capitalização bolsista da empresa recuou 80%. Em maio de 2014 valia €2.816 milh&otild e;es de euros, agora vale €545 milhões.

Em Angola o nome de José de Lima Massano, ex-governador do Banco Nacional de Angola que saiu do cargo na semana passada é agora apontado como
possível número um da petrolífera Sonangol. Massano é uma figura altamente respeitada em Angola pelo trabalho que fez enquanto governador do banco central.

 
O QUE CONTAM OS NÚMEROS 


Uma breve análise aos números do Índice de Preços no Consumidor do INE:

O serviço cujo preço mais subiu entre 2012 e 214 foram os serviços postais. U
m aumento de 29,7%.
O ra nking dos 7 que mais desceram é
seguinte:

1- Equipamento fotográfico, cinematográfico e instrumentos de ótica: -19,7%
2- Equipamentos para campismo, desporto: -19,1%
3- Equipamento de processamento de dados: -17,4%
4- Equipamento para recepção, registo e reprodução de som e imagem: -15,5%
5- Carpetes e outros revestimentos para pavimentos  -9,7%
6- Seguros relacionados com transportes: -8,9%
7- Combustíveis e lubrificantes para equipamento de transporte pessoal : -8,5%

FRASES
"Veio, entretanto, a ser eleito Aníbal Cavaco Silva, membro do Partido de Sá Carneiro, depois de ter sido salazarista convicto no tempo da ditadura". Mário Soares em artigo de opinião publicado na terça-feira no DN e que continua a causar polémica.

Os muçulmanos são tão europeus como os ciganos, os homossexuais , os intelectuais, os agricultores e os trabalhadores fabris. Estamos na Europa há séculos e os políticos e a imprensa têm de parar de agir como se tivéssemos chegado ontem. Estamos aqui para ficar”. Abdelkader Benali, jornalista e escritor holandês (DN)

Se tivesse calado e fosse a uma parede bem áspera e coçasse lá os cotovelos faria melhor... o que vale é que o cr7 tá protegido do olho grande (…) e quem não se sente não é filho de boa gente... pronto e é isto…”, Kat ia Aveiro, irmã de Cristiano Ronaldo em resposta a Luis Figo que afirmou na segunda-feira que “tive a felicidade de jogar no meu tempo com grandes, jogadores tanto na minha equipa como contra, possivelmente melhores do que Cristiano e Messi”


 

O QUE EU ANDO A LER

O shale e o jogo Saudita – Desde julho os preços do petróleo caíram 60%. Esqueçam a OPEC e as expectativas de menor procura mundial. O culpado é o shale. No dia 11 de Abril de 2011 a revista Time colocou uma pedra na capa e por cima o título: “THIS ROCK COULD POWER THE WORLD”. Desde então processou-se uma revolução silenciosa na energia encabeçada pelos Estados Unidos. Mas a resposta dos países produtores de petróleo foi dura. Uma queda abrupta do preço pode inviabilizar esta produção. A revista The Economist tem dedicado páginas e páginas ao tema. Inclusive dando conta de novas formas mais baratas, mais eficientes e mais amigas do ambiente de retirar o petróleo da rocha.

Ficam aqui duas mais duas sugestões de leitura para perceber a intricada novela à volta desta pedra cinzenta e o jogo da Arábia Saudita:
The Spectator; Foreign Affairs

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo Esgota em Portugal Antes de Chegar às Bancas

Charlie Hebdo-Os exemplares do jornal satírico francês, que vão chegar a Portugal na sexta-feira, já estão todos reservados. Bancas de jornais chegam a ter 200 pedidos.
 
Os 500 exemplares de última edição do Charlie Hebdo que vão chegar a Portugal serão poucos para as encomendas. Nos locais que habitualmente vendem imprensa estrangeira há listas com pedidos de reserva que chegam aos 200.
 
"Vamos receber dez ou 11. Temos 20 reservas, porque achávamos que íamos receber mais. Mas se estivesse a aceitar todos os pedidos já eram perto de 200", conta Carlos Oliveira, proprietário da Tabacaria Mónaco, no Rossio.
 
Na Sunrisepress, situada na Avenida da Liberdade, o número de pedidos também é elevado. São 140 reservas, contabiliza Vítor Túlio, admitindo que muitas não poderão ser satisfeitas.
 
As receitas da venda desta edição revertem na totalidade para o editor do Charlie Hebdo, uma vez que a International News Portugal (INP), importadora do jornal para Portugal, e a distribuidora de publicações VASP abdicaram das suas margens de comercialização.
 
A edição que começou ontem a chegar às bancas tem cinco milhões de exemplares (face à tiragem habitual de 60 mil) e chegará a mais de 20 países, com versões em cinco línguas, incluindo o árabe e o turco.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Regling: "Grécia Vai Claramente Ficar na zona euro"

Grécia-O presidente do Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE) diz que toda a gente quer a Grécia no euro e que os gregos também querem ficar na moeda única.
 
"A Grécia vai claramente ficar, a zona euro não prevê a saída de um estado-membro, todos os rumores que têm sido espalhados nas últimas semanas vieram de notícias da imprensa, não de declarações de governos. Os governos do euro não mudaram as suas visões". Quem o diz é Klaus Regling, presidente do MEE.
 
No entanto, Regling reconhece que Atenas, que antecipou legislativas para 25 de Janeiro, tem de continuar a fazer o seu trabalho, mantendo-se no caminho do ajustamento. É que os governos que querem a Grécia no euro "também querem que todos os países que têm problemas e que recebem assistência financeira façam o seu trabalho de casa, para melhorar a sua situação económica através de reformas e de consolidação orçamental, quando necessário".
 
O presidente do MEE considera que a Europa já ajudou muito Atenas com todas as melhorias concedidas ao empréstimo ao país - houve extensão de prazos do empréstimo e reduções de juros -, mas até admite mais algum alívio, desde que o governo grego cumpra a sua parte. "Não acho que seja preciso muito mais além disso [do alívio já concedido], muitas coisas já aconteceram, mas estou certo que o Eurogrupo vai olhar novamente para o assunto se as reformas continuarem".

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Petróleo Barato Torna Dívida Pública de Angola Mais Cara

Angola-O 'think-tank' norte-americano Brookings Institution considera que Angola vai ter mais dificuldade em pagar os juros da dívida pública devido à descida dos preços do petróleo, identificando mais cinco tendências de risco resultantes da crise petrolífera.
 
Num ensaio sobre os efeitos negativos da descida dos preços do petróleo nos países da África subsariana, entre os quais se encontra o segundo maior produtor desta região, Angola, os analistas do Instituto Brookings afirmam que "países como Angola, Gabão e Nigéria vão ter mais dificuldades em pagar a dívida à medida que as suas receitas petrolíferas caem e que a depreciação das suas moedas torna o valor da dívida, nominalmente em dólares, mais caro".
 
No artigo disponível no site de um dos mais reputados think-tanks norte-americanos, explica-se que existem mais tendências nestes países: para além dos riscos na colocação de dívida no mercado, são identificados riscos políticos, benefícios para os países africanos importadores de petróleo, volatilidade nos mercados dos países exportadores de petróleo e riscos para o futuro da economia destes países.
 
"Os efeitos económicos da descida dos preços do petróleo podem aumentar o risco político, especialmente em países em conflito", escrevem os analistas, exemplificando com o Sudão do Sul e com a Nigéria, a braços com a possibilidade de os investidores ficarem ainda mais nervosos com as notícias negativas, ignorando os esforços dos governos para melhorar a situação e reagir à perda de receitas petrolíferas.
 
Por outro lado, continuam, alguns países dependentes do petróleo para equilibrar o orçamento, como é o caso de Angola e da Nigéria, entre outros, não têm almofadas orçamentais suficientes para acomodar a descida do preço, por isso "vão ser obrigados a ajustar a despesa ou desvalorizar a moeda, o que pode levar ao aumento da inflação".
 
O problema, sublinham, é que "cortes na despesa pública e aumento da inflação podem impulsionar agitação social, especialmente quando afetam setores da população que são rápidos a mostrar o seu descontentamento, como os estudantes ou os sindicatos".
 
Ao contrário, os países africanos importadores de petróleo são os mais beneficiados, e a agência de notação financeira Fitch, citada no texto, prevê mesmo que a descida nos preços do crude possa impulsionar o crescimento da região para 4,5% em 2014 e 5% este ano.
 
As últimas duas tendências identificadas nesta análise do Brookings Institution são a volatilidade dos mercados cambiais e perigos para o futuro da economia nos países exportadores: na Nigéria, a moeda local caiu 10% desde meio de junho até final de 2014, o que torna ainda mais difícil para os investidores retirarem os seus lucros do país.
 
Por último, o futuro das próprias economias africanas assentes na exportação de petróleo: "apesar de os países importadores, como o Quénia ou o Uganda, estarem a beneficiar da queda atual dos preços, eles devem tornar-se exportadores de petróleo, talvez já em 2017, e por isso a descida nos preços atuais pode afetar o lucro estimado para os investimentos nesse setor".
 
O preço do barril de crude nos mercados de referência caiu mais de 50% desde meados de junho, tendo descido abaixo da barreira psicológica dos 50 dólares já no princípio deste ano, desequilibrando as contas públicas dos países que dependem da exportação de petróleo para equilibrar os seus orçamentos, e obrigando a medidas de correção para evitar o descontrolo nos orçamentos.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

BCE Admite Deixar Portugal Fora do 'quantitative easing'

União Europeia-Portugal é dos países que mais precisa da ajuda do programa de compra de dívida soberana por parte do Banco Central Europeu (BCE), mas a verdade é que a economia nacional arriscar ficar fora dele.
 
De acordo com a Bloomberg, os governadores da autoridade monetária reuniram-se na semana passada para começar a desenhar o tão aguardado ‘quantitative easing'. E uma das medidas que está em cima da mesa é limitar a compra de dívida a títulos que tenham um determinado ‘rating'. As posições estão ainda algo extremadas, já que há quem defenda que só devem ser comprados títulos com ‘AAA' - o que deixaria de fora mais de metade dos países da moeda única -, enquanto outros admitem um ‘rating' mínimo de ‘BBB-‘.
 
Ora, nem no cenário mais favorável Portugal consegue entrar nas contas da instituição liderada por Mario Draghi. É que a melhor notação que Portugal recebe de entre as três maiores agências de ‘rating' mundiais - o critério que conta para o BCE - é o ‘BB+' atribuído pela Moody's e a Fitch, ou seja, abaixo do mínimo exigido.
 
Tal como Portugal, também a Grécia e o Chipre ficam de fora de um programa de compra de dívida que assuma uma notação mínima acima de lixo.
 
Já se a versão mais conservadora for em frente e o BCE optar por comprar apenas títulos com ‘AAA', apenas sete países do euro serão candidatos ao ‘quantitative easing'. E são precisamente alguns dos países que estão em melhores condições e menos precisam da ajuda da autoridade monetária, como é o caso da Alemanha, da Finlândia e da Holanda, por exemplo.
 
Ainda nenhuma decisão foi fechada e o desenho do programa poderá vir a depender bastante do veredicto do Tribunal Europeu sobre a legalidade do programa de compra de dívida que Draghi anunciou em 2012, o OMT, que deverá ser conhecido na próxima semana. O BCE reúne depois no dia 22 e os mercados esperam que seja anunciado nessa altura o ‘quantitative easing' e as suas características.
 





Grécia vai Arrastar Itália e Portugal, diz a Revista 'The Economist'

União Europeia-Economista Simon Baptist acusa a UE de ter memória curta. Syriza mantém-se em primeiro nas sondagens para eleições de dia 25 do corrente mês.

Apesar de os líderes do Syriza garantirem que não estão contra a Europa e que não pretendem sair do euro caso o partido chegue ao poder após as legislativas de dia 25, a influente The Economist, publicada a partir de Londres, continua a garantir que, da forma como as coisas estão, a Grécia só pode rebentar com o projeto europeu.

A Itália e Portugal serão os primeiros a ser apanhados na onda de choque, acredita Simon Baptist, o economista-chefe da The Economist Intelligence Unit (EIU). A revista é uma das mais influentes na difusão das ideias de política económica do paradigma dominante. Numa nota enviada aos jornais intitulada "Memória curta", Simon Baptist acusa tudo e todos: os gregos, as instituições europeias, os mercados. Está pessimista.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Guiné-Bissau: 2015, Arranque do Plano de Desenvolvimento

Resultado de imagem para guiné-bissau
Guiné-Bissau -Domingos Simões Pereira, Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau declara o Ano 2015 Ano do início da implementação do programa de desenvolvimento.
 
Para a materialização desse programa, o Chefe do Governo guineense pede "a produção  e apresentação de resultados palpáveis" nos quatro eixos de intervenção definidos no programa aprovado pela Assembleia Nacional Popular.
 
O Programa prevê reformas nos sectores da Justiça, segurança interna e defesa e segurança, assim como infra-estruturação, industrialização e desenvolvimento urbano. Neste último sector pretende-se  dotar Bissau e Bafatá, a 2ª cidade mais importante do país, e ainda Bolama e Cacheu, de investimentos importantes para a transformação do meio urbano: saneamento básico, promoção da imobiliária  e fogos de baixo custo, transportes e equipamentos colectivos.
 
Na última reunião do Conselho de Ministros do Ano 2014, Domingos Simões Pereira disse que "2015 pode e deve ser decisivo para a concretização do programa do desenvolvimento.
 
O Primeiro-Ministro destacou que "a importância dos desafios fixados irá necessitar de um amplo consenso nacional para poder mobilizar parcerias internacionais a favor do investimento de vulto".
 
Outro aspecto destacado foi o "maior controlo da fiscalidade interna, uma atenção especial se irá dispensar ao acompanhamento da capacidade de compra da população, através do controlo dos preços de produtos da primeira necessidade(arroz, óleo, açúcar  e combustível).
 
Para tudo isso, Domingos Simões Pereira disse que a "Guiné irá precisar da atenção e empenhamento determinado de todos os seus filhos: mais trabalho, mais empenho, mais produtividade, mais disciplina, mais rigor e mais controlo”.