quinta-feira, 7 de agosto de 2014

EUA Anunciam 33 mil Milhões em Novos Investimentos em África

Washington – Os Estados Unidos anunciaram novos investimentos em África no valor de 33 mil milhões de dólares, reflexo da tentativa de Washington de demonstrar disponibilidade para assumir um forte papel no desenvolvimento económico do continente africano.
O Presidente norte-americano, Barack Obama, apresentou  ainda aos 45 chefes de Estado e de Governo africanos, reunidos na capital dos Estados Unidos para uma histórica cimeira EUA-África de três dias, os projectos que valem 33 mil milhões de dólares. 
Na segunda-feira, primeiro dia do encontro, as autoridades norte-americanas “ralharam” aos seus convidados em matéria de reformas democráticas e direitos civis.
Mas agora, Obama e os magnatas do comércio e indústria vão tentar convencer os seus interlocutores de que os Estados Unidos estão tão determinados em participar na história do crescimento de África como a China ou a Europa.
“Com uma população jovem e dinâmica e um sector privado florescente, África é já um mercado vital para os investidores estrangeiros. E é por isso que aqui estamos hoje”, disse o secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew, aos líderes políticos e empresariais.
“Queremos levar mais investimento norte-americano para África, aumentar o comércio entre África e os Estados Unidos e estimular a criação de emprego tanto aqui como em África”, sublinhou.
Centenas de empresários norte-americanos e africanos juntaram-se aos líderes políticos em fóruns, incluindo os executivos de topo da General Electric, Coca-Cola e Walmart, bem como multimilionários africanos, como o rei nigeriano das infra-estruturas, Aliko Dangote, o magnata das telecomunicações Mo Ibrahim e Ashish Thakkar, o jovem fundador do grupo de Tecnologia Mara.
Mas, à exceção de algumas companhias de topo, as empresas norte-americanas enfrentam críticas de que são menos conhecedoras e mais receosas de correr riscos no continente do que as suas rivais europeias ou asiáticas.
Os Estados Unidos continuam a ser a maior fonte de investimento, mas a maior parte dele centra-se no setor do petróleo e do gás.
Entretanto, a China e a Europa construíram posições mais sólidas nas infra-estruturas, na indústria e no comércio, sendo o comércio da China com África mais do dobro do que o dos Estados Unidos.
As empresas norte-americanas “ainda pensam em África como há uma década… ao passo que as coisas mudaram dramaticamente. África tem crescido em média cerca de 5,5 por cento na última década”, disse Dangote, o homem mais rico do continente africano, cuja fortuna está estimada em mais de 20 mil milhões de dólares (cerca de 15 mil milhões de euros).
“Há muita perceção dos riscos. As pessoas apenas falam sobre os riscos. Mas a maioria daqueles que se apercebem dos riscos não conhecem a história. Não estiveram realmente lá”, prosseguiu o multimilionário nigeriano.
A secretária do Comércio norte-americana, Penny Pritzker, afirmou que Washington vai aumentar esforços para estabelecer laços comerciais, com mais ajuda do Governo ao financiamento e mais missões comerciais em ambos os sentidos.
“O tempo de fazer negócios em África já não está a cinco anos de distância. O tempo para fazer negócios é agora”, frisou.
Pritzker defendeu que aumentar o comércio e o investimento em África será positivo para ambas as partes, ajudando os países africanos a desenvolver-se e criando emprego nos Estados Unidos.
“À medida que a classe média africana continua a expandir-se, esperamos ver os números das nossas exportações aumentar”, declarou a responsável.
A cimeira foi parcialmente ensombrada pela rápida propagação do mortífero vírus Ébola na África Ocidental, com dois cidadãos norte-americanos transportados para os Estados Unidos para tratamento, e um primeiro caso diagnosticado na Arábia Saudita.
Depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter divulgado que o número de mortos está próximo dos 900, o Banco Mundial anunciou a disponibilização de 200 milhões de dólares (cerca de 150 milhões de euros) em ajuda de emergência à Guiné-Conacri, à Libéria e à Serra Leoa para conter a epidemia.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Bolsa de Londres: Índice FTSE 100 Fecha Praticamente Estável segunda-feira, 04 de agosto de 2014

LONDRES, 04 de agosto de 2014 (ADVNEWS)-O Financial Times Stock Exchange 100 (FTSE 100), principal índice de ações da Bolsa de Valores de Londres, fechou o pregão da segunda-feira última cotado em 6.677,52 pontos – uma desvalorização de -0.03% em relação ao pregão anterior.
 
O FTSE 100 é o principal indicador de desempenho do mercado acionário do Reino Unido, representando a variação das cem principais companhias negociadas na Bolsa de Valores de Londres, a London Stock Exchange (LSE). O índice é calculado por uma empresa independente (FTSE The Index Company), de propriedade da própria London Stock Exchange em conjunto com o tradicional veículo de comunicação The Financial Times.
 
Ao longo do dia, a cotação do índice oscilou pouco, registrando uma diferença de 0.046 pontos entre os valores mínimo (6.669,93) e máximo (6.715,56) obtidos pelo indicador.

Com a desvalorização, o índice FTSE 100 acumula no ano uma baixa de -0.8%.

Desempenho das principais ações componentes do índice FTSE 100 no pregão de 04 de agosto de 2014
CompanhiaCódigo da AçãoFechamento(£)Variação (%)
Barclays(BARC)223,950%
BHP Billiton(BLT)2.013,500%
BP(BP.)484,550%
Experian(EXPN)1.008,000%
Glaxosmithkline(GSK)1.430,000%
Hsbc(HSBA)635,000%
Sainsburys(SBRY)307,800%
Lloyds(LLOY)73,340%
Rio Tinto(RIO)3.360,500%
Rolls Royce(RR.)1.039,000%
RBS(RBS)352,500%
Tesco(TSCO)250,700%
Unilever(ULVR)2.542,000%
Vodafone(VOD)196,400%
Xstrata(XTA)963,500%

 
Principais destaques positivos e negativos do mercado de ações da Bolsa de Valores de Londres no pregão de 04 de agosto de 2014

Dentre todos os ativos negociados no mercado de ações na Bolsa de Valores de Londres, 23.22% (491) fecharam o pregão segunda-feira operando em alta. As maiores altas registradas no fechamento do pregão foram:

1) Valorização de +21,74% da ação ordinária Alba Mineral Resources (ALBA)
 
2) Valorização de +19,18% da ação ordinária Max Petroleum (MXP)
 
3) Valorização de +12,12% da ação ordinária Sefton Resources (SER)

Veja o ranking completo das maiores altas do mercado de ações da LSE – London Stock Exchange

Dentre todos os ativos negociados no mercado de ações na Bolsa de Valores de Londres, 30.97% (655) fecharam o pregão segunda-feira operando em baixa. As maiores baixas registradas no fechamento do pregão foram:

1) Desvalorização de -61,40% da ação ordinária Tangiers (TPET)
 
2) Desvalorização de -22,22% da ação ordinária
Renewable Energy (REH)
 
3) Desvalorização de -17,50% da ação ordinária TXO Plc (TXO)

Veja o ranking completo das maiores baixas do mercado de ações da LSE – London Stock Exchange

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FTSE 100 (FTSE:UKX)
Gráfico Histórico do Índice

1 Ano : De Ago 2013 até Ago 2014





 

 UKX 
 
                           

FTSE 100 (FTSE:UKX)
Gráfico Intraday do Índice

Hoje : Quarta, 6 de Agosto de 2014
   UKX                                                        

Vladimir Putin quer Medidas de Resposta a Sanções Ocidentais

Resultado de imagem para Putin
Rússia-Vladimir Putin deu ordens ao governo russo para avançar com a criação de medidas de resposta às novas sanções europeias e norte-americanas impostas na semana passada a Moscovo.
 
Putin considera que o recurso a "instrumentos políticos de pressão" sobre a economia é inaceitável.
 
Entretanto, o primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev afirmou terça-feira última que a resposta às sanções ocidentais já está a ser discutidas. Em cima da mesa pode estar a hipótese de restringir ou mesmo proibir o sobrevoo da Sibéria pelas companhias aéreas ocidentais que asseguram ligações com a Ásia.
 
Esta medida pode ter um forte impacto nas companhias aéreas ocidentais que atualmente utilizam o corredor transiberiano para chegar à Ásia, uma vez que é o percurso mais curto e mais económico.
 
Recorde-se que no domingo, também por causa das sanções, foram sido suspensas as atividades da Dobrolet, a filial `low-cost` da Aeroflot que efetua as ligações entre Moscovo e Simferopol, na Crimeia.

Financial Times: Aumento de Capital do BES Entre os Piores Negócios da história

Portugal-O Financial Times diz que a operação de aumento de capital realizada há pouco mais de um mês e meio terá sido a operação mais ruinosa de sempre na indústria financeira. Num curto espaço de tempo, os investidores perderam tudo.
 
O BES fez, em Maio, um aumento de capital de pouco mais de mil milhões de euros, dinheiro esse que agora desapareceu. Com o resgate do banco, dividindo-o num bom e outro mau, que fica com os activos tóxicos, quem investiu nesta operação perde praticamente tudo, fazendo deste, segundo o Financial Times, um dos piores negócios de sempre na indústria financeira.
 
"Ainda que as acções do aumento de capital tenham sido vendidas a um preço abaixo de 0,65 euros, os investidores enfrentam agora a elevada probabilidade de ficarem sem nada", diz o jornal britânico. No âmbito do resgate, o BES foi dividido no Novo Banco e num banco mau, ficando os accionistas com os activos tóxicos. Só poderão recuperar algum valor mediante a recuperação da massa falida, e só depois dos detentores de dívida subordinada.
 
Perdendo tudo, o aumento de capital do BES "irá para o topo da tabela dos piores aumentos de capital de sempre na indústria financeira, de acordo com dados recolhidos pela Dealogic" para o Financial Times (sendo que são apenas consideradas operações de valor superior a mil milhões de dólares)
 
No topo dos piores negócios para os investidores estão o Fortis e o Royal Bank of Scotland (RBS), considerando operações de aumento de capital. O Fortis fez uma recapitalização de 19,2 mil milhões de dólares (14,3 mil milhões de euros) em 2007 para pagar a compra do ABN Amro juntamente com o RBS. "No espaço de um ano as acções perderam quase 92%. O banco acabou por ser resgatado e desmembrado", diz o jornal.
 
O RBS, por seu lado, fez um aumento de capital de 24,3 mil milhões de dólares em 2008 a duas libras por acção. "No espaço de um aumento as acções perderam 82,4% face ao valor da emissão e o governo teve de resgatar o banco", com fortes perdas para quem participou na operação de recapitalização. Mas mesmo em ofertas públicas de venda há maus negócios. A prova é o Bankia.
 
"Nas OPV [ofertas públicas de venda], ninguém rivaliza com o Bankia, que entrou em bolsa em 2011. Apesar dos receios em torno do sector financeiro espanhol, o banco entrou no mercado a um preço de 3,75 euros por acção. No espaço de um ano as acções tinham já perdido 82% do seu valor em bolsa", destaca o Financial Times, suportando-se nos dados da Dealogic.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

4.900 Mil Milhões de Euros Para Resgate do BES




Portugal-A partir desta segunda-feira o Banco Espírito Santo dá lugar ao Novo Banco.
 
A solução encontrada pelo Banco de Portugal, já aprovada por Bruxelas, para evitar o colapso do BES passou pela separação em dois: o banco-bom e o banco-mau. Este último continuará a chamar-se BES e incluirá os activos tóxicos.
 
As explicações de Carlos Costa, o Governador do Banco de Portugal: “Foi criado um banco novo, denominado Novo Banco, para o qual são transferidos de imediato e de forma definitiva a generalidade dos activos e passivos do Banco Espirito Santo SA, bem como os seus colaboradores e demais recursos materiais.”
 
O Estado vai financiar com cerca de 4,5 mil milhões de euros o Novo Banco. No total, a entidade terá um capital de 4,9 mil milhões de euros, incluindo os 380 milhões que já existem no Fundo de Resolução.
 
O objetivo é vender o Novo Banco a privados. Para os depositantes fica a promessa de que nada muda.

Sector imobiliário de Londres é Possível Destino de Dinheiro sujo do Mundo

Inglaterra-O sector imobiliário londrino pode ter se convertido no destino do dinheiro sujo do mundo inteiro, afirmou nesta sexta-feira (1º) o jornal Financial Times, depois de identificar que foram investidos mais de 150 bilhões de euros neste setor na Grã-Bretanha, procedentes de paraísos fiscais.

Esta descoberta, resultante das análises dos registros de imóveis, mostra que cerca de dois terços das 91.248 empresas estrangeiras proprietárias de bens imóveis na Inglaterra e Gales possuem bens na grande Londres.

A mesma proporção destas empresas são propriedade de estruturas baseadas em paraísos fiscais no exterior, em particular nas Ilhas Virgens e nas ilhas anglo-normandas (Jersey, Guernesey), afirma o jornal econômico.

A forte alta dos preços da moradia na Grã-Bretanha, em parte alimentada pelos investidores estrangeiros, que consideram o setor imobiliário britânico um refúgio para seu dinheiro, provocou, nos últimos tempos, o temor de uma bolha imobiliária.

Os preços da moradia aumentaram 26% em Londres em um ano, enquanto que no conjunto do país subiram 11,5%, anunciou o Nationwide, o maior financista do Reino Unido.

Em Londres, onde o preço médio de uma residência fica em 480.000 libras (590.000 euros), 70% dos apartamentos novos no centro da cidade foram vendidos a estrangeiros, assim como 50% dos apartamentos de mais de um milhão de libras, segundo a imobiliária Savills.

Para acalmar esse entusiasmo dos estrangeiros que ameaça transformar os imóveis em refúgios vazios para seus investimentos, o ministro das Finanças George Osborne anunciou a introdução, a partir de abril de 2015, de um imposto sobre a mais-valia para os não residentes.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Rússia condenada a Pagar Mais de 1,9 Mil Milhões aos Ex-accionistas da Yukos

Rússia-De acordo com o Financial Times, esta é a maior coima aplicada pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, cobrindo cerca de 55 mil accionistas da antiga petrolífera.
 
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou a Rússia ao pagamento de 1,9 mil milhões de euros aos antigos accionistas da petrolífera Yukos e dá seis meses para que o país defina um plano de pagamentos.
 
Moscovo terá ainda de pagar 300 mil euros em despesas judiciais. O Ministério da Justiça russo já reagiu à decisão, considerando-a "injusta". Terá agora um prazo de três meses para recorrer.
 
De acordo com o Financial Times, esta é a maior coima aplicada pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, cobrindo cerca de 55 mil accionistas da antiga petrolífera.
 
Também esta semana, a Rússia foi condenada ao pagamento de 50 mil milhões de dólares aos accionistas da antiga Yukos, depois de o Tribunal Permanente de Arbitragem em Haia ter considerado que as autoridades russas tinham manipulado o sistema legal com o objectivo de levar a companhia à falência. Moscovo irá recorrer desta decisão.
 
A Yukos foi desmantelada em 2007. Era controlada por Mikhail Khodorkovsky (na foto), então o homem mais rico da Rússia. Khodorkovsky foi condenado a 10 anos de prisão por acusações de fraude e evasão fiscal. Foi libertado em Dezembro de 2013, após perdão do Presidente Vladimir Putin.