segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pressão sobre a Rússia é ineficaz

Rússia-A pressão sobre a Rússia, que os EUA tentam exercer por meio de sanções, resulta ineficaz sem uma pressão sobre o seu sector energético. Ao mesmo tempo, a implementação destas sanções será difícil ou, inclusive, impossível, comenta o periódico The Foreign Policy.

 
Para que as medidas contra a Federação Russa tenham efeito ponderável, elas devem contar com a participação da União Europeia, escreve o periódico, mas os líderes dos países-membros da UE não conseguiram chegar a consenso a este respeito na sua cúpula, realizada em Bruxelas.
 
As sanções contra a exportação de recursos energéticos russos podem infligir um golpe sério contra toda a economia mundial, o que irá afectar inevitavelmente também os próprios EUA.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Putin Alerta para Efeito Boomerangue das Sanções Norte-Americanas


Putin-A Rússia diz que as novas sanções adoptadas pelos Estados Unidos para castigar a posição do Kremlin na crise ucraniana podem fazer retroceder as relações bilaterais para os tempos da Guerra Fria. A posição, expressa pelo primeiro-ministro Dmitri Medvedev, reforça a condenação feita pelo presidente russo.
 
Em visita ao Brasil, Vladimir Putin defendeu que as sanções “têm um efeito de bumerangue e vão, sem dúvida, empurrar as relações entre os Estados Unidos e a Rússia para um beco sem saída, provocando danos bastante severos. E também vão prejudicar, a longo prazo, os interesses estratégicos do governo(Administração) e do povo norte-americano”.
 
A administração Obama adoptou pela primeira vez medidas que visam directamente as principais empresas públicas russas que reforçam a base do poder de Putin, nomeadamente a petrolífera Rosneft.
 
O diretor-executivo da empresa, Igor Sechin, afirmou que “como a Rosneft é uma empresa geradora de recursos para a Rússia, essas sanções não a visam como companhia. Têm como objetivo prejudicar as políticas soberanas da Rússia e tentar agravar o bem-estar económico dos seus cidadãos”.
 
Em termos imediatos, as sanções privam de financiamentos em dólares, a médio ou longo prazo, não só a Rosneft como o gigante do gaz Novatek e o Gazprombank, terceiro banco do país. Estes três grupos são dirigidos por aliados do Kremlin. As medidas afectam ainda o banco público VEB e oito empresas do sector da Defesa.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Não Há Consenso no Seio da União Europeia

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União Europeia-Os líderes da União Europeia não chegaram a acordo sobre quem vai ocupar os cargos de chefe da diplomacia da UE e de presidente do Conselho Europeu.
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 consenso não está fácil de alcançar. O primeiro-ministro italiano, defendeu a candidatura da sua ministra dos Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, mas diversos países, do leste europeu, vetaram.
 
A decisão fica assim adiada:
“É necessário um acordo sobre o pacote global: o alto representante, a presidência do conselho e outros elementos. Por isso é necessário um acordo global. Se não houver, não há acordo nenhum. Estou certo que a 30 de Agosto tomaremos uma decisão”, afirmou Herman Van Rompuy.
 
A Primeira-ministra dinamarquesa, Helle Thorning-Schmidt, é a candidata melhor posicionada para assumir o cargo de presidente do Conselho Europeu, mas França mostra reservas porque o país não pertence à Zona Euro.
 
“O único acordo que foi confirmado é que o chefe da diplomacia europeia deverá ser um candidato do centro-esquerda. Os 28 têm seis semanas para refletir e não têm o direito de errar".

Estados Unidos e União Europeia Preparam Novas Sanções Contra a Rússia

Estados-Unidos-Os Estados Unidos vão reforçar as sanções contra os principais grupos russos, entre eles o banco da Gazprom, o Gazprombank e o banco estatal VEB. Sanções que vão afectar, principalmente, os sectores energético, da defesa e do petróleo.
 
Os americanos acrescentaram também à lista de pessoas atingidas pelas restrições o vice-presidente da Duma, o ministro para os assuntos da Crimeia, entre outros:
 
“Estamos a tomar estas ações em estreita cooperação com os nossos aliados europeus, que estiveram reunidos em Bruxelas para acordar os próximos passos, e aquilo que esperamos é que a liderança russa compreenda, de uma vez, que a sua atcuação na Ucrânia tem consequências, incluindo um enfraquecimento da economia russa e o crescente isolamento diplomático”, adiantou Barack Obama.
 
Para a Rússia a decisão é “totalmente inaceitável” e “ultrajante”. Moscovo promete responder com medidas “dolorosas”. Vladimir Putin, que está de visita ao Brasil, não deixou de comentar as novas sanções:
 
“No que diz respeito a estas medidas, como eu já disse, como sempre elas vão ter um efeito boomerang e, não há dúvidas que, nesta situação, elas mataram as relações entre a Rússia e os Estados Unidos”.
 
Também a União Europeia acordou novas sanções mas não foi tão longe. Reunidos em Bruxelas, os Chefes de Estado e de Governo dos 28 acordaram, entre outras coisas, acabar com o apoio financeiro das instituições europeias a projectos russos.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Banco dos Brics Pode Ser Veículo para Ampliar Influência da China no Mundo

Brics -Analistas ouvidos pela BBC Brasil acreditam que a criação de um banco de desenvolvimento pelos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e de um fundo de socorro para países com problemas de liquidez financeira podem ser um veículo para expansão da influência chinesa no mundo.

Essas duas iniciativas serão anunciadas durante a reunião de cúpula dos Brics que começou terça-feira passada em Fortaleza. O banco deve contar com um capital inicial de U$ 50 bilhões, US$ 10 bilhões vindos de cada país membro. Por outro lado, a China, detentora da maior reserva cambial do mundo, seria o principal financiador do fundo de socorro, contribuindo com U$ 41 bilhões do total de U$ 100 bilhões previstos.
 
"A influência vai ser muito forte. A China vai contribuir com mais dinheiro que os outros países. Ainda há a questão do yuan, que pode ser adotado como moeda oficial (das instituições)", afirma Michael Wong, professor de finanças da City University of Hong Kong.

Para Lok-sang Hon, membro do conselho executivo da Associação Econômica de Hong Kong e investigador da Lingnan University, a China "quer contribuir significativamente para esse projecto, cuja importância não é apenas econômica. Financeiramente está em uma posição melhor".
 

Anti-dólar

Na última semana, o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Li Baodong, afirmou que o "momento é propício" para a criação do novo banco, que será um "marco no atcual sistema monetário internacional, dominado pelos Estados Unidos e pela Europa".

Trata-se de uma referência ao facto de que o banco poderia ser uma alternativa ao Banco Mundial, uma organização tradicionalmente dirigida por um representante americano, enquanto que o Fundo Monetário Internacional (FMI) tradicionalmente é controlado por um representante europeu.

O presidente do Banco Mundial, o sul-coreano-americano Jim Yong Kim, também se mostrou favorável a iniciativa de criação do banco dos Brics, que não considera como uma "ameaça", mas como um aliado na "batalha contra a pobreza" e no "estímulo ao crescimento".

"O tamanho do investimento não é tão grande comparado com investimentos feitos na China. Mas esse é apenas o capital inicial. O banco vai atrair outros depósitos e crescer dez vezes ou vinte vezes, se tornando forte e constituindo uma saída para a China e para outras economias", prevê Wong. No futuro, outras nações como México, Turquia, Nigéria e Indonésia também poderão se tornar parceiras do projeto.

A China é o maior credor dos Estados Unidos e o governo chinês já demonstrou interesse em diversificar as aplicações de suas reservas, diluindo a concentração actual em títulos americanos, considerada por Pequim excessiva, o que torna o país mais vulnerável a oscilações na economia americana.

"Na perspectiva chinesa, esse será um importante passo para transformar o yuan em moeda institucional. A China tem forte interesse em diversificar riscos, investimentos estrangeiros e a moeda em que são realizados. Ela é o maior credor dos Estados Unidos, mas quando há tensão entre os dois países, isso afecta Pequim".

Para Wong, uma das maneiras de diversificar os investimentos seria contribuir com o FMI, o Banco de Desenvolvimento da Ásia (ADB) ou o Banco Mundial, mas essas organizações sofrem grande influência americana. Enquanto outro rival, o Japão, exerce grande pressão sobre o banco asiático.

Acordo rublo-yuan

O novo banco deverá apoiar projectos de infra-estrutura e desenvolvimento nos países membros e em outras economias emergentes. "Isso quer dizer que eles não precisam mais do apoio dos Estados Unidos e da Europa".

Diante do bloqueio das reformas do FMI, a nova organização aparece como uma resposta à demanda dos Brics, que somam um quinto do PIB global e 40% da população mundial, de representatividade dentro do cenário financeiro.

A nova instituição deve estar operacional até 2016. As transações vão ocorrer através da permuta de divisas entre os bancos centrais dos Brics. O mecanismo pode reagir rapidamente a saída de capitais e pretende facilitar o comércio, ignorando o dólar.

De acordo com Lok-sang Hon, os interesses comuns entre Rússia e China e o peso dessas duas economias vão impulsionar o projecto. Um acordo paralelo rublo-yuan vem sendo discutido nas últimas semanas pelo Banco Popular da China e o Kremlin.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Presidente da Guiné-Bissau Muda-se para Palácio da presidência

Guiné-Bissau-O presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, deve mudar-se da sua residência privada para o Palácio da presidência cerca de um mês após a sua investidura no cargo, disse ao Cirilo João Vieira fonte da presidência.
 
Por indicações do chefe de Estado guineense não houve nenhuma cerimónia oficial que marque a mudança, apenas um jantar informal que José Mário Vaz dará para os funcionários do Palácio e elementos do corpo de segurança. 
 
O Palácio deixou de ser utilizado desde o dia 07 de Maio de 1999 quando foi danificado, ao ser atingido pelos bombardeamentos de Junta Militar que se revoltou contra o então presidente guineense, João Bernardo 'Nino' Vieira, entretanto, assassinado no dia 2 de Março de 2009.
 
Desde então, os chefes de Estado da Guiné-Bissau usaram as próprias residências para viver uma vez que o Palácio ficou em ruínas transformando-se em poiso de morcegos e objeto de curiosidade de turistas até ser recuperado e ampliado pela China.
 
No dia 06 de Julho de 2013 o edifício, recuperado e ampliado, foi entregue com a China a gastar seis milhões de euros nas obras.
 
Desde que foi investido no cargo a 23 de Junho, o presidente José Mário Vaz vinha trabalhando na sua residência privada no bairro do Chão de Papel, onde também recebia as delegações internacionais e membros do Governo.
 
A ocupação do Palácio da presidência por José Mário Vaz marca desta forma a retorno à ordem constitucional na Guiné-Bissau, com a entrada em funções de todos os órgãos eleitos pelo povo.

França Anuncia Nova Ofensiva Militar em África

África-A França vai lançar nos próximos dias uma nova ofensiva militar no norte da África para combater o terrorismo em uma região mais ampla do Sahel, informou o ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian, domingo último.

A França vai enviar cerca de 3.000 soldados para a região em uma missão chamada "Barkhane", que irá substituir a operação que os franceses lançaram há mais de um ano para combater o terrorismo no Mali. A França já havia dito, no início do ano, que iria lançar uma nova missão na região.

Milhares de tropas francesas foram enviadas para o Mali, em uma operação chamada "Serval", no início do ano passado, para dispersar militantes islâmicos que haviam tomado vastas áreas do país. O governo do Mali recuperou o território graças ao apoio militar francês, mas alguns grupos extremistas prometeram continuar a luta.

"O presidente da República quis reorganizar nossas tropas na área, para que possamos levar uma nova operação", disse Le Drian à rádio francesa Europe 1. O ministro disse que a França estava preocupada com a possibilidade de os jihadistas se espalhem por toda a região, aumentando a fragilidade de certos países como a Líbia.

"O objetivo é, principalmente, de contraterrorismo", disse Le Drian. A França terá apoio, na nova missão, de tropas da Mauritânia, Mali, Burkina Faso e Chade, disse o ministro. A maioria das tropas francesas projectadas para a operação já está estacionada na África, entre o Níger, o Mali e o Chade, acrescentou.