sexta-feira, 18 de julho de 2014

Putin Alerta para Efeito Boomerangue das Sanções Norte-Americanas


Putin-A Rússia diz que as novas sanções adoptadas pelos Estados Unidos para castigar a posição do Kremlin na crise ucraniana podem fazer retroceder as relações bilaterais para os tempos da Guerra Fria. A posição, expressa pelo primeiro-ministro Dmitri Medvedev, reforça a condenação feita pelo presidente russo.
 
Em visita ao Brasil, Vladimir Putin defendeu que as sanções “têm um efeito de bumerangue e vão, sem dúvida, empurrar as relações entre os Estados Unidos e a Rússia para um beco sem saída, provocando danos bastante severos. E também vão prejudicar, a longo prazo, os interesses estratégicos do governo(Administração) e do povo norte-americano”.
 
A administração Obama adoptou pela primeira vez medidas que visam directamente as principais empresas públicas russas que reforçam a base do poder de Putin, nomeadamente a petrolífera Rosneft.
 
O diretor-executivo da empresa, Igor Sechin, afirmou que “como a Rosneft é uma empresa geradora de recursos para a Rússia, essas sanções não a visam como companhia. Têm como objetivo prejudicar as políticas soberanas da Rússia e tentar agravar o bem-estar económico dos seus cidadãos”.
 
Em termos imediatos, as sanções privam de financiamentos em dólares, a médio ou longo prazo, não só a Rosneft como o gigante do gaz Novatek e o Gazprombank, terceiro banco do país. Estes três grupos são dirigidos por aliados do Kremlin. As medidas afectam ainda o banco público VEB e oito empresas do sector da Defesa.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Não Há Consenso no Seio da União Europeia

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União Europeia-Os líderes da União Europeia não chegaram a acordo sobre quem vai ocupar os cargos de chefe da diplomacia da UE e de presidente do Conselho Europeu.
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 consenso não está fácil de alcançar. O primeiro-ministro italiano, defendeu a candidatura da sua ministra dos Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, mas diversos países, do leste europeu, vetaram.
 
A decisão fica assim adiada:
“É necessário um acordo sobre o pacote global: o alto representante, a presidência do conselho e outros elementos. Por isso é necessário um acordo global. Se não houver, não há acordo nenhum. Estou certo que a 30 de Agosto tomaremos uma decisão”, afirmou Herman Van Rompuy.
 
A Primeira-ministra dinamarquesa, Helle Thorning-Schmidt, é a candidata melhor posicionada para assumir o cargo de presidente do Conselho Europeu, mas França mostra reservas porque o país não pertence à Zona Euro.
 
“O único acordo que foi confirmado é que o chefe da diplomacia europeia deverá ser um candidato do centro-esquerda. Os 28 têm seis semanas para refletir e não têm o direito de errar".

Estados Unidos e União Europeia Preparam Novas Sanções Contra a Rússia

Estados-Unidos-Os Estados Unidos vão reforçar as sanções contra os principais grupos russos, entre eles o banco da Gazprom, o Gazprombank e o banco estatal VEB. Sanções que vão afectar, principalmente, os sectores energético, da defesa e do petróleo.
 
Os americanos acrescentaram também à lista de pessoas atingidas pelas restrições o vice-presidente da Duma, o ministro para os assuntos da Crimeia, entre outros:
 
“Estamos a tomar estas ações em estreita cooperação com os nossos aliados europeus, que estiveram reunidos em Bruxelas para acordar os próximos passos, e aquilo que esperamos é que a liderança russa compreenda, de uma vez, que a sua atcuação na Ucrânia tem consequências, incluindo um enfraquecimento da economia russa e o crescente isolamento diplomático”, adiantou Barack Obama.
 
Para a Rússia a decisão é “totalmente inaceitável” e “ultrajante”. Moscovo promete responder com medidas “dolorosas”. Vladimir Putin, que está de visita ao Brasil, não deixou de comentar as novas sanções:
 
“No que diz respeito a estas medidas, como eu já disse, como sempre elas vão ter um efeito boomerang e, não há dúvidas que, nesta situação, elas mataram as relações entre a Rússia e os Estados Unidos”.
 
Também a União Europeia acordou novas sanções mas não foi tão longe. Reunidos em Bruxelas, os Chefes de Estado e de Governo dos 28 acordaram, entre outras coisas, acabar com o apoio financeiro das instituições europeias a projectos russos.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Banco dos Brics Pode Ser Veículo para Ampliar Influência da China no Mundo

Brics -Analistas ouvidos pela BBC Brasil acreditam que a criação de um banco de desenvolvimento pelos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e de um fundo de socorro para países com problemas de liquidez financeira podem ser um veículo para expansão da influência chinesa no mundo.

Essas duas iniciativas serão anunciadas durante a reunião de cúpula dos Brics que começou terça-feira passada em Fortaleza. O banco deve contar com um capital inicial de U$ 50 bilhões, US$ 10 bilhões vindos de cada país membro. Por outro lado, a China, detentora da maior reserva cambial do mundo, seria o principal financiador do fundo de socorro, contribuindo com U$ 41 bilhões do total de U$ 100 bilhões previstos.
 
"A influência vai ser muito forte. A China vai contribuir com mais dinheiro que os outros países. Ainda há a questão do yuan, que pode ser adotado como moeda oficial (das instituições)", afirma Michael Wong, professor de finanças da City University of Hong Kong.

Para Lok-sang Hon, membro do conselho executivo da Associação Econômica de Hong Kong e investigador da Lingnan University, a China "quer contribuir significativamente para esse projecto, cuja importância não é apenas econômica. Financeiramente está em uma posição melhor".
 

Anti-dólar

Na última semana, o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Li Baodong, afirmou que o "momento é propício" para a criação do novo banco, que será um "marco no atcual sistema monetário internacional, dominado pelos Estados Unidos e pela Europa".

Trata-se de uma referência ao facto de que o banco poderia ser uma alternativa ao Banco Mundial, uma organização tradicionalmente dirigida por um representante americano, enquanto que o Fundo Monetário Internacional (FMI) tradicionalmente é controlado por um representante europeu.

O presidente do Banco Mundial, o sul-coreano-americano Jim Yong Kim, também se mostrou favorável a iniciativa de criação do banco dos Brics, que não considera como uma "ameaça", mas como um aliado na "batalha contra a pobreza" e no "estímulo ao crescimento".

"O tamanho do investimento não é tão grande comparado com investimentos feitos na China. Mas esse é apenas o capital inicial. O banco vai atrair outros depósitos e crescer dez vezes ou vinte vezes, se tornando forte e constituindo uma saída para a China e para outras economias", prevê Wong. No futuro, outras nações como México, Turquia, Nigéria e Indonésia também poderão se tornar parceiras do projeto.

A China é o maior credor dos Estados Unidos e o governo chinês já demonstrou interesse em diversificar as aplicações de suas reservas, diluindo a concentração actual em títulos americanos, considerada por Pequim excessiva, o que torna o país mais vulnerável a oscilações na economia americana.

"Na perspectiva chinesa, esse será um importante passo para transformar o yuan em moeda institucional. A China tem forte interesse em diversificar riscos, investimentos estrangeiros e a moeda em que são realizados. Ela é o maior credor dos Estados Unidos, mas quando há tensão entre os dois países, isso afecta Pequim".

Para Wong, uma das maneiras de diversificar os investimentos seria contribuir com o FMI, o Banco de Desenvolvimento da Ásia (ADB) ou o Banco Mundial, mas essas organizações sofrem grande influência americana. Enquanto outro rival, o Japão, exerce grande pressão sobre o banco asiático.

Acordo rublo-yuan

O novo banco deverá apoiar projectos de infra-estrutura e desenvolvimento nos países membros e em outras economias emergentes. "Isso quer dizer que eles não precisam mais do apoio dos Estados Unidos e da Europa".

Diante do bloqueio das reformas do FMI, a nova organização aparece como uma resposta à demanda dos Brics, que somam um quinto do PIB global e 40% da população mundial, de representatividade dentro do cenário financeiro.

A nova instituição deve estar operacional até 2016. As transações vão ocorrer através da permuta de divisas entre os bancos centrais dos Brics. O mecanismo pode reagir rapidamente a saída de capitais e pretende facilitar o comércio, ignorando o dólar.

De acordo com Lok-sang Hon, os interesses comuns entre Rússia e China e o peso dessas duas economias vão impulsionar o projecto. Um acordo paralelo rublo-yuan vem sendo discutido nas últimas semanas pelo Banco Popular da China e o Kremlin.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Presidente da Guiné-Bissau Muda-se para Palácio da presidência

Guiné-Bissau-O presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, deve mudar-se da sua residência privada para o Palácio da presidência cerca de um mês após a sua investidura no cargo, disse ao Cirilo João Vieira fonte da presidência.
 
Por indicações do chefe de Estado guineense não houve nenhuma cerimónia oficial que marque a mudança, apenas um jantar informal que José Mário Vaz dará para os funcionários do Palácio e elementos do corpo de segurança. 
 
O Palácio deixou de ser utilizado desde o dia 07 de Maio de 1999 quando foi danificado, ao ser atingido pelos bombardeamentos de Junta Militar que se revoltou contra o então presidente guineense, João Bernardo 'Nino' Vieira, entretanto, assassinado no dia 2 de Março de 2009.
 
Desde então, os chefes de Estado da Guiné-Bissau usaram as próprias residências para viver uma vez que o Palácio ficou em ruínas transformando-se em poiso de morcegos e objeto de curiosidade de turistas até ser recuperado e ampliado pela China.
 
No dia 06 de Julho de 2013 o edifício, recuperado e ampliado, foi entregue com a China a gastar seis milhões de euros nas obras.
 
Desde que foi investido no cargo a 23 de Junho, o presidente José Mário Vaz vinha trabalhando na sua residência privada no bairro do Chão de Papel, onde também recebia as delegações internacionais e membros do Governo.
 
A ocupação do Palácio da presidência por José Mário Vaz marca desta forma a retorno à ordem constitucional na Guiné-Bissau, com a entrada em funções de todos os órgãos eleitos pelo povo.

França Anuncia Nova Ofensiva Militar em África

África-A França vai lançar nos próximos dias uma nova ofensiva militar no norte da África para combater o terrorismo em uma região mais ampla do Sahel, informou o ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian, domingo último.

A França vai enviar cerca de 3.000 soldados para a região em uma missão chamada "Barkhane", que irá substituir a operação que os franceses lançaram há mais de um ano para combater o terrorismo no Mali. A França já havia dito, no início do ano, que iria lançar uma nova missão na região.

Milhares de tropas francesas foram enviadas para o Mali, em uma operação chamada "Serval", no início do ano passado, para dispersar militantes islâmicos que haviam tomado vastas áreas do país. O governo do Mali recuperou o território graças ao apoio militar francês, mas alguns grupos extremistas prometeram continuar a luta.

"O presidente da República quis reorganizar nossas tropas na área, para que possamos levar uma nova operação", disse Le Drian à rádio francesa Europe 1. O ministro disse que a França estava preocupada com a possibilidade de os jihadistas se espalhem por toda a região, aumentando a fragilidade de certos países como a Líbia.

"O objetivo é, principalmente, de contraterrorismo", disse Le Drian. A França terá apoio, na nova missão, de tropas da Mauritânia, Mali, Burkina Faso e Chade, disse o ministro. A maioria das tropas francesas projectadas para a operação já está estacionada na África, entre o Níger, o Mali e o Chade, acrescentou.

Alemanha Vai Apoiar o Benim com Noventa e cinco Milhões de Dólares- Economia


Benin-Alemanha vai apoiar, de 2014 a 2016, cerca de 95 milhões de dólares (mais de 46 biliões de francos CFA) ao Benin

Esta subvenção envolve programas de financiamento nos três polos prioritários da cooperação alemã no Benin, nomeadamente a gestão integrada dos recursos hídricos, o abastecimento de água potável e saneamento, a descentralização e desenvolvimento comunal e a agricultura, o apoio macroeconómico bem como a educação básica.



Está previsto ainda um apoio adicional não reembolsável de 40 milhões de dólares (cerca 19 biliões 700 milhões de francos CFA), igualmente concedido pela Alemanha ao Benin no quadro da execução dos programas dos setores da água e da descentralização, no quadro global da 18ª sessão das negociações intergovernamentais realizada em setembro de 2013.


Estes novos compromissos financeiros elevam assim para mil milhões de dólares (cerca de 600 biliões de francos CFA), o volume total do investimento da Alemanha no Benin desde a sua independência.



O Benin, lembre-se, é um dos principais beneficiários da Cooperação Alemã graças à sua decisão política em 1990 de evoluir para uma democracia liberal.