terça-feira, 1 de julho de 2014

França: Sarkozy Detido para o Interrogatótrio

França-O antigo Presidente francês Nicolas Sarkozy está detido para interrogatório sobre o alegado tráfico de influências e violação do segredo de instrução judicial.
 
É uma medida inédita para um antigo chefe de Estado francês. O investigadores tentam determinar se Sarkozy e os colaboradores montaram uma “rede” de informadores na polícia e na justiça que os mantinha ao corrente dos processos judiciais que implicavam o político conservador e Presidente francês entre 2007 e 2012. Também detidos estão o advogado de defesa Thierry Herzog e outros dois altos magistrados.
 
O nome de Sarkozy é citado em vários casos, incluindo o chamado “caso das escutas”. Os investigadores procuraram saber se o político recebeu financiamento ilegal para a sua campanha presidencial por parte da multimilionária herdeira do grupo de cosméticos L’Oréal, Liliane Bettencourt, e do deposto líder líbio Muamar Khadafi.
 
Estes desenvolvimentos podem ser um importante revês para um eventual regresso de Nicolas Sarkozy à vida política activa e também para sua força política, a União Para um Movimento Popular, UMP.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Itália Teme Introdução de Novas Sanções Contra a Rússia

Rússia-O britânico Financial Times, maior jornal de economia e negócios do mundo, publicou sexta-feira última, um artigo dizendo que a Itália está tentando retardar as tentativas dos Estados Unidos e da Alemanha em expandir as sanções contra a Rússia. Citando como fonte um diplomata não identificado, a publicação alega que a Itália tem confrontado esta questão de forma cada vez mais intensa e confiante.
 
O jornal destaca que a Ministra das Relações Exteriores italiana, Federica Mogerini, é apontada como a principal adversária do endurecimento das sanções contra a Rússia e que a sua posição recebe o apoio de países como Áustria, Espanha, Chipre, Grécia, Eslováquia, Hungria e Bulgária. Os críticos das autoridades italianas afirmam que o governo do país está especialmente preocupado de que as medidas possam prejudicar a empresa petrolífera Eni e o banco UniCredit.
 
A publicação lembrou que nos últimos dias Washington tem pressionado a União Europeia a introduzir novas sanções contra sectores inteiros da economia russa, incluindo o energético, o financeiro e de defesa. Na segunda-feira última, o Secretário de Estado adjunto norte-americano, Dan Fried, visitou Bruxelas para mostrar que os Estados Unidos estão prontos para aprovar o “terceiro pacote” de restrições contra a Rússia, mas somente se em conjunto com o bloco europeu.
 
Com a escalada do conflito na Ucrânia, a Alemanha reiterou sua posição frente à introdução de maiores sanções contra Moscovo. Segundo a fonte diplomática do Financial Times, a expansão das restrições também foi defendida sexta-feira passada, durante uma reunião da União Europeia, por Grã-Bretanha, Suécia, Dinamarca, Polônia, Romênia e países bálticos.
 
No entanto, a União Europeia também está preocupada com as possíveis consequências econômicas das sanções contra a Rússia, responsável por 30% do fornecimento de gás para a Europa. Afinal, o volume das relações comerciais entre o bloco europeu e a Federação é 12 vezes maior do que o volume de comércio entre a Rússia e os Estados Unidos.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Grã-Bretanha Emite Obrigações Islâmicas

Reino Unido-O Reino Unido tornou-se o primeiro país não muçulmano a emitir obrigações islâmicas.

Segundo constata o jornal Financial Times, os sukuk (tal é o nome dos títulos de valores em língua árabe) britânicos já têm uma procura avaliada 2 bilhões de libras esterlinas. Ao todo, foram emitidas obrigações no valor de 200 milhões, tendo a procura ultrapassado em 10 vezes a oferta. A emissão iniciará ainda antes do Ramadã.
 
Entretanto, as leis de sharia proíbem a cobrança de juros sobre os empréstimos e a participação em lucros. As obrigações sukuk se estruturam como valores que proporcionam ao comprador uma cota nos activos, obrigando a adquiri-la num prazo determinado.
 
De acordo com a agência russa Itar-Tass que cita o Departamento de Gestão da Dívida Pública da Grã-Bretanha, Robert Stheeman, as obrigações islâmicas foram emitidas em regime experimental, sendo difícil encontrar os respectivos activos. A imprensa britânica comunica que os bancos islâmicos de Londres se mostraram descontentes por não terem podido tomar conta de emissão dos títulos referidos.

Juncker Deve Ser Confirmado Presidente da Comissão Europeia

Nomeação do Juncker-Primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu opor-se a Jean-Claude Juncker caso venha a ser confirmado como presidente da Comissão Europeia.
 
Os líderes da UE reuniram-se na cidade belga de Ypres ontem e hoje onde Juncker dever ser nomeado para o cargo mais alto da UE.
“Eu não estou ainda designado presidente. Se o senso comum prevalece isso vai acontecer no final da semana. Mas parece que o senso comum é muito desigualmente distribuído, de modo que vamos ter de esperar”.
 
David Cameron isolado e frustrado pode invocar o chamado “compromisso do Luxemburgo” para vetar a nomeação do luxemburguês durante a sessão da cimeira de líderes dos 28 membros.
Estou na oposição à candidatura do Sr. Juncker; eu acho que é a abordagem errada para a Europa, eu acho que é o princípio errado. Mas vou fazer um referendo, vou renegociar e o povo britânico será capaz de decidir”.
 
Os líderes da União Europeia reuniram na Bélgica para uma cerimónia solene de comemoração do 100 º aniversário da Primeira Guerra Mundial.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Líbia: Baixa Participação nas Eleições Legislativa

Líbia-Na Líbia, a baixa participação e um ataque a militares marcaram as eleições legislativas, realizadas quarta-feira.
 
Espera-se que este acto eleitoral ponha fim à instabilidade existente desde o fim do regime de Muammar Kadhafi.
 
Em Bengasi, a segunda cidade do país, pelo menos três soldados foram mortos durante um ataque de milicianos islamitas.
 
Esta cidade, onde ocorreu em 2012 um assalto ao consulado dos EUA, tem estado sob tensão desde que um antigo comandante rebelde lançou, em Maio, uma ofensiva contra um poderoso grupo islamita, suscitando a adesão de várias unidades militares.
 
Nas últimas semanas, a Líbia tem estado a viver uma crise política, com o exercício do poder executivo disputado por dois grupos, perante um confronto entre islamitas e liberais e a violência a grassar no leste.

Argentina Empurrada para o Incumprimento

Argentina-Axel Kicillof, ministro da Economia da Argentina foi convidado a falar na sede das Nações Unidas perante os representantes dos 133 países em desenvolvimento pertencentes ao Grupo 77+China.
 
Kicillof alertou para o facto de a decisão judicial norte-americana favorável a fundos especulativos detentores de dívida da Argentina poder levar ao incumprimento técnico.
 
“Provavelmente vai conduzir-nos a um ‘incumprimento técnico’. Qualquer que seja a perspetiva, esta decisão empurra a Argentina para o risco de uma crise económica. Empurra o nosso povo para a situação que já viveu.
 
Digam-me se a divida actual duplicada não é de novo um 2001 para a República Argentina”, disse o ministro.
 
A Argentina, que entrou em colapso financeiro após a crise económica de 2001, conseguiu o acordo de 93% dos credores para reestruturar a sua dívida e está a pagar-lhes regularmente o acordado, mas os restantes 7% recusaram as reestruturações feitas em 2005 e 2010 e reclamam 100% do valor inscrito nas obrigações.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

GUINÉ-BISSAU: Novo PR Define Prioridades na Hora da Posse

GUINÉ-BISSAU-A GUINÉ-BISSAU tem desde do dia 23 do corrente mês um novo presidente, José Mário Vaz (Jomav), do PAIGC, o que marca o regresso do país à ordem constitucional, após o golpe de Abril de 2012. Na hora de investidura, Jomav elegeu o combate à pobreza como umas das prioridades enquanto chefe de Estado.
 
No seu discurso de posse no Estádio Nacional 24 de Setembro em Bissau, prometeu "meter as mãos na lama" - expressão que significa trabalhar arduamente - para produzir riqueza no país.
 
"Temos que meter as mãos na lama e pôr a economia guineense a funcionar e a produzir riqueza para atacar e resolver os problemas que afectam a nossa sociedade", disse José Mário Vaz, anunciando uma "parceria estratégica" entre Presidente e Governo, afirmou que a Guiné-Bissau não pode continuar a ser um país onde "uma minoria" trabalha e produz riqueza para a "maioria sem trabalho".

O novo chefe de Estado, investido no cargo perante milhares de guineenses que encheram o Estádio Nacional 24 de Setembro, defendeu ter chegado a hora de o país definir uma estratégia que deve ser seguida para o futuro.
 
 
"DJITU TEM KU TEM"
 
 
Para Jomav, a Guiné-Bissau está hoje aparentemente "num beco sem saída" devido às mudanças constantes de rumo e ausência de políticas em sectores como educação, economia ou justiça.
 
O novo líder guineense, eleito em Maio, recorreu à expressão popular em crioulo "djitu tem ku tem" (tem que haver jeito) para galvanizar os seus concidadãos para o que diz ser "uma nova era".
 
"Como Nação só chegaremos com sucesso a algum lado se soubermos para onde queremos ir. Nós passámos estes anos a anunciar, a anular e a anunciar de novo, medidas, leis, opções políticas, programas e projectos mal avaliados", observou José Mário Vaz.
 
A valorização dos recursos humanos terá que ser o factor primordial na elaboração da "verdadeira estratégia nacional" que possa ajudar a "corrigir o rumo" da economia e o desempenho político.
 
Na tal estratégia nacional deve ser dada ênfase às reformas, promoção da unidade nacional e criação de consensos com todos os segmentos da sociedade, incluindo os militares, sublinhou José Mário Vaz.
 
A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo e a situação agravou-se nos últimos dois anos liderados por autoridades de transição - nomeadas depois do golpe de Abril de 2012.
 
Hoje os serviços públicos (incluindo forças de segurança) acumulam seis meses de salários em atraso, o aparelho de Estado não funciona e a economia caiu a pique - queda agravada pela corrupção e saque de recursos naturais, denunciam organizações nacionais e estrangeiras, tópicos que o novo Presidente também aponta como prioritários.