terça-feira, 24 de junho de 2014

Mestrado em Finanças da Universidade Nova entre os 20 melhores do mundo

Universidade Nova de Lisboa-O Financial Times classificou, segunda-feira passada, o Mestrado em Finanças da Nova School of Business and Economics (Nova SBE) como um dos 20 melhores do mundo.

O International Masters in Finance da Nova SBE ocupa o 19º lugar no ranking que avalia os melhores programas pré-experiência em Finanças em todo o mundo.

O primeiro lugar do ranking pertence ao Mestrado em Finanças Internacionais da HEC Paris, em França.

Pelo quarto ano consecutivo, os resultados da seleção do Financial Times colocam a Nova SBE numa posição muito favorável quanto à oferta do mestrado em Finanças em Portugal. O programa continua a ser o único lecionado no país a integrar a prestigiada avaliação do jornal britânico.

O Programa de Finanças da Nova SBE foi ainda distinguido com o 2º lugar mundial em «Experiência Internacional» e a 6ª melhor posição no mundo em Placement Success Rank, o critério que avalia o nível de satisfação dos antigos alunos em relação ao gabinete de apoio profissional da faculdade.

O ranking divulgado atribui também ao Mestrado da Nova SBE uma taxa de empregabilidade de 95 por cento, passados apenas três meses do final do programa.

Para José Ferreira Machado, Diretor da Nova SBE, estes resultados refletem o trabalho desenvolvido pela Escola ao longo da última década, não só ao nível da qualidade dos programas como também na implementação de uma estratégia de internacionalização, pioneira em Portugal.

«Há quatro anos consecutivos que somos a única escola portuguesa neste ranking e uma referência no ensino de Finanças no mundo. O número de candidatos estrangeiros aos nossos mestrados continua a subir e, este ano, só no Programa de Finanças, mais de 40% das candidaturas pertencem a alunos internacionais, provenientes das melhores escolas do mundo», afirmou.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Governo de Transição da Guiné-Bissau Tinha Criado Pensões e subvenções vitalícias

Guiné-Bissau-Foi tornado público um documento datado de 6 de Maio último, no qual o Governo de transição da  Guiné-Bissau aprovava uma lei que cria pensões e subvenções vitalícias para ex-titulares de órgãos de soberania, incluindo os que estiveram em funções no período golpista.

O documento dá conta da decisão tomada pelo conselho de ministros a 26 de Março, e promulgada pelo Presidente guineense de transição, Serifo Nhamadjo, no mesmo dia, como refere o Boletim Oficial guineense.

O diploma prevê, nomeadamente, que o Estado passe a pagar uma pensão vitalícia aos ex-chefes militares e ex-governantes,  e que um ex-Presidente da República passe a receber do Estado uma pensão vitalícia igual ao salário de um Presidente em exercício de funções.

A publicação deste documento surge poucos dias antes da tomada de posse dum Presidente e Governo eleitos, substituindo as autoridades instaladas com o golpe de Estado de 2012, e está a suscitar polémica no País.

Biografia de Cipriano Cassamá, novo Presidente da ANP da Guiné-Bissau

Biografia-Cipriano Cassamá nasceu na vila de Bula, na Região de Cacheu, norte da Guiné-Bissau.
 
De uma família modesta família, formou-se em agronomia na República de Argélia em 1985 e atualmente é estudante do direito na Faculdade do Direito de Bissau.
 
Cipriano Cassamá aderiu ao PAIGC em 1973 já no final da luta armada para a libertação nacional e depois do seu regresso de estudos, trabalhou como delegado do Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural na região de Bolama-Bijagós.
 
Com apenas 31 anos de idade foi nomeado em 1990, Diretor-geral de Florestas e Caça no Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural e, depois das primeiras eleições que tiveram lugar no país em 1994, foi nomeado Secretario de Estado de Turismo, Ambiente e Artesanato no governo liderado por Manuel Saturnino da Costa. Nessa mesma altura e no âmbito de uma remodelação governamental, Cipriano Cassamá foi promovido a ministro da tutela.
 
E em 1997, Cipriano Cassama foi nomeado pelo então Presidente da República João Bernardo Vieira (NINO), como o seu conselheiro para as áareas da Agricultura, do Ambiente, dos Recursos Naturais e das Infraestruturas com categoria de Ministro de Estado e porta-voz da presidência da República, funções que desempenhou até o início de conflito político-militar de 1998/1999.
 
A última função ministerial que Cassamá desempenhou foi a de Ministro de Administração Interna em 2008, num governo provisório liderado por Carlos Correia, o actual primeiro vice-presidente do PAIGC.
 
Cipriano Cassamá possui uma larga experiência parlamentar. Ele tem sido sempre eleito deputado da nação desde a abertura política em 1994, com a exceção nas eleições legislativas de 1999, porque esteve detido na sequência de conflito armado de 1998/1999. E em 2004 foi líder parlamentar do PAIGC.
 
O actual Presidente da Assembleia Nacional Popular é vice-presidente do Comité interparlamentar da União Económica e Monetária da África de Oeste CIP-UEMAO. Cipriano Cassamá tem 55 anos de idade e é casado e Pai de cinco (5) filhos.

Fundo dos Brics Terá regras que Dificultam Resgate a Países

Brics-O novo fundo compartilhado de reservas dos Brics deve ter regras tão duras para o saque de recursos que dificilmente se tornará uma alternativa concreta e independente ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em caso de necessidade.

O volume de recursos não deve ser elevado e, além disso, a liberação da maior parte do dinheiro dependerá de eventuais acordos com o próprio FMI.
 
Arranjo- no total, o Arranjo Contingente de Reservas contará com US$ 100 bilhões. Os detalhes de seu funcionamento serão acertados nesta semana, em Melbourne (Austrália), durante reunião técnica dos Brics à margem de um encontro do G-20. A China entrará com US$ 41 bilhões. Brasil, Rússia e Índia vão colocar US$ 18 bilhões cada um. O restante - US$ 5 bilhões - será aportado pela África do Sul. A criação do fundo será um dos principais anúncios da cúpula do bloco, em Fortaleza, de 14 a 16 de Julho.

Regras finais- As regras finais do acordo, no entanto, deverão frustrar os que imaginam que cada um dos Brics terá direito a todo esse dinheiro. Se houver uma crise no balanço de pagamentos, o Brasil poderá pleitear o uso de uma vez e meia a quantia aportada. Ou seja, no máximo, US$ 27 bilhões. As mesmas normas e tectos para saques serão aplicadas a Índia e Rússia. Para a África do Sul, o tecto será de duas vezes o valor do aporte, chegando a US$ 10 bilhões. A China, que tem o maior peso no mecanismo, só terá acesso a metade de sua contribuição (US$ 20,5 bilhões).
 
Liberação parcial- Mesmo assim, nenhum país poderá usar imediatamente tudo o que tem direito. A ideia em discussão é que apenas de 20% a 30% dos recursos sejam liberados como empréstimos de curto prazo, para dar alívio imediato às contas do país em crise, enquanto se negociam os termos de um financiamento mais sólido com o próprio FMI. No caso do Brasil, isso significaria de US$ 5,5 bilhões a US$ 8 bilhões. O montante restante - de 70% a 80% - sairia junto com um pacote vinculado às mesmas condicionalidades exigidas pelo FMI.
 
Útil - Apesar de tais restrições, o governo brasileiro avalia que esse arranjo pode demonstrar-se útil em momentos de crise e cita como especialmente positivo o facto de estar a ser negociado e criado quando nenhum dos Brics precisa desesperadamente de recursos. Assessores presidenciais também avaliam que, embora os montantes de reservas passíveis de liberação possam parecer relativamente pequenos na actual conjuntura, não devem ser desprezados em momentos de crise.
 
 Supervisão - A avaliação no governo é que, como o acordo de compartilhamento de reservas não é um organismo com estrutura capaz de acompanhar o uso dos recursos liberados - e, em consequência, seu pagamento - é necessário que o FMI actue como o supervisor desse processo. A intenção é que funcione como o socorro dado pelos países europeus, que entraram com recursos próprios, mas com a liberação condicionada à assinatura de programas de ajuste fiscal com o FMI. No limite, os recursos disponibilizados pelos Brics comporiam uma parte dos pacotes de socorro organizados pelo Fundo.
 
Ratificação - O acordo também precisa ser ratificado pelos países. No caso do Brasil, pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Na prática, o Congresso autorizará o governo a fazer um outro tipo de aplicação das reservas internacionais do país. No caso de um empréstimo, em vez de aplicar em títulos soberanos, o BC brasileiro estaria investindo as reservas num empréstimo de maior risco e maior retorno a um dos governos parceiros.
 
Negociação paralela- Também será necessária uma negociação paralela entre os bancos centrais para operacionalizar o funcionamento do acordo. A proposta dos negociadores é que isso seja feito em paralelo ao processo de ratificação em cada país. Dessa forma, quando houver a autorização formal para o novo mecanismo, os bancos centrais já terão acertado os detalhes de como, por exemplo, deve ser encaminhado um pedido de recursos, de tal forma que o funcionamento passe a ser imediato.

57 milhões de Crianças Fora do Sistema de Ensino

África-Cerca de 57 milhões de crianças em idade pré-escolar, em África, estão fora do ensino e 69 milhões de adolescentes não frequentam a escola secundária, indica um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
 
De acordo com o documento que o Cirilo João Vieira teve acesso e que marca a celebração do 16 de Junho, dia da criança africana, grande parte destas crianças vivem em países afectados por conflitos, metade reside na África subsariana, sendo que mais de 50% são meninas.
 
O relatório, intitulado "Crianças fora da Escola", da ainda conta que a maior parte das crianças são de famílias pobres, de áreas rurais e provenientes de grupos étnicos minoritários. Muitas destas crianças, indica a pesquisa, são portadoras de deficiências ou têm de trabalhar para ajudar as suas famílias.
 
O estudo, que resulta de uma parceria entre a Unicef e o Instituto de Estatística da UNESCO, aconselha os governos africanos a implementar acções destinadas a reforçar o investimento no ensino básico, para dotar as crianças de instrumentos que lhes permitam viver uma vida significativa, produtiva e em coexistência pacífica.
 
No que diz respeito a Angola, o relatório do Unicef revela estar a se registar avanço progressivo no acesso ao ensino, com mais de 7 milhões de crianças e estudantes inseridos no sistema, contra as 1,7 milhões registadas em 2002.
 
Verifica-se também melhorias no ensino primário com o aumento de 2,6 milhões de crianças na escola desde 2003 e melhorias na taxa de alfabetização com mais de 2,5 milhões de pessoas alfabetizadas, lê-se no documento.
 
Apesar dos avanços, o Unicef diz persistirem ainda vários desafios para garantir o direito à educação as crianças e a melhoria do sistema de ensino, tais como o acesso a educação equitativa de qualidade para todas as crianças e a gestão do sistema educativo.

FMI Defende Compra de obrigações em "Larga Escala" pelo BCE

FMI-O FMI defende que o BCE tenha um papel mais interventivo de forma a estimular o crescimento económico. O papel da autoridade monetária da Zona Euro deverá ser semelhante ao da Fed, de forma a evitar a "década perdida" no Japão.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) propõe quinta-feira passada, 19 de Junho, durante a reunião do Eurogrupo, que o Banco Central Europeu (BCE) tenha um papel mais determinante na recuperação da economia da Zona Euro, de acordo com o Financial Times.

O jornal teve acesso a um documento que deverá conter o que será defendido  no Eurogrupo e que diz que o BCE deveria ter um papel mais semelhante ao da Reserva Federal (Fed) dos EUA no que respeita ao programa de estímulos económicos, incluindo a compra de obrigações soberanas em "larga escala".

"Se a inflação permanecer persistentemente baixa, o BCE deve considerar um programa de compra de activos de larga escala", referindo-se essencialmente a "activos soberanos". "Isto vai aumentar a confiança, melhorar os balanços das empresas e famílias e estimular o crédito bancário", salienta o FMI no documento a que o Financial Times teve acesso.

O Financial Times diz que o alerta promete elevar o debate dentro da União Europeia sobre como evitar o risco de uma história semelhante à do Japão, que passou por uma "década perdida" no que respeita ao crescimento económico.

Christine Lagarde deverá assim defender esta posição, admitindo que quer os níveis de dívida quer a taxa de desemprego continuam muito elevados e podem dificultar o regresso a um crescimento económico "robusto" na região.

Esta posição assumida pelo FMI surge numa altura em que a taxa de inflação na Zona Euro se encontra em 0,5%, tendo vindo a diminuir progressivamente e a aumentar os receios em torno de deflação na região. O BCE tem garantido que este cenário está posto de lado e reiterando que está preparado para actuar assim que necessário.

Na última reunião da autoridade monetária para a Zona Euro foi decidido um pacote de medidas precisamente para combater a inflação baixa e que incluía várias operações de empréstimos de longo prazo aos bancos da Zona Euro, com maturidades que chegam a quatro anos, e que estão condicionais à concessão de crédito à economia real, com excepção de empréstimos a governos e a imobiliário.
 

O Nível de Consumo per Capita em Portugal no ano Passado Ficou a 24 Pontos Percentuais da Média Europeia

Portugal-O Eurostat publicou um ‘ranking' do consumo per capita no espaço comunitário em 2013 construído a partir da média da União Europeia a 28, apresentado com o valor 100.
Portugal surge na cauda desta lista com um nível de consumo calculado em 76, ou seja, 24 pontos percentuais abaixo da UE. Um valor perto dos registos da Grécia, Lituânia e Eslovénia e muito longe da média da zona euro de 108.

Para o fraco consumo nacional terão contribuído as medidas de austeridade aplicadas no âmbito do resgate internacional, sobretudo a redução salarial e o aumento de impostos. E ainda outro dos efeitos do programa de ajustamento: a subida do desemprego.

Este indicador do Eurostat, que mede a riqueza material dos lares, é mais uma prova da fragmentação da economia comunitária. Até porque o nível de consumo mais elevado, o do Luxemburgo, mais do que quintuplica, os valores registados nos países mais pobres - Roménia e Bulgária.