quinta-feira, 19 de junho de 2014

Fundo Soberano Chinês Muda Foco para Agricultura

China-O fundo soberano da China está mudar o seu foco para investir em agricultura e em fontes de suprimento de alimentos, em uma importante decisão estratégica que reflete as prioridades da nova liderança do país. Em um artigo publicado no "Financial Times", Ding Xuedong, presidente da China Investment Corp (CIC), afirma que o fundo, com US$ 650 bilhões, quer investir mais na agricultura em todo o mundo e "em toda a cadeia de valor".
 
Ciente da controvérsia em torno das tentativas anteriores de governos asiáticos e do Oriente Médio de garantir o uso de terras agrícolas e alimentos em países mais pobres, especialmente da África, Ding afirma que a CIC quer firmar parcerias com governos, organizações multilaterais e outros investidores institucionais. Ele também enfatizou o compromisso do fundo soberano de "fortalecer a segurança alimentar nos países nos quais investimos e onde contribuímos com nossa parte para a criação de empregos e para o crescimento econômico local".
 
A CIC prestará especial atenção a aspectos agrícolas que no passado foram negligenciados por grandes investidores institucionais, como irrigação, transformação da terra e produção de rações para animais. O foco na agricultura se intensificou no ano passado e assinala a segunda grande mudança estratégica no fundo desde que foi criado, em 2007. As empresas chinesas, estatais em sua maioria, têm feito grandes investimentos em terras agrícolas e em produção de alimentos nos últimos anos, especialmente na Ásia, África e América Latina.
 
Empresas chinesas apoiadas pelo Estado realizaram diversos investimentos na produção de alimentos na Ucrânia antes da eclosão da crise política - e o aporte da empresa de carne Shuanghui na Smithfield Foods, maior produtora de carne suína nos EUA, em 2013, até agora é a maior aquisição chinesa de uma empresa americana.
 
Originalmente, a CIC se concentrou em assumir participações em instituições financeiras americanas, como no fundo de private equity Blackstone e no Morgan Stanley. Mas, após prejuízos nesses investimentos na esteira da crise financeira, a CIC ajustou sua estratégia de modo e passou a se concentrar em energia, metais, mineração e outras commodities necessárias para assegurar os insumos necessários à vigorosa ascensão industrial chinesa.
 
Ding assumiu a presidência da CIC há um ano, não muito tempo após o presidente chinês, Xi Jinping, ter assumido o comando do país - e a nova estratégia de investimentos do fundo está em linha com as prioridades do novo governo. Pequim quer reduzir sua dependência de investimentos em infra-estrutura e indústria pesada poluente e aquecer o consumo, com ênfase em melhoria dos padrões de vida. Acredita-se que um forte crescimento da procura chinesa por carne, laticínios, grãos e outras commodities agrícolas passem a exercer crescentes pressões sobre a oferta alimentar mundial.
 
Até o fim de 2013, a CIC tinha cerca de US$ 650 bilhões em activos sob gestão, dos quais US$ 200 bilhões investidos fora do país. A maior parte do montante restante é composto por participações nas maiores instituições financeiras chinesas, que o fundo detém em nome do Estado. Além da agricultura, a CIC concentrará seus investimentos em tecnologia, imóveis e investimentos em infra-estrutura, que proporcionam retornos estáveis em longo prazo.
 
Ding está no Reino Unido nesta semana, acompanhando Li Keqiang em sua primeira visita oficial ao Reino Unido como primeiro-ministro. Embora não estejam previstos anúncios de grandes investimentos da CIC durante a visita, executivos do fundo soberano estão "pesquisando activamente" oportunidades potenciais, especialmente em infra-estrutura, para incluí-las em seu portfólio no Reino Unido.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Comissão Europeia Teme Problemas no Fornecimento do Gás no Inverno

Ucrânia-A Europa pode ter problemas com o fornecimento de gás durante o inverno. O alerta foi deixado pelo comissário europeu da energia, depois do falhanço das negociações entre a Rússia e a Ucrânia para o pagamento da dívida de Kiev.
 
Alguns países membros podem mesmo enfrentar dificuldades semelhantes às vividas durante a crise do gás de 2009.
 
Gunther Oettinger, numa conferência de imprensa em Viena, onde decorreram as negociações, explicou que “as próximas semanas não serão um problema, vamos receber o nosso gás. Mas a Ucrânia vai ter de decidir se vai fazer o pré-pagamento do gás, o que é muito caro, ou se vai usar as reservas que tem. Mas esse é exatamente o nosso problema, porque a Europa precisa de ter as reservas completas para o inverno.”
 
O executivo europeu acrescentou ainda que apelou à Ucrânia para que aumente as reservas de gás para um máximo de 20 mil milhões de metros cúbicos, sendo que agora tem 13,5 mil milhões.
 
Além disso, os chefes de Estado e de governo da União Europeu vão reunir-se em Bruxelas no final da próxima semana para analisar quais serão os próximos passos a ser dados.
 
Os pontos chave deste encontro devem ser as medidas para tornar os países membros menos dependentes do gás russo e a ajuda a Kiev.
 
Para perceber melhor as implicações deste falhanço nas negociações, especialista da área da energia do Centro de Estudos de Política Europeia em Bruxelas(…)sublinhou, que a “curto prazo, é necessário concentrarmo-nos no fluxo inverso, na integração do mercado, nas infra-estruturas, na gestão da procura, reduzindo assim essa procura. Sobretudo em momentos de oferta reduzida, como é o caso desta crise que envolve a Ucrânia.”
 
De qualquer forma, a Gazprom e UE sublinharam que, para já, os clientes europeus não vão sofrer cortes no abastecimento do gás que passa pela Ucrânia.
 
Kiev também também se comprometeu a não interferir no transporte do combustível para os 28 países da União Europeia. Recorde-se que um terço do gás consumido na Europa vem da Rússia, do qual metade passa pela Ucrânia.

Economia de Macau Deverá Crescer a uma Média de 11% em 2014/2015

Macau-O Produto Interno Bruto de Macau deverá crescer a uma média de 11% em 2014/2015, com uma taxa de 11,3% este ano e um ligeiro arrefecimento para 10,6% em 2015, de acordo com as previsões da Economist Intelligence Unit (EIU).

No mais recente relatório sobre Macau, a EIU adianta que a expansão económica será baseada num “crescimento saudável da exportação de serviços”, em resultado do crescente e contínuo influxo de visitantes da China continental que procuram os casinos do território.

A formação bruta de capital fixo ou investimento manter-se-á forte em 2014, em resultado de um conjunto de grandes projectos hoteleiros na zona do Cotai, uma área de aterro entre as ilhas de Coloane e da Taipa, desacelerando em 2015 à medida que estes projectos se forem aproximando da conclusão.

De acordo com o relatório que o Cirilo João Vieira teve acesso, o investimento este ano deverá apresentar um crescimento homólogo de 14,2% para cair bruscamente para 6,0% em 2015.

A taxa de inflação manter-se mais ou menos estável se bem que ligeiramente mais elevada do que a registada em 2013, de 5,5%, antecipando a EIU que suba para 6,0% este ano e para 6,3% em 2015.

O resto dos principais indicadores, como a taxa de juro básica, o excedente orçamental do território e as taxas de câmbio relativamente ás principais divisas, caos do dólar, iene e euro, manter-se-á sem grande alteração.

Guiné-Bissau:Morreu Adelino Mano Queita, antigo ministro Negócios Estrangeiros


Guiné-Bissau -O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau Adelino Mano Queita morreu sábado, em Bissau, vítima de doença.

Fonte familiar disse que o político se tinha sentindo mal nos últimos dias e que de madrugada foi assistido no hospital Simão Mendes, de Bissau, mas não resistiu e faleceu.

O funeral de Adelino Mano Queita, que contava 70 anos, deverá ter lugar na próxima semana, uma vez que se aguarda pela chegada a Bissau de parte de familiares que se encontram em Portugal.

Aquando do golpe de Estado militar de Abril de 2012, Mano Queita desempenhava as funções de ministro da Justiça.

Licenciado em Ciências Políticas e Sociais, Adelino Mano Queita foi secretario-executivo adjunto da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e, mais tarde, representante do país na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Lisboa.

Entre 1992 e 2002, Mano Queita foi nomeado sucessivamente embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Espanha, Itália, Marrocos e Taiwan. Candidatou-se como independente à presidência da Guiné-Bissau nas eleições.

tropas dos EUA Voltam ao Iraque

Iraque-As tropas norte-americanas estão de regresso ao Iraque, com o envio de uma força de 275 homens. Mesmo se a Casa Branca garante que os Estados Unidos não vão voltar a mandar tropas de combate e começar uma nova guerra, a presença militar americana no país está a aumentar, com o Iraque cada vez mais tomado pelos radicais islamitas.
 
O secretário de Estado John Kerry admite mesmo colaborar com o Irão, mas não em operações militares: “Estamos abertos a discussões, se o Irão puder dar uma contribuição construtiva e estiver preparado para fazer algo que respeite a integridade e a soberania do Iraque, tal como a capacidade de o governo fazer reformas”.
 
Onze anos depois da invasão liderada pelos Estados Unidos de George Bush e pela Grã-Bretanha de Tony Blair, três depois da retirada das tropas americanas, o Iraque volta a estar no centro das preocupações da comunidade internacional. Desta vez o problema não são as supostas armas de destruição em massa, mas sim os jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que depis da tomada de Mosul estão agora às portas de Bagdade.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Iraque: Rebeldes Sunitas Ganham Terreno e Colocam Irão em Alerta

Iraque-Está a agravar-se a situação no Iraque, com o avanço para ocidente dos rebeldes sunitas afetos ao proclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (conhecido pela sigla inglesa ISIS). Os “jihadistas” sunitas estão a ganhar terreno pelas armas, já estão a colocar pressão sobre Bagdade e, à medida que se aproximam da fronteira ocidental, a deixar também o Irão em estado de alerta.
 
Durante a última noite, os “jihadistas” tomaram o controlo das cidades de Jalawa e a Saadiyah, a nordeste da capital iraquiana. Os rebeldes têm vindo a avançar desde a Síria e estão a aproximar-se de forma ameaçadora da fronteira com o Irão, país de maioria xiita, que também já se mostra preocupado com este avanço sunita.
 
Depois de já terem ocupado Falluja, Ramadi e Mossul, os “jihadistas” colocaram, na última noite, o exército iraquiano em fuga de Jalawa e Saadiyah. As últimas notícias, dão conta de que os militares estarão, entretanto, a contra-atacar à distância, bombardeando as duas cidades tomadas na última noite pelos sunitas.
 
As imagens mais recentes serão, contudo, anteriores a esses bombardeamentos. Mostram-nos os rebeldes do ISIS a exibir como troféus os tanques militares abandonados pelo exército iraquiano em fuga das cidades, entretanto, tomadas.

Crise Leva a Mais de 10 Mil Suicídios na Europa e América do Norte

Crise Financeira- A recessão na Europa e na América do Norte provocou mais de 10 mil casos de suicídio entre 2008 e 2011, segundo uma investigação publicada quinta-feira passada na revista "British Journal of Psychiatry" (BJPsych, na sigla em inglês).
O estudo, feito pela Universidade inglesa de Oxford e a London School of Hygiene & Tropical Medicine, analisou dados de 24 países europeus, dos Estados Unidos e do Canadá.
 
Os pesquisadores afirmam que os suicídios aumentaram "consideravelmente" quando a crise de crédito global começou.
 
Segundo os analistas, a partir de 2009 os suicídios na Europa aumentaram em 6,5%, o equivalente a 7.950 casos mais do que os registrados até o momento.
 
No Canadá, o número de pessoas que se mataram havia baixado até que a recessão atingiu o país em 2008, quando se contabilizaram 240 casos a mais de suicídios.
 
Nos EUA, os casos de pessoas que se mataram subiam antes da recessão, mas a crise fez "acelerar" a tendência ao serem registrados 4.750 suicídios adicionais.
 
O relatório dos pesquisadores britânicos ressalta que a perda de trabalho, da propriedade por não poder pagar a hipoteca ou o aumento da dívida das pessoas são os principais fatores.
 
No entanto, outros países como Suécia, Finlândia e Áustria evitaram aumentar a taxa de suicídio durante a recessão.
 
O investigador Aaron Reeves, da Universidade de Oxford, que participou do estudo, disse que é preciso perguntar se estes suicídios não poderiam ter sido evitados.
 
"Há muitas provas de que as recessões levam a um aumento dos suicídios, mas o que é surpreendente é que não aconteceu em todas as partes, como a Áustria, Suécia e Finlândia", acrescentou Reeves.
 
"Uma das características desses países é que investem em programas que ajudam o povo a voltar ao trabalho, como a assessoria", disse o analista à "BBC".
 
Reeves ressaltou a importância de que os governos dêem apoio e proteção aos grupos mais vulneráveis.
 
Um porta-voz do Centro para a Saúde Mental do Reino Unido afirmou que o estudo mostra que o desemprego, a falta de segurança profissional e outros fatores associados à recessão estão ligados a problemas mentais e ao suicídio.