terça-feira, 17 de junho de 2014

Comissão Europeia Teme Problemas no Fornecimento do Gás no Inverno

Ucrânia-A Europa pode ter problemas com o fornecimento de gás durante o inverno. O alerta foi deixado pelo comissário europeu da energia, depois do falhanço das negociações entre a Rússia e a Ucrânia para o pagamento da dívida de Kiev.
 
Alguns países membros podem mesmo enfrentar dificuldades semelhantes às vividas durante a crise do gás de 2009.
 
Gunther Oettinger, numa conferência de imprensa em Viena, onde decorreram as negociações, explicou que “as próximas semanas não serão um problema, vamos receber o nosso gás. Mas a Ucrânia vai ter de decidir se vai fazer o pré-pagamento do gás, o que é muito caro, ou se vai usar as reservas que tem. Mas esse é exatamente o nosso problema, porque a Europa precisa de ter as reservas completas para o inverno.”
 
O executivo europeu acrescentou ainda que apelou à Ucrânia para que aumente as reservas de gás para um máximo de 20 mil milhões de metros cúbicos, sendo que agora tem 13,5 mil milhões.
 
Além disso, os chefes de Estado e de governo da União Europeu vão reunir-se em Bruxelas no final da próxima semana para analisar quais serão os próximos passos a ser dados.
 
Os pontos chave deste encontro devem ser as medidas para tornar os países membros menos dependentes do gás russo e a ajuda a Kiev.
 
Para perceber melhor as implicações deste falhanço nas negociações, especialista da área da energia do Centro de Estudos de Política Europeia em Bruxelas(…)sublinhou, que a “curto prazo, é necessário concentrarmo-nos no fluxo inverso, na integração do mercado, nas infra-estruturas, na gestão da procura, reduzindo assim essa procura. Sobretudo em momentos de oferta reduzida, como é o caso desta crise que envolve a Ucrânia.”
 
De qualquer forma, a Gazprom e UE sublinharam que, para já, os clientes europeus não vão sofrer cortes no abastecimento do gás que passa pela Ucrânia.
 
Kiev também também se comprometeu a não interferir no transporte do combustível para os 28 países da União Europeia. Recorde-se que um terço do gás consumido na Europa vem da Rússia, do qual metade passa pela Ucrânia.

Economia de Macau Deverá Crescer a uma Média de 11% em 2014/2015

Macau-O Produto Interno Bruto de Macau deverá crescer a uma média de 11% em 2014/2015, com uma taxa de 11,3% este ano e um ligeiro arrefecimento para 10,6% em 2015, de acordo com as previsões da Economist Intelligence Unit (EIU).

No mais recente relatório sobre Macau, a EIU adianta que a expansão económica será baseada num “crescimento saudável da exportação de serviços”, em resultado do crescente e contínuo influxo de visitantes da China continental que procuram os casinos do território.

A formação bruta de capital fixo ou investimento manter-se-á forte em 2014, em resultado de um conjunto de grandes projectos hoteleiros na zona do Cotai, uma área de aterro entre as ilhas de Coloane e da Taipa, desacelerando em 2015 à medida que estes projectos se forem aproximando da conclusão.

De acordo com o relatório que o Cirilo João Vieira teve acesso, o investimento este ano deverá apresentar um crescimento homólogo de 14,2% para cair bruscamente para 6,0% em 2015.

A taxa de inflação manter-se mais ou menos estável se bem que ligeiramente mais elevada do que a registada em 2013, de 5,5%, antecipando a EIU que suba para 6,0% este ano e para 6,3% em 2015.

O resto dos principais indicadores, como a taxa de juro básica, o excedente orçamental do território e as taxas de câmbio relativamente ás principais divisas, caos do dólar, iene e euro, manter-se-á sem grande alteração.

Guiné-Bissau:Morreu Adelino Mano Queita, antigo ministro Negócios Estrangeiros


Guiné-Bissau -O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau Adelino Mano Queita morreu sábado, em Bissau, vítima de doença.

Fonte familiar disse que o político se tinha sentindo mal nos últimos dias e que de madrugada foi assistido no hospital Simão Mendes, de Bissau, mas não resistiu e faleceu.

O funeral de Adelino Mano Queita, que contava 70 anos, deverá ter lugar na próxima semana, uma vez que se aguarda pela chegada a Bissau de parte de familiares que se encontram em Portugal.

Aquando do golpe de Estado militar de Abril de 2012, Mano Queita desempenhava as funções de ministro da Justiça.

Licenciado em Ciências Políticas e Sociais, Adelino Mano Queita foi secretario-executivo adjunto da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e, mais tarde, representante do país na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Lisboa.

Entre 1992 e 2002, Mano Queita foi nomeado sucessivamente embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Espanha, Itália, Marrocos e Taiwan. Candidatou-se como independente à presidência da Guiné-Bissau nas eleições.

tropas dos EUA Voltam ao Iraque

Iraque-As tropas norte-americanas estão de regresso ao Iraque, com o envio de uma força de 275 homens. Mesmo se a Casa Branca garante que os Estados Unidos não vão voltar a mandar tropas de combate e começar uma nova guerra, a presença militar americana no país está a aumentar, com o Iraque cada vez mais tomado pelos radicais islamitas.
 
O secretário de Estado John Kerry admite mesmo colaborar com o Irão, mas não em operações militares: “Estamos abertos a discussões, se o Irão puder dar uma contribuição construtiva e estiver preparado para fazer algo que respeite a integridade e a soberania do Iraque, tal como a capacidade de o governo fazer reformas”.
 
Onze anos depois da invasão liderada pelos Estados Unidos de George Bush e pela Grã-Bretanha de Tony Blair, três depois da retirada das tropas americanas, o Iraque volta a estar no centro das preocupações da comunidade internacional. Desta vez o problema não são as supostas armas de destruição em massa, mas sim os jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que depis da tomada de Mosul estão agora às portas de Bagdade.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Iraque: Rebeldes Sunitas Ganham Terreno e Colocam Irão em Alerta

Iraque-Está a agravar-se a situação no Iraque, com o avanço para ocidente dos rebeldes sunitas afetos ao proclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (conhecido pela sigla inglesa ISIS). Os “jihadistas” sunitas estão a ganhar terreno pelas armas, já estão a colocar pressão sobre Bagdade e, à medida que se aproximam da fronteira ocidental, a deixar também o Irão em estado de alerta.
 
Durante a última noite, os “jihadistas” tomaram o controlo das cidades de Jalawa e a Saadiyah, a nordeste da capital iraquiana. Os rebeldes têm vindo a avançar desde a Síria e estão a aproximar-se de forma ameaçadora da fronteira com o Irão, país de maioria xiita, que também já se mostra preocupado com este avanço sunita.
 
Depois de já terem ocupado Falluja, Ramadi e Mossul, os “jihadistas” colocaram, na última noite, o exército iraquiano em fuga de Jalawa e Saadiyah. As últimas notícias, dão conta de que os militares estarão, entretanto, a contra-atacar à distância, bombardeando as duas cidades tomadas na última noite pelos sunitas.
 
As imagens mais recentes serão, contudo, anteriores a esses bombardeamentos. Mostram-nos os rebeldes do ISIS a exibir como troféus os tanques militares abandonados pelo exército iraquiano em fuga das cidades, entretanto, tomadas.

Crise Leva a Mais de 10 Mil Suicídios na Europa e América do Norte

Crise Financeira- A recessão na Europa e na América do Norte provocou mais de 10 mil casos de suicídio entre 2008 e 2011, segundo uma investigação publicada quinta-feira passada na revista "British Journal of Psychiatry" (BJPsych, na sigla em inglês).
O estudo, feito pela Universidade inglesa de Oxford e a London School of Hygiene & Tropical Medicine, analisou dados de 24 países europeus, dos Estados Unidos e do Canadá.
 
Os pesquisadores afirmam que os suicídios aumentaram "consideravelmente" quando a crise de crédito global começou.
 
Segundo os analistas, a partir de 2009 os suicídios na Europa aumentaram em 6,5%, o equivalente a 7.950 casos mais do que os registrados até o momento.
 
No Canadá, o número de pessoas que se mataram havia baixado até que a recessão atingiu o país em 2008, quando se contabilizaram 240 casos a mais de suicídios.
 
Nos EUA, os casos de pessoas que se mataram subiam antes da recessão, mas a crise fez "acelerar" a tendência ao serem registrados 4.750 suicídios adicionais.
 
O relatório dos pesquisadores britânicos ressalta que a perda de trabalho, da propriedade por não poder pagar a hipoteca ou o aumento da dívida das pessoas são os principais fatores.
 
No entanto, outros países como Suécia, Finlândia e Áustria evitaram aumentar a taxa de suicídio durante a recessão.
 
O investigador Aaron Reeves, da Universidade de Oxford, que participou do estudo, disse que é preciso perguntar se estes suicídios não poderiam ter sido evitados.
 
"Há muitas provas de que as recessões levam a um aumento dos suicídios, mas o que é surpreendente é que não aconteceu em todas as partes, como a Áustria, Suécia e Finlândia", acrescentou Reeves.
 
"Uma das características desses países é que investem em programas que ajudam o povo a voltar ao trabalho, como a assessoria", disse o analista à "BBC".
 
Reeves ressaltou a importância de que os governos dêem apoio e proteção aos grupos mais vulneráveis.
 
Um porta-voz do Centro para a Saúde Mental do Reino Unido afirmou que o estudo mostra que o desemprego, a falta de segurança profissional e outros fatores associados à recessão estão ligados a problemas mentais e ao suicídio.

Financial Times: Mais Milionários do que Nunca no Mundo

Financial Times-Há mais milionários do que nunca no mundo. O dinamismo dos mercados de ações, a estabilidade das economias industrializadas da Europa e dos Estados Unidos e a política monetária apoiadora dos bancos centrais levaram a riqueza privada global para um recorde de US$ 152 trilhões.

O número total de famílias milionárias alcançou 16,3 milhões em 2013, uma forte alta em comparação aos 13,7 milhões em 2012, de acordo com o Boston Consulting Group, consultoria responsável pelo levantamento.

A riqueza privada global cresceu 14,6% no ano passado, perante os US$ 132,7 trilhões apurados em 2012.

Desde a crise financeira de 2008, a riqueza privada mundial cresceu 65%, ou US$ 60 trilhões, acompanhando a recuperação de mercados e economias industrializadas quanto à instabilidade que foi desencadeada a partir da falência do banco Lehman Brothers e dos temores de que o sistema bancário mundial estaria em colapso.

O número de famílias milionárias no mundo representa 1,1% do total, acima do 0,7% registrado em 2007.

Os EUA tinham em 2013 o maior número de famílias milionárias (7,1 milhões), bem como o maior número de novos milionários (1,1 milhão). A maior densidade de famílias milionárias se encontrava no Qatar (175 de cada mil domicílios), seguido pela Suíça (127) e Cingapura (100).

A solidez dos mercados de ações impulsionou as economias industrializadas, que têm uma grande base de activos já existentes, permitindo-lhes alcançar o rápido crescimento dos activos nas economias emergentes, que dependem mais da criação de riqueza que seria estimulada pelo crescimento econômico e por altas taxas de poupança.

Por exemplo, a riqueza privada cresceu dois dígitos nos EUA e na Austrália, enquanto alguns mercados emergentes, como o Brasil, tiveram um crescimento muito mais fraco. A China reforçou a sua posição como a segunda nação mais rica, depois dos EUA.

Todos os grandes índices de ações subiram em 2013, em meio à relativa estabilidade econômica na Europa e nos EUA e aos sinais de recuperação nas economias mais duramente atingidas pela crise da zona do euro, como a Irlanda, Espanha e Portugal.

Apesar da redução gradual do excesso de liquidez nos Estados Unidos, a política monetária dos bancos centrais foi apoiadora no geral, o que também impulsionou a riqueza privada.

A riqueza privada nos EUA ficou em US$ 46 trilhões em 2013, o dobro da China, com US$ 22 trilhões. O Japão ficou em terceiro lugar com US$ 15 trilhões, seguido por Reino Unido, com US$ 8 trilhões, e Alemanha, com US$ 7 trilhões.

As projeções para 2018 mostram que a China deve ter a maior expansão da riqueza privada. Segundo o Boston Consulting Group, a riqueza privada chinesa crescerá 84% até 2018, para US$ 40 trilhões. Ainda assim, permanecerá em segundo lugar, atrás dos EUA, onde a riqueza privada deverá aumentar 17% no intervalo, para US$ 54 trilhões.