segunda-feira, 9 de junho de 2014

Angola e China a Caminho de uma Relação de Longo Prazo mais Diversificada

Angola e China -Angola e China mostram vontade de construir uma relação de longo prazo mais diversificada, com parcerias em novos sectores como a exploração mineira, agricultura ou aviação, de acordo com a Economist Intelligence Unit.
 
A vontade dos dois governos ficou patente durante a recente visita a Luanda do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que deixou “sinais de que a relação bilateral está a mudar”, numa altura em que Angola já é o principal parceiro comercial da China em África.

Durante a visita, foi anunciada a abertura de linhas de crédito no valor de 170 milhões de dólares pelo Banco de Exportações e Importações da China, para financiar a reconstrução de um empreendimento hidroeléctrico e linhas de transmissão de electricidade na província do Moxico, além de um projecto agro-industrial na província do Zaire e da construção no Lubango de um instituto de formação em gestão.

O chefe do governo chinês deixou ainda a promessa de um donativo de 28 milhões de dólares para financiar projectos de desenvolvimento não especificados em Angola, que desde 2002, segundo a EIU, já recebeu mais de 10 mil milhões de dólares em créditos da China, direccionados sobretudo para infra-estruturas.

Li Keqiang antecedeu a visita de declarações indicando que a China está a reajustar o seu envolvimento com África, deixando de se focar tanto no petróleo e outras matérias-primas tendo-se as conversações em Angola centrado em formas de “aprofundar a cooperação prática” e promover negócios “complementares”, de “alto nível” e a “longo prazo.”

Também o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, colocou a tónica nas parcerias, formação e conhecimento, levando a EIU a concluir que os dois líderes reflectiram o desejo de um novo relacionamento tendo em atenção o “crescente estatuto económico e político” angolano, crescentemente capaz de ditar “como os investidores se comportam.”

“Também indica uma abordagem de longo prazo a Angola, que sabe que, embora o seu financiamento de infra-estruturas seja actualmente o cerne da relação com a China, precisa de encontrar novas formas de abordagem a médio prazo para reter o interesse do país asiático no seu petróleo”, refere a EIU.

As empresas chinesas, adianta, estão a envolver-se mais em projectos em novas áreas, estando prevista para o final do ano a abertura de uma fábrica de cerveja em Luanda, além de vários projectos agro-industriais de grande escala liderados por empresas chinesas.

A China também já sinalizou interesse no sector mineiro e foram assinados acordos em áreas como finanças, agricultura, saúde, indústria e energia e também na aviação poderá avançar em breve um projecto a nível regional.

A China Sonangol comprou uma participação na companhia aérea da Sonangol, Sonair, e fala-se também da formação de uma companhia aérea regional baseada em Angola.

Para a EIU “é claro que a China e Angola são parceiros fortes sendo improvável que tal mude no futuro”, em que o “envolvimento económico será mais profundo e vasto”, em particular na exploração mineira e agricultura.

Porochenko Quer Pacificar o Leste da Ucrânia no Espaço de Semana

Ucrânia-O novo presidente ucraniano fixou como objetivo pôr fim aos combates no Leste do país, no espaço de uma semana.
 
Os confrontos entre militantes pró-russos e forças ucranianas fizeram mais de 200 mortos nos últimos dois meses. Os separatistas controlam Donetsk e Lugansk, as duas principais cidades da região mineira de Donbass, e uma parte da fronteira com a Rússia.
 
Preservar a unidade do país, que já perdeu em Março a Crimeia, é a principal prioridade de Petro Porochenko, que assumiu a presidência no sábado.
 
Para tentar obter um cessar-fogo, o chefe de Estado lançou negociações inéditas com a Rússia, decididas durante o breve encontro entre Porochenko e Vladimir Putin.
 
O novo presidente estendeu a mão ao leste russófono, comprometendo-se com a descentralização do poder e com a garantia do uso livre do idioma russo.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Guiné-Bissau: Presidente Recém-eleito Poderá Tomar Posse a 23 de Junho

Guiné-Bissau-O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, recentemente eleito, vai tomar posse a 23 de Junho, data concertada entre o próprio e e Serifo Nhamadjo, Presidente de transição.
                                   
Depois de assumir funções, o novo líder eleito vai dar posse ao Governo que terá como primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) - que apoiou José Mário Vaz à presidência.

Quatro dias depois de tomar posse, no dia 27 de Junho, o presidente da Guiné-Bissau desloca-se a Malabo, Guiné Equatorial, para participar na cimeira de chefes de Estado da União Africana sobre Agricultura e Segurança Alimentar.

A tomada de posse do Presidente vai acontecer 10 dias depois de empossados os novos deputados da Assembleia Nacional Popular (ANP).
 
 
 
 

Bubo Na Tchuto Ex-chefe da Armada da Guiné-Bissau Assume Culpa de Narco-terrorismo

Guiné-Bissau-O ex chefe de Estado maior da Marinha guineense, José Américo Bubo Na Tchuto, confessou o seu envolvimento em redes de narco-terrorismo operando na África Ocidental. Vai colaborar com as autoridades norte americanas e, viu assim reduzida a sua pena.

José Américo Bubo Na Tchuto, antigo chefe de Estado maior da Armada guineense, foi detido a 2 de Abril de 2013, ao largo da Guiné-Bissau, juntamente com dois cúplices guioneenses: Tchamy Yala e Papis Djeme, numa cilada montada pelo Departamento de Estado Americano.

A justiça norte americana, que os acusa de narco-terrorismo a favor das Forças Armadas Revolucionárias da Colombia - FARC - e de introdução de cocaína nos Estados Unidos, pretende a colaboração de Bubo Na Tchuto e dos seus cúmplices, para desmontar redes de narco-terrorismo que operam na Africa Ocidental.

Os Estados Unidos acusam neste mesmo processo, o chefe de Estado maior general das forças armadas guineeses, general António Indjai, que liderou o golpe de Estado militar de 2012 e sempre negou qualquer envolvimento no tráfico de droga.

Este tema foi abordado com o jornalista de origem cabo verdiana e guineense Nelson Herbert, radicado nos Estados Unidos, que vem seguindo de perto este dossier, que considera que os Estados Unidos pretendem com esta medida a colaboração de Bubo Na Tchuto, para "desmontar a rede narco-terrorista e não apenas de narco-tráfico" em que ele está envolvido e desmantelar as células da rede terrorista existente na Guiné-Bissau e noutros países da África Ocidental.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Putin Pede EUA a Apresentar Provas de Presença da Rússia na Ucrânia

Putin-Excluído do G7 mas não da cena mediática… O presidente russo aproveitou uma entrevista com a televisão francesa TF1 e a rádio Europe 1 para responder às acusações dos Estados Unidos e expôr a posição do Kremlin face à crise ucraniana.
 
Vladimir Putin disse que Washington mente quando diz ter provas da presença de militares russos no Leste da Ucrânia. O presidente russo afirmou que “se têm provas, devem mostrá-las. Todos viram o secretário de Estado norte-americano a mostrar ao Conselho de Segurança da ONU as supostas provas de armas de destruição maciça no Iraque; mostrou um tubo com uma substância, que poderia ser simplesmente detergente. Uma coisa é dizer, outra é oferecer provas”.
 
Putin mostrou-se disposto a dialogar com o novo presidente ucraniano, Petro Porochenko, bem como com todos os outros intervenientes, durante as cerimónias dos 70 anos do desembarque aliado na Normadia.
 
O presidente russo disse que Porochenko tem uma oportunidade única, porque as suas mãos ainda não estão sujas de sangue, ainda pode pôr fim à operação de represália e iniciar um diálogo directo com os cidadãos do Sul e do Leste” da Ucrânia.

Lideres do G7 Reforção Pressão Sobre Putin

G7-A Rússia deve pôr fim a todas as ações de destabilização no Leste da Ucrânia se não quer sofrer novas sanções. O aviso foi feito pelos líderes do G7 em comunicado, depois de um jantar em Bruxelas.
 
Os dirigentes dos sete países mais industrializados disseram também que Vladimir Putin deve “cooperar” com o novo presidente ucraniano e ordenar a retirada das tropas russas acumuladas junto à fronteira com o país vizinho.
 
A chanceler alemã, Angela Merkel, sublinhou que “se não houver um progresso nas questões que é preciso resolver, haverá a possibilidade de sanções – da chamada ‘terceira fase’ de sanções -, porque não pode haver mais destabilização na Ucrânia”.
 
Segundo Merkel, as sanções em questão, que deverão visar a economia russa, podem ser decididas na próxima cimeira da União Europeia, a 26 e 27 de Junho.
 
Chanceler alemã disse aos jornalistas que uma ‘continuação da destabilização’ na Ucrânia poderá conduzir a mais sanções. Mas o problema é que as ‘linhas vermelhas’ definidas pela Europa já foram ultrapassadas várias vezes, tanto na Crimeia como o Leste do país, o que leva alguns a questionar se o Ocidente não começa a esgotar a tinta vermelha”.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Milhares de Espanhóis Manifestaram-se por Referendo à Monarquia

Espanha-Milhares de espanhóis manifestaram-se em dezenas de cidades para pedir o fim da monarquia e a instauração de uma república através de um referendo.
 
Madrid encabeçou os protestos, com vinte mil pessoas reunidas na emblemática praça da Puerta del Sol, segundo fontes policiais.
 
Um manifestante diz que “o que gostaria era de poder escolher entre uma monarquia e uma república, que o povo espanhol possa decidir o sistema político que deseja”. E acrescenta que ele “pessoalmente, escolheria a república, onde o chefe de Estado é escolhido pelo povo”.
 
Outra manifestante diz que “é o momento certo para que isto aconteça, para que o povo espanhol decida sobre o seu próprio futuro. É verdade que, durante o ‘período de transição’, a figura do rei foi muito importante, mas agora ele representa um poder desnecessário e o povo espanhol deveria ter o direito de decidir o futuro”.