quinta-feira, 5 de junho de 2014

Putin Pede EUA a Apresentar Provas de Presença da Rússia na Ucrânia

Putin-Excluído do G7 mas não da cena mediática… O presidente russo aproveitou uma entrevista com a televisão francesa TF1 e a rádio Europe 1 para responder às acusações dos Estados Unidos e expôr a posição do Kremlin face à crise ucraniana.
 
Vladimir Putin disse que Washington mente quando diz ter provas da presença de militares russos no Leste da Ucrânia. O presidente russo afirmou que “se têm provas, devem mostrá-las. Todos viram o secretário de Estado norte-americano a mostrar ao Conselho de Segurança da ONU as supostas provas de armas de destruição maciça no Iraque; mostrou um tubo com uma substância, que poderia ser simplesmente detergente. Uma coisa é dizer, outra é oferecer provas”.
 
Putin mostrou-se disposto a dialogar com o novo presidente ucraniano, Petro Porochenko, bem como com todos os outros intervenientes, durante as cerimónias dos 70 anos do desembarque aliado na Normadia.
 
O presidente russo disse que Porochenko tem uma oportunidade única, porque as suas mãos ainda não estão sujas de sangue, ainda pode pôr fim à operação de represália e iniciar um diálogo directo com os cidadãos do Sul e do Leste” da Ucrânia.

Lideres do G7 Reforção Pressão Sobre Putin

G7-A Rússia deve pôr fim a todas as ações de destabilização no Leste da Ucrânia se não quer sofrer novas sanções. O aviso foi feito pelos líderes do G7 em comunicado, depois de um jantar em Bruxelas.
 
Os dirigentes dos sete países mais industrializados disseram também que Vladimir Putin deve “cooperar” com o novo presidente ucraniano e ordenar a retirada das tropas russas acumuladas junto à fronteira com o país vizinho.
 
A chanceler alemã, Angela Merkel, sublinhou que “se não houver um progresso nas questões que é preciso resolver, haverá a possibilidade de sanções – da chamada ‘terceira fase’ de sanções -, porque não pode haver mais destabilização na Ucrânia”.
 
Segundo Merkel, as sanções em questão, que deverão visar a economia russa, podem ser decididas na próxima cimeira da União Europeia, a 26 e 27 de Junho.
 
Chanceler alemã disse aos jornalistas que uma ‘continuação da destabilização’ na Ucrânia poderá conduzir a mais sanções. Mas o problema é que as ‘linhas vermelhas’ definidas pela Europa já foram ultrapassadas várias vezes, tanto na Crimeia como o Leste do país, o que leva alguns a questionar se o Ocidente não começa a esgotar a tinta vermelha”.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Milhares de Espanhóis Manifestaram-se por Referendo à Monarquia

Espanha-Milhares de espanhóis manifestaram-se em dezenas de cidades para pedir o fim da monarquia e a instauração de uma república através de um referendo.
 
Madrid encabeçou os protestos, com vinte mil pessoas reunidas na emblemática praça da Puerta del Sol, segundo fontes policiais.
 
Um manifestante diz que “o que gostaria era de poder escolher entre uma monarquia e uma república, que o povo espanhol possa decidir o sistema político que deseja”. E acrescenta que ele “pessoalmente, escolheria a república, onde o chefe de Estado é escolhido pelo povo”.
 
Outra manifestante diz que “é o momento certo para que isto aconteça, para que o povo espanhol decida sobre o seu próprio futuro. É verdade que, durante o ‘período de transição’, a figura do rei foi muito importante, mas agora ele representa um poder desnecessário e o povo espanhol deveria ter o direito de decidir o futuro”.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

TÍTULOS DE DÍVIDA DOS EUA, EUROPA E JAPÃO EM BAIXA DE BOLSAS INSTÁVEIS

TÍTULOS DE DÍVIDA-Bolsas instáveis e o baixo rendimento dos títulos de dívida nos Estados Unidos, Europa e Japão estão a gerar novos fluxos de dinheiro dos investidores para países em desenvolvimento, Brasil, África do Sul, que tiveram grandes perdas no fim de 2013. O rendimento de títulos soberanos dos EUA e da Alemanha atingiram novos mínimos no ano, refletindo os sinais mais recentes de desaceleração nas principais economias do Ocidente.

De acordo com matéria do Wall Street Jornal, muitos investidores estão se concentrando em países como Índia e Indonésia, onde o crescimento está saudável, reformas econômicas estão começando e líderes pró-mercado estão assumindo o poder. Na Tailândia, um dos países com melhor desempenho na Ásia este ano, um golpe militar na semana passada quase não abalou os investidores.

A velocidade com que os investidores parecem ter esquecido as perdas de até 30% que amargaram em alguns mercados tem sido surpreendente. O dinheiro está voltando a fluir nos mercados emergentes ao ritmo mais rápido em mais de um ano.

Os fundos de investimento e os negociados em bolsa que são focados nos mercados emergentes agregaram um total líquido de US$ 13,2 bilhões em Abril e Maio, segundo dados da EPFR Global compilados até segunda-feira. Essa é a maior alta bimestral desde Fevereiro e Março de 2013 e ocorre após dez meses seguidos de saída líquida de recursos.

Alguns dos mercados com melhor desempenho este ano pertencem ao grupo chamado de os "cinco frágeis", que ao longo de 2013 foram considerados especialmente vulneráveis ao fim dos programas de estímulo de bancos centrais. As bolsas da Índia já registram alta de 16% este ano, resultado, em grande parte, da esperança de que a eleição do primeiro-ministro reformista Narendra Modi traga mudanças. Na Indonésia, a alta chega a 17% e, no Brasil, o Ibovespa subiu mais de 16% em pouco mais de dois meses. As bolsas da Rússia recuperaram 14% nos últimos 30 dias e recuaram apenas 3,2% desde o agravamento das tensões na Ucrânia, em fevereiro.

Na sexta-feira, o índice de ações de mercados emergentes MSCI atingiu seu nível mais alto desde outubro. Ele já subiu 3% este ano, comparado com um ganho de 2,8% do índice global da MSCI.

Os investidores também abocanharam títulos de dívida de alto risco depois que as taxas de juros nos mercados desenvolvidos caíram inesperadamente este ano devido à estagnação econômica. O índice do banco Barclays de títulos de dívida em dólar de países emergentes já teve retorno de 6% este ano, contra 2,6% das notas do Tesouro americano.

A busca por lucro elevou os preços dos títulos americanos de alto risco e derrubou o rendimento deles para 5,03% ao ano (o rendimento cai quando o preço sobe e vice-versa), próximo do menor nível já registrado. O título de dez anos do Brasil, por exemplo, rende atualmente 12,4% ao ano. O da África do Sul, 8,1%.

Os países emergentes têm sido eficientes em satisfazer a procura do investidor ao continuar colocando títulos no mercado. Seus governos já emitiram US$ 63 bilhões em dívida, se aproximando do recorde anterior, de 2012, segundo a Dealogic.

A migração para moedas, ações e títulos de países emergentes marca uma reversão do fluxo de saída de US$ 60 bilhões registrado no início de 2014, consequência do aumento da tensão política na Turquia e o receio de que alguns países se tornassem dependentes do rio de dinheiro gerado pelos estímulos de bancos centrais.

O fraco crescimento nos EUA e Europa tornou claro que o estímulo — que impulsionou o preço de activos ao redor do mundo — não será reduzido rapidamente. E o crescimento está estagnado na maioria dos emergentes. O Fundo Monetário Internacional estima que as economias em desenvolvimento cresçam, em grupo, 4,9% em 2014, anti um avanço de 2,2% das economias avançadas.

África e FMI Reforçam Parceria

África e FMI-GOVERNANTES africanos e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concordaram em reforçar a parceria entre si, bem como em trabalhar em conjunto para responder às necessidades do Continente Africano. Esta intenção vem expressa na “Declaração de Maputo”, aprovada durante a Conferência Internacional “África em Ascensão”, que  terminou na capital do país.
 
A declaração foi aprovada no encontro de dois dias organizado conjuntamente pelo Governo moçambicano e o FMI e que contou com a participação de numerosos políticos de África e de outras partes do mundo, do sector privado, da sociedade civil, académicos e fundações privadas, que se propunham discutir políticas que sustentem o actual crescimento e promovam a repartição dos benefícios com a população do continente.
 
A “Declaração de Maputo” refere ainda que o diálogo sobre políticase capacitação entre os países da África Subsahariana e o FMI irá reflectir a agenda ambiciosa tendo em vista a defesa da estabilidade macro-económica com ações políticas destinadas a promover a transformação estrutural e sustentar o crescimento forte e inclusivo.
 
A superação de situações de fragilidade; garantia de um financiamento adequado para o desenvolvimento de África; e o reforço das capacidades institucionais, incluindo os recursos humanos, são outras medidas previstas na declaração.
 
“As medidas a serem tomadas terão em conta as diferentes necessidades dos estados africanos membros do FMI, variando desde os países que enfrentam desafios de fragilidade e conflitos; os de renda média e as economias de mercado emergentes”, refere a declaração.
 
Numa conferência de imprensa que marcou o final da Conferência África em Ascensão, o Ministro das Finanças, Manuel Chang, afirmou que cada um dos países africanos tem o seu estágio de desenvolvimento e de relacionamento com o FMI, “mas aqui podemos ver entre nós aquilo que são as vantagens de um e do outro e trocarmos experiências”.
 
“Tivemos também a oportunidade de estar muito mais perto da direcção-geral do FMI. Para Moçambique tratou-se de uma oportunidade ímpar para o país continuar a estar muito perto do mundo e do sector financeiro mundial”, disse.
 
Por seu turno, a Directora-geral do FMI, Christine Lagarde, destacou o facto de o Continente Africano estar em ascensão, tendo enfatizado o facto de a generalidade dos países da África Subsahariana ter resistido à recente crise financeira global.
 
“Isso demonstra um sinal de força e energia. Agora é preciso garantir que esse crescimento seja mais sustentável e mais inclusivo, esses serão os desafios futuros”, disse. Lagarde disse ainda que embora haja sinais muito positivos, há riscos no horizonte que devem ser acautelados.

Fundo Monetário Defende PPP para Infra-estruturas em África


FMI-O Fundo Monetário Internacional defende a formação de um modelo de parcerias público-privadas para o desenvolvimento de infra-estruturas em África, condição que permitirá também o desenvolvimento do sector empresarial.
 
No entender do economista-chefe do FMI, Oliver Blanchard, que falava durante a conferência África em Ascensão, promovida pelo FMI e Governo moçambicano, as PPP são um passo fundamental para a necessária transformação estrutural do sector privado.
 
“Além disso, os dois parceiros [público e privado] podem-se controlar mutuamente e também aprender um com o outro. Por isso, para mim, o primeiro passo a dar [para o desenvolvimento de infra-estruturas] é o estabelecimento de PPP”, acrescentou o economista-chefe do FMI.
 
As PPP acabaram por dominar o debate sobre o setor empresarial da África subsariana, após um empresário queniano ter rejeitado esta forma de investimento.
 
Andrew Rugasira, diretor da Good African Coffee, lançou uma acesa discussão sobre esta forma de desenvolvimento de infra-estruturas, considerando que existem outras formas de se realizarem investimentos, ainda que mais demoradas.
 
“A noção de PPP coloca-se num plano demasiado acima das pessoas, que precisam de estradas e de energia, mas, se tiverem boas sementes, vão conseguir alimentar as suas famílias. Se os agricultores formarem cooperativas e estes grupos obtiverem conselhos sobre produção ou distribuição, vão conseguir obter rendimentos para desenvolver aquilo de que necessitam”, afirmou Rugasira.

Cabo-verdiano entre os Narcotraficantes mais Perigosos do Mundo para Obama

Narcotráfico-O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, autorizou a inclusão de um cabo-verdiano, conhecido como Chico Barros, na lista de narcotraficantes mais perigosos do mudo. Segundo o jornal `A Semana´, a revelação foi feita pela porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Caitlin Hayden.

A responsável indicou também os nomes do salvadorenho «Chepe Diablo» e do colombiano Víctor Ramón Navarro: o primeiro é o responsável pela «Crate de Texis», que opera entre Nicarágua, Honduras e México, já o segundo é apresentado como sendo o chefe da brigada «Librado Mora Tora, do Exército Popular de Libertação» (EPL) da Colômbia.

Por sua vez, o cabo-verdiano Chico Barros, de 46 anos, foi detido em 2009 na Guiné-Bissau, por presumível tentativa de golpe de Estado na Guiné-Conacri. De acordo com a publicação acima mencionada, o indivíduo tem várias nacionalidades, nomeadamente do Senegal, Guiné-Bissau e Conacri, bem como de Cabo Verde. O suspeito de narcotráfico chegou mesmo a pedir a intervenção das autoridades cabo-verdianas, com o propósito de conseguir a sua libertação.