segunda-feira, 2 de junho de 2014

África e FMI Reforçam Parceria

África e FMI-GOVERNANTES africanos e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concordaram em reforçar a parceria entre si, bem como em trabalhar em conjunto para responder às necessidades do Continente Africano. Esta intenção vem expressa na “Declaração de Maputo”, aprovada durante a Conferência Internacional “África em Ascensão”, que  terminou na capital do país.
 
A declaração foi aprovada no encontro de dois dias organizado conjuntamente pelo Governo moçambicano e o FMI e que contou com a participação de numerosos políticos de África e de outras partes do mundo, do sector privado, da sociedade civil, académicos e fundações privadas, que se propunham discutir políticas que sustentem o actual crescimento e promovam a repartição dos benefícios com a população do continente.
 
A “Declaração de Maputo” refere ainda que o diálogo sobre políticase capacitação entre os países da África Subsahariana e o FMI irá reflectir a agenda ambiciosa tendo em vista a defesa da estabilidade macro-económica com ações políticas destinadas a promover a transformação estrutural e sustentar o crescimento forte e inclusivo.
 
A superação de situações de fragilidade; garantia de um financiamento adequado para o desenvolvimento de África; e o reforço das capacidades institucionais, incluindo os recursos humanos, são outras medidas previstas na declaração.
 
“As medidas a serem tomadas terão em conta as diferentes necessidades dos estados africanos membros do FMI, variando desde os países que enfrentam desafios de fragilidade e conflitos; os de renda média e as economias de mercado emergentes”, refere a declaração.
 
Numa conferência de imprensa que marcou o final da Conferência África em Ascensão, o Ministro das Finanças, Manuel Chang, afirmou que cada um dos países africanos tem o seu estágio de desenvolvimento e de relacionamento com o FMI, “mas aqui podemos ver entre nós aquilo que são as vantagens de um e do outro e trocarmos experiências”.
 
“Tivemos também a oportunidade de estar muito mais perto da direcção-geral do FMI. Para Moçambique tratou-se de uma oportunidade ímpar para o país continuar a estar muito perto do mundo e do sector financeiro mundial”, disse.
 
Por seu turno, a Directora-geral do FMI, Christine Lagarde, destacou o facto de o Continente Africano estar em ascensão, tendo enfatizado o facto de a generalidade dos países da África Subsahariana ter resistido à recente crise financeira global.
 
“Isso demonstra um sinal de força e energia. Agora é preciso garantir que esse crescimento seja mais sustentável e mais inclusivo, esses serão os desafios futuros”, disse. Lagarde disse ainda que embora haja sinais muito positivos, há riscos no horizonte que devem ser acautelados.

Fundo Monetário Defende PPP para Infra-estruturas em África


FMI-O Fundo Monetário Internacional defende a formação de um modelo de parcerias público-privadas para o desenvolvimento de infra-estruturas em África, condição que permitirá também o desenvolvimento do sector empresarial.
 
No entender do economista-chefe do FMI, Oliver Blanchard, que falava durante a conferência África em Ascensão, promovida pelo FMI e Governo moçambicano, as PPP são um passo fundamental para a necessária transformação estrutural do sector privado.
 
“Além disso, os dois parceiros [público e privado] podem-se controlar mutuamente e também aprender um com o outro. Por isso, para mim, o primeiro passo a dar [para o desenvolvimento de infra-estruturas] é o estabelecimento de PPP”, acrescentou o economista-chefe do FMI.
 
As PPP acabaram por dominar o debate sobre o setor empresarial da África subsariana, após um empresário queniano ter rejeitado esta forma de investimento.
 
Andrew Rugasira, diretor da Good African Coffee, lançou uma acesa discussão sobre esta forma de desenvolvimento de infra-estruturas, considerando que existem outras formas de se realizarem investimentos, ainda que mais demoradas.
 
“A noção de PPP coloca-se num plano demasiado acima das pessoas, que precisam de estradas e de energia, mas, se tiverem boas sementes, vão conseguir alimentar as suas famílias. Se os agricultores formarem cooperativas e estes grupos obtiverem conselhos sobre produção ou distribuição, vão conseguir obter rendimentos para desenvolver aquilo de que necessitam”, afirmou Rugasira.

Cabo-verdiano entre os Narcotraficantes mais Perigosos do Mundo para Obama

Narcotráfico-O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, autorizou a inclusão de um cabo-verdiano, conhecido como Chico Barros, na lista de narcotraficantes mais perigosos do mudo. Segundo o jornal `A Semana´, a revelação foi feita pela porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Caitlin Hayden.

A responsável indicou também os nomes do salvadorenho «Chepe Diablo» e do colombiano Víctor Ramón Navarro: o primeiro é o responsável pela «Crate de Texis», que opera entre Nicarágua, Honduras e México, já o segundo é apresentado como sendo o chefe da brigada «Librado Mora Tora, do Exército Popular de Libertação» (EPL) da Colômbia.

Por sua vez, o cabo-verdiano Chico Barros, de 46 anos, foi detido em 2009 na Guiné-Bissau, por presumível tentativa de golpe de Estado na Guiné-Conacri. De acordo com a publicação acima mencionada, o indivíduo tem várias nacionalidades, nomeadamente do Senegal, Guiné-Bissau e Conacri, bem como de Cabo Verde. O suspeito de narcotráfico chegou mesmo a pedir a intervenção das autoridades cabo-verdianas, com o propósito de conseguir a sua libertação.
                        

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Síria: Residentes no Estrangeiro Começam a Votar para as Presidenciais

Síria-Os sírios residentes no estrangeiro começaram a votar quarta-feira no Líbano, Rússia, Irão e Coreia do Sul. Mais de 200 mil sírios estão registados no estrangeiro, podendo votar em 39 embaixadas.
 
A maior adesão é esperada no vizinho Líbano que, além de ter o maior número de eleitores, acolhe o mais elevado número de refugiados sírios, estimados em mais de um milhão.
 
“Estamos aqui para votar. Esperamos que haja mais reformas e esperamos que seja eleito um presidente que seja um bom líder para o país”, disse um refugiado de Damasco.
 
Às eleições presidenciais que se realizam na Síria a 3 de Junho concorrem três candidatos: o atual Presidente, Bashar Al Assad, o deputado Maher Abdel Hafez Hayar, membro da oposição tolerada pelo regime de Assad, e o ex-ministro Hassan Abdullah al Nuri.
 
Os Emirados Árabes Unidos e a França proibiram a votação dos sírios no seu território. Na Jordânia realizaram-se manifestações pró e contra o regime de Al Assad.
 
“Claro que não votei porque este processo já foi decidido. As eleições sírias não vão mudar a nossa vida. A vitória do presidente Assad nestas eleições só vai permitir ao carniceiro derramar mais sangue”, afirmou um manifestante. A Síria vive há três anos em guerra civil, a qual já causou mais de 150 mil mortos e milhões de desalojados.

Egipto: Abdel Fattah al-Sisi Apontado Como Vencedor da Presidenciais

Egipto-As eleições presidenciais no Egipto terminaram quarta-feira última às 21:00 locais após terem sido prorrogadas por um dia.
 
Segundo a campanha de Abdel Fattah al-Sisi, este terá conseguido mais de 94% das votos e a participação não foi além dos 45%.
 
A decisão da Comissão Eleitoral prorrogar o acto foi justificada pela fraca afluência às urnas na segunda e terça-feira, os dois dias previstos para a votação.
 
O outro candidato, Hamdeen Sabbahi, que ameaçou retirar a sua candidatura, manteve-se na disputa mas afirmou que a prorrogação da votação serviu apenas “para manipular os resultados e os níveis de participação”.
 
As primeiras estimativas foram anunciadas durante a noite, mas os resultados oficiais serão anunciados no dia 5 de Junho.
 
“Com este passo, como podemos ver, o Egito completou a fase mais importante, para entrar numa outra fase que pode ser ainda mais complicada que a anterior ou então trazer a estabilidade, o que vai ao encontro dos eleitores”, sublinhou Mohammed Shaikhibrahim,  no Cairo.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Guiné-Bissau Ganha caso Contra Panamá no Tribunal Internacional do Direito do Mar


Guiné-Bissau-A Guiné-Bissau ganhou um diferendo com o Panamá no Tribunal Internacional do Direito do Mar (TIDM) acerca do apresamento dum navio panamiano nas águas guineenses em 2009, disse o advogado Carlos Pinto Pereira.
 
De acordo com o causídico que representou o Estado guineense, a sentença do caso conhecido como “Virgínia G” (nome do navio) foi anunciada no dia 14 de Abril pelo tribunal com sede na cidade alemã de Hamburgo, negando as pretensões do Panamá.
 
O país centro-americano queria que o Estado guineense fosse condenado a pagar uma indemnização de 5,6 milhões de euros.
 
O Panamá considerava-se lesado pelo facto de a Guiné-Bissau ter apresado o navio Virgínia G, apanhado no acto de transbordo de combustível em alto mar para dois navios que estavam a pescar na Zona Económica Exclusiva da Guiné-Bissau.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Conselho Europeu Quer Navas Prioridades para a UE

União Europeia-Os líderes europeus querem reorientar a União e aproximá-la dos cidadãos. Esta foi a principal conclusão do jantar dos chefes de Estado e de governo dos 28 que decorreu terça-feira passada em Bruxelas. Um encontro extraordinário, marcado após as eleições de domingo. Esta definição das prioridades tornou-se ainda mais urgente depois dos resultados expressivos dos partidos eurocéticos em países como França e Inglaterra.
 
O Presidente do Conselho Europeu, Hernan Van Rompuy, na conferência de imprensa final, explicou que “como a União Europeia está a sair de uma crise financeira, precisa de uma agenda positiva e orientada para o futuro, com base no crescimento, na competividade e no emprego. Precisamos de uma união económica e monetária que funcione melhor e mais desenvolvida e ao mesmo tempo preservar a unidade da União”.
 
O jantar terminou sem que fosse avançado qualquer nome para a presidência da Comissão Europeia. O Presidente do Conselho vai agora conduzir as negociações com o Parlamento Europeu para a escolha do sucessor de Durão Barroso. No final do encontro, o Primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho garantiu que ainda não há nomes escolhidos, mas apoia Jean Claude Juncker, o candidato ao cargo apresentado a votos pelo Partido Popular Europeu (PPE, que integra o PSD e o CDS/PP), vencedor das eleições europeias.
 
No encontro, James Franey, lembrou que “a chanceler alemã Angela Merkel mostrou-se pouco entusiasmada quando lhe pediram para nomear o antigo Primeiro-ministro do Luxemburgo como chefe de executivo da União Europeia. Se os líderes e o Parlamento Europeu não forem capazes de chegar a acordo nas próximas semanas, pode começar uma fase mais difícil em Bruxelas, numa altura em que os eleitores exigem aos governos para tomarem mais medidas que ajudem a economia”.