sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ucrânia: Os Separatistas Pró-russos Causaram Pesadas Baixas ao Exército Governamental

Ucrânia-O exército ucraniano sofreu quinta-feira última as mais pesadas baixas desde o início da operação para retomar aos separatistas pró-russos o controlo do leste do país.
 
Segundo o ministério ucraniano da Saúde 16 soldados foram mortos na cidade de Volnovakha e um na região de Lugansk e pelo menos 36 foram hospitalizados.
 
“Ajudei o mais que pude. Desde que tudo começou transportei os feridos prestei primeiros socorros e ajudei no que pude. Foi a minha filha que me telefonou a dizer que a guerra tinha começado. Vim a correr para aqui para ajudar”, disse um habitante da região.
 
Entretanto os separatistas mostraram armas que alegaram ter apreendido ao exército ucraniano na cidade de Horlivka.
 
Um dos separatistas referiu-se de forma sarcástica ao estado do armamento apreendido.“Vejam a qualidade das armas ucranianas”, afirmou.
 
Estas baixas no exército ucraniano surgem três dias antes das eleições presidenciais, um escrutínio essencial para o futuro do país após seis meses de crise política que quase conduziu a uma guerra civil.

Rebelde Tomam Controlo de cidades no Nordeste no Mali

Mali-Kidal e Menaka são duas de várias do nordeste do Mali que foram tomadas por rebeldes tuaregues após violentos combates com o exército maliano. Vários mortos e reféns entre os militares, são reclamados pelos rebeldes, mas não confirmados pelo governo.
 
A região tem vindo a ser palco de um braço de ferro violento entre grupos rebeldes de tuaregues, com suspeitas de ligação à Al-Qaida, e militares às ordens do governo do Mali. O executivo maliano já admitiu, aliás, o recuo das tropas face à forte resposta armada dos rebeldes, em particular na quarta-feira em Kidal, onde o exército tentou investir com armamento pesado sobre os tuaregues.
 
Os combates na região intensificaram-se no sábado, após a visita a Kidal do primeiro-ministro do Mali, Moussa Mara, em apoio aos militares malianos ali estacionados. Nesse dia, um grupo de rebeldes tuaregues investiu sobre a cidade e tomou o controlo de postos estratégicos, sequestrando no processo cerca de trinta pessoas, a maioria funcionários públicos. Os reféns viriam a ser libertados após intervenção da Minusuma, a força de paz das Nações Unidas presente no Mali.
 
A França tem cerca de 1600 militares no país, mas o embaixador gaulês na capital Bamaco garantiu que os militares franceses não estiveram envolvidos na missão militar no nordeste, da qual garante nem ter sido informado pelo governo maliano.
 
Os rebeldes islâmicos em actividade no norte do país estão associados ao Movimento Nacional pela Libertação de Azawad (MNLA), que reclama a independência de uma parte do norte do país face ao Mali. Há dois anos, uma revolta dos tuaregues despoletou um golpe de Estado, mas a ordem civil viria a ser resposta no país no ano passado após a intervenção militar francesa. O conflito, porém, está de novo a agravar-se.

Tailândia: Golpe de Estado Impõe Recolher Obrigatório e EUA Desconfia

Tailândia-Está em curso na Tailândia o recolher obrigatório entre as 22h e as 05h da manhã. É uma das medidas impostas pelas forças militares, que quinta-feira passada tomaram o poder no país através de um golpe de Estado e que, entre outras decisões como a suspensão da Constituição, estarão também a limitar a liberdade de imprensa no país, o que despertou a desconfiança nos Estados Unidos
 
O agora regime militar tomou posse após várias reuniões fracassadas com as partes em conflito há meses neste paraíso turístico asiático. Uma solução poderá passar pela nomeação de um governo interino, mas para o qual não parece haver consenso.
 
Os Estados Unidos são uns confessos aliados da Tailândia, mas estão agora colocados numa posição delicada face à turbulência no país. O secretário de Estado norte-americano defendeu que não havia razões para um golpe de Estado. A partir da Washington, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, garantiu que os norte-americanos estão atentos.
 
“Em primeiro lugar, estamos a rever o apoio militar e não só que podemos dar ao governo da Tailândia. Demos passos preliminares para suspender as ligações militares e o apoio, enquanto avaliamos os factos no terreno. É um procedimento normal”, afirmou Psaki, admitindo que poderá ser suspensa também a ajuda anual à Tailândia a rondar os 10 milhões de dólares, destinados em parte, por exemplo, à luta antidroga naquele país.
 
O Pentágono está igualmente a reavaliar a cooperação militar, na qual está planeado um exercício na Tailândia envolvendo cerca de 700 operacionais, entre marinheiros e fuzileiros.
 
Depois da instauração terça-feira passada da lei marcial, o golpe de Estado na Tailândia foi confirmado quinta-feira última através da televisão pelo general Prayuth Chan-ocha, após nova reunião fracassada entre as forças políticas em conflito.
 
O chefe das forças armadas tailandesas garantiu que as relações internacionais do país não seriam afetadas e que o objetivo da imposição deste regime militar é apenas repor a normalidade num território que há cerca de seis meses vem sendo palco de violentos protestos contra o governo.
 
Os confrontos gerados, e que têm por base uma luta de poder na Tailândia com quase uma década contra o clã Shinawatra, já provocaram só nos últimos seis meses a morte de 28 pessoas e mais de 700 feridos.
 
Logo após o decreto de lei marcial, forças militares assumiram posições estratégicas nos principais acessos a Banguecoque e mesmo no centro da capital. Cerca de uma dezena de televisões, umas a favor outras contra o governo em queda, foram proibidas de manter as respetivas emissões. Mesmo com o golpe de estado e um regime militar em funções, os responsáveis no poder fizeram saber que a lei marcial será mantida até que a tranquilidade e a paz sejam repostas na Tailândia.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Russia Chega a Acordo Para a Venda de Gás à China

O Mapa da Rússia e da China

Rússia-A companhia estatal russa Gazprom e oficiais chineses assinaram ontem um memorando de entendimento que abre caminho ao fornecimento de gás natural russo à China nos próximos anos. Acordo vale 292,4 mil milhões de euros.

Apesar de fontes oficiais da energética estatal chinesa Petro-China terem ainda afastado ao Financial Times a possibilidade de um acordo (argumentando que os preços de importação eram demasiado elevados), Moscovo e Pequim terão chegado mesmo a um entendimento.

De acordo com a agência noticiosa chinesa Xinhua News, China e Rússia "assinaram quarta-feira última em Xangai o há muito esperado acordo para o gás, pondo fim a conversações entre os dois vizinhos que duravam há uma década". A Bloomberg refere que o acordo foi assinado pelo CEO da Gazprom, citando fonte desta companhia, que garante ainda que o fornecimento ocorrerá durante 30 anos.

O entendimento acontece no último dia da visita oficial do presidente russo Vladimir Putin à China. A Reuters avança que o acordo, no valor de 292,43 mil milhões de euros (400 mil milhões de dólares), poderá compreender a venda anual de 38 mil milhões de metros cúbicos de gás através de um novo gasoduto que ligará os dois países.

O compromisso para venda de gás à China reduz a dependência de Moscovo dos clientes europeus, que procuram isolar a Rússia com sanções económicas alinhadas com os EUA para demover o país do apoio aos pró-russos na Ucrânia e à integração da Crimeia na Federação Russa.


Abertura de Mercados: Banco do Japão não Aumenta Estímulos e Penaliza Mercados

Japão-Os bancos centrais e as respectivas decisões estão hoje a mexer nos mercados accionistas, conduzindo a quebras no Japão e um pouco por toda a Ásia, com excepção para a China. Os preços do petróleo avançam.
O Banco do Japão decidiu manter inalterados os estímulos que dedica à sua economia. Esta era a decisão esperada pelos economistas. Contudo, as acções nipónicas deslizaram e penalizaram a negociação por toda a Ásia.

O índice japonês Nikkei recua 0,24% para os 14.042,17 pontos, enquanto o Topix segue nos 1.150,05 pontos ao cair 0,29%, movimentos de queda que mantiveram adesvalorização verificada ontem nas bolsas norte-americanas.

As quedas foram intensificadas depois de se saber que a expansão do programa de estímulos no país vai ser mantido a um ritmo de entre 60 e 70 biliões de ienes (432 e 504 mil milhões de euros). A razão para não ter havido um aumento de estímulos é, como cita o "Financial Times", a de a economia "continuar a recuperar de forma moderada". Há riscos, nomeadamente o aumento de impostos no início do ano e o seu impacto na economia nipónica.

De qualquer modo, as bolsas caíram. O índice MSCI Ásia Pacífico cede 0,2% para 138,77 pontos, o quarto dia de perdas. Esta é uma sessão mista no mercado accionista asiático. O coreano Kospi recua 0,2%, enquanto a bolsa das Filipinas desliza 0,9%.

Já na China o dia foi de avanços, com subidas de 0,3% no índice de Xangai. De acordo com o "Financial Times", a valorização ocorreu devido à especulação de que o banco central possa conduzir a condições de crédito mais flexíveis para empresas que precisam de liquidez.

Em relação a política monetária, também quarta-feira, 21 de Maio, foram divulgadas as minutas da reunião de Abril da Reserva Federal norte-americana, como relembra a Bloomberg. A presidente Janet Yellen deverá falar mais para o final da semana sobre as condições da maior economia do mundo.

Noutros mercados, o euro segue em alta muito ligeira, somando 0,3% para os 1,3706 dólares norte-americanos. O petróleo segue com avanços nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, sobe 0,54% para 102,88 dólares por barril ao passo que em Londres, onde é transaccionado o Brent do Mar do Norte, referência para as importações portugueses, o barril avança 0,14% para 109,84 dólares.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Oposição tailandesa Mantém Protesto na Rua

Tailândia-Apesar da lei marcial decretada pelo exército, os opositores do governo tailandês continuam na rua.
 
Os protestos e a instabilidade foram o motivo para o exército decidir impor a lei marcial no país. O general que comandou a operação disse que não tinha intenções de depor o governo, mas a oposição quer e não descansa enquanto não cair o governo interino, que substituiu o da primeira-ministra deposta, Yingluck Shinawatra, acusada de corrupção.
 
“Amanhã vamos continuar aqui, vamos continuar a nossa missão, tal como estava planeado, para podermos ter um primeiro-ministro para o povo, um governo para o povo”, disse Suthep Thaugsuban, líder da oposição.
 
Os protestos duram há seis meses e deixaram o país sem um governo que funcione. Os opositores querem um governo neutro, que faça reformas eleitorais que permitam acabar com o domínio da família Shinawatra na política do país.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Mulher Presidente Tem Mais Risco de Demissão do que Homem

No centro da mesa, presidente do Sindmetal, Macapá
Investigação-– Executivas do topo da hierarquia das empresas que se segurem no cargo. Pesquisa recente da Strategy& com 2,5 mil maiores empresas de capital aberto do mundo aponta que as chances de demissão são maiores para as presidentes do que para os presidentes. A conclusão parte da análise das movimentações de presidentes nos últimos dez anos. Enquanto quase 40% das mulheres foram demitidas do comando de empresas, no mesmo período, apenas 27% dos presidentes homens receberam “bilhete azul” (ou seja, perderam o posto).
 
O coautor do estudo, Per-Ola Karlsson, disse em entrevista ao Financial Times que a busca por mais mulheres em postos de comando – alavancada por pressões culturais e políticas - leva empresas, muitas vezes, a escolhas ousadas que podem não funcionar.
 
Conselhos de administração maioritariamente masculinos em sua composição também contribuem para este cenário porque tornam árido o ambiente de trabalho para as presidentes de empresa, segundo também afirmou Karlsson ao Financial Times.
 
Maioria masculina no conselho pode, em alguns casos, se traduzir em menos apoio à presidente, segundo Karlsson apurou ao longo de conversas que teve com mulheres que ocupam postos de comando.
 
Pesquisa da Bain &Co. confirma em números o que Karlsson diz ter ouvido de executivas.  Segundo este estudo, 41% das mulheres em cargos de gestão apontam a diferença de estilos entre os gêneros como o principal entrave para suas carrreiras. Some-se a isso ao facto de 88% afirmarem que os chefes são mais propensos a promover ou indicar profissionais com um estilo semelhante ao deles mesmos e o cenário desfavorável à mulher ganha ainda mais força. 
 
Aliás, os conselhos de administração continuam sendo um “calcanhar de Aquiles” da paridade de gênero entre os executivos. No Brasil, por exemplo, apenas 7,7% das posições em conselhos são de mulheres, segundo estudo do Catalyst.org. Na Noruega, elas estão em 40,9% das cadeiras dos conselhos.