quarta-feira, 14 de maio de 2014

Financial Times Divulga novo Ranking das Melhores Escolas Executivas do Mundo; IMD é Destaque .

Ranking-Quatro instituições brasileiras estão entre as 70 melhores do mundo em educação executiva, segundo um ranking elaborado pelo jornal britânico "Financial Times" (veja ranking). A classificação, que avalia escolas de negócio que oferecem cursos de curta duração voltados para empresas ou para executivos, foi divulgada domingo último.

As escolas de negócios brasileiras presentes no ranking são a Fundação Dom Cabral (em 23º lugar), o Insper (em 38º lugar), a Saint Paul Escola de Negócios (em 59º lugar) e a Fundação Instituto de Administração (FIA) (em 69º lugar).
 
A Fundação Dom Cabral, com sede em Minas Gerais e campus em São Paulo e Rio de Janeiro, permanece na mesma colocação do ranking do "Financial Times" do ano passado, assim como o Insper, sediado em São Paulo. Já a Saint Paul Escola de Negócios caiu 5 posições em relação ao ranking do ano passado, no qual ela tinha ficado em 54º lugar. A FIA não tinha aparecido no ranking do ano passado.

De acordo com a revista "Financial Times", está havendo um aumento da demanda por cursos com esse perfil. Dos 1.100 clientes corporativos que responderam à pesquisa para o ranking, 41% disseram que suas organizações estavam considerando aumentar seus gastos em educação executiva nos próximos três anos. A publicação cita que, neste 16º ano de ranking, ele avaliou um número recorde de programas.

 
Em primeiro lugar no ranking ficou a escola IMD, na Suiça. Em segundo lugar ficou a Booth School of Business, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Em terceiro lugar ficou a HEC Paris, na França.
 
A classificação leva em conta critérios como o formato dos cursos, os métodos e os materiais de ensino, a qualidade dos alunos, a presença de estudantes de outros países, a infra-estrutura oferecida aos estudantes (como alimentação e acomodação), entre outros pontos.


terça-feira, 13 de maio de 2014

Donetsk Celebra o Resultado de Referendo

Ucrânia-Em Donetsk celebrou-se o resultado de um referendo, não reconhecido pelas autoridades ucranianas. 89% dos votantes mostraram-se a favor da auto-governação.
 
Esta região declarou a independência, em relação à Ucrânia, e pediu a Moscovo que considere a sua integração:
 
“De acordo com a vontade do povo da República Popular de Donetsk e para restabelecer a justiça histórica, pedimos à Federação Russa que considere a fusão da República Popular de Donetsk com a Federação Russa”, afirmou Denis Pushilin, um dos líderes dos separatistas.
 
A pergunta colocada no referendo, de domingo último, centrava-se na vontade de “auto-governação”, da região, mas não fazia qualquer referência a uma possível adesão à Federação Russa.

Sistema de Educação Russo Está Entre os Dez Melhores da Europa

Sistema de Educação da Europa e do Mundo-O Sistema de Educação russo está entre os dez melhores da Europa, informou o site BBCNews.com, tendo como base um estudo realizado pelo instituto Economist Intelligence Unit. A Rússia ocupa o oitavo lugar na relação liderada pela Finlândia. O segundo lugar pertence à Inglaterra e o terceiro, à Holanda.
 
Na lista mundial dos Sistemas de Educação, a Rússia ocupa a 13ª posição. O melhor, na apuração mundial, é o da Coreia do Sul, seguido por Japão e Cingapura. Os Estados Unidos figuram atrás da Rússia, na 14ª posição, seguido da Austrália.
 
Em Janeiro, as autoridades da Rússia decidiram investir 35 bilhões de rublos, aproximadamente R$ 2,2 milhões, para que as maiores universidades do país fortaleçam a concorrência “com os mais importantes centros científicos e educativos mundiais”. O financiamento abrange o triênio 2014, 2015 e 2016.

América é o Segundo Continente com Maior Índice de Consumo de Álcool

Álcool no Mundo- A nível global, o continente americano é o  o segundo com maior índice de consumo de álcool per capita (8,4 litros por ano), sendo que a Europa ocupa o primeiro lugar do ranking (10,9 litros por ano), alertou segunda-feira (12) a Organização Mundial de saúde (OMS) por meio de um relatório anual.

No documento, a OMS  que calcula que morreram mais de 3 milhões de pessoas em razão do consumo abusivo do álcool em 2012,  destaca que esses dois continentes também registram a maior proporções de adolescentes (entre 15 e 19 anos) que ingerem bebidas com álcool,  53% na América e 70% na Europa.

Os autores do documento apontam ainda o aumento do consumo de álcool por parte das mulheres. E é no continente americano que se registram a maior prevalência, no sexo feminino, de desordens causadas pelo álcool.

A OMS apelou por mais ações por parte dos governos na prevenção do consumo de bebidas alcoólicas. É preciso fazer mais para proteger as populações das consequências negativas do consumo de álcool para a saúde, afirmou o diretor-geral adjunto do Departamento de Doenças não Transmissíveis e saúde  Mental da OMS, Oleg Chestnov.

Nas palavras de Chestnov, não há  espaço para a complacência, uma vez que o consumo de álcool aumenta o risco de desenvolvimento de mais de 200 doenças, entre elas alguns tipos de câncer.

A OMS afirma que entre as soluções mais efetivas para combater este problema está o aumento do preços das bebidas, assim como das taxas sobre o álcool. 

Angola só Consegue 2 Milhões de Barris por dia em 2017

Angola só consegue 2 milhões de barris por dia em 2017

Angola-A produção de petróleo em Angola só vai conseguir quebrar a barreira dos 2 milhões de barris por dia em 2017, escreve a prestigiada revista The Banker, num relatório de 13 páginas dedicado à terceira maior economia africana.

"Os analistas geralmente pensam que a previsão de Sonangol, de que as exportações vão chegar aos 2 milhões de barris por dia em 2015 são irrealistas, e mesmo que as petrolíferas estejam optimistas relativamente aos blocos terrestres e ultraprofundos (pré-sal), quaisquer descobertas daí provenientes vão demorar alguns anos até ficarem operacionais", lê-se no artigo na edição deste mês da revista The Banker, do grupo Financial Times.
 
As 13 páginas que a publicação dedica a Angola estão divididas em cinco partes: a primeira trata da história de Angola a seguir ao final da guerra civil e apresenta os principais desafios, a segunda debruça-se sobre o sector bancário e financeiro, ao passo que a terceira apresenta um perfil e entrevista com o governador do banco central, José de Lima Massano.
 
Os últimos dois artigos analisam, no essencial, as reformas macro-económicas e os impactos para as empresas, nomeadamente no que diz respeito à lei que obriga aos pagamentos na moeda nacional aos fornecedores das petrolíferas e à nova pauta aduaneira.
 
Para a revista, Angola vai produzir 1,79 milhões de barris este ano, acelerando para 1,85 e 1,90 em 2015 e 2016, só quebrando a barreira dos 2 milhões no ano seguinte.
 
No que diz respeito ao crescimento económico, o abrandamento face às taxas de dois dígitos da década passada é também evidente, considera a The Banker: Angola terá crescido 4,1% no ano passado, acelerando para 5,3% este ano e 5,5 e 5,9 em 2015 e 2016.
 
Depois de passar em revista as taxas de crescimento económico e o "frenesim" que se vive em Luanda, com "gruas a rasgar o horizonte, construindo luxuosos escritórios, hotéis de luxo e apartamentos", a revista explica que "os dias de Angola poder contar com o petróleo para alimentar o seu forte crescimento acabaram", subscrevendo, aliás, a generalidade dos analistas e instituições internacionais, que apostam num abrandamento do crescimento económico de Angola.
 
"Depois de uma queda significativa em 2009 e 2010, causada por um 'crash' nos preços do crude, as autoridades angolana esperavam que a economia recuperasse rapidamente a sua força, mas a produção de petróleo tem estado estagnada desde 2009, quando desceu para os 1,8 milhões de barris por dia devido a problemas técnicos".
 
O resultado, afirma a revista The Banker, "é que o crescimento de Angola, apesar de alto para os padrões da África subsariana, está ainda longe dos níveis anteriores à crise".
 
Os dirigentes angolanos, assegura a revista, estão cientes da "necessidade vital" de impulsionar a economia não petrolífera, que nalguns sectores já é vibrante, como na banca, nas telecomunicações e no retalho, mas as dificuldades, conclui a revista, são mais que muitas, como a excessiva burocracia, os enormes engarrafamentos rodoviários, a falta de energia, os tribunais ineficientes e os altos custos de contextos.
 
O artigo termina com a mesma lição que a revista The Economist deixou na edição de 14 de Abril, e que tem a ver com as expectativas da nova geração de angolanos: "60% dos angolanos tem menos de 25 anos, com pouca ou nenhuma memória da guerra; a paz por si só não os satisfaz, eles vão querer empregos e mais prosperidade e, para isso, a diversificação económica é mesmo precisa".

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Barclays Deverá Cortar Sete Mil Postos de Trabalho e Criar um Banco de Activos Tóxicos

Portugal-O Barclays deverá cortar sete mil postos de trabalho na área da banca de investimento e criar um banco para activos tóxicos no valor de 400 mil milhões de libras (mais de 487 mil milhões de euros), escreve o “Financial Times”.
 
O Barclays deverá cortar sete mil postos de trabalho na área da banca de investimento e criar um banco de activos tóxicos ("bad bank") no valor de 400 mil milhões de libras (mais de 487 mil milhões de euros) de acordo com o “Financial Times”.
 
O banco delineou planos para reduzir, para cerca de metade, o seu negócio na área da banca de investimento, passando de 50% de activos de risco ponderado para menos de um terço. Esta alteração, de acordo com o presidente da instituição, Antony Jenkins (na foto), vai representar um esforço para criar um banco “mais simples, forte e equilibrado”.
 
Já no passado dia 30 de Abril, o jornal britânico avançava que o banco deveria anunciar quinta-feira passado, dia 8 de Maio, a criação de um banco de activos tóxicos ('bad bank'), para onde deslocará todos os seus activos considerados indesejáveis. Na altura, o nome de Eric Bommensath estava a ser apontado para a gestão do mesmo.
 
Por outro lado, a Bloomberg avança que a redução dos sete mil postos de trabalho na unidade de banca de investimento deverá ocorrer até 2016. No entanto, este ano o banco deverá cortar um total de 14 mil empregos, contra os 12 mil anunciados em Fevereiro.
 
“Esta é uma simplificação do Barclays. Vamos estar focados na banca internacional, operando apenas em áreas nas quais temos capacidades, escala e vantagens competitivas”, afirmou em comunicado, citado pela agência norte-americana, Antony Jenkins.
 
No passado dia 6 de Maio, o Barclays anunciou uma quebra no resultado líquido superior ao que era esperado pelo consenso dos analistas consultados pela agência Bloomberg. Os especialistas antecipavam lucros de 1,82 mil milhões de libras, o que compara com os 1,69 mil milhões de libras verificados.
 
A queda nas receitas de “trading” de obrigações, divisas e matérias-primas penalizaram os resultados da área de investimento do banco. Nesta divisão, os lucros desceram 49% para 668 milhões de libras. No ano passado, nesta divisão, os lucros antes de impostos ascenderam a 1,32 mil milhões de libras.

UE/EUA Freitas do Amaral Teme que Tratado Afunde Economia Europeia

UE/EUA-Falando numa conferência sobre o Dia da Europa, na Ribeira Grande, nos Açores, Freitas do Amaral sublinhou que ao contrário dos EUA, a Europa não consegue sair da crise e a economia "marca passo" há mais de cinco anos.

"A economia europeia marca passo por causa da crise económica que começou em 2007? A meu ver não, isso foi uma agravante", afirmou, acrescentando que "a grande crise" se explica com a abolição de taxas aduaneiras para produtos importados de países como a China sem que os produtos europeus entrem livremente no mercado chinês.

"O desequilíbrio aí está. E o outro desequilíbrio é com a América, que consegue exportar mais para a Europa do que a Europa para a América", acrescentou, dizendo que agora a UE "está à beira de concluir" um acordo de livre comércio com os EUA que seria "óptimo" para os dois lados se funcionasse.
 
"Mas o que eu prevejo é que a Europa vai abrir de par em par as suas portas a todos os produtos americanos e a América vai exigir exceções e não vai querer concorrência na agricultura, nos automóveis, na indústria aeronáutica, na indústria da defesa, etc., etc.", afirmou.
 
Freitas do Amaral diz que "com a fraqueza das lideranças europeias", o mais provável é que daqui a uns meses o presidente da Comissão, Durão Barroso, ou o seu sucessor assine "muito satisfeito" um acordo com os EUA "que será fatal para a economia europeia", porque no dia em que produtos americanos, chineses, russos ou indianos "entrarem todos livremente na Europa sem pagarem qualquer taxa alfandegária" e os europeus não puderem exportar nos mesmos termos, "a Europa afunda-se economicamente".
 
"Pode haver crises da moeda ou das dívidas soberanas, mais isso são sinais, é como ter febre, a febre não é a doença, é um sinal da doença", afirmou, durante uma conferência organizada pelo Núcleo de Estudos Europeus da Universidade dos Açores.
 
Freitas do Amaral, que não quis falar sobre a situação portuguesa, disse ainda esperar que as eleições europeias deste mês funcionem como um "cartão amarelo" que leve a mudanças radicais no projeto europeu que evitem o seu declínio e até a sua extinção.
 
Prevendo os bons resultados de movimentos extremistas de direita e esquerda nas eleições, disse esperar que logo a seguir os líderes europeus tomem dois conjuntos de medidas importantes, sendo o primeiro, precisamente, a proteção da economia em relação a outros espaços comerciais através do estabelecimento de algumas "barreiras aduaneiras".
 
Depois, considerou ser necessário "democratizar a Europa", tomando a decisão de cumprir efetivamente o que está nos tratados, ou seja, que o projeto europeu "assenta na igualdade dos Estados".
 
"Acabar com a liderança alemã ou franco-alemã e praticar de facto a política de concertação entre diferentes países", afirmou, defendendo que quando estes dois problemas forem resolvidos, poderá haver efetiva solidariedade entre os países europeus e ajuda aos que têm dificuldades.