segunda-feira, 31 de março de 2014

Guiné-Bissau: Koumba Yala «Declara» Nuno Na Bian Presidente da República

Campanha Eleitoral de Nuno Na Bian -"Este é o Presidente da República da Guiné-Bissau, que eu trago para vos apresentar", anunciou Koumba Yala perante um grande número de apoiantes e simpatizantes do candidato Nuno Na Bian.
 
Num encontro popular com o seu eleitorado quarta-feira passada, 26 de Março, no Bairro de Lala Quema, em Bissau, o antigo Chefe de Estado disse também que a Guiné-Bissau precisa da paz para a estabilidade e o desenvolvimento. A nível internacional, Koumba Yalá falou das relações históricas entre a Guiné-Bissau e Portugal.
 
No encontro, Nuno Na Bian fez referência à falta da água potável no país, mostrando-se revoltado com esta realidade e tendo mesmo sugerido que alguém deva ser responsabilizado por tudo o que não aconteceu na Guiné-Bissau. O candidato às Presidenciais disse que é notável a corrupção generalizada no aparelho do Estado, onde se assiste a uma luta sem igual, por parte de todos, para ocuparem cargos ministeriais. A questão da Saúde mereceu igualmente a preocupação do candidato, dado que se assiste à morte de mulheres durante o parto. A necessidade de se apostar na agricultura e a falta de energia eléctrica foram outros aspectos destacados por Na Bian.
 
A questão da reforma nos sectores de Defesa e Segurança esteve também em destaque no discurso do candidato apoiado por Yala, que disse ser necessária uma reforma «condigna». Confiante na vitória, Nuno Na Bian garantiu aos seus apoiantes do Circulo Eleitoral 25 que vai vencer as eleições Presidenciais de 13 de Abril, logo na primeira volta. Este comício foi antecedido de uma visita do candidato, no período da manhã, à Pediatria do Hospital Nacional Simão Mendes.

Mais de 220 Milhões de Pessoas Desnutridas em África, Segundo FAO

África – Mais de 220 milhões de pessoas sofrem de desnutrição nos países africanos, revelou quinta-feira passada em Túnis o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano Da Sylva.
 
Falando com participantes na 28ª conferência regional da FAO em curso na capital tunisina, Da Sylva apelou aos países africanos para redobrarem de esforços na cooperação e porem termo aos conflitos a fim de realizar a segurança alimentar.
 
Sublinhou que a sua organização apoia a República Centro-Africano (RCA) e o Sudão que atravessam momentos difíceis. A 28ª conferência regional da FAO, iniciada segunda-feira última, sob o lema «A Juventude Africana, Agricultura e Desenvolvimento do Mundo Rural».

sexta-feira, 28 de março de 2014

Portugal: Ajustamentos nos Salários das Cotadas



Portugal-Os administradores das cotadas portuguesas estão a receber menos: em média, as remunerações pagas aos altos executivos dessas empresas caiu 8,4% em 2012 face ao ano anterior, como revelaa CMVM no seu Relatório Anual de Governo Societário.
 
Apesar da redução, não deixa de haver números curiosos: a parte variável das remunerações subiu de 23,8% para 27,8%, há 22 executivos no país a ganharem mais de um milhão de euros por ano e o mais bem pago nesse ano arrecadou 3,1 milhões de euros. Uns dirão que se trata de um ajustamento necessário (ainda que forçado pela crise), outros dirão que se trata de uma inevitável moralização (devido à larga discrepância salarial entre executivos de topo e quadros mais baixos).
 
Mas, se no primeiro caso as empresas estão nas mãos de factores externos (mercado, economia...), no segundo caso dependem unicamente de si e dos seus critérios de avaliação - e essa é a discussão que é importante manter. Mais do que os valores pagos aos administradores, são os critérios de definição desses salários que devem ser ponderados, afinados e contribuir para uma maior transparência e justeza das remunerações. Um passo importante já foi dado quando as cotadas acataram a recomendação do regulador e passaram a divulgar os salários das suas equipas de gestão. Mas é fundamental cumprir outros passos.
 
Como garantir que os critérios de definição de um salário atendam aos interesses de longo prazo da empresa, numa avaliação do desempenho dos gestores e do real crescimento que foi capaz de gerar para os accionistas e para a sustentabilidade do próprio negócio. Mais do que definir os tectos máximos de um salário (como pretende Bruxelas), é na sua base que deve começar o esforço de transparência.

Soldados Chineses Mortos na Guerra de Correia do Sul Regressam à China 60 Anos Depois

China-60 anos depois, estão de regresso à China os restos mortais de mais de quatro centenas de soldados falecidos durante a Guerra da Coreia.
 
A cerimónia de repatriação teve lugar no aeroporto internacional de Incheon, na Coreia do Sul, um momento histórico nas relações entre antigos inimigos, que foi tornado possível através de um tratado assinado entre Seul e Pequim, em Dezembro do ano passado, depois de uma visita à China da Presidente sul-coreana.
 
Trata-se do maior repatriamento de soldados chineses caídos durante a Guerra da Coreia, o conflito, entre 1950 e 1953, onde a China combateu ao lado da Coreia do Norte contra a Coreia do Sul.
Dos cerca de um milhão e 300 mil soldados que Pequim enviou para a península, aproximadamente 135 mil morreram em combate.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Portugal: A Recuperação Económica Está a Chegar

Portugal-O Banco de Portugal divulgou ontem as suas previsões económicas mais recentes e, ao contrário do que foi habitual durante os últimos anos, apresentou boas notícias. As projecções foram revistas em alta.
 
Ou seja, a economia portuguesa não só regressou ao crescimento, como vai crescer acima do que era esperado antes. É verdade que a subida do PIB ainda ficará abaixo dos 2% mas, ainda assim, hoje temos uma tendência positiva, o oposto do passado recente.
 
A segunda boa notícia é que a economia está a recuperar com um modelo de crescimento mais equilibrado e saudável. Está a ocorrer uma recuperação do consumo das famílias, o que é positivo depois de anos de forte contracção, mas não está a ocorrer uma explosão do consumo privado.
 
As famílias regressaram ao consumo com equilíbrio, mantendo uma taxa de poupança aceitável. Isto nota-se nas importações, que também subiram em resultado da maior procura interna, mas sem colocarem em causa o excedente da balança das relações económicas com o exterior.
 
Desta vez, a economia está a crescer mas os portugueses não se estão a endividar junto do exterior porque o motor da recuperação está baseado nas exportações. Por fim, mais uma notícia positiva: o investimento vai recuperar. Desta forma, há condições para melhorar o potencial de crescimento da economia. Só falta que o desemprego comece a descer de forma mais acentuada e que esta recuperação chegue aos bolsos dos portugueses. Para já, as sementes estão lançadas e a germinar.

Visita de Presidente Chinês a França Vale Acordos de 18 Milhões de Euros


França -A visita oficial do presidente Chinês Xi Jinping a França por ocasião dos 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países já rendeu contratos económicos no valor de 18 mil milhões de euros.
 
Depois de Lyon, o chefe de Estado chinês viajou até Paris onde se encontrou com o homólogo francês François Hollande, no segundo de três dias de visita.
 
18 mil milhões de euros em contratos significam emprego, crescimentos e perspectiva de crescimento para os próximos anos”, declarou o presidente francês, François Hollande.
 
“A China e a França são duas nações com influência global. Decidimos reforçar a nossa cooperação nos assuntos internacionais e propor ideias e soluções para estabelecer uma nova ordem política internacional que seja mais justa e equilibrada”, afirmou o chefe de Estado chinês, Xi Jinping.
 
Agricultura, energia e transportes foram as principais áreas dos acordos, em particular no que diz respeito à venda de aviões Airbus e a entrada do fabricante chinês de automóveis DongFeng no capital da gaulesa PSA Peugeot Citroën.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Portugal: Uma Execução Orçamental Suportada pelos Contribuintes



Portugal-Os últimos dados da execução orçamental continuam a dar boas notícias ao Governo. De acordo com a síntese divulgada ontem pela Direcção Geral do Orçamento, as receitas fiscais chegaram ao final de Fevereiro com bons resultados:
Subiram 6,2%, para 7,2 mil milhões de euros, acima dos próprios objectivos traçados no Orçamento do Estado para este ano.
Os maiores contribuintes para este aumento? Um deles foi o IRS que, só em dois meses, rendeu ao Estado 2,3 mil milhões de euros (mais 17,7%) e o IVA, que somou 2,9 mil milhões de euros. E estes são apenas alguns dos indicadores.
Podem avançar-se muitas explicações para a boa performance fiscal. Como dizer que estes são os primeiros resultados das novas medidas de combate à evasão e à fraude fiscal, argumentam as Finanças. Ou que serão um sinal da melhoria das condições de mercado que permitem, por um lado, que as empresas criem mais emprego e, por outro, que gerem mais receitas.
Pode ainda ser por uma retoma de consumo que leva os portugueses a gastarem e a comprarem mais, o que dá um novo impulso à receita fiscal. Pode ser tudo isso e muito mais. Mas há uma justificação que, seguramente, está na origem desta boa performance: o colossal reforço da carga fiscal que famílias e empresas sofreram e estão a pagar. É uma factura que, a bem ou à força, está a sair directamente das carteiras dos contribuintes.