terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Presidente e Primeiro-ministro da República Centro-Africana Renunciam

República Centro-Africana-O presidente interino da República Centro-Africana (RCA), Michel Djotodia, e o primeiro-ministro, Nicolas Tiangaye, renunciaram sexta-feira passada ao cargo. O anúncio foi feito pelos chefes de Estado que participam da Conferência Extraordinária da África Central, em N'Djamena, capital do Chade, país vizinho da RCA, localizado no Centro-Norte do Continente Africano.
 
Os dirigentes da Comunidade Econômica dos Estados da África Central (CEEAC) "tomaram nota da demissão" do presidente e do primeiro-ministro, indica o comunicado final do encontro de cúpula, lido na sessão plenária.
 
A pedido dos líderes africanos, também participam da conferência em N'Djamena, os 135 deputados da RCA. A intenção é elaborar uma proposta sobre o futuro de Djotodia.
 
Em Bangui, capital da RCA, milhares de manifestantes foram para as ruas exigir a saída do presidente de transição, acusado pela comunidade internacional de não conseguir pôr fim à violência que assola o país desde o início de Dezembro.
 
"Queremos que Djotodia se afaste. Precisamos de uma nova pessoa para liderar o país", disse um manifestante, enquanto outro acrescentou que Djotodia deveria "ficar em N'Djamena" e se responsabilizar "por um massacre".
 
Michel Djotodia foi convocado para a conferência e questionado sobre a incapacidade de lidar com a violência entre muçulmanos e cristãos. Segundo a Federação Internacional dos Direitos Humanos, os conflitos na República Centro-Africana fizeram mais de mil mortos no mês passado.
 
Com 4,5 milhões de habitantes, a RCA mergulhou no caos desde o golpe de Estado, em Março passado, organizado pela coligação rebelde Séléka, que afastou do poder o presidente François Bozizé e declarou Michel Djotodia novo presidente do país.
 
Cerca de 1.600 soldados franceses e 4 mil soldados africanos tentam restabelecer a ordem e restaurar a segurança na antiga colônia francesa. 

Egipto Leva a Nova Constituição a Referendo e Apela à participação

 
Egipto-O Egipto coloca em referendo, esta terça e quarta-feira, a aprovação de um novo texto para a Constituição do país, depois de a última revisão ter sido votada e aprovada sob o governo do presidente, entretanto deposto e detido, o muçulmano Mohamed Morsi, mas com quase 70 por cento de abstenção nas mesas de voto. A participação popular é, por isso, uma das grandes prioridades neste regresso dos egípcios às urnas.
 
Nas ruas, têm sido muitas as manifestações de apoio ao “sim” ao novo texto e, por arrasto, também ao regime militar que o elaborou depois de tomar conta do país após a deposição de Morsi em Julho passado. O apelo da oposição islâmica ao “não” e, sobretudo, ao boicote ao referendo, tem sido, por outro lado, de acordo com algumas testemunhas, reprimido pelas autoridades, numa atitude apontada como antidemocrática.
 
Muitos egípcios estão, porém, ao lado do regime militar de transição no país e, ao mesmo tempo que apelam à participação no referendo, têm vindo também a apelar ao general Al Sisi, que lidera o atual governo, para que seja candidato nas próximas eleições presidenciais.
 
Para o analista político e editor-chefe do jornal cristão “Al Watani”, Youssef Sidhom, o apoio popular a Al Sisi tem explicação “pelo papel que ele teve a 30 de Junho, ao apoiar o povo no golpe de Estado e pela forma como a ala militar apoiou a vontade popular”.
 
A ala islâmica de apoio ao presidente Mohamed Morsi não baixa, contudo, os braços e, entre os apelos ao boicote neste referendo, têm-se manifestado também pelo respeito ao texto da Constituição aprovado anteriormente.
 
Há quatro dias registaram-se, inclusive, confrontos com apoiantes da Irmandade Muçulmana. Pelo menos, 17 pessoas morreram em todo o Egito.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

EUA: Fraude na Atribuição de Incapacidade por Traumas Devidos de 11 de Setembro


EUA-Oitenta polícias e bombeiros reformados de Nova Iorque foram acusados de fraude à Segurança Social, após simularem incapacidade por sofrerem traumas devido aos atentados do 11 de setembro.
 
A ata de acusação assinala que os organizadores deste esquema dirigiram centenas de solicitações ao Seguro de incapacidade da Segurança Social e mentiram sobre as suas condições mentais.
 
O comissário do departamento de polícia de Nova Iorque referiu que os acusados “desonram” os que verdadeiramente sofreram com o 11 de setembro.
 
“Estas detenções são um esforço para que a memória de quem contribuiu com a vida e a saúde durante o 11 de Setembro, não seja conspurcada com as ações destes 72 antigos membros da polícia de Nova Iorque”, disse William Bratton.
 
Os acusados recebiam anualmente entre 22.000 a 37.000 euros, por estarem totalmente incapacitados, no entanto em várias redes sociais da internet exibiam fotografias onde a realidade era bem mais agradável.
 
A acusação refere ainda que ao longo dos anos este esquema custou aos contribuintes centenas de milhões de dólares.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Israel: Emigrantes Africanos Protestam em Tel Aviv

Israel-Em Tel Aviv, milhares de imigrantes africanos, maioritariamente oriundos do Sudão e da Eritreia, protestaram contra a prisão de compatriotas detidos como trabalhadores ilegais e pediram a sua libertação.
 
Os protestos surgem após Israel ter adotado em 10 de Dezembro uma lei que permite deter até um ano, sem processo, imigrantes clandestinos.
 
Vários grupos de Direitos Humanos apontam para mais de 300 detenções desde então.
 
“Pedimos ao governo israelita três coisas simples. A primeira é cancelar a nova lei e a libertação dos detidos. A segunda, tratar e analisar com transparência e de forma justa os nossos pedidos de asilo. Em terceiro lugar, dar os direitos humanos básicos incluindo o direito ao trabalho, ao serviço de saúde, etc.”, afirmou um imigrante vindo da Eritreia.
 
“O problema reside no facto de pessoas que clamam por direitos humanos terem vindo para um país democrático em busca de alguma segurança, serem tratadas como prisioneiros, como criminosos, como cancros. Em Israel há quem lhes chame cancro”, disse uma estudante israelita.
 
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sublinhou que “não se trata de refugiados, mas de pessoas que infringem a lei e que serão tratadas como tal”. Segundo as autoridades israelitas, desde 2006 cerca de 60 mil imigrantes, entraram em Israel através da fronteira com o Egito.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Ex-Presidente da Guiné-Bissau, Kumba Yalá, Deixa a Vida Política

Ex chefe de Estado guineense, Kumba Yalá, fundador do PRS
Guiné-Bissau-O antigo presidente guineense, Kumba Yalá, anunciou publicamente renunciar à vida política activa por "haver um tempo para tudo".  Por conseguinte aquele que fora derrubado por um golpe de Estado em 2003 desiste da corrida rumo às eleições agendadas para 16 de Março deste ano.

O fundador do PRS, Partido da renovação social, recorreu a citações biblícas para argumentar que chegou a hora de deixar o lugar a outros, alega poder vir a ser "senador da república" e diz partir com a consciência tranquila de quem sempre lutou para uma vida melhor para os seus concidadãos.

Kumba Yalá citou o rei Salomão que alegara haver um tempo para tudo na vida terrena. A sua decisão de deixar a vida política seria irrevogável. Contudo, irá apoiar Nuno na Bian, actual Presidente de Conselho de Administração de Aviação Civil da Guiné-Bissau, nas eleições de Março para a Presidência da República. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A Letónia já pertence à Zona do euro

Letónia-A Letónia tornou-se em 1 de Janeiro no 18° membro da zona euro. A moeda única europeia está já a circular no país e, à meia-noite, o primeiro-ministro, Vadis Dombrovski, foi um dos primeiros a retirar uma nota de dez euros de uma caixa multibanco.
 
Um gesto realizado pelo chefe do governo da Estónia, o primeiro dos Estados bálticos a aderir à eurozona em 2011.
 
A Letónia, uma das economias mais modestas do grupo do euro espera que a adoção da moeda europeia diminua os juros da dívida nos mercados internacionais e encoraje os investidores.
 
Dos três estados bálticos só falta a Lituânia. Face aos exemplos da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Chipre, as populações mostram pouco entusiasmo pelo euro.

Instabilidade no Sudão do Sul e na Líbia Sustentam Brent

Petróleo-Os futuros do petróleo Brent operavam perto da estabilidade, acima de 112 dólares por barril, na segunda-feira passada apoiados pelo aumento da instabilidade em países produtores na África.
 
A escalada de violência no Sudão do Sul nas últimas duas semanas ameaça cortar ainda mais a produção de petróleo do país, o que se soma à redução da oferta da Líbia, onde a produção segue em níveis muito baixos, perto de 250 mil barris por dia.
 
O Brent tinha alta de 0,04 dólar, negociado a 112,22 dólares por barril. O petróleo nos EUA operava estável a 100,32 dólares. O contrato quebrou a barreira do 100 dólares por barril na sexta-feira, pela primeira vez desde 21 de Outubro.
 
"O Brent está relativamente bem sustentado acima de 110 dólares por barril pela baixa produção da Líbia e do Sudão do Sul", disse o analista de investimentos Chee Tat Tan, da Phillip Futures.