quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

74 sírios Retidos no Aeroporto Pedem Asilo Político

Portugal-Um grupo de 74 cidadãos estrangeiros chegou ao aeroporto da Portela, em Lisboa, proveniente da Guiné-Bissau e ficou detido pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). São sírios, pediram asilo político a Portugal, mas têm passaportes turcos falsificados.

O grupo terá saído da Síria em direção a Marrocos e dali viajaram para a Guiné-Bissau. Já em Bissau, tentaram pedir asilo, mas foram mal recebidos e obrigados a entrar à força no avião da TAP, rumo a Portugal.

Todos afirmam ter nacionalidade síria e alguns apresentaram mesmo fotocópia da página biográfica de passaportes sírios. No grupo há 38 homens, 15 mulheres e 21 crianças, a mais nova com apenas 3 meses.

«São setenta e quatro cidadãos estrangeiros, que compõem várias famílias, e que solicitaram asilo político a Portugal», revelou o SEF em comunicado esta noite.

«Os agora requerentes de asilo vão entrar em território nacional e ficar alojados em instalações disponibilizadas pela Segurança Social enquanto decorre o período de instrução dos respetivos pedidos.

O SEF informou, através de comunicado, que tinham sido detetados 74 «cidadãos estrangeiros portadores de passaportes com fortes indícios de falsificação. «No âmbito das suas competências e no estrito cumprimento da lei, o SEF prossegue todas as diligências necessárias no sentido de avaliar e decidir relativamente à situação destes passageiros», acrescenta o comunicado.

O voo TP202 da TAP proveniente de Bissau, na Guiné-Bissau, chegou a Lisboa às 06:33.

Autoridades de Bissau nada detetaram nos passageiros

Entretanto, as autoridades da Guiné-Bissau disseram não ter detetado nada de errado nos 74 passageiros.

Mamadu Cassama, diretor-geral adjunto do SEF guineense, confirmou que se trata de portadores de passaportes turcos.

Mamadu Cassama disse que chegaram a Bissau em dois grupos, há alguns dias, oriundos de Marrocos, país em que 20 deles obtiveram visto de entrada na Guiné-Bissau.

Os restantes não tinham visto, alegando estar em trânsito (sem poder sair do aeroporto) em Marrocos, pelo que pediram vistos de turista ao chegar a Bissau, os quais lhes foram concedidos.

Segundo Mamadu Cassama, não havia nada que os impedisse de entrar no país. Na segunda-feira «quiseram sair de novo, verificámos que os passaportes estavam legais e que já tinham feito o check-in para o voo da TAP através da Internet», referiu, remetendo outras responsabilidades para a companhia aérea.

Mamadu Cassama reconhece que a Guiné-Bissau faz o controlo de entradas e saídas com «limitação de meios», mas recusa falar de «fragilidades» no sistema. «Nós fazemos o nosso controlo devidamente como qualquer país no mundo», concluiu.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Quase 100 Líderes Mundiais são Esperados em Funeral de Mandela. " Tudo Parece Impossivel Até Que Seja Feito"

A principal personalidade do século XX
 
Cerimónia Fúnebre de Nelson Mandela-Chefes de Estado e de governo e reis e príncipes herdeiros de mais de 90 países confirmaram que participarão dos funerais de Nelson Mandela, embora mais governantes anunciaram que irão a algum dos vários atos de homenagem ao ex-presidente sul-africano.

Pelo menos 83 delegações de altos representantes de nações reconhecidas pela África do Sul estão confirmadas pelo Ministério de Relações Internacionais e Cooperação, segundo a lista apresentada segunda-feira última em seu site. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que anunciou sua presença, e que ainda não figura na lista, agora já está figurado na mesma.

A comitiva brasileira terá a presença da presidente Dilma Rousseff. Os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva também anunciaram sua participação.
 
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, confirmou sua presença. Já a China enviará seu vice-presidente, Li Yuanchao.

Já entre os representantes de países europeus figuram o presidente francês, François Hollande, e os chefes de governo britânico, David Cameron; espanhol, Mariano Rajoy, e italiano, Enrico Letta.

De Cuba irá Raúl Castro; da Venezuela, Nicolás Maduro; do México, Enrique Peña Nieto. O presidente interino da Argentina, Amado Boudou, confirmou presença, e assim como o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón.

A União Europeia, bem como a União Africana e a Liga Árabe também enviarão seus representantes. Além disso, estarão presentes membros das famílias reais europeias.

Mais de 34 de países africanos confirmaram a presença de seus chefes de Estado, entre eles os mais veteranos do continente, Teodoro Obiang Nguema, da Guiné Equatorial; e Robert Mugabe, do Zimbábue.

O papa Francisco nomeou o cardeal ganês Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Pontifício Conselho da Justiça e a Paz, seu enviado especial nos funerais de Mandela.

Também comunicaram sua presença ex-governantes como Bill Clinton e George W. Bush, dos Estados Unidos, e Andrés Pastrana, da Colômbia, assim como Tony Blair, Gordon Brown e John Major, ex-primeiros-ministros do Reino Unido.

Mandela morre aos 95 anos
Nelson Mandela morreu na noite de 5 de Dezembro. Há meses ele combatia uma infecção pulmonar. Logo após o presidente sul-africano, Jacob Zuma, anunciar oficialmente o falecimento, líderes mundiais prestaram homenagem ao principal líder da luta contra o apartheid na África do Sul. A presidente Dilma Rousseff lembrou Mandela como a principal personalidade do século XX. O americano Barack Obama disse que Mandela "conseguiu mais do que se poderia esperar de qualquer homem".

No dia seguinte, jornais de todo o mundo repercutiram a notícia da morte em suas páginas. Milhares de sul-africanos se reuniram em frente a suas residências, ou em lugares que ele morou, para homenagearem o heroi nacional. No início da tarde, o presidente Zuma confirmou que a programação do funeral de Mandela durará 10 dias. Ele será enterrado em seu vilarejo natal, Qunu, no dia 15 de Dezembro. ​​

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

"Tudo Parece Impossível até Que Seja Feito"

A Morte de Nelson Mandela-O actual presidente sul-africano dirigiu-se quinta-feira última ao país, mas falou para o mundo inteiro. "A África do Sul perdeu o maior dos seus filhos", afirmou Jacob Zuma numa curta declaração televisiva para anunciar a morte de Nelson Mandela.
 
"Compatriotas sul-africanos, Nelson Mandela uniu-nos e é juntos que nos vamos despedir dele. O nosso amado Madiba terá um funeral de estado. Ordenei que todas as bandeiras da República da África do Sul fiquem a meia haste a partir de sexta e até ao dia do funeral, para prestarmos os nossos sentimentos. Vamos conduzir-nos com a dignidade e respeito que Madiba personificava. Lembremo-nos dos seus desejos e os da sua família", disse Jacob Zuma.
 
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que falou pouco depois do anúncio da morte de Mandela, referiu que o antigo presidente sul-africano foi "um dos melhores e mais influentes seres humanos, que sempre lutou pelo seu ideal, que transformou a África do Sul e todos nós".
 
Obama acrescenta que o Mandela "foi um exemplo em que toda a humanidade se deve inspirar". O presidente dos Estados Unidos afirmou que também se sentiu inspirado por Mandela. "Não concebo a minha vida sem a influência e o exemplo de Madiba. Vou continuar a tentar seguir o seu exemplo." 
 
Já o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que se "extinguiu uma grande luz", referindo-se ao falecimento do antigo presidente Mandela, e adiantou que a bandeira na sua residência oficial será colocada a meia-haste.
 
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou Nelson Mandela como "um gigante pela justiça" que inspirou movimentos de libertação no mundo inteiro. "Muitos no mundo inteiro foram influenciados pela sua luta altruísta pela dignidade, igualdade e liberdade humana. Ele tocou as nossas vidas de uma forma muito pessoal."

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou que Nelson Mandela é "uma das maiores figuras políticas dos nossos tempos", manifestando-se de luto pela morte de um estadista que conheceu pessoalmente. Num comunicado conjunto com o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, José Manuel Durão Barroso considerou que quinta-feira passada "é um dia muito triste não só para a África do Sul, mas também para toda a comunidade internacional".
 
O presidente da Comissão Europeia conheceu Mandela "muito antes" de o líder sul-africano ter sido eleito presidente, em 1994, tendo mantido com ele uma "relação muito próxima", disse uma fonte do gabinete de Durão Barroso. "Estamos de luto pela morte de uma das maiores figuras políticas dos nossos tempos", lê-se ainda no comunicado dos dois líderes europeus, que destaca Mandela como representante da "justiça, liberdade e respeito pelos direitos humanos". O líder histórico da luta contra o apartheid "ensinou-nos a todos uma grande lição de reconciliação, transição política e transformação social", dizem ainda.

A directora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, declarou-se "profundamente entristecida" pelo falecimento de Nelson Mandela, em comunicado divulgado pela instituição. Lagarde expressou as suas condolências à família e ao povo da África do Sul, "cujas vidas e destino ele transformou através do seu serviço ao seu país". No texto, Lagarde afirmou que "Mandela foi um líder corajoso e visionário que habilitou o seu país a confrontar o seu passado e inspirou o seu povo a resolver um extraordinário conjunto de desafios".

Madiba, nome pelo qual Mandela era carinhosamente tratado pelos sul-africanos, morreu quinta-feira última depois de meses doente, primeiro no hospital e depois em casa, onde faleceu.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Reacções à Morte de Nelson Mandela

EUA-Presidente Barack Obama classificou Nelson Mandela como “um homem corajoso e profundamente bom”. Numa declaração na Casa Branca, o primeiro Presidente negro dos Estados Unidos agradeceu à família de Mandela por o ter partilhado com o resto do mundo.
 
“Neste momento, devemos fazer uma pausa para agradecer o facto de Nelson Mandela ter existido. Foi um homem que tomou a história nas mãos e apontou o arco do universo moral para a justiça.
O seu percurso desde prisioneiro até Presidente personaliza a promessa de que os seres humanos e os países podem mudar para melhor.
 
Deus abençoe a sua memória e o guarde em paz”, disse o Presidente dos EUA.
 
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, recordou Nelson Mandela como “um gigante pela justiça” que inspirou movimentos de libertação no mundo inteiro.
 
“Estou profundamente triste com a morte de Nelson Mandela. Nelson Mandela foi um gigante da justiça e uma fonte inspiração humana. Em todo o mundo muitos foram os profundamente influenciados pela sua luta altruísta em defesa da dignidade humana, da igualdade e da liberdade.Ele tocou as nossas vidas de formas profundamente pessoais”, disse o Secretário-Geral da ONU.
 
Nelson Mandela morreu quinta-feira em Joanesburgo, aos 95 anos, após um longo período de grande debilidade.

África do Sul Chora a Morte de Nelson Mandela


A África do Sul está de luto.
 
África do Sul -O presidente Jacob Zuma anunciou quinta-feira a morte de Nelson Mandela. O ídolo reverenciado da luta anti-apartheid sul-africana e uma das mais imponentes figuras políticas do século XX, faleceu aos 95 anos. O povo sul-africano chora a morte de Madiba.
 
“Estou triste mas ao mesmo tempo acho que teve uma vida cheia em que desempenhou muito bem o seu papel. Partiu e fez tudo o que pôde. Já era bastante idoso”, disse uma mulher com lágrimas nos olhos e o filho ao colo.
 
“É trágico, é triste. Mas penso que ao mesmo tempo devemos celebrar o que ele fez e o que ele nos deu. Não seria livre se não fosse ele”, afirmou um jovem.
 
Como em Joanesburgo, em muitas cidades e aldeias celebra-se também a vida e o legado de Mandela ao povo e à Nação sul-africana.
 
“Vou sentir a falta de Mandela porque ele era como um pai para mim. Tal como Martin Luther ele é um modelo, um grande lutador e um homem forte”, disse um habitante da Cidade do Cabo.
 
“É uma altura muito triste, mas também tempo de um possível renascimento e uma oportunidade incrível para celebrar os 95 anos”, afirmou outro.
 
Um plano interno de atuação aponta para um cerimonial fúnebre de 12 dias.
 
Dirigentes políticos, líderes religiosos e celebridades de todo o mundo deverão marcar presença nas cerimónias, provavelmente ultrapassando em número o funeral do papa João Paulo II.

Reacçõe Internacionais à Morte de Nelson Mandela


Reino Unido-O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que se “extinguiu uma grande luz”, referindo-se ao falecimento de Nelson Mandela, e adiantou que a bandeira na residência oficial será colocada a meia-haste.
 
Nelson Mandela não é apenas um herói do nosso tempo, é um herói para a eternidade. As famílias de britânicas estão de luto juntamente com a família dele e todos os sul-africanos”, disse Cameron.
 
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, lamentou a morte de Nelson Mandela, descrevendo-o como um “grande líder”.
 
“Ele lutou pelo fim do apartheid com grande determinação. Na construção da nação conseguiu a reconciliação do povo. Foi um grande líder”, afirmou Shinzo Abe.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Atentado Contra O ministério da Defesa em Sanaa

Iémen-Um carro-bomba explodiu perto da sede ministério da Defesa em Sanaa, no Iémen, tendo provocado um número ainda indeterminado de mortos e feridos.
 
Um forte estrondo abalou o complexo perto de Bab al-Yaman, na entrada da cidade velha, e onde se vê colunas de fumo.
 
Várias ambulâncias encontram-se no local. A explosão foi seguida por um tiroteio e haverá combates dentro do edifício.
 
Veículos do exército também foram mobilizados. A oposição entre o governo interino e
vários movimentos insurgentes separatistas no sul, Militantes da al-Qaeda e rebeldes Houthi no norte, têm sido a principal fonte da violência no país.