quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Alemanha Só Pode Ser Forte Com Uma Europa Forte, Diz Merkel

Alemanha-Consolidação orçamental e melhoria da justiça social são alguns dos pilares do novo governo de coligação de conservadores e social-democratas na Alemanha.
 
Declarações de Agela Merkel na conferência de imprensa em que apresentou o contrato de coligação com o SPD.
 
“O espírito dessa negociação sempre foi no sentido de considerar a Europa de extrema importância. Isso reflete-se nas decisões tomadas. Precisamos da Europa, a Alemanha só pode ser forte, se tivermos uma Europa forte. E o euro representa nossa união “
 
A chefe do governo alemão salientou a importância de reduzir as dívidas, de criação de emprego, de avançar com a reforma energética assim como investir na educação, investigação e infraestruturas.
 
O partido conservador da chanceler alemã e os sociais-democratas, selaram acordo na madrugada desta quarta-feira para uma “grande coligação” após negociações que terminaram de madrugada.
 
Uma vitória para Merkel que deve conseguir formar um novo governo até ao Natal.
 
Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu e negociador do Partido Social-Democrata (SPD), descreveu o acordo como um “resultado excelente” para o partido, cuja participação no governo de Merkel ainda depende, no entanto, de uma votação interna entre os 474 mil filiados do SPD.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Vladimir Putin recebido Com Protestos na Arménia


Arménia-Erevan foi palco de uma manifestação anti-Rússia segunda-feira passada em que a Arménia recebeu a visita de Vladimir Putin.

O presidente russo está a negociar uma união aduaneira com antigas repúblicas soviéticas, que os críticos denunciam como um regresso ao passado.
 
“Não há URSS”, lia-se num dos cartazes empunhados pelos manifestantes.
 
Os protestos na capital arménia, em que participaram cerca de 1000 pessoas, acabaram com perto de uma centena de manifestantes detidos pela polícia.
 
Tal como a Ucrânia, a Arménia não quis assinar o acordo de associação com a União Europeia em prol do reforço dos laços com Moscovo.
 
O Kremlin procura assegurar a sua influência na estratégica região do Cáucaso e, nesse sentido, Putin declarou que “a Rússia não se está a preparar para deixar o Cáucaso do Sul. Pelo contrário, quer “reforçar” a presença na zona.
 
Putin aproveitou também para comentar os acontecimentos na Ucrânia, considerando que se trata de “uma tentativa da oposição fazer tremer (…) as autoridades legítimas no país”. Segundo o presidente russo, o que está a acontecer “não é uma revolução, mas um protesto muito bem preparado, não para este momento, mas para a campanha presidencial em março de 2015”.
 
No quadro das negociações em curso para a união aduaneira, Erevan e Moscovo chegaram a acordo para a venda dos restantes 20% da companhia de gás estatal da Arménia, que passa a ser controlada na totalidade pela Gazprom.

Ucrânia: Golpe de Estado "Popular" Está Em Curso

Ucrânia-“Um golpe de Estado está em curso na Ucrânia”, as palavras foram proferidas pelo primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, um dia depois da violenta repressão das autoridades sobre manifestantes pró-europeus e também jornalistas.
 
As ruas continuam carregadas de contestatários à decisão do presidente e do governo de voltarem costas à União Europeia e privilegiarem uma parceria com a Rússia.
 
“Pedimos a impugnação do mandato presidencial, a demissão do governo e procedimentos criminais para aqueles que ousaram levantar a mão contra as nossas crianças inocentes”, afirmou Oleh Tyahnybok, um dos líderes da oposição, perante uma multidão de manifestantes.
 
Outro, antigo campeão de boxe em pesos pesados, Vitaly Klitschko, dá a receita. “Sozinho não posso fazer nada, nós, aqui sozinhos, também não. Mas quando somos 10, 20, 30, 100, 100.000, 1.000.000, então eles não podem fazer nada”, declarou.
 
A multidão não desarma, mantém-se estoicamente na Praça da Independência, em Kiev, que foi o centro da revolução laranja em 2005.
 
Os contestatários ocupam pelo menos dois edifícios públicos, um deles é a câmara da capital ucraniana.

Golpe de Estado "Popular" em Curso na Tailândia


Tailândia-Na Tailândia, a contestação à família Shinawatra, no poder, provocou as primeiras vítimas mortais este fim de semana. A oposição afirma estar em curso um golpe de Estado “popular”, tomou de assalto a televisão estatal, apelou a uma greve geral e deu um ultimato de 48 horas ao governo para “devolver o poder ao povo”.
 
Suthep Thaugsuban, o ex-vice primeiro-ministro que lidera a revolta, reuniu-se este domingo com a chefe do executivo, Yingluck Shinawatra. A reunião não produziu resultados. No final do encontro, o líder da oposição disse que “não haverá negociação” e que tudo tem de estar “terminado dentro de dois dias”, sem especificar o que irá fazer se o ultimato não for aceite.
 
O regresso da violência acentua a histórica fratura da sociedade tailandesa entre a maioria rural do norte do país – que apoia os Shinawatra – e a elite urbana próxima da monarquia e dos militares.
 
O governo apelou às pessoas para ficarem em casa mas os confrontos prosseguiam nas ruas de Banguecoque pela noite dentro.

Egipto: Aprovado o projecto da Constuição

Egipto-A Assembleia Constituinte do Egipto aprovou finalmente o projeto de constituição, um documento controverso que vai ainda ser submetido a referendo.
 
As 50 personalidades nomeadas pelo governo, dirigido de facto pelas forças armadas, aprovaram uma constituição que concede importantes poderes ao exército.
 
Entre os pontos mais controversos está a capacidade dos militares poderem julgar civis, de nomearem o ministro da Defesa e de gerir o próprio orçamento sem qualquer controlo civil.
 
Este mesmo domingo os militares dispersaram da emblemática praça Tahrir mais de duas mil pessoas, muitas, apoiantes do presidente deposto, o islâmico Mohammed Morsi. Pretendem denunciar o que chamam de golpe de Estado dos militares.
 
O projeto de constituição deverá ser referendado em finais de dezembro ou em janeiro. A Lei fundamental estipula a realização de eleições dentro de seis meses.

Croácia Proíbe O Casamento Homossexual

Croácia -Por uma larga maioria, os croatas proibiram o casamento homossexual ao inscreverem em referendo a definição de que o casamento é a união de um homem com uma mulher.
 
A proposta, lançada por uma organização católica, recolheu 66% dos votos numa consulta popular que apenas mobilizou 37% dos eleitores.
 
O primeiro-ministro, Zoran Milanovic, qualificou o referendo de triste e sem sentido, e prometeu que ia legislar para dar mais direitos à comunidade homossexual.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

100 Mil Habitantes da Guiné-Bissau Portadores de SIDA


Guiné-Bissau-Estima-se que cerca de 100 mil habitantes da Guiné-Bissau seriam portadores do vírus da SIDA em 2012, de acordo com o último relatório do Secretariado Nacional de Luta contra a doença.

De acordo com o relatório a que a agência Lusa teve acesso, a prevalência do HIV (Vírus de Imunodeficiência Humana) é mais acentuada entre os jovens com idades entre os 15 e os 24 anos.
O Secretariado Nacional de Luta contra a SIDA (SNLS) frisa que a atitude dos guineenses perante à doença tem sido condicionada por valores e práticas culturais ancestrais.

São apontados como exemplos, a mutilação genital, o casamento precoce e com maridos relativamente mais velhos, a poligamia e o aleitamento de crianças órfãs por outras mulheres, as chamadas "mães sociais".

A negação da existência da doença, o medo, as crenças da população, que prefere considerar a SIDA como sendo "castigo de Deus", são também outras das razões apontadas pelo inquérito para ilustrar as dificuldades em controlar aepidemia na Guiné-Bissau.

A iniciação precoce à sexualidade, a promiscuidade sexual, sobretudo de raparigas com parceiros muito mais velhos, e o aumento da prostituição, são também apontados no estudo como fatores de risco.