quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Europa: " Será Principal Destino de Brasileiros, Diz Investigação de Jurista Cirilo João Vieira"

Investigação-Em minha última investigação mundial de acomodações e viajantes, o TripAdvisor identificou que nos próximos dois anos a Europa será o principal destino dos brasileiros (78%), seguido da América do Norte (15%). Por outro lado, os Estados Unidos é o país que mais receberá turistas do Brasil (19%).

Já entre os estrangeiros que pretendem visitar o Brasil, os europeus representam a maioria (35%), seguidos dos asiáticos (25%). Pensando por país, os argentinos (10%) e os indianos (8%) serão os turistas mais populares no país até 2015.

O estudo revela as principais tendências da indústria de viagens e hospitalidade, de acordo com mais de 19 mil passageiros e mais de 10 mil hoteleiros em todo o mundo. No Brasil, 890 consumidores e 211 hoteleiros participaram nesta pesquisa.

Confira abaixo a tabela
Destinos preferidos dos brasileiros para os próximos dois anos

Continente:
Europa 78%
América do Norte 15%
Ásia 24%
América Latina 16%
Oceania 12%

País:
Estados Unidos 19%
França 16%
Itália 15%
Alemanha 12%
Argentina 10%
Espanha 10%
Canadá 9%
Reino Unido 9%
Austrália 7%
Malásia 6%
México 6%
Egito 6%
Grécia 6%
Japão 6%
Rússia 5%
Turquia 5%
Tailândia 5%
Nova Zelândia 5%
Índia 4%
Indonésia 4%
África do Sul 4%


Estrangeiros interessados em visitar o Brasil nos próximos dois anos

Continente:

Europa 35%
Ásia 25%

América Latina 16%
África 10%
Oceania 5%
América do Norte 2%

País:
Argentina 10%
Índia 8%
Malásia 6%
México 6%
Egito 6%
Grécia 6%
Indonésia 5%
Rússia 5%
França 5%
Turquia 5%
Tailândia 4%
Espanha 4%
Alemanha 4%
Itália 4%
África do Sul 4%
Austrália 3%
Estados Unidos 3%
Canadá 2%
Japão 2%
Nova Zelândia 2%
Reino Unido 2%

Quénia: " Dezenas permaneceram Desaparecidas após Ataque em Nairóbi"

Quénia-Mais de 70 pessoas permanecem desaparecidas sob os escombros do centro comercial Westgate em Nairóbi.
 
Dois dias depois do exército ter neutralizado um comando islamita dentro do edifício, várias perguntas permanecem sem resposta, sobre a origem das explosões , o número de reféns e mesmo a quantidade de atacantes.
 
Dezenas de pessoas continuam à espera dos corpos dos familiares, na morgue de Nairobi.
 
O responsável da instalação, Jacob Nyongesa, explica: "já entregámos 33 corpos e estamos a analisar mais quatro que serão entregues às famílias após a autópsia. Este processo poderia ser mais rápido se todos os médicos legistas não tivessem sido chamados para participar na remoção dos cadáveres no centro comercial de Westgate".
 
Oficialmente 61 civis, 6 militares e cinco atacantes morreram no centro comercial e 10 guerrilheiros foram detidos.
 
O número de desaparecidos poderia aproximar-se das centenas quando o governo rejeita dar mais informações sobre o destino das pessoas que teriam sido sequestradas pelo comando islamita.
 
As autoridades não se pronunciaram igualmente sobre a origem da explosão que destruiu três pisos do centro comercial, tendo veículado versões contraditórias sobre o incêndio registado no interior do edifício durante os quatro dias do ataque.
 
O líder do movimento Shebab, que reivindicara o ataque, ameaçou ontem o Quénia com um “banho de sangue”, se o país não retirar as suas tropas da Somália.

Vinte e Nove mortos em Protesto no Sudão

Sudão-"Sete manifestantes foram mortos, quarta-feira passada, quando as forças de segurança tentavam dispersar os populares na capital do Sudão, Cartum, e em Oumdurmanno.
 
Foi o terceiro dia de protesto contra o governo, mais uma jornada que paralisou a capital e acabou por transformar-se num motim.
 
Desde segunda-feira, morreram vinte e nove pessoas nestas manifestações que acontecem na sequência da decisão do governo acabar com as subvenções sobre os preços dos combustíveis.
 
Na sequência dos protestos, as autoridades sudanesas anunciaram o encerramento das escolas em Cartum até 30 de Setembro.
 
Também as ligações à internet, na capital, estão cortadas, não se sabe se devido a uma falha ou a uma ação deliberada das autoridades, já que os protestos contra o governo têm sido anunciados nas redes sociais.
 
Este é um dos acontecimentos mais marcantes no país desde a chegada ao poder do general Omar al-Bashir, em 1989".

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

John Kerry e EUA Dão Parabéns à Guiné-Bissau pelos 40 anos de Independência

EUA-O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, endereçou uma mensagem de parabéns aos cidadãos da Guiné-Bissau, por ocasião da celebração do 40.º aniversário da independência do país, em 24 de Setembro.
 
Kerry, que se expressava em nome do Presidente Barack Obama e do povo dos Estados Unidos, disse que a Guiné-Bissau “tem a oportunidade de dar um importante passo em frente, ao realizar eleições credíveis e em tempo, no final deste ano.
 
O povo da Guiné-Bissau, acrescentou o chefe da diplomacia dos EUA, merece um Governo democrático e à altura das suas maiores aspirações e dos seus maiores ideais.
 
Mas, avisou Kerry, as eleições são apenas o início de um longo caminho, apelando ao Governo transitório para que abrace e aplique uma agenda robusta de reconciliação nacional, governança, transparência orçamental e reformas económicas.
 
Os líderes e candidatos políticos têm de ter a confiança pública dos cidadãos da Guiné-Bissau, considerou Kerry.
 
Os EUA estão prontos para vos apoiar neste processo e pretendemos uma relação de longo prazo, garantiu o secretário de Estado, que termina a missiva a desejar “paz e prosperidade” para todo o povo da Guiné-Bissau, “neste dia especial dia”.

Empresários Têm medo pela imagem da Quénia

 Quénia-O atentado terrorista contra o mais luxuoso centro comercial de Nairobi é o mais recente golpe para a maior economia da África Oriental.
 
Nairobi é a cidade preferida de muitas multinacionais e organizações sem fins lucrativos que fazem negócios em todo o continente africano, e o centro comercial Westgate era um ponto de encontro dos estrangeiros na cidade.
 
É também um local para turistas a caminho das praias e parques de safari, que trazem poder de compra e moeda estrangeira cruciais para o país.
 
Na conversa que tenho com um empresário queniano, que preferiu manter o anonimato, sobre as consequências deste atentado para as empresas e para o setor do turismo no país:
 
"Eles deveriam apoiar-nos. Ao governo e às pessoas em particular que vêm conhecer o Quénia. Devem fazer o seu melhor para proteger os estrangeiros. A comunidade internacional deve apoiar o governo e o povo queniano. As pessoas devem tentar proteger a indústria e o turismo ao votarem. Estamos a abrir as portas aos terroristas porque é isso que eles querem. Os quenianos são um povo muito resistente e já passamos por isso no passado várias vezes. Sabemos como nos ajudar uns aos outros. Eu realmente espero que as pessoas em todo o mundo saibam que temos que nos apoiar uns aos outros a uma escala global, para que nos compreendam quando nos visitam".

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Alemanha: " Angela Merkel Mais Forte e Mais Dependente"


Alemanha-A chanceler Angela Merkel conseguiu uma vitória histórica. O partido da União Cristã Democrata e os seus aliados bávaros obtiveram o melhor resultado desde a reunificação da Alemanha, em 1990. É um triunfo pessoal de Merkel. 
 
Esta vitória não foi coroada por uma maioria absoluta. A derrota dos liberais, parceiros históricos da CDU, deixa a chanceler numa situação paradoxal. Merkel está mais forte do que nunca, mas também mais dependente:
 
"Para a chanceler, foi um grande triunfo pessoal, mas as próximas semanas podem ser difíceis, pois o possível parceiro de coligação, o SPD, tem más recordações da última grande coligação, de modo que vai negociar com mão de ferro".
 
No domingo à noite, o candidato do SPD, Peer Steinbrück, reconheceu que os resultados eram insuficientes, mas não esperou muito para salientar a fragilidade de Merkel: "A bola está no campo de Merkel é a chanceler que deve procurar uma maioria".
 
Steinbruck também estabeleceu regras mínimas para negociar com Merkel. Nada de joguinhos nem negociações estratégicas: "o SPD sabe o que quer para as pessoas, sabe o que quer para a política europeia e para a política externa do país. O que queremos para a Alemanha são políticas que sejam socialmente justas e economicamente razoáveis. Estes são os nossos valores, a base de tudo".
 
Antigo ministro das Finanças da Grande Coligação, entre 2005 e 2009, Steinbruck está, desta vez, mais inclinado para a esquerda, nomeadamente quando defende a necessidade de impôr um salário mínimo na Alemanha, o que, até agora, nunca foi criado.
 
Mas o SPD também pode exigir a pasta das Finanças, o que equivale a Merkel ter de prescindir de Wolfgang Schäuble, o respeitado ministro das Finanças do governo cessante.
 
O triunfo pessoal da chanceler é o que ressalta agora, mas o resultado da eleição é o espelho da campanha eleitoral da CDU, totalmente focalizada na sua pessoa e, claramente, não em questões políticas…
 
Evitar as temáticas é uma velha estratégia de campanha, mas o que importa são outras coisas. Os fatores importantes são os clássicos: "a boa situação da economia e a dificuldade de fazer campanha a partir dos pontos de vista da oposição. Isto foi o factor principal, comparado com outros casos na Europa, por exemplo, os níveis de desemprego na Alemanha.
 
As pessoas não sentem a crise, as pessoas sentem-se bem e não têm vontade de mudar. Este é o primeiro ponto. O segundo é que a chanceler é vista -mesmo pelas pessoas que não gostam dela – como alguém que não se tem saído mal e que merece confiança. Este sentimento que ela criou faz as pessoas sentirem-se bem e ela incarna esse sentimento.
 
A chanceler abriu o flanco e criou vulnerabilidades sobre a política europeia. Por um lado, porque quando se pensa de uma forma clássica na economia liberal, a maior parte do que foi acordado para ultrapassar a crise e aquilo que foi maioritariamente aprovado na Alemanha é o inferno. Isso é o que os economistas liberais clássicos não gostam e não aprovam. Este é um dos seus pontos fracos, o outro é que, ela própria, durante a batalha contra a crise, foi afirmando que queria uma maior integração económica e agora diz que não quer nem a união política que, supostamente deveria seguir. Agora ela criou uma nova clivagem entre o que é economicamente necessário, mas politicamente não praticável. Isto é um ponto de fragilidade para a Europa e, a longo prazo, também para o partido de Merkel.

 Angela Merkel ganhou a eleição praticamente sozinha, mas não pode governar só. Precisa de uma coligação e o mais provável é uma grande coligação CDU/SPD. Mas em que condições vão os dois partidos iniciar as negociações?

 É psicologicamente muito interessante que isto aconteça neste momento. A CDU está numa posição de força, mas na verdade está a suplicar apoio porque precisa de mais alguém para constituir uma maioria. O SPD vai tentar negociar o melhor possível. O SPD tem um óptimo instrumento no Bundesrat, que está solidamente nas mãos dos sociais democratas e através do qual pode complicar a vida da chanceler. Mas provavelmente o SPD não vai ter capacidade de resistência e aceita a grande coligação”.

 Muitos europeus, especialmente no sul da Europa esperam que nesta coligação o SPD consiga levar a Alemanha a posições mais flexíveis com respeito à crise que, peça menos programas de austeridade.

 Poderão alcançar qualquer coisa mas, em princípio, a posição alemã não vai mudar. Não nos podemos esquecer que a chanceler não está sozinha nas suas posições. Salvo algumas exceções esta posição é comum em toda a Alemanha. O SPD não tem alternativas revolucionárias na bagagem e a chanceler não está sozinha nas suas posições sobre a Europa. Ela tem aliados poderosos na União, como os holandeses e os austríacos, a maioria dos escandinavos e também os polacos. Isto nunca foi apenas o espetáculo Merkel: "a questão da austeridade e etc., sempre teve consenso no norte da Europa. O princípio de nós damo-nos vos garantias, mas em troca vocês têm que fazer reformas. Isto não vai mudar".

Moçambique é um dos Países de Topo Exportadores de Cereais na África

Moçambique está no Top 5 dos países exportadores de cereais na África

Exportação de cereais em África-Moçambique exporta em média anual cerca de 62 mil toneladas de cereais para o mercado externo, o que coloca o país no grupo de cinco maiores exportadores deste produto em África.

Zâmbia, Uganda, Tanzânia e Quénia são os restantes países africanos deste grupo, segundo o estudo divulgado na capital moçambicana Maputo.
 
De modo geral, estima-se que África exporta anualmente perto de 3,6 milhões de toneladas por 14 países africanos tidos como maiores produtores de cereais do continente.
 
Segundo uma outra notícia de Moçambique, o governo deste país encomendou a uma empresa na França a construção de 30 navios com um custo de 300 milhões de euros. A encomenda engloba 24 traineiras, três barcos-patrulha de 32 metros e outros três de 42 metros.
 
O Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas de Angola assinou dois protocolos com o Governo Regional dos Açores visando o apoio à formação dos quadros para a produção de bovinos de leite no Planalto do Uíge, em Angola.
 
Os protocolos estão a reactivar um sector de economia que era sempre importante na província de Uíge bem conhecida essencialmente pela produção agrícola.
 
António Assis, presidente do Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas de Angola, disse que os protocolos dão corpo "a uma relação de irmandade que já vem de há muito tempo", destacando "a grande experiência que os açorianos têm em matéria de produção de leite".
 
No mês de Outubro o parlamento cabo-verdiano deverá pronunciar-se sobre a proposta da nova lei de nacionalidade. A nova lei prevê que, conforme a proposta, os estrangeiros nascidos em Cabo-Verde poderão adquirir a nacionalidade e os descendentes de cabo-verdianos nascidos na diáspora poderão ser registados nos consulados para adquirirem a nacionalidade cabo-verdiana.
 
De acordo com Jorge Tolentino, porta-voz do Conselho de ministros e ministro da Defesa Nacional, o executivo cabo-verdiano na sua política da nacionalidade leva em consideração o facto de Cabo-Verde ser uma nação de emigrantes.
 
Uma outra situação acautelada por esta lei tem que ver com a possibilidade de aquisição de nacionalidade por opção, aquele que sendo filho de estrangeiros, todavia tenha nascido em Cabo-Verde e os seus pais residam legalmente em Cabo Verde, há pelo menos 5 anos.
 
E aqui é importante referir que a nova lei passa a funcionar com o conceito de residência legal em vez do conceito até agora utilizado de residência habitual.
 
As eleições na Guiné-Bissau marcadas para o mês de Novembro próximo continuam a dominar a actualidade politica neste país na África Ocidental. Para convencer a comunidade internacional dar apoio ao processo eleitoral, inclusive o apoio financeiro, o primeiro-ministro de Transição Rui de Barros começou um périplo por vários países africanos.
 
O chefe do executivo guineense fez-se acompanhar por José Ramos-Horta, representante do Secretário-Geral da ONU na Guiné-Bissau. Ao falar da perspetiva das eleições na Guiné-Bissau, o antigo presidente de Timor Leste e Prémio Nobel da Paz, Ramos-Horta declarou:
 
"Condições políticas existem, condições em termos de recenseamento são muito atrasadas, porque na Guiné-Bissau para tomar decisões leva sempre muito tempo. Em outros países algumas decisões levam 24 horas, na Guiné-Bissau as vezes leva 24 meses para tomar uma decisão por razões de política. Muitos partidos, muitas opiniões"… "Temos aqui um Governo de Transição que não tem muito poder, tem que ouvir, tem que consultar" … "Devido a essas demoras e o facto de o orçamento das eleições ser muito elevado é difícil convencer os países ricos, como os da União Europeia, para financiarem as eleições. Mas estamos a fazer o esforço"!
 
Palavras do José Ramos-Horta, antigo presidente de Timor Leste e atualmente representante do Secretário-Geral da ONU na Guiné-Bissau.