quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Economista Paulo Gomes Apresenta Candidatura à Presidência da Guiné-Bissau na Quinta-feira

Guiné-Bissau-O economista guineense Paulo Gomes vai apresentar na quinta-feira a sua candidatura à presidência da Guiné-Bissau, uma candidatura que pretende "suprapartidária" e motivada pela vontade de "pagar uma dívida" para com o país.

"É uma candidatura suprapartidária", disse Paulo Gomes por telefone a partir de Bissau, adiantando que a candidatura será apresentada na quinta-feira num campo de basquetebol abandonado, que o candidato mandou recuperar para depois ser utilizado pelos jovens. 
 
Paulo Gomes disse que, da consulta que fez durante três meses em todas as regiões da Guiné-Bissau e também junto dos guineenses no estrangeiro, percebeu que havia lugar para uma pessoa com a sua "experiência e perfil".
 
"De uma forma unânime as pessoas confirmaram que havia lugar para uma pessoa da minha experiência, do meu perfil, para liderar o país. A maior parte das pessoas que consultei queriam ter-me mais numa posição suprapartidária e isso confirma-se", disse.  Sobre as motivações da sua entrada na corrida presidencial de 24 de Novembro, o economista não se quis alongar antes da apresentação oficial da candidatura, mas adiantou que tem "uma dívida a pagar" à Guiné-Bissau.
 
"Tenho uma dívida a pagar em relação a este país que me deu tudo, é a minha vontade de pagar a minha dívida", disse.
 
A Guiné-Bissau está a ser gerida por um Governo de transição, na sequência do golpe militar de 12 de Abril de 2012 e tem eleições gerais marcadas para 24 de Novembro. A possibilidade de as eleições não se realizarem na data marcada devido a dificuldades de preparação do processo eleitoral tem sido avançada diversas vezes.

Paulo Gomes afirmou que continuará a trabalhar com "o objetivo de Novembro" e mostrou-se esperançado de que tudo seja feito para que as eleições possam ser realizadas este ano.
 
"Entendo os problemas de ordem logística, mas penso que haverá uma boa vontade deste governo para fazer as eleições", disse.
 
O economista, que foi quadro superior do Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento, regressou recentemente à Guiné-Bissau após 15 anos a residir no estrangeiro.
 
Formado em economia pelo Instituto de Relações Internacionais (ILERI) de Paris e com um mestrado pela universidade norte-americana de Harvard, Paulo Gomes fundou recentemente a Consultora Internacional Constelore e o instituto Benten, um "think-tank" sobre o desenvolvimento na Guiné-Bissau.
 
Entre 1995 e 1998, foi conselheiro do Ministério das Finanças, Planeamento e Comércio da Guiné-Bissau. Foi um dos fundadores do Partido da Convergência Democrática (PCD) e por três vezes convidado a liderar governos na Guiné-Bissau, o que nunca aceitou.
 
Além de Paulo Gomes, são também candidatos às presidenciais de 24 de Novembro o primeiro-ministro deposto Carlos Gomes Júnior, o antigo ministro da Educação da Guiné-Bissau Tcherno Djaló e o antigo diretor-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Hélder Vaz.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Presidente de Transição da Guiné-Bissau a Partir de Agora no Palácio da República

 
Parcialmente destruído na guerra de 1998-99, o edifício foi recuperado pela China no âmbito da cooperação entre os dois países e foi entregue em Julho, após 18 meses de obras de reabilitação e ampliação que custaram 6,5 milhões de euros.
 
De acordo com a mesma fonte, o Presidente esperava apenas por equipamento e mobiliário para realizar a mudança, que se concretizou no domingo.
 
Serifo Nhamadjo residia até agora na Casa de Pedra, junto às instalações da Presidência da República, na Avenida da Unidade AfricanaOs conselheiros de Serifo Nhamadjo vão, no entanto, continuar a trabalhar nas instalações da presidência e a mudança fica para mais tarde.
 
O Palácio da República, o mais emblemático edifício público da Guiné-Bissau, deixou de ser utilizado a 07 de Maio de 1999, quando a então Junta Militar do general Ansumane Mané bombardeou o edifício por acreditar que o presidente Nino Vieira estaria escondido no imóvel.
 
Na realidade, quando a Junta invadiu Bissau, já Nino se tinha posto em fuga: escondeu-se primeiro na casa do bispo de Bissau e mais tarde na Embaixada de Portugal de onde sairia dias depois para um exílio de sete anos em Portugal.
 
O palácio tinha sido construído por Portugal ainda no tempo colonial e o último embaixador português no país cedeu ao Governo guineense a maquete e a memória descritiva do edifício, que se destaca pela imponência, no centro de Bissau.
 
Entretanto, com as mudanças agora realizadas, o primeiro-ministro de transição, Rui Duarte Barros, vai também ocupar novas instalações, referiu fonte da presidência.  Está previsto que passe a morar na Casa de Pedra e a trabalhar no espaço que era utilizado por Nhamadjo.

Síria: " Washington analisa Proposta Russa"

Washington-"Potencialmente positiva, foi assim que Barack Obama classificou a proposta russa de colocar as armas químicas da Síria sob controlo internacional.
 
Numa das várias entrevistas que concedeu esta segunda-feira aos media dos Estados Unidos, Obama afirmou: “Se, de facto, houver uma maneira de resolver isto diplomaticamente, esta é, sem dúvida, a minha preferência e instruí John Kerry a falar directamente com os russos e a ir para o terreno e, se pudermos explorar os esforços diplomáticos e encontrar uma fórmula que dê à comunidade internacional um mecanismo de verificação e de execução para lidar com a questão das armas químicas na Síria, sou totalmente favorável a isso”.
 
A Rússia lançou um apelo ao governo sírio, após as declarações do chefe da diplomacia americana em Londres. John Kerry tinha afirmado que Bashar al Assad podia evitar o ataque militar se entregasse o arsenal químico.
 
Washington mantém o cepticismo quanto às boas intenções declaradas pelo ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, mas o senado norte-americano decidiu adiar o voto sobre a operação militar, previsto para esta quarta-feira, de forma a que a proposta russa seja avaliada".

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Consumo de Droga já Devia Preocupar as Autoridades da Guiné-Bissau

 
Aquele responsável falava na sequência de um apelo da Comissão de Combate às Drogas na África Ocidental que pediu "determinação e vontade política" das autoridades de Bissau contra o tráfico e consumo de estupefacientes.
 
O apelo foi feito a 20 de Agosto, em Bissau, após três dias de visita ao país por uma comitiva liderada pelo antigo presidente da Nigéria Olusegun Obasanjo, que dirige a comissão - designada de West Africa Commission on Drugs (WACD) e criada em janeiro por Kofi Annan, antigo secretário-geral da Nações Unidas.
 
Do ponto de vista humanitário, Luís Vaz Martins lamenta que não existam estruturas, nem centros preparados para acolher toxicodependentes na Guiné-Bissau. Não há espaços, "não existem números, nem existem dados" sobre o problema, acrescentou.
 
O cenário agrava-se com o facto de a cultura local fazer com que muitas famílias encubram os problemas de toxicodependência dos seus membros, "para evitar que sejam a vergonha da comunidade".
Para Luís Vaz Martins, o ponto de partida "deve ser um reconhecimento do Estado em como a droga é um flagelo que afeta a sociedade".
 
"Sobretudo os detentores de cargos públicos não reconhecem os factos e às vezes limitam-se a procurar pretextos na falta de meios para o combate ao narcotráfico", queixa-se aquele responsável. Para Luís Vaz Martins, os poucos recursos de fiscalização "são um problema, mas deve haver uma vontade expressa em fazer face ao narcotráfico" que se traduza em ações.
 
"A Guiné-Bissau é um país frágil, a droga movimenta mundos e fundos e isso tem de certa forma contribuído de forma negativa para a afirmação da democracia", refere o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, para quem o problema não pode ser resolvido por um único país.
 
Em vez de um "problema isolado", trata-se de um "problema global", que "tem que ser discutido do ponto de vista internacional: não se trata de responsabilizar os países produtores, de trânsito ou de consumo", concluiu.
 
Com base nas apreensões de cocaína na Europa, um relatório do Gabinete das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), publicado em Fevereiro, refere que o fluxo em trânsito na região da África Ocidental "parece ter diminuído para cerca de 18 toneladas, tendo atingido um pico em 2007 de cerca de 47 toneladas".
 
"Apesar disto serem boas notícias, não é necessária uma grande quantidade de cocaína para causar problemas numa região com problemas de pobreza e governação", destaca o documento sobre "Criminalidade Organizada Transnacional na África Ocidental".
 
A UNODC refere que "o orçamento militar total em muitos países da África Ocidental", em que se inclui a Guiné-Bissau, "é menor do que o preço por grosso de uma tonelada de cocaína na Europa".

Eleições na Alemanha:" Merkel Tenta Conquistar o Eleitorado da Direito"

Alemanha-"Apesar das sondagens atribuirem a vitória à coligação CDU-CSU que governa a Alemanha, na eleição de 22 de Setembro, a chanceler Angela Merkel sabe melhor do que ninguém que nada está decidido.
 
Na opinião pública alemã, o bloco conservador e o bloco alargado de esquerda estão quase empatados. Por isso, Merkel previu mais de 50 comícios nesta campanha eleitoral e em todos o discurso é de galvanização do eleitorado:
 
“Cada voto conta. E se queremos ter a certeza que não haverá experiências políticas entre vermelhos, vermelhos e verdes, é preciso votar na CDU e, na Baviera, na CSU”, afirma.
 
As sondagens mostram que uma coligação alargada entre os sociais democratas do SPD, Os Verdes e o partido de esquerda, Die Linke, poderia deitar a perder as esperanças da chanceler. Os verdes não parecem dispostos a governar com a extrema esquerda, mas tudo é ainda possível.
 
Depois do duelo televisivo da semana passada, o lider social democrata, Peer Steinbrück, registou uma ligeira progressão nas sondagens.
 
Se o SPD conseguir mobilizar os eleitores que ficaram em casa nas últimas eleições, Merkel poderá ver-se obrigada a dirigir de novo uma grande coligação direita-esquerda, como fez no seu primeiro mandato, de 2005 a 2009".

Síria: " Obama Queima Último Cartuchos para Convencer os Americanos"

Washington-"A Casa Branca não tem poupado esforços para convencer os congressistas americanos a apoiarem a intervenção militar na Síria e John Kerry, o chefe da diplomacia americana, não tem poupado etapas para convencer no exterior.
 
Depois de Paris, onde encontrou os líderes da Liga Árabe, Kerry está esta segunda-feira em Londres, para se reunir com William Hage, no mesmo dia em que em Washington começa um longo debate no congresso.
 
Apesar dos esforços, Obama tem dificuldade em garantir o apoio, sobretudo no campo republicano que domina a câmara dos representantes, como ilustram as declarações da congressista, Loretta Sanchez:
 
“No momento em que um dos nosso mísseis aterrar estamos na guerra da Síria. É uma guerra civil e nós estamos ao lado dos rebeldes, muitos deles asssociados à al-Qaeda e outros grupos que nos ameaçam. Para o presidente é uma coisa rápida e saímos, mas é assim que as longas guerras começam”.
 
As Contas feitas pela imprensa americana dão uma ligeira vantagem aos que rejeitam a intervenção, mas há ainda muitos congressistas indecisos e o debate de três dias deverá contribuir para definir as posições.
 
Consciente das dificuldades em convencer quer os congressistas, quer a opinião pública, Obama grava esta segunda-feira uma entrevista que será difundida em todas as grandes cadeias de televisão americanas e, na terça-feira à noite, faz uma comunicação ao país a partir da Casa Branca".

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Mulheres da Guiné-Bissau Promovem Formação Sobre Liderança Feminina e Prevenção Conflitos