segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Síria: " Obama Queima Último Cartuchos para Convencer os Americanos"

Washington-"A Casa Branca não tem poupado esforços para convencer os congressistas americanos a apoiarem a intervenção militar na Síria e John Kerry, o chefe da diplomacia americana, não tem poupado etapas para convencer no exterior.
 
Depois de Paris, onde encontrou os líderes da Liga Árabe, Kerry está esta segunda-feira em Londres, para se reunir com William Hage, no mesmo dia em que em Washington começa um longo debate no congresso.
 
Apesar dos esforços, Obama tem dificuldade em garantir o apoio, sobretudo no campo republicano que domina a câmara dos representantes, como ilustram as declarações da congressista, Loretta Sanchez:
 
“No momento em que um dos nosso mísseis aterrar estamos na guerra da Síria. É uma guerra civil e nós estamos ao lado dos rebeldes, muitos deles asssociados à al-Qaeda e outros grupos que nos ameaçam. Para o presidente é uma coisa rápida e saímos, mas é assim que as longas guerras começam”.
 
As Contas feitas pela imprensa americana dão uma ligeira vantagem aos que rejeitam a intervenção, mas há ainda muitos congressistas indecisos e o debate de três dias deverá contribuir para definir as posições.
 
Consciente das dificuldades em convencer quer os congressistas, quer a opinião pública, Obama grava esta segunda-feira uma entrevista que será difundida em todas as grandes cadeias de televisão americanas e, na terça-feira à noite, faz uma comunicação ao país a partir da Casa Branca".

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Mulheres da Guiné-Bissau Promovem Formação Sobre Liderança Feminina e Prevenção Conflitos

Bilionário Nigeriano Planeja Refinaria de US$ 9 Bilhões

Lagos - O empresário nigeriano Aliko Dangote, apontado pela Forbes como o homem mais rico da África, anunciou quarta-feira passada, 4 planos de construir uma refinaria de petróleo e usinas petroquímicas e de fertilizantes ao custo total de US$ 9 bilhões.
 
De acordo com comunicado da Dangote Industries, a empresa obteve um empréstimo de US$ 3,3 bilhões de um consórcio de bancos locais e estrangeiros. "As instalações, que terão custo total de US$ 9 bilhões, gerarão 9.500 empregos directos e 25 mil indirectos, além de reduzir os volumes de importação de combustíveis em cerca de 50%" e eliminar a importação de fertilizantes, diz o comunicado.
 
A refinaria deve atingir capacidade de processamento de 400 mil barris de óleo cru por dia.
 
A construção das instalações, no sudoeste do país, deve ser concluída em três ou quatro anos, segundo um porta-voz da Dangote Industries. Fonte: Dow Jones Newswires.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ataque Militar Contra a Síria Recebe Luz Verde do Senado dos EUA

EUA-"O Comité das Relações Exteriores do Senado norte-americano aprovou uma resolução que autoriza um ataque militar contra a Síria.
 
Com 10 votos a favor – incluindo os de 3 republicanos, entre os quais, McCain – e 7 contra, o texto, que prevê que o ataque não deverá contudo ultrapassar os 60 dias, representa uma resposta ao alegado uso de armas químicas por parte do governo de Bashar Al-Assad.
 
“O mundo está a ver e não se está a perguntar se o regime de Assad fez isto – sobre isso, já não há dúvidas -, o mundo está a perguntar-se se os Estados Unidos da América vão ficar a ver em silencioso este tipo de brutalidade acontecer sem consequências”, afirmou o secretário de Estado, John Kerry.
 
A luz verde, dada pelo comité do Senado, representa uma importante vitória política para Barack Obama mas o texto necessita ainda de ser aprovado em plenário nas duas câmaras do Congresso americano".

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

EUA: " Senadores Podem Votar Hoje Resolução sobre Ataque ao regime Sírio"

EUA-"O Senado norte-americano pode votar já hoje uma proposta de resolução sobre uma ação militar na Síria.
 
Os secretários de Estado e da Defesa, John Kerry e Chuck Hagel, defenderam e explicaram ontem, durante várias horas, a intervenção aos senadores.
 
O chefe da diplomacia norte-americana garantiu mais uma vez que se trata de uma ação limitada e à distância. Kerry frisou que “todos concordam que não haverá soldados norte-americanos no terreno.
 
O presidente deixou claro que não pretende assumir a responsabilidade da guerra civil na Síria, mas está a pedir autorização para dissuadir e degradar a capacidade de Bashar al-Assad para usar armas químicas”.
 
Se houver consenso sobre o texto, a resolução que apoia os objetivos da administração Obama será votada pelos senadores ainda esta quarta-feira.
 
Nas Nações Unidas, Ban Ki-Moon questionou a legalidade de um ataque norte-americano. O secretário-geral da ONU afirmou que “o uso de força só é legal se for em caso de auto-defesa, de acordo com o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, ou quando o Conselho de Segurança aprova uma ação desse tipo”.
 
Barack Obama obteve um forte progresso nos esforços para convencer o Congresso dos Estados Unidos, conquistando ontem o apoio do presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, bem como do chefe da maioria republicana, Eric Cantor. Os congressistas debatem a intervenção a partir da próxima segunda-feira".

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Egipto: " Justiça Ameaça a Dissolução da Irmandade Muçulmana"

Egipto-"A Justiça egípcia aperta o cerco à Irmandade Muçulmana. Um tribunal vai pronunciar-se em Novembro sobre a eventual dissolução da confraria, actualmente com estatuto de organização não-governamental.
 
Fundada em 1928 e oficialmente proibida em 1954, a Irmandade reconstituiu-se depois da queda de Mubarak em 2011 como ONG para responder às críticas de não ter um estatuto legal.
 
Um residente do Cairo diz que “não é possível eliminá-la com a simples dissolução do partido. Dissolver a confraria é fácil e já foi feito no passado, mas o que eles fizeram foi simplesmente aderir à organização internacional da Irmandade Muçulmana, que depois apoiou o ramo egípcio”.
 
Na capital egípcia, dois civis ficaram feridos segunda-feira passada na explosão de uma bomba artesanal, lançada contra um posto da polícia.
 
Segundo o governo, mais de cem polícias foram mortos no país desde a dispersão sangrenta, a 14 de Agosto, das manifestações de apoio ao presidente deposto Mohammed Morsi".

Pedro Pires Admite Mediar Conflito na Guiné-Bissau se For Desejado

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pedro Pires-Eu não entrarei num processo onde não tenho a certeza de que a minha presença será bem interpretada”, afirmou Pedro Pires em declarações, acrescentando que, “há muita gente que compreenderia e aceitaria tal mediação, mas há outras que poderiam levantar certas reservas”.
 
Para o antigo chefe de Estado cabo-verdiano, que concluiu no final da semana passada uma mediação da União Africana (UA) na Tunísia visando o regresso daquele país à normalidade constitucional, o seu envolvimento numa missão do género na Guiné-bissau teria que contar com a anuência prévia de todas as partes envolvidas.
 
“Conheço a atitude e os sentimentos dos guineenses em relação à minha pessoa e conservo imensos amigos naquele país, mas nunca farei nada que não seja desejado tanto pelos actores políticos como pelas Forças Armadas”, asseverou, garantindo que nessa matéria “não tomaria nunca a iniciativa” que teria de partir de outras entidades interessadas.
 
Neste leque, Pedro Pires inclui a Comunidade Económica do Estados da África do Oeste (CEDEAO), a Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP) e a União Africana (UA), organizações internacionais que, segundo o antigo dirigente do partido que governou a Guiné Bissau e Cabo Verde, “têm a obrigação de tudo fazer para ajudar nesse processo”.
 
Instado a apreciar a actual situação política, militar, económica e social na Guiné-bissau, Pedro Pires considerou ser “urgente” uma mudança de fundo para que o país possa reencontrar a estabilidade e o caminho do desenvolvimento.
 
“Não vou enganar ninguém, e a minha opinião é que é fundamental uma mudança na atitude dos militares guineenses, que os princípios do Estado de Direito prevaleçam e que as Forças Armadas se limitem às suas atribuições de protecção e defesa da soberania nacional deixando os outros órgãos do Estado fazer o seu papel sem estarem condicionados por aquilo que pensam, desejam ou fazem os militares”, defendeu o comandante de brigada.  
 
Para o antigo presidente cabo-verdiano, a principal condição para aquele país lusófono regressar definitivamente à normalidade constitucional é o entendimento desta realidade por parte dos militares, que “não podem reclamar para si funções políticas porque não são órgãos eleitos”.
 
Nesta perspectiva, assegura Pedro Pires, “é a vontade popular que deve comandar os destinos da Guiné-bissau e não uma pseudo legitimidade histórica, porque ela não existe”.
 
Antigo combatente da luta de libertação dos dois países, que teve como palco físico o território guineense, Pedro Pires foi um dos principais dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
 
Comandante de brigada, foi, posteriormente, primeiro-ministro de
Cabo Verde durante o período de Partido Único (de 1975 a 1990) e eleito democraticamente Presidente da República do arquipélago, cargo no qual cumpriu os dois mandatos de 5 anos constitucionalmente permitidos (de 2001 a 2011).  Desde que deixou as funções de chefe de Estado, Pedro Pires, distinguido em 2010 com o Prémio Mo Ibrahim, que premeia a boa-governação nos países africanos, tem-se dedicado, entre outras acções, a missões de paz e de busca da estabilidade em vários pontos do continente, por solicitação da União Africana e de outras organizações internacionais.