sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Bilionário Nigeriano Planeja Refinaria de US$ 9 Bilhões

Lagos - O empresário nigeriano Aliko Dangote, apontado pela Forbes como o homem mais rico da África, anunciou quarta-feira passada, 4 planos de construir uma refinaria de petróleo e usinas petroquímicas e de fertilizantes ao custo total de US$ 9 bilhões.
 
De acordo com comunicado da Dangote Industries, a empresa obteve um empréstimo de US$ 3,3 bilhões de um consórcio de bancos locais e estrangeiros. "As instalações, que terão custo total de US$ 9 bilhões, gerarão 9.500 empregos directos e 25 mil indirectos, além de reduzir os volumes de importação de combustíveis em cerca de 50%" e eliminar a importação de fertilizantes, diz o comunicado.
 
A refinaria deve atingir capacidade de processamento de 400 mil barris de óleo cru por dia.
 
A construção das instalações, no sudoeste do país, deve ser concluída em três ou quatro anos, segundo um porta-voz da Dangote Industries. Fonte: Dow Jones Newswires.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ataque Militar Contra a Síria Recebe Luz Verde do Senado dos EUA

EUA-"O Comité das Relações Exteriores do Senado norte-americano aprovou uma resolução que autoriza um ataque militar contra a Síria.
 
Com 10 votos a favor – incluindo os de 3 republicanos, entre os quais, McCain – e 7 contra, o texto, que prevê que o ataque não deverá contudo ultrapassar os 60 dias, representa uma resposta ao alegado uso de armas químicas por parte do governo de Bashar Al-Assad.
 
“O mundo está a ver e não se está a perguntar se o regime de Assad fez isto – sobre isso, já não há dúvidas -, o mundo está a perguntar-se se os Estados Unidos da América vão ficar a ver em silencioso este tipo de brutalidade acontecer sem consequências”, afirmou o secretário de Estado, John Kerry.
 
A luz verde, dada pelo comité do Senado, representa uma importante vitória política para Barack Obama mas o texto necessita ainda de ser aprovado em plenário nas duas câmaras do Congresso americano".

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

EUA: " Senadores Podem Votar Hoje Resolução sobre Ataque ao regime Sírio"

EUA-"O Senado norte-americano pode votar já hoje uma proposta de resolução sobre uma ação militar na Síria.
 
Os secretários de Estado e da Defesa, John Kerry e Chuck Hagel, defenderam e explicaram ontem, durante várias horas, a intervenção aos senadores.
 
O chefe da diplomacia norte-americana garantiu mais uma vez que se trata de uma ação limitada e à distância. Kerry frisou que “todos concordam que não haverá soldados norte-americanos no terreno.
 
O presidente deixou claro que não pretende assumir a responsabilidade da guerra civil na Síria, mas está a pedir autorização para dissuadir e degradar a capacidade de Bashar al-Assad para usar armas químicas”.
 
Se houver consenso sobre o texto, a resolução que apoia os objetivos da administração Obama será votada pelos senadores ainda esta quarta-feira.
 
Nas Nações Unidas, Ban Ki-Moon questionou a legalidade de um ataque norte-americano. O secretário-geral da ONU afirmou que “o uso de força só é legal se for em caso de auto-defesa, de acordo com o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, ou quando o Conselho de Segurança aprova uma ação desse tipo”.
 
Barack Obama obteve um forte progresso nos esforços para convencer o Congresso dos Estados Unidos, conquistando ontem o apoio do presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, bem como do chefe da maioria republicana, Eric Cantor. Os congressistas debatem a intervenção a partir da próxima segunda-feira".

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Egipto: " Justiça Ameaça a Dissolução da Irmandade Muçulmana"

Egipto-"A Justiça egípcia aperta o cerco à Irmandade Muçulmana. Um tribunal vai pronunciar-se em Novembro sobre a eventual dissolução da confraria, actualmente com estatuto de organização não-governamental.
 
Fundada em 1928 e oficialmente proibida em 1954, a Irmandade reconstituiu-se depois da queda de Mubarak em 2011 como ONG para responder às críticas de não ter um estatuto legal.
 
Um residente do Cairo diz que “não é possível eliminá-la com a simples dissolução do partido. Dissolver a confraria é fácil e já foi feito no passado, mas o que eles fizeram foi simplesmente aderir à organização internacional da Irmandade Muçulmana, que depois apoiou o ramo egípcio”.
 
Na capital egípcia, dois civis ficaram feridos segunda-feira passada na explosão de uma bomba artesanal, lançada contra um posto da polícia.
 
Segundo o governo, mais de cem polícias foram mortos no país desde a dispersão sangrenta, a 14 de Agosto, das manifestações de apoio ao presidente deposto Mohammed Morsi".

Pedro Pires Admite Mediar Conflito na Guiné-Bissau se For Desejado

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pedro Pires-Eu não entrarei num processo onde não tenho a certeza de que a minha presença será bem interpretada”, afirmou Pedro Pires em declarações, acrescentando que, “há muita gente que compreenderia e aceitaria tal mediação, mas há outras que poderiam levantar certas reservas”.
 
Para o antigo chefe de Estado cabo-verdiano, que concluiu no final da semana passada uma mediação da União Africana (UA) na Tunísia visando o regresso daquele país à normalidade constitucional, o seu envolvimento numa missão do género na Guiné-bissau teria que contar com a anuência prévia de todas as partes envolvidas.
 
“Conheço a atitude e os sentimentos dos guineenses em relação à minha pessoa e conservo imensos amigos naquele país, mas nunca farei nada que não seja desejado tanto pelos actores políticos como pelas Forças Armadas”, asseverou, garantindo que nessa matéria “não tomaria nunca a iniciativa” que teria de partir de outras entidades interessadas.
 
Neste leque, Pedro Pires inclui a Comunidade Económica do Estados da África do Oeste (CEDEAO), a Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP) e a União Africana (UA), organizações internacionais que, segundo o antigo dirigente do partido que governou a Guiné Bissau e Cabo Verde, “têm a obrigação de tudo fazer para ajudar nesse processo”.
 
Instado a apreciar a actual situação política, militar, económica e social na Guiné-bissau, Pedro Pires considerou ser “urgente” uma mudança de fundo para que o país possa reencontrar a estabilidade e o caminho do desenvolvimento.
 
“Não vou enganar ninguém, e a minha opinião é que é fundamental uma mudança na atitude dos militares guineenses, que os princípios do Estado de Direito prevaleçam e que as Forças Armadas se limitem às suas atribuições de protecção e defesa da soberania nacional deixando os outros órgãos do Estado fazer o seu papel sem estarem condicionados por aquilo que pensam, desejam ou fazem os militares”, defendeu o comandante de brigada.  
 
Para o antigo presidente cabo-verdiano, a principal condição para aquele país lusófono regressar definitivamente à normalidade constitucional é o entendimento desta realidade por parte dos militares, que “não podem reclamar para si funções políticas porque não são órgãos eleitos”.
 
Nesta perspectiva, assegura Pedro Pires, “é a vontade popular que deve comandar os destinos da Guiné-bissau e não uma pseudo legitimidade histórica, porque ela não existe”.
 
Antigo combatente da luta de libertação dos dois países, que teve como palco físico o território guineense, Pedro Pires foi um dos principais dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
 
Comandante de brigada, foi, posteriormente, primeiro-ministro de
Cabo Verde durante o período de Partido Único (de 1975 a 1990) e eleito democraticamente Presidente da República do arquipélago, cargo no qual cumpriu os dois mandatos de 5 anos constitucionalmente permitidos (de 2001 a 2011).  Desde que deixou as funções de chefe de Estado, Pedro Pires, distinguido em 2010 com o Prémio Mo Ibrahim, que premeia a boa-governação nos países africanos, tem-se dedicado, entre outras acções, a missões de paz e de busca da estabilidade em vários pontos do continente, por solicitação da União Africana e de outras organizações internacionais.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

legislativas alemãs: " Único Debate Não Muda Opiniões"

Alemanha-"O único debate televisivo da campanha para as legislativas alemãs terminou com um empate técnico, sem mudar opiniões no eleitorado.
 
Segundo os meios germânicos, as prestações da chanceler Angela Merkel e do rival social-democrata foram equivalentes. Com uma forte desvantagem nas sondagens, Peer Steinbrück centrou o debate na crise europeia e na eventualidade de um terceiro resgate à Grécia.
 
O candidato social-democrata afirmou que “teria seguido outra estratégia. Claro que é necessária uma consolidação dos orçamentos públicos, mas não numa dose letal para os países [em dificuldades]. A CDU-CSU sabe que as doses dos programas aplicados podem ser letais e que precisam de ser acompanhadas por uma dupla estratégia, com incentivos para esses países”.
 
A chanceler defendeu a política europeia do seu governo, que diz ter melhorado também nos últimos quatro anos a situação da maioria dos alemães, e lançou um apelo ao voto.
 
Merkel frisou que o eleitorado conhece-a “e sabe o que pretende alcançar”. A chanceler disse que quer “que os próximos quatro anos sejam tão bons como os anteriores”, para que “a Alemanha seja a maior economia da Europa e um mediador e parceiro, sobretudo nestes tempos de crise”.
 
Se o debate não suscitou paixões, já o colar da chanceler, nas cores da bandeira alemã, motivou a criação de uma conta especial no Twitter que arrecadou quatro mil seguidores.
 
Merkel conta com uma confortável vantagem de mais de quarenta por cento das intenções de voto para as legislativas do próximo dia 22, contra apenas 26 por cento para Steinbrück".

Pequenos Negócios Nascem da Escuridão de Bissau

Bissau - Na escuridão da capital da Guiné-Bissau, há cada vez mais pessoas a aproveitar a oportunidade para criar pequenos negócios: uns carregam telemóveis, outros abastecem bairros inteiros.

Em Bissau raramente há eletricidade e quem tem gerador tenta ganhar mais uns trocos que valem ouro para as famílias, num dos países mais pobres do mundo.

A situação crónica de falta de energia agravou-se com a fuga de capital e de ajudas ao país depois do golpe de Estado militar de Abril de 2012.
 
Face à situação, Alteir Bonfim Ié, 23 anos, decidiu há dois meses aproveitar o pequeno gerador que ilumina a sua loja, entre as 19:00 e as 23:00, para carregar telemóveis.
 
Apesar de Bissau não ter eletricidade da rede pública, sistemas autónomos mantém em funcionamento as antenas de três redes móveis (Guinetel, MTN e Orange).
 
"Os guineenses precisam de comunicar" em especial com familiares emigrados noutros países, destaca Alteir.
 
O jovem carrega cada aparelho por 100 francos CFA (cerca de 15 cêntimos de euro) e diz que há dias em que chega a ter 75 clientes.
 
Na loja improvisada a partir de um contentor, na estrada da Zona 7 de Bissau, os aparelhos (ou apenas as baterias) são colocados num tabuleiro empoeirado, no chão, onde estão fixadas dezenas de tomadas numeradas à mão com uma caneta de feltro.
 
Quem estende o telemóvel para carregar, recebe um pedaço de cartão com um número, que corresponde à tomada de carregamento.
 
Alteir, solteiro e a viver com a família, não esconde que este "é um bom negócio". "É bom para a família, para os vizinhos e para toda a gente", refere.
 
Na mesma estrada está Ámadu Bari, 36 anos, que já carrega telemóveis no seu pequeno comércio há dois anos.
 
Descontando o custo do combustível e a amortização do gerador, o carregamento de telemóveis chega a render 45 mil francos CFA por mês (cerca de 68 euros) - na função pública da Guiné-Bissau o salário mais baixo é de 32 mil francos CFA (49 euros) e a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG), defende que seja criado um salário mínimo (que não está institucionalizado) de 90 mil francos (137 euros).
 
"Comprei o gerador e estou quase a recuperar o investimento", diz Ámadu, casado, sem filhos, que usa o dinheiro do carregamento de telemóveis para "comprar pão" e outros alimentos e "ajudar outra família a fazer compras".
 
Noutro extremo de Bissau, já lá vão quase nove anos desde que Afonso Costa se juntou a outro sócio para fornecer energia aos vizinhos no Bairro da Ajuda (Cuburnel).
 
Tudo começou com "um pequeno gerador e dois ou três clientes", mas a recorrente falta de energia fez crescer o negócio: hoje têm duas unidades de grande dimensão que funcionam alternadamente e já passaram a fasquia dos 200 clientes.
 
Os vizinhos parecem já estar habituados ao barulho constante dos geradores, a partir dos quais serpenteiam dezenas de cabos elétricos até casa dos clientes que pagam 700 francos CFA por quilowatt.
 
O negócio "é muito importante" para a família de Afonso Costa. "Ajuda a resolver muitos problemas", descreve.
 
O diretor-geral da empresa de Eletricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB), Wasna Papai Danfá, anunciou no final de julho que a empresa está "tecnicamente falida".
 
A EAGB não consegue faturar o suficiente para comprar gasóleo que alimente a central elétrica de Bissau e proliferam as ligações pirata à rede.
 
O Governo chegou a anunciar posteriormente a contratação de um fornecimento de gasóleo para resolver a situação durante quatro meses, mas eletricidade continua a ser uma raridade.