segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Guiné-Bissau Recebe Ajuda Alimentar do Senegal

África, fome
Guiné-Bissau-A Guiné-Bissau recebeu quarta-feira passada do Senegal ajuda alimentar e agrícola num valor superior a 300 milhões de francos CFA (cerca de 460 mil euros), disse uma fonte governamental.

O apoio é constituído por diversos produtos agrícolas, tais como sementes de alimentos, alfaias e adubos, e foi entregue ao ministro do governo de transição guineense com a pasta da agricultura, Nicolau Santos, na povoação de Kolda, no Senegal.
 
O auxílio surge em resposta ao pedido de ajuda internacional lançado pela Guiné-Bissau devido aos fracos rendimentos obtidos pela população rural na campanha de caju, que é uma das principais fontes de receita do país.
 
Devido à "má campanha" deste ano, os camponeses tiveram que comer as sementes que iriam usar na lavoura, ou seja, há risco de "penúria alimentar", referiu o ministro de transição ao justificar o apelo à ajuda internacional.
 
Os produtos hoje recebidos vão ser conduzidos para Bafatá, no centro da Guiné-Bissau, e dali serão distribuídos por todo o país, acrescentou.
 
É a segunda vez que o Senegal responde com ajuda agrícola de grande dimensão à Guiné-Bissau, depois de em 2005 ter encaminhado técnicos e meios de combate a uma praga de gafanhotos que afectou o país lusófono.
 
Devido à crise deste ano, também o embaixador da China em Bissau, Wang Hua, anunciou no início de Agosto a entrega de "uma ajuda directa em cereais", num montante a definir entre os dois países.
 
Rui Fonseca, encarregado da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) em Bissau, disse na segunda-feira que a situação de carência alimentar severa está a aumentar no país e já deve afectar pelo menos 260 mil pessoas.
 
A situação vai ser detalhada num "inquérito aprofundado de avaliação da segurança alimentar em situação de emergência", cuja equipa de inquiridores, constituída por cerca de 30 pessoas, começaram a receber formação na capital do país. 

O inquérito vai decorrer em todo o país entre 26 de Agosto e 7 de Setembro, numa organização conjunta da FAO, do Programa Alimentar Mundial (PAM) e da Plan-International Guiné-Bissau, organização de apoio às crianças.

Banco Mundial Concede US$ 10 Milhões de Dólares à Guiné Conakry

Conakry - O Banco Mundial desembolsou à Guiné  Conakry US$ 10 milhões de dólares para apoiar a criação de Pequenas e Médias Empresas (PME) no país, informa a Panapress.
 
O protocolo de acordo assinado entre o Banco e o Governo indica que a doação é destinada a apoiar a criação de PME confrontadas com dificuldades, das quais a lentidão dos procedimentos administrativos e o baixo nível de acesso ao financiamento.
 
O envelope financeiro, desembolsado pela Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), vai servir igualmente para assistir uma componente dedicada à mulher empresária da Guiné graças à criação de um centro de excelência feminino que deve servir de lugar de demostração de actividades geradoras de rendimentos.
 
A IDA concedeu recentemente ao Governo guineense um envelope similar, sob forma de empréstimo, para promover a criação de empresas de menos de 100 empregados que trabalham nos setores da pequena indústria manufatureira, da agricultura e da transformação de produtos, tais como sumos e frutas frescas ou em conserva.
 
Este montante financeiro, sublinhou o Banco Mundial, deverá ajudar a financiar dois centros regionais de ajuda à agroindústria e de outros sectores que vão oferecer diversos serviços, nomeadamente a assistência técnica, a informação sobre a comercialização e outras actividades comerciais e um balcão único para a inscrição das empresas da região.
 
A Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), fundada em 1960, está encarregue de ajudar os países mais pobres do planeta, concedendo-lhes empréstimos ou créditos e subvenções para a implementação de projetos e de programas susceptíveis de estimular o crescimento económico, atenuar as desigualdades e melhorar as condições de vida das populações.
 
Ela é um dos principais doadores de ajuda a 82 países mais desfavorecidos do planeta, incluindo 40 em África, e absorveu, durante os últimos três anos, 50 porcento dos 15 biliões de dólares americanos que representam em média o volume anual dos seus compromissos.

China Financia Construção do Palácio da Justiça de Bissau

 
 
 
 
 


Guiné-Bissau-"A República Popular da China e a Guiné-Bissau subscreveram um documento conjunto para financiar a construção do Palácio da Justiça de Bissau, disse à  fonte governamental.

O investimento orçado em cerca de 10 milhões de euros vai ser suportado pela China, que selecionou a empresa construtora e vai disponibilizar materiais e equipamentos, nos termos de um acordo assinado entre os dois países em maio.

Segundo o ministro de transição guineense com a pasta da Justiça, Saido Baldé, o documento agora assinado é um passo decisivo para o início das obras, em que vão ser criados postos de trabalho para a população guineense.

"Já está a ser tratado o desalfandegamento de equipamentos" para preparar a construção e "há materiais a caminho", acrescentou.

O palácio da justiça, a ser erguido de raiz na zona de Brá, periferia de Bissau, num terreno situado ao lado da embaixada de Angola e do Palácio do Governo (também construído pela China), deverá ter quatro blocos.

Ali vão funcionar a Procuradoria-Geral da República, o Supremo Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas, o Tribunal Administrativo e ainda um edifício central para julgamentos".
 

Com a construção, a China completa o apoio em infraestruturas para todos os órgãos de soberania, uma vez que já tinha construído também o Palácio do Governo e o Palácio da República, este danificado com a guerra de 1998/99.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Delegação Internacional pede "Vontade Política" das Autoridades no Combate às Drogas

Bissau - "Uma delegação internacional dedicada ao combate às drogas pediu terça-feira passada "determinação e vontade política" das autoridades da Guiné-Bissau contra o tráfico e consumo de estupefacientes.  
 
O apelo foi feito por uma delegação da Comissão de Combate às Drogas na África Ocidental após três dias de visita ao país. 
 
A comitiva foi liderada pelo antigo presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, que dirige a comissão, que foi criada em Janeiro por Kofi Annan, antigo secretário-geral da Nações Unidas. 
 
Integraram ainda a delegação, Christine Kafondo, activista do Burkina Faso em defesa de causas relacionadas com a saúde pública, e Alpha Diallo, médico e líder juvenil na Guiné-Bissau.  
 
"É necessário que o país demonstre determinação e vontade política para lutar contra este flagelo", referiu Christine Kafondo, numa conferência de imprensa em que foram apresentadas as recomendações feitas ao Estado guineense após a visita. 
 
Apesar de não apresentar números relativamente ao uso de estupefacientes, a delegação sublinhou que "o consumo de drogas é um problema real", para além das acusações de facilitação do tráfico - que fazem com o que o país seja considerado um "narco-Estado". 
 
 "É um problema reconhecido pelo Estado e, como dizem os médicos, o diagnóstico está feito. Isso quer dizer que estamos prontos para chegar a uma solução, para começar o tratamento", destacou Olusegun Obasanjo
 
De acordo com aquele ex-dirigente, "a solução passa exactamente pela vontade política" e "passa por ver quais são os problemas e levá-los à justiça".
 
A delegação recomendou ainda que a Guiné-Bissau receba "assistência especial da comunidade internacional" para lutar contra as drogas e que promova estratégias de combate de âmbito regional, com outros países da África ocidental. 
 
Entre as fragilidades detectadas, está a falta de recursos para patrulhar as mais de 80 ilhas que compõem o arquipélago das Bigajós
 
Foi também sugerido que a Guiné-Bissau avance com investigações no terreno que permitam elucidar sobre "a real situação de consumo e tráfico" de estupefacientes.
 
A 04 de Abril, uma brigada de combate ao tráfico de droga dos Estados Unidos capturou Bubo Na Tchuto,  antigo chefe da marinha guineense, acusando-o de tráfico de drogas, e Washington manifestou também a intenção de deter o actual chefe das Forças Armadas, António Indjai, que refuta as acusações".

ONU Quer Provas sobre Ataque Químico na Síria

Síria-"ONU diz que é necessária clareza sobre as acusações de ataque químico na Síria.
 
A oposição da Síria afirma que 1.300 pessoas, muitas delas mulheres e crianças, morreram num ataque das forças do governo Assad, com suposto uso de armas químicas, num um subúrbio de Damasco.
 
Jan Eliasson, secretário-geral adjunto da Nações Unidas declarou:
“Isto representa uma grave escalada da violência com graves consequências humanitárias e consequências humanas. Temos muita esperança de que seremos capazes de conduzir a investigação. Dr. Sellstrom e sua equipa estão no local do ataque em Damasco. Esperamos que tenham acesso à área pelo governo”. O comando militar sírio negou as informações de uso de armas químicas .
 
A Rússia, aliada do governo do contestado presidente Bashar al-Assad, pede prudência e exigiu uma investigação".

Arábia Saudita Vai Ajudar Egipto

Arábia Saudita-"O Rei Abdullah avisou que o reino saudita “vai permanecer do lado do Egipto e contra todos os que tentarem interferir nas questões internas".
 
Esta declaração do Rei Abdullah, publicada na última segunda-feira pelo "The New York Times", vem baralhar ainda mais o cenário de pré-guerra civil que se vive no Egipto. A Arábia Saudita, apesar de tradicional aliada dos Estados Unidos, assume, desta forma, uma clivagem relativamente à posição americana e da própria União Europeia (UE), que pretendem um cessar do derramamento de sangue a que se tem assistido nos últimos eventos.
 
Tanto Obama, presidente americano, como líderes europeus, entre os quais Merkel e Hollande, líderes políticos da Alemanha e França, respectivamente, têm instado os generais egípcios para que busquem uma solução de compromisso político.
 
Depois de americanos e europeus assumirem cortar nas ajudas financeiras ao Egipto, o regime de Riade garantiu, na segunda-feira, que irá compensar qualquer corte financeiro que o Ocidente venha a aplicar ao regime vigente em Cairo. Riade põe em causa o esforço de pressão, do Ocidente, sobre os generais egípcios, no sentido de maior moderação, além de diminuir a capacidade de influência americana na região.
 
De acordo com o "The Nex York Times", Cairo conta com o apoio de mais dois aliados americanos naquela zona do globo. Trata-se de Israel e dos Emirados Árabes Unidos, que apesar da proximidade diplomática com Washington, pretendem assegurar a quebra de influência política da Irmandade Muçulmana, que encaram como inimiga da estabilidade e pacificação regional. A monarquia saudita pretende, acima de tudo, evitar a criação de um movimento islamita democrático.
 
O apoio financeiro saudita, anunciado uma semana depois da tomada do poder pelos militares, será de 12 mil milhões de dólares contra os 1,5 mil milhões dos Estados Unidos e 1,3 mil milhões de dólares da UE. Este nível de ajuda altera substancialmente o paradigma tradicional de influência americana no Egipto, quando, por exemplo, durante a vigência militar do consulado de Mubarak, antigo presidente, era a principal financiadora do regime. 
 
Um artigo da revista alemã “Der Spiegel” refere que o regime actual, liderado por generais, juntamente a alguns antigos apoiantes de Mubarak, tem comparado a Irmandade Muçulmana ao crescimento do regime Nazi nos anos 30 do século passado. Este artigo sublinha que a retórica sustentada pelo regime vigente defende que na Alemanha também foi “a via militar dos aliados a destituir Hitler”.
 
Com os últimos desenvolvimentos, o regime saudita assume-se como o principal aliado do regime militar, que comanda os destinos egípcios, depois do exército ter deposto o anterior presidente, democraticamente eleito, Mohamed Morsi. O retomar do poder por parte dos militares, cuja influência remonta ao regime de Mubarak, que foi deposto na sequência dos primeiros eventos da primavera Árabe, tem significado um movimento reaccionário contra a Irmandade Muçulmana, que havia conquistado o poder nas eleições de Junho de 2012".

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Vaga de Calor e Incêndios em Portugal

Portugal_"Sete incêndios de grandes dimensões lavram no centro e norte do país nas últimas 48 horas e estão a ser combatidos por mais de mil bombeiros.
 
1.075 elementos estão envolvidos nas operações de combate às chamas em sete localidades dos distritos da Guarda, Santarém,
Viseu, Castelo Branco, Viana do Castelo e Coimbra.
 
O incêndio que mobiliza mais operacionais é o da localidade de Roda Cimeira, no concelho de Góis, no distrito de Coimbra. Algumas habitações estiveram ameaçadas.
 
As autoridades portuguesas pediram ajuda à Espanha e França de forma a reforçar os meios aéreos de combate aos incêndios florestais, sendo esperados dois Canadair espanhóis já esta quarta-feira.
 
Na Madeira, os bombeiros procedem apenas a trabalhos de rescaldo e vigilância das áreas ardidas nos últimos dias".