terça-feira, 13 de agosto de 2013

Dois Detidos e 700 Kg de Marfim Apreendidos

Togo-"O presumível traficante de marfim togolês, Emile N’Bouke, foi apanhado nas malhas da justiça. Foi detido e presente a tribunal na sexta-feira em Lomé. As autoridades apreenderam 700 quilos de marfim na sua loja. N’bouke confirmou ser o proprietário do marfim que diz ser oriundo do Chade. Um segundo suspeito, guineense, também foi detido".

Intercetados 59 Imigrantes Clandestinos em Botes Diversão


Espanha- "As autoridades marítimas espanholas intercetaram nove barcos de borracha de diversão com 59 migrantes africanos, entre eles duas mulheres num estado avançado de gravidez, ao largo do estreito de Gibraltar. Desde o fim de semana já foram retirados do mar mais 200 imigrantes clandestinos que tentavam passar de África para Espanha".

Operação internacional Leva a Detenção de trinta Alegados Pedófilos

Argentina-"As autoridades argentinas detiveram três dezenas de pessoas suspeitas de pedofilia em várias regiões do país na sequência de uma série de rusgas que desmantelaram uma rede internacional de pornografia infantil. A operação foi realizada em conjunto com a Interpol e países como Espanha, Brasil, Uruguai, Chile, Peru, Colômbia, Equador e Costa Rica".

"Não Vamos Deixar as Ruas Até Vencermos ou Morrermos"

Egito-Sem receios, os partidários do presidente Mohammed Morsi, apoiado pela irmandade muçulmana, resistem às ameaças dos militares no Cairo. A anunciada intervenção deveria ter acontecido na segunda-feira de madrugada, conforme foi dito pelas autoridades, mas tudo encontra-se na mesma. Um mar de gente permanece estoicamente em duas praças da capital egípcia – a Rab’a al-Adaweya e a al- Nahda.
 
“Os sentimentos fortes e mútuos aqui e nos nossos corações esperam pelo perigo e pela morte. Estamos dispostos a morrer por Allah”, diz uma mulher. “A moral aqui na Rab’a al-Adaweya e em todas as praças do Egito é muito grande. Somos combatentes de Deus e não vamos deixar as ruas até vencermos ou morrermos”, garante um idoso.
 
Os manifestantes querem o regresso do presidente deposto ao poder. O Egito está em convulsão política e social desde 2011, quando acabaram os 30 anos de poder de Hosni Mubarak.
 
O correspondente da Euronews Mohammed Shaikhibrahim faz o ponto da situação: “existe uma expectativa cautelosa dos egípcios aqui depois dos crescentes sinais do início da intervenção de segurança para acabar com os protestos e da prontidão dos manifestantes para repelir uma investida policial que vai determinar as referências para o futuro cenário político no Egito”. Fonte: Euronews
 

Ibrhaim Keita Mais Próximo da Presidência do Mali

Mali-"Ibrahim Boubacar Keita está um passo de se tornar no chefe de Estado do Mali, depois de o rival ter admitido a derrota e felicitado a vitória do antigo primeiro-ministro. Os resultados ainda não são conhecidos, mas o triunfo dificilmente lhe escapará, pois teve o apoio de 22 dos 25 candidatos na 2 volta das presidenciais, depois de vencer a 1a ronda com 40% dos votos.
 
Soumalia Cissé, ex-ministro das Finanças, admitiu a derrota na segunda-feira à noite, apesar de horas antes ter feito referência a fraude. Os observadores locais e internacionais afirmam que apesar de ligeiras irregularidades, o escrutínio foi exemplar.
 
Um mandato forte de Ibrahim Boubacar Keita pode ser talismã para a governação de um país com grandes desafios: negociar a paz duradoura com os rebeldes tuaregues no norte, resolver problemas no seio das forças armadas e combater elevados níveis de corrupção no país".

Lider da Revolução Cubana Faz 87 Anos

 Cuba-"Fidel Castro faz, 87 anos. Filho de um imigrante galego e de uma cubana foi educado em escolas jesuítas. Destacou-se em desporto, mas optou pela política.
 
Afastou-se da vida pública em 2006 devido a uma doença nos intestinos, mas continua a ser uma referência em Cuba. “Para mim, enquanto cubana Fidel representa tudo de melhor na nossa história” afirma uma mulher. “Desejo-lhe muitos mais anos de vida e que continue a ser o nosso presidente” refere uma criança.
 
Para uma grande parte da população, Fidel vai ser sempre o presidente de Cuba. A doença precipitou a entrada em cena do irmão em 2006 como chefe de Estado interino. Dois anos depois Raul Castro tornou-se, formalmente, presidente.
 
Mas é preciso recuar um pouco mais no tempo para compreender o movimento que deu origem à revolução cubana. O ataque em Moncada lançado há seis décadas pelos dois irmãos.
 
A batalha termina com a derrota dos revolucionários. Fidel Castro é condenado a 15 anos de prisão, mas acaba por cumprir, apenas, dois.
 
O exilo no México permite-lhe conhecer o médico argentino Ernesto “Che” Guevara e orquestrar o inicio do fim da era “Batista” que acabaria por se tornar realidade em 1958".

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Cecile Kyenge, a Ministra Italiana Alvo de Ataques Racistas

 
Itália-Cecile Kyenge é a primeira mulher negra num Governo italiano. É ministra da Integração desde 28 de Abril e tem sido alvo de vários ataques racistas. O vice-presidente do Senado, membro do partido Liga do Norte, chamou-lhe orangotango.
 
Recentemente, atiraram-lhe com bananas durante um comício e os insultos são frequentes na internet. Nascida no Congo49 anos, chegou a Itália em 1983 para estudar. Enquanto não obteve uma bolsa, passou um ano na clandestinidade e teve de trabalhar para concluir o curso de medicina. Em 1994, casou-se com um cidadão italiano e ganhou a nacionalidade.
 
Euronews: Depois dos ataques racistas que sofreu é a ministra italiana deste Governo mais conhecida no mundo. Como vive este momento?
 
Cecile Kyenge, ministra da Integração: Não é fácil lidar com ataques todos os dias. Desde a minha nomeação sofri ofensas e provocações todos os dias. Não os considero ataques contra mim mas contra a instituição que represento. Ao mesmo tempo, é uma experiência importante. Tenho sempre presente o percurso difícil da minha vida até agora. Enquanto médica e enquanto ministra, o meu objetivo foi sempre ajudar os outros.
 
Euronews: Escolheu a Itália porque é um país de que certamente gostava. Enquanto ministra descobriu uma Itália retrógrada?
 
C.K.: Muitas das coisas que estão a acontecer hoje não se devem ao facto de a Itália ser racista, mas de a Itália estar a atravessar um momento de mudanças. Estas mudanças não foram acompanhadas por uma política diferente, nem por uma comunicação que explicasse bem o fenómeno migratório, nem por uma educação que tenha tido em conta a memória da história italiana.
 
Euronews: Teve o apoio do Governo, desde o primeiro-ministro Letta ao Presidente Napolitano. Esperava mais?
 
C.K.: É difícil responder a essa questão. É a primeira vez que a Itália tem uma ministra de origem estrangeira e é a primeira vez que a Itália está confrontada com esta mudança.
 
Euronews: Queria a demissão do vice-presidente do Senado?
 
C.K.: Não me cabe a mim pedi-la.
 
Euronews: Não pergunto à ministra, pergunto-lhe a si, Cécile
 
Kyenge enquanto pessoa: gostaria de vê-lo demitido?
 
C.K.: Gostaria de… Enfim, cabia-lhe a ele tomar essa decisão. Ninguém lhe deve impor isso. A mudança começa assim: é preciso que cada um de nós tome posição e seja capaz de fazer marcha atrás.
 
Euronews: Os italianos são racistas?
 
C.K.: Sim, são muito racistas, mas não se pode dizer que todo o país é racista senão não teria tido a possibilidade de fazer este percurso de integração.
 
euronews: Arrependeu-se de ter aceite o cargo de ministra da Integração?
 
C.K.: Não, nunca, nem por um momento.
 
Euronews: Nunca pensou deixar o governo?
 
C.K.: Não, há sempre alguém que deve abrir caminho. A minha personalidade não pode sobrepor-se à causa. É a causa que merece toda a atenção, incluindo a negação de si próprio.
 
Euronews: A sua nomeação tem um valor altamente simbólico. É ministra sem pasta. Teme não ter os meios necessários para fazer o que pretende?
 
C.K.: Não. Penso que, por vezes, as mudanças podem fazer-se com poucos recursos. Por vezes, podemos conseguir mudanças através de um trabalho interministerial.
 
Euronews: O direito à nacionalidade italiana para filhos de imigrantes nascidos em Itália e a revogação do crime de imigração ilegal são as suas prioridades. Três meses depois do início do seu mandato, o que é que fez?
 
C.K.: Os filhos de um casal que viva em Itália há 3 ou 5 anos são crianças nascidas no mesmo hospital, que vão às mesmas escolas e às mesmas salas de desporto que as outras crianças italianas. Eles começaram outro percurso diferente dos pais. Trata-se de facilitar o acesso à cidadania. E é sobre esta questão que o Governo trabalha hoje. Há quase 20 propostas de lei apresentadas a nível ministerial. O meu ministério trabalhou para simplificar o procedimento administrativo para se obter a nacionalidade. Entre as outras medidas, há a possibilidade de provar que se reside legalmente no país, não apenas com um visto de residência mas também com outro tipo de documentos.
 
Euronews: A Itália é capaz de grandes gestos de acolhimento e, ao mesmo tempo, as políticas de imigração italianas são alvo de grandes críticas a nível europeu. Qual é a verdadeira imagem de Itália?
 
C.K.: Neste momento, a Itália tenta mudar o aspeto da política migratória, graças também à abordagem do meu ministério para resolver certos problemas. O facto de termos um ministério da Integração é um ponto fundamental para o governo.
 
Euronews: Pensa que a Itália está sozinha a gerir o fluxo de imigração clandestina? Até que ponto se sente a ausência europeia?
 
C.K.: Isso deve-se à legislação europeia, segundo a qual, por exemplo, um cidadão que chega a Itália deve pedir asilo a Itália. Devemos trabalhar para que quando uma pessoa entre em Itália, entre, de facto, no espaço Schengen. Trabalhamos para a tomada de consciência de toda a comunidade europeia para enfrentar o problema com outra abordagem.
 
Euronews: Que tipo de abordagem?
 
C.K.: O Espaço Schengen baseia-se na livre circulação dentro desse território.
 
Euronews: Após os primeiros cem dias do Governo Letta, muitos não acreditam que seja para durar. O primeiro-ministro mostra um grande optimismo. É um optimismo partilhado pelos elementos do Governo ou é um optimismo de fachada?
 
C.K.: É um optimismo partilhado. Alguns pensavam que não íamos aguentar nem 100 dias, mas superámos os cem dias e é um passo importante.
 
Euronews: Tem saudades da vida de médica?
 
C.K.: Sim! Tenho algumas saudades. É a primeira vez que aproveito para saudar os meus pacientes! Fonte:Euronews