segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mais de cem Detidos após Violência Tribal na Guiné-Conacri

Guiné-Conacri-"Mais de uma centena de pessoas foram detidas no âmbito da investigação à violência tribal, no sul da Guiné-Conacri, onde, em Julho, confrontos entre duas etnias provocaram pelo menos 95 vítimas mortais, anunciou ontem o procurador regional.
 
"Os serviços responsáveis pela investigação judicial detiveram 113 pessoas das duas etnias", afirmou Zézé Béavogui, procurador do tribunal de primeira instância da capital provincial N'Zerekore, situada a 570 quilómetros a sudeste da capital, Conacri.
 
O mesmo responsável, citado pela agência noticiosa francesa AFP, anunciou ainda a apreensão de "uma grande quantidade de armas de guerra e espingardas".
 
Os violentos confrontos entre as etnias Konianke e Guerze ocorreram entre 15 e 17 de Julho e provocaram "pelo menos 95 mortos e centenas de feridos", segundo o último balanço divulgado pelo Governo da Guiné-Conacri, a 24 de Julho.
 
Várias outras fontes, no entanto, falam em cerca de 150 mortos. Muitas das vítimas foram queimadas vivas ou assassinadas com catanas.
 
A violência eclodiu na cidade de Koule, no sul do país, quando guardas de uma estação de serviço da tribo Guerze espancaram até à morte um jovem da etnia Konianke, que acusaram de roubo. Os confrontos rapidamente alastraram à capital provincial, N'Zerekore, onde várias casas foram destruídas".

Iniciou Cimeira de Chefes de Estados da Comissão do Golfo da Guiné

Malabo- "A 3ª Cimeira de chefes de Estado e de governos da Comissão do Golfo da Guiné (CGG), a qual o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, participa, iniciou na manha de sábado último, no centro internacional de conferências "Sipopo", em Malabo, Guiné Equatorial.
 
Questões ligadas a eleição da nova direcção deste órgão regional, análise e adopção dos relatórios de actividades do Secretariado Executivo, de 2009 a 2013, e do presidente cessante, bem como do órgão de Mecanismo de Defesa e Segurança do Golfo da Guiné inscrevem a agenda deste encontro de cúpula, que junta, além do anfitrião, chefes de estados ou seus representantes do Congo Democrático, República do Congo, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Gabão e Camarões.
 
As contribuições e os atrasados dos estados membros, o protocolo adicional do Tratado, que instruí a CGG a adopção de mecanismo apropriado para determinar os aspectos que privilegiam os objectivos da Comissão, são aspectos em agenda.
 
De igual modo, serão passadas em revista a reestruturação do Secretariado Executivo, a revisão dos textos orgânicos, a determinação dos mandatos dos membros do Secretariado Executivo, a autenticação dos textos e das resoluções, bem como o regulamento interno da conferência dos chefes de Estado e de governos são, entre outros, assuntos a abordar no encontro, que termina ainda sábado.
 
Fazem parte da delegação angolana, que participou nos encontros preparatórios, decorridos em Malabo, entre os dias 4 e 9 últimos, os ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, da Defesa Nacional, Cândido Van-Dúnem, e do Interior, Ângelo Tavares, o secretário de Estado das Finanças para o Tesouro, Leonel Silva, o embaixador de Angola na Guiné Equatorial, Armando Cadete, bem como altos funcionários dos departamentos governamentais referenciados.
 
A consolidação da paz e da segurança na região é um dos objectivos da organização, na base da cooperação e a não agressão entre os Estados, a defesa comum e coexistência pacífica.
 
A insegurança marítima, provocada pela pirataria, o roubo, à mão armada, e outros actos ilícitos, praticados no mar dos países da região, constituem preocupações dos participantes.
 
O Golfo da Guiné compreende a zona da costa atlântica da África Central e Ocidental, tendo sido fundada esta Comissão em 1999".

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Israelitas e Palestinianos Voltam ao Diálgo14 de Agosto

Médio Oriente-A possível expansão de colonatos judaicos pode envenenar a segunda ronda de negociações directas entre israelitas e palestinianos. Os Estados Unidos anunciaram que o próximo encontro terá lugar no dia 14 de Agosto, em Jerusalém. Mas, ao mesmo tempo, Israel autorizou a construção de novas residências de colonos.
 
Lior Amichai, perito israelita da organização Peace Now, frisa que o governo de Benjamin Netanyahu “aprovou mais de mil novas unidades nos colonatos da Cisjordânia, o que põe em causa, tanto Israel, como as verdadeiras intenções do primeiro-ministro a respeito das negociações”.
 
Depois de um impasse de três anos e mais de seis décadas de conflito histórico, os negociadores israelita, Tzipi Livni, e palestiniano, Saeb Erakat, reataram a 29 e 30 de Julho o diálogo directo, sob a égide do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, com o objetivo de obter, no espaço de nove meses, um acordo de paz.
 
A próxima ronda, em Jerusalém, bem como o encontro seguinte, previsto para Jericó, na Cisjordânia, será mediado pelo enviado especial da Casa Branca, Martin Indyk.
 
Os palestinianos já avisaram que o diálogo falhará caso Israel avance com a construção de novas colónias. Fonte:Euronews

Novo Protestos Contra os Indultos Reais em Marrocos

Rabat-"Rabat voltou a ser palco de protestos contra as polémicas amnistias concedidas pelo Rei de Marrocos a dezenas de presos espanhóis no fim de Julho.
 
Desta vez, os manifestantes contestavam a libertação de um traficante de drogas, Mohamed Mounir Molina, indultado quando se encontrava em prisão preventiva.
 
Um manifestante diz que “tal como frisou a imprensa, ele foi libertado quando ainda nem sequer tinha sido julgado”.
 
Outra afirma que todos os casos “estão relacionados” e que é mais uma prova de que “o indulto real é uma injustiça”.
 
O escândalo eclodiu com a libertação de um pedófilo espanhol condenado a trinta anos de prisão em Marrocos. Apesar de Mohamed VI ter anulado o indulto e recebido as famílias das vítimas de Daniel Galván, os protestos continuam.
 
As autoridades espanholas detiveram na segunda-feira o pedófilo, que se encontra em prisão preventiva a aguardar uma eventual extradição. O jornal El País apresenta Galván, de origem iraquiana, como um ex-espião ao serviço de Espanha durante a guerra no Iraque".

Aeroporto de Nairobi em Chamas

Quénia-"Um violento incêndio está a consumir o aeroporto de Nairobi, no Quénia. Algumas partes do edifício foram evacuadas, para já não existem registos de vítimas. As chamas afetam em especial a zona das chegadas e um terminal das partidas.
 
A origem do fogo ainda não é conhecida, uma fonte policial afirmou que as autoridades suspeitam de que tudo terá começado na zona dos serviços de emigração.
 
“Nenhum aparelho pode levantar voo porque não podemos protege-los pois todos os meios estão a combater a chamas”, anunciou Michael Kamau, ministro dos Transportes e Infraestruturas.
 
As autoridades dizem estar a fazer os possíveis para evitar uma tragédia. O aeroporto internacional Jomo Kenyata é a um ponto regional importante do tráfego aéreo em África".

Governo da Síria Nega Ataque Rebelde Contra Presidente

Síria-"O governo da Síria negou, quinta-feira última, que a coluna motorizada em que se deslocava o Presidente Bashar Al-Assad tenha sido atacada por artilharia rebelde.
 
Imagens da TV pública mostram o presidente ileso na cerimónia religiosa que marca o fim do Ramadão, numa mesquita no bairro de
Malki, em Damasco, onde reside o chefe de Estado.
 
Nenhum ataque directo contra Bashar al-Assad tinha até agora sido reivindicado desde o início do conflito, em Março de 2011. Entretanto, a Amnistia Internacional revelou novos dados sobre os ataques das forças armadas contra Alepo.
 
Donatella Rover explica que “o relatório mostra a extensão da destruição desde Agosto de 2012, quando o governo começou a campanha de bombardeamentos aéreos. É um dado muito importante no processo de documentar os crimes de guerra que estão a ser cometidos na cidade”.
 
A organização não governamental apresenta imagens de satélite de vários bairros antes e depois dos combates em Alepo, segunda maior cidade síria, situada no norte do país. Várias ruas densamente povoadas por edifícios residenciais foram arrasadas.
 
A Amnistia Internacional manifesta, ainda, preocupação com a destruição de locais históricos da cidade, classificada património mundial da Humanidade".

Tunísia em Plena Divisão Social e Politica

Tunísia-A crise política volta a fracturar a Tunísia, dois anos e meio após a Revolução que derrubou o regime autocrático do ex-presidente Ben Ali. A classe política e o povo encontram-se profundamente divididos. Durante o dia, uma calma aparente reina na praça de Bardo, em frente ao palácio da Assembleia Nacional Constituinte, em Tunes. À noite, o local é palco de protestos. A praça de Bardo é o espelho das divisões da sociedade tunisina. Há barreiras de arame farpado a separar dois campos: de um lado, os apoiantes do partido islamita no Governo, o Ennahda; do outro, os opositores.
 
A tensão é palpável e a inquietação dos habitantes aumenta de dia para dia, como comprovam as palavras desta tunisina: ‘‘Não estou apenas preocupada, estou angustiada. Isto é insuportável, não consigo viver assim”. Há quem veja a solução na religião: “Há muitas pessoas a reclamarem a separação entre a religião e o Estado, mas eu não concordo. Acredito que a solução passa pela religião e pelos movimentos religiosos”, resume um tunisino.
 
Na arena política, o braço-de-ferro entre o Governo e a oposição endureceu nas últimas duas semanas. Em causa, o assassínio do deputado da oposição laica Mohamed Brahmi, a 25 de Julho. Em Fevereiro, um outro opositor, Chokri Belaïd, foi abatido a tiro. Os crimes foram atribuídos aos islamitas radicais e o Executivo é acusado de ser o responsável pela emergência do movimento “jihadista”. O conflito político agravou-se quatro dias após o assassínio de Brahmi, com uma emboscada na fronteira argelina a provocar a morte de oito soldados. Esta é uma zona onde um grupo com ligações à Al-Qaeda está activo desde Dezembro.
 
O escalar da violência atribuída aos islamitas radicais gerou receios da repetição de um cenário semelhante ao ocorrido na Argélia, nos anos 90. Uma hipótese pouco provável, de acordo com o analista tunisino, Alayya Alani: ‘‘Penso que é difícil imaginar um cenário na Tunísia semelhante ao ocorrido nos anos 90 na Argélia por uma razão muito simples: aqui o exército não está envolvido na vida política e a sociedade civil – sendo esta a diferença entre a Tunísia e Argélia – quer proteger o processo democrático e ter eleições, estando confiante que ganhará nas urnas”. Fonte: Euronews