segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Economista Paulo Gomes Decide até Final do Mês se é Candidato na Guiné-Bissau

Guiné-Bissau-O economista guineense Paulo Gomes disse que até final do mês de Agosto decidirá se se apresenta como candidato às eleições gerais de 24 de novembro na Guiné-Bissau.
Em declarações telefónicas à agência Lusa a partir de Bissau, Paulo Gomes explicou que lançou na rede social Facebook "um processo de auscultação" sobre uma sua eventual candidatura e que até final do mês de Agosto "estará no terreno a ouvir os chefes locais" da Guiné-Bissau.
 
Paulo Gomes adiantou que do resultado dessa consulta dependerá a sua decisão. Para já, o economista mostra-se "animado" e "encorajado" com os contributos e as reações a uma possível candidatura protagonizada por si.
 
O nome do economista, que foi quadro superior do Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento, e regressou à Guiné-Bissau após 15 anos a residir no estrangeiro, tem sido veiculado por várias vozes como possível candidato presidencial ao escrutínio de 24 de novembro.
 
Em Janeiro, numa entrevista à agência Lusa, Paulo Gomes tinha já admitido essa possibilidade, mas, segundo disse na altura, trata-se de "uma decisão importante" que deve ser precedida de uma "consulta alargada" e tomada sem precipitações.
 
Formado em economia pelo Instituto de Relações Internacionais (ILERI) de Paris e com um mestrado pela universidade norte-americana de Harvard, Paulo Gomes fundou recentemente a Consultora Internacional Constelore e o instituto Benten, um "think-thank" sobre o desenvolvimento na Guiné-Bissau.
 
Entre 1995 e 1998, foi conselheiro do Ministério das Finanças, Planeamento e Comércio da Guiné-Bissau. Foi um dos fundadores do Partido da Convergência Democrática (PCD) e por três vezes convidado a liderar governos na Guiné-Bissau, o que nunca aceitou. A Guiné-Bissau está a ser gerida por um Governo de transição, na sequência do golpe militar que em Abril de 2012 afastou do poder o Presidente e primeiro-ministro eleitos, Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior, respetivamente.
 
Após este golpe, Paulo Gomes foi convidado uma vez mais a liderar o Governo de transição, mas o seu nome terá alegadamente sido vetado por Kumba Ialá, líder do Partido da Renovação Social (PRS), uma versão na qual o economista não acredita.
 
"Foi a terceira vez que fui convidado para primeiro-ministro e era uma questão que considerava mediante algumas condições. Não acredito que tenha sido o Kumba Ialá. Não partilhamos a mesma visão política, mas é um patriota e não tenho elementos que digam que ele vetou a decisão", disse em Janeiro à Lusa. São já conhecidas três candidaturas às presidenciais de 24 de novembro: a do primeiro-ministro deposto Carlos Gomes Júnior, a do antigo ministro da Educação da Guiné-Bissau Tcherno Djaló e a do antigo diretor-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Hélder Vaz. Fonte:RFI

Prémio "Mama Afrika Award" Lançado Oficialmente em Joanesburgo

Presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma
Presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma
Joanesburgo – A União Africana (UA) lançou quinta-feira passada, em Joanesburgo, na África do Sul, o prémio denominado “Mama Afrika Award” visando distinguir as personalidades, organizações, comunidades, empresas e governos que lutam em prol da saúde materna, neo-natal e pela sobrevivência infantil.

No acto de lançamento do prémio, à margem da Conferência Internacional sobre Saúde Materna, dos Recém-nascidos e da Criança em África (CMNCH), a presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, disse que a organização decidiu doravante reconhecer as individualidades, organizações e os governos que fazem esforços notáveis para garantir a sobrevivência das mães de África e dos recém-nascidos durante o parto, e prosperar para realizar o seu pleno potencial produtivo.

“Embora ainda existam desafios, muitos sucessos foram registados na melhoria da MNCH em África e a União Africana não operou sozinha nestas conquistas”, sublinhou Dlamini-Zuma.

O prémio “Mama Afrika Award”, que foi criado em homenagem à malograda cantora sul-africana Miriam Makeba, vai distinguir e celebrizar personalidades chaves em África que estejam na linha da frente relativamente aos desafios de sobrevivência materna, neo-natal e infantil no continente.

O concurso reconhecerá os verdadeiros heróis e heroínas, incluindo organizações de todo o continente africano.

A CMNCH está a ser organizada, de 01 a 03 de Agosto, pelo governo da África do Sul e a União Africana, contando com o apoio técnico e financeiro do FNUAP, da ONUSIDA e do UNICEF, bem como do governo do Reino Unido. Fonte: Angolapress

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Abranda Crescimento do PIB de Moçambique e África do Sul

 
Moçambique e África do Sul-As economias de Moçambique e da África do Sul registaram, no primeiro trimestre de 2013, um abrandamento no seu crescimento devido a cheias registadas no início do ano e greves de trabalhadores da indústria transformadora, respectivamente.
 
No caso de Moçambique, prevê-se um crescimento de 6,3%, em 2013, contra pouco mais de 7% de 2012, e de 5,9%, em 2014, segundo o Banco de Moçambique (BM), citando as últimas avaliações do Fundo Monetário Internacional (FMI), ajuntando que, no global, as perspectivas divulgadas pela instituição, em Maio último, mostram que as economias da região da África Subsaariana continuarão relativamente robustas no presente ano, antevendo-se um crescimento na ordem 5,4%, após 5,1%, em 2012.
 
Este crescimento continuará a ser sustentado pelo aumento da procura doméstica em face dos investimentos em infra-estruturas suportadas pelo Investimento Directo Estrangeiro (IDE) e pela exploração de recursos naturais não renováveis existentes em número considerável de economias da região.
 
Para a África Austral, o FMI prevê um crescimento de 2,5%, em 2013, e de 2,9%, em 2014, acrescentando que a economia sul-africana registou uma expansão anual de 1,9% no 1º trimestre de 2013, após 2,5% no trimestre anterior e 2,4% em igual período do ano anterior de 2012.
 
Este nível foi mais reduzido desde que a economia saiu da recessão em 2009, contracção que se reflecte na fraqueza da procura e nas greves que vêm ocorrendo no sector da indústria extractiva.
 
Mercado cambial & inflação na SADC
 
Entretanto, a nível do mercado cambial, todas as moedas dos países da África Austral depreciaram face ao Dólar dos Estados Unidos da América, no segundo trimestre de 2013, como reflexo de uma maior procura por divisas no mercado cambial interbancário para satisfazer as necessidades de importação de bens e serviços diversos.
 
Relativamente à inflação moçambicana, o BM indica que depois de uma aceleração, nos primeiros meses de 2013 que culminou com uma inflação acumulada de 2,77%, em Março, no segundo trimestre deste ano assistiu-se a um cenário de abrandamento do ritmo de agravamento do nível geral de preços, levando para uma inflação acumulada de 2,50%, em Junho último, correspondente a 77 pontos-base abaixo em relação ao primeiro trimestre.
 
Por seu turno, a inflação média anual manteve o seu sentido de aceleração registado no início deste ano, tendo atingido o nível de 3,03%, em Junho, após 2,23%, em Março último. Em termos anuais, a inflação em Junho ascendeu para 5,20%, representando uma aceleração em 89 pontos-base relativamente ao primeiro trimestre do ano em curso.
 
No mesmo período, a inflação de Moçambique contrariou o seu sentido ascendente, ao desacelerar em quatro pontos- base, tendo ficado acima da inflação observada no último trimestre e registada no fecho de 2012. Fonte O Jornal  Gratuito a Verdade

Portugal é Parceiro Estratégico para a Guiné Equatorial, Diz embaixador

Ana Freitas/LUSA
Portugal - O primeiro embaixador da Guiné Equatorial em território português afirmou que os dois países estão unidos por "laços históricos" e "vínculos de irmandade", salientando que Portugal é um "parceiro estratégico" para o seu país "entrar" na Europa.
 
Em declarações à agência Lusa à margem de uma visita à Reitoria da Universidade do Porto, José Dougan Chubum apontou que a ligação histórica entre a Guiné Equatorial e Portugal é "um argumento bastante forte" para que o país adira à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
 
Desde 2006 que a Guiné Equatorial tem o estatuto de país observador da CPLP mas o processo de adesão tem sido adiado, devendo voltar a ser discutido na próxima cimeira da organização lusófona, em Díli, capital de Timor-Leste, em 2014.
 
"A entrada para a CPLP é de grande importância para o meu país. A CPLP é uma porta para a Europa. Vivemos num mundo globalizado onde queremos e precisamos de alianças e a aliança aos países da CPLP é algo que desejamos", disse.
 
O diplomata salientou que Portugal é, neste contexto, "um parceiro estratégico" para a Guiné Equatorial "quer na adesão à CPLP, quer para a entrada na Europa mas também para a união aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)".
 
Chubum salientou que a ligação entre os dois países "pesam como um argumento forte" no apoio que Portugal tem dado à entrada do país africado na CPLP.
 
"Unem os dois países laços históricos, culturais e sociais. Mas também vínculos de irmandade. Além disso a Guiné está rodeada de muitos países de língua portuguesa, como S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, que têm contribuído muito para a rede social e cultural do meu país", referiu.
 
Segundo José Dougan Chubum a, a entrada do país para a CPLP "é também um meio da Europa entrar em África através de um país emergente, como é o caso da Guiné Equatorial".
 
Por isso, disse, "há interesses bilaterais" relacionados com a adesão às comunidades de língua portuguesa. "É benéfico para Portugal, para a Guiné e para todos os países membros da CPLP e da União Europeia, à qual pertence Portugal", finalizou.
 
A CPLP integra oito Estados cuja língua oficial é o português: República de Angola, a República Federativa do Brasil, a República de Cabo Verde, a República da Guiné-Bissau, a República de Moçambique, a República Portuguesa, a República Democrática de São Tomé e Príncipe e a República Democrática de Timor-Leste.
 

Em 2006 a Guiné Equatorial e as Maurícias foram admitidas como "observadores associados" e em 2008 o mesmo estatuto foi reconhecido ao Senegal. Fonte: MSN Notícias
 
 

Austrália Enviou Primeiro Grupo de Refugiados Para a Papua Nova Guiné

Austrália-Um primeiro grupo de requerentes de asilo foi  enviado pela Austrália para a Papua Nova Guiné, no âmbito da nova política de imigração que pretende conter o número de refugiados que chega ao território australiano.

Os cerca de 40 requerentes de asilo, de nacionalidades afegã e iraniana, que tentaram chegar à costa australiana por via marítima, foram transferidos de avião do centro australiano de detenção na ilha Christmas, no oceano Índico, para a ilha Manu, na Papua Nova Guiné.
 
O ministro da Imigração australiano, Tony Burke, disse que o governo de Camberra demonstra assim que o respeito da política do seu governo de não acolher nenhum requerente de asilo na Austrália "é sério".
 
"A promessa dos traficantes de que os refugiados poderão viver e trabalhar na Austrália agora é inútil", salientou. O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, assinou no mês passado um acordo com o homólogo da Papua Nova Guiné, Peter O`Neill, para transferir todos os pedidos de asilo de quem tentar chegar à Austrália por via marítima para esse país.
 
Mesmo que os requerentes de asilo obtenham o estatuto de refugiados, eles terão de ficar na Papua Nova Guiné, não sendo autorizados a residir na Austrália, no âmbito do acordo bilateral, que foi criticado pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).
 
A transferência de requerentes de asilo coincide com o compromisso australiano de financiar projetos de infra-estruturas na Papua Nova Guiné com cerca de 450 milhões de dólares (337 milhões de euros).
 
Mais de 15 mil pessoas, a maioria procedente do Afeganistão e do Iraque, tentaram este ano chegar de forma ilegal à Austrália, por via marítima, uma viagem perigosa, durante a qual dezenas de imigrantes perdem a vida. Fonte: RTP Notícias

Patriota Anuncia Perdão de 98% da Dívida da Guiné Equatorial

Guiné Equatorial-O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que a República da Guiné Equatorial vai se beneficiar  do perdão da dívida que o país tem com o Brasil. Segundo ele, isso facilitará a concessão de créditos e intensificará comércio e investimentos. O perdão envolve 98% da dívida, restando US$ 200 mil para pagamento.
 
“O acordo foi alcançado e deve ser aprovado pelo Congresso Nacional antes do fim do ano”, afirmou Patriota, em entrevista coletiva após o encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné, Louncény Fall. “O perdão da dívida vai aliviar as finanças do país, que poderá investir em grandes projetos de infra-estrutura como barragens e estradas”, disse Fall.
 
Durante a comemoração do aniversário de 50 anos da União Africana, em Maio, a presidente Dilma Rousseff anunciou o perdão ou a renegociação da dívida de 12 países africanos com o Brasil. O total da dívida perdoada ou renegociada é de quase US$ 900 milhões e beneficiará República do Congo, Costa do Marfim, Tanzânia, Gabão, Senegal, República da Guiné, Mauritânia, Zâmbia, São Tomé e Príncipe, República Democrática do Congo, Sudão e Guiné Bissau.
 
Patriota destacou que, com a criação de uma nova directoria para a África no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com a instalação do escritório do banco em Joannesburgo, na África do Sul, comércio, investimentos e cooperação econômica devem ser aprofundados com os países africanos. Fonte: Jornal do Brasil

Guiné-Bissau Sem Água e Luz

Guiné-Bissau-A empresa de electricidade e água da Guiné-Bissau (EAGB) deu uma conferência de imprensa. A empresa está tecnicamente falida  e sem soluções à vista, por esses motivos a água e a luz vão continuar a ser elementos ausentes nos lares dos habitantes da capital guineense.

A ausência de electricidade e água na Guiné-Bissau parece não ter um fim à vista. A certeza foi dada pelo director da empresa de electricidade e água da Guiné-Bissau (EGAB), em conferência de imprensa, que afirmou que não têm em mãos uma solução imediata para o problema já que tecnicamente a empresa está falida.

Papai Danfá referiu que a EAGB tem actualmente pouco mais de 27 mil clientes registados, 13 mil dos quais com contadores pré-pagos, ou seja, pagam adiantado para ter o serviço, mas nem a esses a empresa tem conseguido fornecer energia e água regularmente.

Questionado sobre qual seria a solução ideal para a EAGB, Danfá defendeu que, tal como já foi sugerido num estudo do Banco Mundial, o melhor é promover uma profunda reforma da empresa.

O director da EAGB afirma que com o elevado preço do petróleo no mercado internacional e atendendo ao poder de compra dos guineenses será sempre difícil que a empresa consiga rentabilizar-se, pelo menos enquanto o país não tiver fontes de energia alternativas.

Os poucos pontos de luz que existem durante a noite em Bissau e em algumas povoações do país provêm de geradores dos estabelecimentos comerciais e de habitações particulares. Para que a água corra nas torneiras é necessário ter um furo, depósito ou bomba.
 Fonte: RFI