segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Prémio "Mama Afrika Award" Lançado Oficialmente em Joanesburgo

Presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma
Presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma
Joanesburgo – A União Africana (UA) lançou quinta-feira passada, em Joanesburgo, na África do Sul, o prémio denominado “Mama Afrika Award” visando distinguir as personalidades, organizações, comunidades, empresas e governos que lutam em prol da saúde materna, neo-natal e pela sobrevivência infantil.

No acto de lançamento do prémio, à margem da Conferência Internacional sobre Saúde Materna, dos Recém-nascidos e da Criança em África (CMNCH), a presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, disse que a organização decidiu doravante reconhecer as individualidades, organizações e os governos que fazem esforços notáveis para garantir a sobrevivência das mães de África e dos recém-nascidos durante o parto, e prosperar para realizar o seu pleno potencial produtivo.

“Embora ainda existam desafios, muitos sucessos foram registados na melhoria da MNCH em África e a União Africana não operou sozinha nestas conquistas”, sublinhou Dlamini-Zuma.

O prémio “Mama Afrika Award”, que foi criado em homenagem à malograda cantora sul-africana Miriam Makeba, vai distinguir e celebrizar personalidades chaves em África que estejam na linha da frente relativamente aos desafios de sobrevivência materna, neo-natal e infantil no continente.

O concurso reconhecerá os verdadeiros heróis e heroínas, incluindo organizações de todo o continente africano.

A CMNCH está a ser organizada, de 01 a 03 de Agosto, pelo governo da África do Sul e a União Africana, contando com o apoio técnico e financeiro do FNUAP, da ONUSIDA e do UNICEF, bem como do governo do Reino Unido. Fonte: Angolapress

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Abranda Crescimento do PIB de Moçambique e África do Sul

 
Moçambique e África do Sul-As economias de Moçambique e da África do Sul registaram, no primeiro trimestre de 2013, um abrandamento no seu crescimento devido a cheias registadas no início do ano e greves de trabalhadores da indústria transformadora, respectivamente.
 
No caso de Moçambique, prevê-se um crescimento de 6,3%, em 2013, contra pouco mais de 7% de 2012, e de 5,9%, em 2014, segundo o Banco de Moçambique (BM), citando as últimas avaliações do Fundo Monetário Internacional (FMI), ajuntando que, no global, as perspectivas divulgadas pela instituição, em Maio último, mostram que as economias da região da África Subsaariana continuarão relativamente robustas no presente ano, antevendo-se um crescimento na ordem 5,4%, após 5,1%, em 2012.
 
Este crescimento continuará a ser sustentado pelo aumento da procura doméstica em face dos investimentos em infra-estruturas suportadas pelo Investimento Directo Estrangeiro (IDE) e pela exploração de recursos naturais não renováveis existentes em número considerável de economias da região.
 
Para a África Austral, o FMI prevê um crescimento de 2,5%, em 2013, e de 2,9%, em 2014, acrescentando que a economia sul-africana registou uma expansão anual de 1,9% no 1º trimestre de 2013, após 2,5% no trimestre anterior e 2,4% em igual período do ano anterior de 2012.
 
Este nível foi mais reduzido desde que a economia saiu da recessão em 2009, contracção que se reflecte na fraqueza da procura e nas greves que vêm ocorrendo no sector da indústria extractiva.
 
Mercado cambial & inflação na SADC
 
Entretanto, a nível do mercado cambial, todas as moedas dos países da África Austral depreciaram face ao Dólar dos Estados Unidos da América, no segundo trimestre de 2013, como reflexo de uma maior procura por divisas no mercado cambial interbancário para satisfazer as necessidades de importação de bens e serviços diversos.
 
Relativamente à inflação moçambicana, o BM indica que depois de uma aceleração, nos primeiros meses de 2013 que culminou com uma inflação acumulada de 2,77%, em Março, no segundo trimestre deste ano assistiu-se a um cenário de abrandamento do ritmo de agravamento do nível geral de preços, levando para uma inflação acumulada de 2,50%, em Junho último, correspondente a 77 pontos-base abaixo em relação ao primeiro trimestre.
 
Por seu turno, a inflação média anual manteve o seu sentido de aceleração registado no início deste ano, tendo atingido o nível de 3,03%, em Junho, após 2,23%, em Março último. Em termos anuais, a inflação em Junho ascendeu para 5,20%, representando uma aceleração em 89 pontos-base relativamente ao primeiro trimestre do ano em curso.
 
No mesmo período, a inflação de Moçambique contrariou o seu sentido ascendente, ao desacelerar em quatro pontos- base, tendo ficado acima da inflação observada no último trimestre e registada no fecho de 2012. Fonte O Jornal  Gratuito a Verdade

Portugal é Parceiro Estratégico para a Guiné Equatorial, Diz embaixador

Ana Freitas/LUSA
Portugal - O primeiro embaixador da Guiné Equatorial em território português afirmou que os dois países estão unidos por "laços históricos" e "vínculos de irmandade", salientando que Portugal é um "parceiro estratégico" para o seu país "entrar" na Europa.
 
Em declarações à agência Lusa à margem de uma visita à Reitoria da Universidade do Porto, José Dougan Chubum apontou que a ligação histórica entre a Guiné Equatorial e Portugal é "um argumento bastante forte" para que o país adira à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
 
Desde 2006 que a Guiné Equatorial tem o estatuto de país observador da CPLP mas o processo de adesão tem sido adiado, devendo voltar a ser discutido na próxima cimeira da organização lusófona, em Díli, capital de Timor-Leste, em 2014.
 
"A entrada para a CPLP é de grande importância para o meu país. A CPLP é uma porta para a Europa. Vivemos num mundo globalizado onde queremos e precisamos de alianças e a aliança aos países da CPLP é algo que desejamos", disse.
 
O diplomata salientou que Portugal é, neste contexto, "um parceiro estratégico" para a Guiné Equatorial "quer na adesão à CPLP, quer para a entrada na Europa mas também para a união aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)".
 
Chubum salientou que a ligação entre os dois países "pesam como um argumento forte" no apoio que Portugal tem dado à entrada do país africado na CPLP.
 
"Unem os dois países laços históricos, culturais e sociais. Mas também vínculos de irmandade. Além disso a Guiné está rodeada de muitos países de língua portuguesa, como S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, que têm contribuído muito para a rede social e cultural do meu país", referiu.
 
Segundo José Dougan Chubum a, a entrada do país para a CPLP "é também um meio da Europa entrar em África através de um país emergente, como é o caso da Guiné Equatorial".
 
Por isso, disse, "há interesses bilaterais" relacionados com a adesão às comunidades de língua portuguesa. "É benéfico para Portugal, para a Guiné e para todos os países membros da CPLP e da União Europeia, à qual pertence Portugal", finalizou.
 
A CPLP integra oito Estados cuja língua oficial é o português: República de Angola, a República Federativa do Brasil, a República de Cabo Verde, a República da Guiné-Bissau, a República de Moçambique, a República Portuguesa, a República Democrática de São Tomé e Príncipe e a República Democrática de Timor-Leste.
 

Em 2006 a Guiné Equatorial e as Maurícias foram admitidas como "observadores associados" e em 2008 o mesmo estatuto foi reconhecido ao Senegal. Fonte: MSN Notícias
 
 

Austrália Enviou Primeiro Grupo de Refugiados Para a Papua Nova Guiné

Austrália-Um primeiro grupo de requerentes de asilo foi  enviado pela Austrália para a Papua Nova Guiné, no âmbito da nova política de imigração que pretende conter o número de refugiados que chega ao território australiano.

Os cerca de 40 requerentes de asilo, de nacionalidades afegã e iraniana, que tentaram chegar à costa australiana por via marítima, foram transferidos de avião do centro australiano de detenção na ilha Christmas, no oceano Índico, para a ilha Manu, na Papua Nova Guiné.
 
O ministro da Imigração australiano, Tony Burke, disse que o governo de Camberra demonstra assim que o respeito da política do seu governo de não acolher nenhum requerente de asilo na Austrália "é sério".
 
"A promessa dos traficantes de que os refugiados poderão viver e trabalhar na Austrália agora é inútil", salientou. O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, assinou no mês passado um acordo com o homólogo da Papua Nova Guiné, Peter O`Neill, para transferir todos os pedidos de asilo de quem tentar chegar à Austrália por via marítima para esse país.
 
Mesmo que os requerentes de asilo obtenham o estatuto de refugiados, eles terão de ficar na Papua Nova Guiné, não sendo autorizados a residir na Austrália, no âmbito do acordo bilateral, que foi criticado pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).
 
A transferência de requerentes de asilo coincide com o compromisso australiano de financiar projetos de infra-estruturas na Papua Nova Guiné com cerca de 450 milhões de dólares (337 milhões de euros).
 
Mais de 15 mil pessoas, a maioria procedente do Afeganistão e do Iraque, tentaram este ano chegar de forma ilegal à Austrália, por via marítima, uma viagem perigosa, durante a qual dezenas de imigrantes perdem a vida. Fonte: RTP Notícias

Patriota Anuncia Perdão de 98% da Dívida da Guiné Equatorial

Guiné Equatorial-O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que a República da Guiné Equatorial vai se beneficiar  do perdão da dívida que o país tem com o Brasil. Segundo ele, isso facilitará a concessão de créditos e intensificará comércio e investimentos. O perdão envolve 98% da dívida, restando US$ 200 mil para pagamento.
 
“O acordo foi alcançado e deve ser aprovado pelo Congresso Nacional antes do fim do ano”, afirmou Patriota, em entrevista coletiva após o encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné, Louncény Fall. “O perdão da dívida vai aliviar as finanças do país, que poderá investir em grandes projetos de infra-estrutura como barragens e estradas”, disse Fall.
 
Durante a comemoração do aniversário de 50 anos da União Africana, em Maio, a presidente Dilma Rousseff anunciou o perdão ou a renegociação da dívida de 12 países africanos com o Brasil. O total da dívida perdoada ou renegociada é de quase US$ 900 milhões e beneficiará República do Congo, Costa do Marfim, Tanzânia, Gabão, Senegal, República da Guiné, Mauritânia, Zâmbia, São Tomé e Príncipe, República Democrática do Congo, Sudão e Guiné Bissau.
 
Patriota destacou que, com a criação de uma nova directoria para a África no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com a instalação do escritório do banco em Joannesburgo, na África do Sul, comércio, investimentos e cooperação econômica devem ser aprofundados com os países africanos. Fonte: Jornal do Brasil

Guiné-Bissau Sem Água e Luz

Guiné-Bissau-A empresa de electricidade e água da Guiné-Bissau (EAGB) deu uma conferência de imprensa. A empresa está tecnicamente falida  e sem soluções à vista, por esses motivos a água e a luz vão continuar a ser elementos ausentes nos lares dos habitantes da capital guineense.

A ausência de electricidade e água na Guiné-Bissau parece não ter um fim à vista. A certeza foi dada pelo director da empresa de electricidade e água da Guiné-Bissau (EGAB), em conferência de imprensa, que afirmou que não têm em mãos uma solução imediata para o problema já que tecnicamente a empresa está falida.

Papai Danfá referiu que a EAGB tem actualmente pouco mais de 27 mil clientes registados, 13 mil dos quais com contadores pré-pagos, ou seja, pagam adiantado para ter o serviço, mas nem a esses a empresa tem conseguido fornecer energia e água regularmente.

Questionado sobre qual seria a solução ideal para a EAGB, Danfá defendeu que, tal como já foi sugerido num estudo do Banco Mundial, o melhor é promover uma profunda reforma da empresa.

O director da EAGB afirma que com o elevado preço do petróleo no mercado internacional e atendendo ao poder de compra dos guineenses será sempre difícil que a empresa consiga rentabilizar-se, pelo menos enquanto o país não tiver fontes de energia alternativas.

Os poucos pontos de luz que existem durante a noite em Bissau e em algumas povoações do país provêm de geradores dos estabelecimentos comerciais e de habitações particulares. Para que a água corra nas torneiras é necessário ter um furo, depósito ou bomba.
 Fonte: RFI

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fundo Mundial Para a Natureza alerta para Crimes Ambientais na África Austral

Maputo - A directora do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) em Moçambique, Anabela Rodrigues, considerou   quarta-feira última  que as redes criminosas que actuam sobre recursos ambientais ameaçam a indústria do Turismo e segurança dos Estados na África Austral.   
 
Numa nota enviada à Lusa, a WWF refere que Moçambique perdeu, entre 2009 e 2012, mais de 2500 elefantes, a maioria dos quais mortos pelos caçadores furtivos dentro de áreas de conservação, nomeadamente em Niassa e Cabo Delgado, onde "pelo menos três elefantes são mortos diariamente".  
 
Citada no comunicado, Anabela Rodrigues afirmou que "a par da ameaça directa à flora e fauna moçambicana, as redes criminosas que operam impunes na região da África Austral também ameaçam a segurança nacional destes Estados, o que afecta sobremaneira a indústria do Turismo na região".  
 
A intensificação de respostas para estancar os crimes ambientais, em particular a caça furtiva do elefante e rinoceronte, foi uma das recomendações feitas num encontro de capacitação de técnicos de diversos ministérios, organizado pela Rede de Monitoria de Comércio de Espécies Protegidas (TRAFFIC), Direcção Nacional de Terras e Florestas e WWF de Moçambique.  
 
O chefe do departamento de Fauna Bravia no Ministério da Agricultura, Marcelino Foloma, disse que "Moçambique reconhece as ameaças económicas e à segurança resultantes das redes criminosas transfronteiriças que desenvolvem estas actividades", pelo que "o país está comprometido a encontrar soluções para estes problemas".  
 
 A formação de técnicos dos ministérios da Agricultura, Turismo, Finanças, Interior, Ambiente e da Direcção Nacional das Alfândegas pretende estabelecer mecanismos formais de partilha de informação sobre a caça e comércio ilegal de produtos de fauna e flora, bem como tomar medidas para o fortalecimento da actual legislação.  
 
Nos últimos meses, vários moçambicanos têm sido acusados de caça furtiva no Parque Nacional do Limpopo e no Kruger Park, na África do Sul. Fonte: Angolapress