sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Portugal é Parceiro Estratégico para a Guiné Equatorial, Diz embaixador

Ana Freitas/LUSA
Portugal - O primeiro embaixador da Guiné Equatorial em território português afirmou que os dois países estão unidos por "laços históricos" e "vínculos de irmandade", salientando que Portugal é um "parceiro estratégico" para o seu país "entrar" na Europa.
 
Em declarações à agência Lusa à margem de uma visita à Reitoria da Universidade do Porto, José Dougan Chubum apontou que a ligação histórica entre a Guiné Equatorial e Portugal é "um argumento bastante forte" para que o país adira à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
 
Desde 2006 que a Guiné Equatorial tem o estatuto de país observador da CPLP mas o processo de adesão tem sido adiado, devendo voltar a ser discutido na próxima cimeira da organização lusófona, em Díli, capital de Timor-Leste, em 2014.
 
"A entrada para a CPLP é de grande importância para o meu país. A CPLP é uma porta para a Europa. Vivemos num mundo globalizado onde queremos e precisamos de alianças e a aliança aos países da CPLP é algo que desejamos", disse.
 
O diplomata salientou que Portugal é, neste contexto, "um parceiro estratégico" para a Guiné Equatorial "quer na adesão à CPLP, quer para a entrada na Europa mas também para a união aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)".
 
Chubum salientou que a ligação entre os dois países "pesam como um argumento forte" no apoio que Portugal tem dado à entrada do país africado na CPLP.
 
"Unem os dois países laços históricos, culturais e sociais. Mas também vínculos de irmandade. Além disso a Guiné está rodeada de muitos países de língua portuguesa, como S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, que têm contribuído muito para a rede social e cultural do meu país", referiu.
 
Segundo José Dougan Chubum a, a entrada do país para a CPLP "é também um meio da Europa entrar em África através de um país emergente, como é o caso da Guiné Equatorial".
 
Por isso, disse, "há interesses bilaterais" relacionados com a adesão às comunidades de língua portuguesa. "É benéfico para Portugal, para a Guiné e para todos os países membros da CPLP e da União Europeia, à qual pertence Portugal", finalizou.
 
A CPLP integra oito Estados cuja língua oficial é o português: República de Angola, a República Federativa do Brasil, a República de Cabo Verde, a República da Guiné-Bissau, a República de Moçambique, a República Portuguesa, a República Democrática de São Tomé e Príncipe e a República Democrática de Timor-Leste.
 

Em 2006 a Guiné Equatorial e as Maurícias foram admitidas como "observadores associados" e em 2008 o mesmo estatuto foi reconhecido ao Senegal. Fonte: MSN Notícias
 
 

Austrália Enviou Primeiro Grupo de Refugiados Para a Papua Nova Guiné

Austrália-Um primeiro grupo de requerentes de asilo foi  enviado pela Austrália para a Papua Nova Guiné, no âmbito da nova política de imigração que pretende conter o número de refugiados que chega ao território australiano.

Os cerca de 40 requerentes de asilo, de nacionalidades afegã e iraniana, que tentaram chegar à costa australiana por via marítima, foram transferidos de avião do centro australiano de detenção na ilha Christmas, no oceano Índico, para a ilha Manu, na Papua Nova Guiné.
 
O ministro da Imigração australiano, Tony Burke, disse que o governo de Camberra demonstra assim que o respeito da política do seu governo de não acolher nenhum requerente de asilo na Austrália "é sério".
 
"A promessa dos traficantes de que os refugiados poderão viver e trabalhar na Austrália agora é inútil", salientou. O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, assinou no mês passado um acordo com o homólogo da Papua Nova Guiné, Peter O`Neill, para transferir todos os pedidos de asilo de quem tentar chegar à Austrália por via marítima para esse país.
 
Mesmo que os requerentes de asilo obtenham o estatuto de refugiados, eles terão de ficar na Papua Nova Guiné, não sendo autorizados a residir na Austrália, no âmbito do acordo bilateral, que foi criticado pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).
 
A transferência de requerentes de asilo coincide com o compromisso australiano de financiar projetos de infra-estruturas na Papua Nova Guiné com cerca de 450 milhões de dólares (337 milhões de euros).
 
Mais de 15 mil pessoas, a maioria procedente do Afeganistão e do Iraque, tentaram este ano chegar de forma ilegal à Austrália, por via marítima, uma viagem perigosa, durante a qual dezenas de imigrantes perdem a vida. Fonte: RTP Notícias

Patriota Anuncia Perdão de 98% da Dívida da Guiné Equatorial

Guiné Equatorial-O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que a República da Guiné Equatorial vai se beneficiar  do perdão da dívida que o país tem com o Brasil. Segundo ele, isso facilitará a concessão de créditos e intensificará comércio e investimentos. O perdão envolve 98% da dívida, restando US$ 200 mil para pagamento.
 
“O acordo foi alcançado e deve ser aprovado pelo Congresso Nacional antes do fim do ano”, afirmou Patriota, em entrevista coletiva após o encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné, Louncény Fall. “O perdão da dívida vai aliviar as finanças do país, que poderá investir em grandes projetos de infra-estrutura como barragens e estradas”, disse Fall.
 
Durante a comemoração do aniversário de 50 anos da União Africana, em Maio, a presidente Dilma Rousseff anunciou o perdão ou a renegociação da dívida de 12 países africanos com o Brasil. O total da dívida perdoada ou renegociada é de quase US$ 900 milhões e beneficiará República do Congo, Costa do Marfim, Tanzânia, Gabão, Senegal, República da Guiné, Mauritânia, Zâmbia, São Tomé e Príncipe, República Democrática do Congo, Sudão e Guiné Bissau.
 
Patriota destacou que, com a criação de uma nova directoria para a África no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com a instalação do escritório do banco em Joannesburgo, na África do Sul, comércio, investimentos e cooperação econômica devem ser aprofundados com os países africanos. Fonte: Jornal do Brasil

Guiné-Bissau Sem Água e Luz

Guiné-Bissau-A empresa de electricidade e água da Guiné-Bissau (EAGB) deu uma conferência de imprensa. A empresa está tecnicamente falida  e sem soluções à vista, por esses motivos a água e a luz vão continuar a ser elementos ausentes nos lares dos habitantes da capital guineense.

A ausência de electricidade e água na Guiné-Bissau parece não ter um fim à vista. A certeza foi dada pelo director da empresa de electricidade e água da Guiné-Bissau (EGAB), em conferência de imprensa, que afirmou que não têm em mãos uma solução imediata para o problema já que tecnicamente a empresa está falida.

Papai Danfá referiu que a EAGB tem actualmente pouco mais de 27 mil clientes registados, 13 mil dos quais com contadores pré-pagos, ou seja, pagam adiantado para ter o serviço, mas nem a esses a empresa tem conseguido fornecer energia e água regularmente.

Questionado sobre qual seria a solução ideal para a EAGB, Danfá defendeu que, tal como já foi sugerido num estudo do Banco Mundial, o melhor é promover uma profunda reforma da empresa.

O director da EAGB afirma que com o elevado preço do petróleo no mercado internacional e atendendo ao poder de compra dos guineenses será sempre difícil que a empresa consiga rentabilizar-se, pelo menos enquanto o país não tiver fontes de energia alternativas.

Os poucos pontos de luz que existem durante a noite em Bissau e em algumas povoações do país provêm de geradores dos estabelecimentos comerciais e de habitações particulares. Para que a água corra nas torneiras é necessário ter um furo, depósito ou bomba.
 Fonte: RFI

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fundo Mundial Para a Natureza alerta para Crimes Ambientais na África Austral

Maputo - A directora do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) em Moçambique, Anabela Rodrigues, considerou   quarta-feira última  que as redes criminosas que actuam sobre recursos ambientais ameaçam a indústria do Turismo e segurança dos Estados na África Austral.   
 
Numa nota enviada à Lusa, a WWF refere que Moçambique perdeu, entre 2009 e 2012, mais de 2500 elefantes, a maioria dos quais mortos pelos caçadores furtivos dentro de áreas de conservação, nomeadamente em Niassa e Cabo Delgado, onde "pelo menos três elefantes são mortos diariamente".  
 
Citada no comunicado, Anabela Rodrigues afirmou que "a par da ameaça directa à flora e fauna moçambicana, as redes criminosas que operam impunes na região da África Austral também ameaçam a segurança nacional destes Estados, o que afecta sobremaneira a indústria do Turismo na região".  
 
A intensificação de respostas para estancar os crimes ambientais, em particular a caça furtiva do elefante e rinoceronte, foi uma das recomendações feitas num encontro de capacitação de técnicos de diversos ministérios, organizado pela Rede de Monitoria de Comércio de Espécies Protegidas (TRAFFIC), Direcção Nacional de Terras e Florestas e WWF de Moçambique.  
 
O chefe do departamento de Fauna Bravia no Ministério da Agricultura, Marcelino Foloma, disse que "Moçambique reconhece as ameaças económicas e à segurança resultantes das redes criminosas transfronteiriças que desenvolvem estas actividades", pelo que "o país está comprometido a encontrar soluções para estes problemas".  
 
 A formação de técnicos dos ministérios da Agricultura, Turismo, Finanças, Interior, Ambiente e da Direcção Nacional das Alfândegas pretende estabelecer mecanismos formais de partilha de informação sobre a caça e comércio ilegal de produtos de fauna e flora, bem como tomar medidas para o fortalecimento da actual legislação.  
 
Nos últimos meses, vários moçambicanos têm sido acusados de caça furtiva no Parque Nacional do Limpopo e no Kruger Park, na África do Sul. Fonte: Angolapress


Libertados Polícias Cabo-verdianos Detidos na Guiné-Bissau

Praia-A Ministra da Administração Interna cabo-verdiana revelou terça-feira passada que os dois polícias detidos na Guiné-Bissau chegariam ontem (quarta-feira) ao país.

Os dois agentes policiais, que estavam detidos desde 12 de Julho na Guiné-Bissau, «estão bem de saúde», disse a governante.

Numa curta declaração à imprensa, Marisa Morais explicou que os polícias se encontravam num hotel em Bissau na companhia do embaixador de Cabo Verde em Dakar, Francisco Veiga, e que regressariam na quarta-feira, num voo da Air Senegal. Fonte: TVi 24

Antigo Director-geral da CPLP Anuncia Candidatura à Presidência

Lisboa - O antigo director-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Hélder Vaz, indicou  quarta-feira à Lusa que vai candidatar-se à presidência da Guiné-Bissau e promete fazer "tudo diferente" para que o país se possa tornar na "Suíça de África".  
 
"Acredito numa Guiné-Bissau positiva, com a excelência dos seus recursos humanos e recursos naturais ainda por explorar", disse Hélder Vaz à agência Lusa.  
 
Neste sentido, o responsável disse acreditar que a Guiné-Bissau pode "vir a tornar-se na 'Suíça de África', afirmar-se pela diferença e ser um país especial. Tudo depende dos seus filhos".  
 
Hélder Vaz referiu que a sua candidatura é "supra-partidária" e quando questionado sobre o que pode fazer pelo seu país, disse: Vou fazer tudo diferente".  
 
"A minha vida é o espelho daquilo que posso fazer de diferente", disse, explicando que a diferença é que não pretende "ir buscar votos às etnias", mas sim juntá-las em torno da sua candidatura por acreditar que representa "a pluralidade dos guineenses".  
 
"Temos de nos reconciliar enquanto povo, de ter a capacidade de perdoar os infractores para que vitimas e perpetradores possam reconciliar-se na sua humanidade e acabem com os sentimentos de vingança. Temos de ser capazes de trabalhar em conjunto, de desenvolver um plano colectivo que some vontades e atenue as diferenças", escreveu o candidato na "1ª Mensagem aos Guineenses e Amigos da Guiné-Bissau", que serviu para lançar a sua candidatura.  
 
Hélder Vaz, de 54 anos, disse que é apoiado por "um conjunto de personalidades que pretendem mudar a Guiné-Bissau" e justifica assim a escolha do nome da candidatura: Aliança Patriótica para a Salvação da Guiné-Bissau.  
  O candidato defendeu ainda que "chegou a altura de o poder político assumir o seu papel e da estrutura militar assumir o seu", considerando que "o papel dos militares é defender a Pátria das agressões externas". 
 
"Precisamos de dignificar a vida dos antigos combatentes e dar condições aos militares no activo e na reserva para prosseguirem a sua vida com dignidade social e com oportunidades económicas para que possam ter escolha nas suas opções de vida e de futuro", disse, defendendo que os militares devem ser isentos "de influências e manipulações políticas".  
 
A Guiné-Bissau tem um historial de vários golpes de Estado nos últimos anos, tendo o último, a 12 de Abril de 2012, afastado do poder o então primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, que também anunciou na terça-feira à Lusa a sua intenção de concorrer à presidência.  
 
Assumindo-se como "o rosto daqueles que acreditam no projecto político de Amílcar Cabral", de quem disse ser um "humilde e modesto continuador", Hélder Vaz estabeleceu como prioridade para o país a educação.  
 
No entanto, pretende também, com a ajuda dos parceiros da Guiné-Bissau, "criar uma estratégia nacional de combate ao crime organizado, nomeadamente ao crime transnacional, movendo um combate cerrado e sem tréguas ao narcotráfico".   
 
A candidatura de Hélder Vaz às presidenciais de 24 de Novembro próximo é a quarta a ser conhecida, depois de Carlos Gomes Júnior e Tcherno Djaló, antigo ministro da Educação da Guiné-Bissau. Nascido em Bissau, licenciado em filosofia e mestre em administração e gestão pública, Hélder Vaz foi deputado no parlamento da Guiné-Bissau (1994 -2004) e ministro da Economia e do Desenvolvimento Regional (2000-2001) no primeiro Governo de Coligação, constituído no seguimento da crise político-militar na Guiné-Bissau. 
 
Entre 1999 e 2004 foi presidente da RGB-MB (Resistência da Guiné-Bissau - Movimento Bafatá), tendo sido Secretário-Geral do mesmo partido entre 1991-1996
 
Após a extinção do RGB e uma derrota nas eleições legislativas de 2004, às quais se candidatou numa grande coligação de partidos da oposição, Hélder Vaz abandonou a política activa e regressou a Portugal.  
 
De 2004 a 2007 esteve ligado à UCCLA (União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas) e, antes disso, fora consultor de várias entidades, nomeadamente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, da USAID, do TIPS (Trade and Investment Project Support) e do Grupo Águas de Portugal. 
 
Assumiu o cargo de primeiro director-geral da CPLP a 31 de Janeiro de 2008, em que se manteve até ao último dia 18. Fonte: Angop África