quinta-feira, 18 de julho de 2013

Cartel Mexicano de Narcotráfico Prepara Sucessão no Comando

 
 Ángel Treviño após captura: líder de cartel cultuava fama de assassino cruel
 
Cartel Mexicano de Narcotráfico-Após prisão de Miguel Ángel Treviño, líder de Los Zetas, irmão deve assumir chefia de um dos mais influentes grupos criminosos do mundo.Cartel, que contrabandeia droga para Europa e EUA, é cada vez mais influente.
 
"Descabezan a Zetas!" ("Os Zetas foram decapitados"), festejou o jornal Excélsior, após a prisão de Miguel Ángel Treviño, conhecido como Z-40, líder do cartel mexicano Los Zetas. Mas, como sempre ocorre quando um chefe do narcotráfico é preso, já existe um sucessor esperando para assumir. Omar Ángel Treviño, conhecido como Z-42, é o designado para suceder seu irmão, como informa o periódico, baseado em informações da polícia.
 
A era de Miguel Ángel Treviño no comando de um dos mais perigosos e poderosos cartéis de drogas do mundo terminou  segunda-feira (15/07) numa pequena estrada de terra no norte do México. Um helicóptero da Marinha mexicana perseguiu o carro em que Treviño viajava e o obrigou a parar. Sem dispararem um único tiro, os policiais prenderam não só o chefe de Los Zetas, como também um de seus gerentes financeiros e um de seus guarda-costas. Uma ação atípica, já que geralmente os chefes mexicanos do tráfico de drogas são capturados em meio a tiroteios sangrentos e muitas vítimas.
 
A prisão de Miguel Ángel Treviño é sobretudo um grande sucesso para as autoridades mexicanas, com relevância internacional. Pois, de acordo com a agência policial europeia, Europol, os principais cartéis mexicanos, Los Zetas e Sinaloa, se tornaram coordenadores globais do contrabando de cocaína para a Europa e para a América do Norte. Também na Europa, esses grupos parecem ganhar cada vez mais influência.
 
A captura faz parte de uma série de grandes sucessos na luta contra o narcotráfico na Colômbia e no México. Aparentemente, os investigadores detêm informações detalhadas sobre os locais frequentados pelos barões da droga. Mais de uma dúzia de líderes de cartéis foram levados à prisão nos últimos meses. Há poucos dias, a polícia colombiana conseguiu prender em Bogotá o traficante Roberto Pannunzi. O italiano é acusado de organizar sobretudo o contrabando através do Atlântico. Os cartéis colombianos e mexicanos estão intimamente conectados. A Colômbia é considerada o mais importante produtor de cocaína, e o México é o principal país de trânsito para o principal mercado, os EUA.
 
 
Início de carreira nos EUA
 
 
Conforme a imprensa mexicana, Miguel Ángel Treviño cresceu em Dallas, no Texas, onde também iniciou sua carreira criminosa, em um subúrbio residencial de população latino-americana. Seus laços familiares nos Estados Unidos, um dos principais mercados do narcotráfico mexicano, também o ajudaram a fazer carreira rápida dentro do cartel.
 
O cartel Los Zetas foi formado por uma dissidência do Cartel do Golfo e se tornou rapidamente uma das organizações criminosas mais influentes no México. Muitos membros são ex-militares. O grupo é conhecido por sua brutalidade e crueldade na hora de fazer valer seus interesses.
 
O próprio Treviño cultivava sua reputação de assassino sádico. A imagem como torturador de sangue frio lhe rendeu respeito em suas próprias fileiras e o medo de seus oponentes. São atribuídas a ele inúmeras técnicas sádicas de tortura, como prender suas vítimas dentro de um barril para queimá-las vivas.
 
 
Imigrantes ilegais nas garras do cartel
 
 
Os milhares de imigrantes ilegais das Américas Central e do Sul que tentam fugir através do México para os Estados Unidos são as principais vítimas do narcotráfico mexicano. Mulheres são forçadas à prostituição, homens são obrigados a trabalhar no transporte da droga, sob ameaça de morte, caso se recusem a actuar para a máfia.Eles não têm escolha, já que não podem recorrer à polícia por estarem ilegalmente no México.
 
Três anos atrás, Treviño teria ordenado o assassinato de 72 imigrantes da América Central em San Fernando. O massacre teve repercussão internacional, especialmente em Honduras e El Salvador, de onde vinha grande parte das vítimas. A chacina provocou um debate na região sobre a situação dos imigrantes no México. Fonte: DW
 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

PJ da Guiné-Bissau Desmantela Rede de Falsificação de Passaportes

Guiné-Bissau-A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau anunciou o desmantelamento de uma rede de falsificação de certificados da habilitação e de passaportes, a maior parte com vistos para Angola.

Segundo Vítor Bacurim, Director nacional adjunto da PJ, no âmbito da investigação foram detidas duas pessoas e apreendidos 13 passaportes da Guiné-Bissau falsificados, um deles um "passaporte especial" com "dados de uma senhora chinesa".

O responsável explicou aos jornalistas que a investigação começou no seguimento de uma queixa de roubo de um passaporte de uma criança que já tinha visto para Portugal. Após investigações, a polícia "conseguiu detectar o local de falsificação", disse.

Segundo Vítor Bacurim os agentes policiais fizeram-se passar por eventuais compradores de passaporte e descobriram o visto da criança, que já tinha sido retirado do passaporte original.

De acordo com a PJ, que prossegue as investigações, os falsificadores actuavam com passaportes roubados que depois manipulavam. O "mercado" era essencialmente de cidadãos da Guiné-Conacri interessados em passaportes com visto para Angola.

Os falsificadores, num local não especificado em Bissau, tiravam os dados do possuidor original e vendiam com a identificação pretendida, explicou o responsável, que admite haver conivência dos serviços de emigração, por terem sido encontrados selos autênticos que só podiam estar nesses serviços. "Mas não temos evidências dessa conivência", ressalvou.

A PJ admite que estejam em circulação outros passaportes falsificados desta forma.

Na mesma operação foram apreendidos certificados de várias escolas nos quais apenas falta colocar as respectivas notas e assinaturas.
 Fonte: PJ

PIB da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Cresce Quase 4% em Dez Anos

 
PIB da CPLP- Se as oito nações integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP) fossem um só país, representariam a sexta economia do mundo, com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,47 trilhões (dado de 2010). O Brasil, que tem o maior território e a maior população, é responsável pela maior parte da riqueza gerada entre os países lusófonos: 86%.
 
Os dados foram consolidados pelo Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE). Segundo a publicação, o PIB conjunto de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste teve média de crescimento anual entre 2003 e 2010 de 3,8%. A taxa foi puxada por Timor Leste (17,2%) e por Angola (13,3%). As taxas de Guiné-Bissau (3,1%) e de Portugal (0,7%) foram as mais baixas.
 
O crescimento do Brasil no período ficou ligeiramente acima da média (4,4%). Em compensação, os brasileiros tiveram o melhor ganho em valores absolutos na distribuição do PIB per capita: US$ 7.442 por pessoa (alta de 202% entre 2004 e 2010). Em termos percentuais, apenas Angola e Timor-Leste tiveram incremento do PIB per capita acima do registrado no Brasil, com alta de 292% e 223%, respectivamente no período.
 
O dado não diz respeito à desigualdade entre extratos sociais (medido pelo coeficiente de Gini) ou à qualidade de vida (medido pelo Índice de Desenvolvimento Humano, por exemplo), mas revela que o Brasil e os demais países que compõem a CPLP, à exceção de Portugal, ainda estão longe do padrão atingido na Europa, apesar da crise. Em 2010, o PIB per capita português era de mais de US$ 21,5 mil por pessoa, quase o dobro do Brasil (US$ 11 mil por pessoa), o segundo colocado na comunidade.
 
O Brasil também é o mais próximo de Portugal nos itens que avaliaram a fecundidade das mulheres e o envelhecimento da população. À época do recenseamento, apenas 15,1% dos portugueses tinham 14 anos ou menos, enquanto no Brasil as crianças e adolescentes nessa faixa etária representavam 24,1%.
 
“Em oposição, a faixa etária mais jovem representava, em 2010, 47,4% da população angolana e 45,4% da moçambicana”, assinala o INE. Conforme os dados, o Brasil é o país com maior percentual de população em idade economicamente activa (15 a 64 anos), 68,5%; e Portugal, o país com mais idosos (65 anos ou mais) proporcionalmente: 18,2%.
 
Os indicadores sociais consolidados ainda ilustram grandes diferenças existentes entre os países lusófonos, como no caso da expectativa de vida. “Em 2010, a expectativa de vida nos oito países da CPLP apresentou os valores mais baixos em Guiné-Bissau (46,8 anos) e em Angola (48,4 anos). No ranking seguiu-se Moçambique (52,1 anos), Timor-Leste (64,2 anos), São Tomé e Príncipe (67,6 anos), Brasil (73,4 anos), Cabo Verde (74,5 anos) e Portugal, que se encontrava no topo, com 79,2 anos, no conjunto de ambos os sexos”.
 
Também há discrepâncias nos dados relativos à taxa de mortalidade infantil. Em Guiné-Bissau, a  taxa em 2010 ficou em 118,7 óbitos de crianças com menos de um ano, por mil nascidos com vida. Em Angola, a taxa de mortalidade ficou em 114,9 óbitos por mil. Brasil (15,6), Cabo Verde (14,8) e Portugal (2,5) registraram as menores taxas de mortalidade. Fonte: Jornal do Brasil

UE/África do Sul: Excedente do Comércio de Bens Sobe Para 6,1 Mil ME em 2012

Bruxelas-- O comércio internacional de bens da União Europeia com a África do Sul registou um excedente de 6,1 mil milhões de euros em 2012, acima dos 4,4 mil milhões de euros de 2011, segundo dados do Eurostat.

De acordo com os números do gabinete oficial de estatísticas comunitárias, divulgados em vésperas da VI Cimeira União Europeia (UE)-África do Sul, as exportações atingiram um pico de 26,6 mil milhões de euros em 2012 (acima dos 26,2 mil milhões de euros registados em 2011), enquanto as importações totalizaram 20,5 mil milhões de euros (abaixo dos 21,8 mil milhões de euros de 2011).

Entre os Estados-membros da UE, a Alemanha foi o primeiro país exportador para a África do Sul em 2012 (cerca de 8,8 mil milhões de euros, o equivalente a 33% do total das exportações), seguindo-se o Reino Unido (cerca de 4,1 mil milhões de euros, 16% do total) e a Holanda (cerca de 2,5 mil milhões de euros, cerca de 9% do total). Fonte: Visão

 

Comércio Entre Países Africanos Atingiu Apenas 11,3% do Total do Comércio Com o Resto do Mundo


África- As trocas comerciais entre países africanos representaram em 2011 apenas 11,3% do total de bens e serviços transacionados entre os países do continente africano e o resto do mundo, totalizando 130 mil milhões de euros, de acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).
 
Num relatório, divulgado a semana passada em Nova York, sobre o Desenvolvimento Económico em África - 2013, a UNCTAD revelou que o comércio intra-africano aumentou consistentemente, passando de 19,3% em 1995 para um pico de 22,4% em 1997, mas desde então caiu para 11,3% em 2011, uma tendência "que pode ser atribuída a uma taxa de crescimento do comércio com o resto do mundo mais alta que a do comércio entre países africanos e não a um abrandamento das trocas comerciais dentro de África".
 
De 1996 a 2011, nota o relatório, "o comércio intra-africano cresceu a uma taxa robusta de 8,2% ao ano, em média, mas o comércio de África com o resto do mundo cresceu mais depressa, a 12% por ano, em média".O documento com 158 páginas defende que o comércio entre países africanos é fundamental para acelerar o desenvolvimento económico e argumenta que os governos têm de dar ao sector privado as condições necessárias para que o dinamismo empresarial beneficie quem vende e quem compra os produtos e serviços africanos.
 
As exportações africanas para o resto do mundo cresceram a um ritmo anual de 12,2% entre 2007 e 2011, ultrapassando o aumento nos mercados emergentes e nos países mais industrializados (9,9 e 7,4%, respectivamente).Ainda assim, nota o documento de 158 páginas que faz uma análise do desenvolvimento económico em África para concluir que o sector privado tem um papel crucial na melhoria das condições de vida dos africanos, o continente continua a ser um 'jogador' marginal no que ao comércio mundial diz respeito, representando apenas 2,8% das trocas comerciais em todo o mundo entre 2000 e 2010.
 
No que diz respeito ao comércio entre países africanos, os números revelam uma subida, tendo passado de 45,9 mil milhões em 1995, para 130 mil milhões em 2011, o que representa um crescimento de exportações a um ritmo anual de 2,6% no período entre 2001 e 2006 e 3,2% entre 2007 e 2011.
 
O relatório inclui ainda uma lista das relações entre os países, constatando-se que os cinco maiores importadores de serviços e produtos de Angola são a África do Sul, o Ghana, Moçambique, Costa do Marfim e Nigéria.
 
No caso de Cabo Verde, os maiores clientes são Ghana, Senegal, Moçambique, Líbia e Guiné-Bissau.A Guiné-Bissau, por seu lado, exporta principalmente para Mali, Gâmbia, Senegal, Costa do Marfim e Tunísia.Moçambique exporta principalmente para a África do Sul, Zimbabué, Malawi, Ilhas Maurícias e Botswana.
 
Por último, e entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, São Tomé e Príncipe vende os seus bens e serviços para a Nigéria, Quénia, Camarões, África do Sul e Zimbabwe.Fonte: África21

terça-feira, 16 de julho de 2013

Rebeldes de Casamança Libertam Nove Reféns


Cassolol (Guiné-Bissau) - Nove sapadores raptados a 03 de Maio, pelos rebeldes de Casamança, região do Sul do Senegal assolada por uma rebelião independentista, foram libertados hoje (sexta-feira), próxima da fronteira com a Guiné-Bissau, noticiou à AFP.

Os nove reféns, foram libertados próximo da aldeia de Cassolol, em território bissau-guineense, na presença de responsáveis militares bissau-guineenses, de notáveis de Casamança e de dirigentes de Mon Ku Mom, uma organização da Guiné-Bissau implicada na mediação dos conflitos nesse país.

"Liberto os sapadores em nome do Casamança", disse, numa breve declaração, César Atoute Badiate, líder da facção do Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MFDC, rebelião independentista), que tinha raptado os sapadores.

Os nove reféns, visivelmente bem tratados, foram entregues aos responsáveis de Mon Ku Mom, que estava implicada na mediação visando a sua libertação.

Essa ONG, deve os entregar sábado as autoridades senegalesas durante uma cerimónia oficial prevista em São Domingos, uma vila bissau-guineense situada próxima da fronteira senegalesa.

Três mulheres, que tinham sido feito reféns com os nove homens libertados sexta-feira, foram postas em liberdade a 27 de Maio, após uma mediação da Guiné-Bissau e de Mon Mu Mom.    

Os doze mineiros tinham sido raptados a 03 de Maio na aldeia de Kailou, à 15 quilómetros de Ziguinchor.

Os sapadores trabalhavam por conta da Mecham, operadora sul-africana ligada ao Centro nacional das acções anti-minas do Senegal (CNAMS), no quadro dum projecto financiado pela União Europeia.     

A MFDC, se bate desde 1982, pela independência de Casamança, região sul do Senegal separada da sua parte norte da Gâmbia.

O conflito, causou desde há 30 anos várias vítimas, nomeadamente de minas anti-pessoal, e de dezenas milhares de  refugiados. Fonte. Angop Press
              

França Concede seis Milhões de Euros à Guiné Conacri Para Projetos Rurais

Conacri - A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) concedeu ao Governo guineense uma nova subvenção de seis milhões de euros, anunciou um comunicado da Embaixada de França, citado pela Panapress.
 
Esta subvenção destina-se, lê-no texto, a apoiar a fase 2 do Programa de Apoio às Comunidades Camponesas (PACV) implementado pela Coordenação Nacional do PACV sob a tutela do Ministério guineense da Administração do Território e Descentralização.
 
O empreendimento é cofinanciado igualmente pelo Banco Mundial (BM) e pelo Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), segundo a nota.
 
O novo apoio da AFD efetivou-se quinze dias depois da assinatura de um contrato de anulação da dívida e de desenvolvimento de 75 milhões de euros entre as duas partes, diz o comunicado.
 
O PACV é tido como um dos elementos essenciais de redução da pobreza, cujos objetivos são fixados pelo Documento de Estratégia de Redução da Pobreza da Guiné (DSRP3) recentemente aprovado pelo Governo guineense.
 
O objetivo primeiro do PACV permanece o acesso a serviços sociais básicos para as populações das 304 comunas rurais da Guiné-Conacri mediante o financiamento de infra-estruturas coletivas, tais como a água, a educação, a saúde, a agricultura, entre outros. prioritárias por estas localidades.
 
Acompanhar e reforçar as capacidades destas comunas rurais em matéria de planificação, de orçamento e de gestão do desenvolvimento económico do seu território fazem igualmente parte destas metas.
 
A segunda fase do PACV deverá apoiar as autoridades nas suas reformas de descentralização e os primeiros impactos esperados deste programa são de ordem social na medida em que as realizações deverão  permitir contribuir para o equipamento das zonas rurais, a melhoria do acesso aos serviços sociais básicos e o desenvolvimento mais equilibrado do território guineense, de acordo com o comunicado.
 
Estas atividades visam igualmente reforçar as instituições guineenses centrais, descentralizadas e desconcentradas, indica-se.Fonte: África21