terça-feira, 16 de julho de 2013

Papua Nova Guiné: Soldados Armados Invadem Hospital


Bandeira da Papua Nova Guiné
Papua Nova Guiné-Um grupo de soldados armados forçaram a entrada num hospital na capital da Papua Nova Guiné e começaram indiscriminadamente a atacar pessoas, deixando um estudante de medicina gravemente ferido, informou a polícia  segunda-feira.

O incidente ocorreu, no domingo, no Hospital Geral de Porto Moresby, e foi entretanto condenado pelo comissário de polícia Simon Kauba, que criticou os soldados por atacarem «as próprias pessoas que juraram proteger e defender».

«Isto é totalmente desnecessário e um comportamento inaceitável por membros de uma organização disciplinada», disse em comunicado.

O governo australiano anunciou entretanto que vai enviar para a Papua Nova Guiné um contingente formado por 50 agentes da polícia para reforçar as missões de segurança, após o aumento dos crimes de sangue neste país. Fonte: TVI24

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Rebeldes Acusam Milícia Pró-governo de Ataque Contra Missão de Paz em Darfur

Darfur-Um grupo rebelde de Darfur, Sudão, acusou  domingo uma milícia pró-governo de ter realizado o ataque que matou sete capacetes azuis tanzanianos da força conjunta de manutenção da paz ONU-União Africana (Minuad) no sábado.

"Não temos nenhuma dúvida de que este ataque foi cometido por uma milícia pró-governamental, porque essas milícias agem na região de Khar Abeche", declarou Abdullah Mursal, porta-voz da facção Minni Minnawi do Exército de Libertação do Sudão (SLA-Minnawi).

O ataque ocorreu perto de uma base da Minuad situada em Manawashi, ao norte de Nyala, principal cidade de Darfur, e a 25 km de outra base, localizada em Khar Abeche.

"Esta região está completamente sob controle do governo", insistiu Mursal.

Sete capacetes azuis tanzanianos foram mortos e dezassete ficaram feridos na emboscada preparada por um "grupo ainda não identificado", segundo a Minuad.

Trata-se do ataque com o maior número de vítimas em cinco anos de operações da missão no país.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, "condena este ataque odioso contra a Minuad, o terceiro em três semanas, e espera que o governo do Sudão adote enérgicas iniciativas para levar os culpados à justiça", indicou seu porta-voz, Martin Nesirk.

África do Sul Celebra Passagem dos 50 Anos da Captura dos Líderes do ANC pelo Apartheid

África do Sul-Assinalou-se quinta-feira  a passagem dos 50 anos da captura dos líderes seniores do Congresso Nacional Africano (ANC) pelo regime de segregação racial, o Apartheid. Segundo reza a história, a 11 de Julho de 1963, uma busca policial na farma de Liliesleaf em Rivonia, a norte de Joanesburgo, culminou com a captura de toda a liderança do ANC. Dos 17 capturados figuram nomes de Nelson Mandela, Walter Sisulu, Govan Mbeki (pai do antigo Presidente Thabo Mbeki) e Arthur Goldreich.
 
Este acontecimento viria a ser conhecido como “Caso Rivonia”, que resultou na condenação de altas patentes do ANC à prisão perpétua e outros à pena capital. A farma de Liliesleaf tinha-se tornado em 1963 o quartel general do braço armado do ANC, “Umkhonto we Sizwe”, e onde os seus líderes se encontravam refugiados. As forças de segurança do Apartheid, disfarçadas e fazendo-se transportar num carro de limpeza, dirigiram-se ao local e efectuaram as detenções.
 
A data viria a mudar o curso da história da luta contra o Apartheid e da própria África do Sul, pois dos capturados, e que fizeram parte do Caso Rivonia, somente quatro continuam vivos, e três a gozar de boa saúde.
 
Para se assinalar a data, os três sobreviventes deslocaram-se ao local onde tudo começou. Porém, Nelson Mandela, que viria a ser conhecido como o “acusado número 1”, encontra-se hospitalizado. “Teria sido maravilhoso se ele estivesse aqui, sentimos a sua falta”, afirmou Denis Goldberg, um dos últimos sobreviventes, a par de Ahmed Kathrada e Andrew Mlangeni.
 
Ao trio juntou-se Bob Hepple, que escapou à detenção em 1963 porque no tal dia não se encontrava no local. As celebrações desta quinta-feira incluíram o lançamento de uma medalha para se assinalar a passagem dos 50 anos da captura e da fuga de alguns detidos do Centro Prisional Marshall Square, localizado no centro de Joanesburgo, e o início do julgamento dos líderes do ANC. R.
 
Anderson, que em 1963 era repórter do jornal The Star, destacado para cobrir o Caso Rivonia, aproveitou para celebrar a passagem dos 50 anos da cobertura do melhor evento da sua carreira jornalística. “Isto foi uma demonstração do poder dos nacionalistas Afrikaners”, defendeu Anderson, que, apesar de ser jornalista, não escapou à paranóia do Estado.
 
Ao longo dos fins-de-semana, agentes da polícia do regime passavam sempre pela sua casa, querendo saber da identidade dos que lhe visitavam. O julgamento deu a Anderson um grande destaque. O Palácio de Justiça de Pretória ofereceu-lhe uma cópia do veredicto por 10 randes. Enquanto o juiz da causa, Quartus de Wet, lia as sentenças, o The Star, publicava a cópia.

ONU Atenta a Violações dos Direitos Humanos nas Eleições


 
Guiné-Bissau-O secretário-geral adjunto da ONU para os Direitos Humanos, Ivan Simonovic, que quinta-feira, terminou uma visita à Guiné-Bissau, disse que a comunidade estará atenta às violações dos direitos humanos naquele país, para perceber se há ou não condições para eleições livres e justas.

Simonovic disse ter falado com «os ministros da Justiça e do Interior» que «garantiram que farão tudo» para assegurar as liberdades de expressão, de reunião e o direito de manifestação durante o período eleitoral.

«Avisei que, se não for o caso, sem essas garantias, a comunidade internacional poderá reagir e haverá consequências», assegurou.

Ivan Simonovic esteve em Bissau desde segunda-feira a convite das autoridades de transição guineenses, tendo-se reunido com governantes e membros da sociedade civil e participado numa conferência sobre impunidade e Direitos Humanos.

Mandela Pode deixar Hospital em Breve, diz Mbeki

 
Nelson Mandela em Junho de 2010: ex-presidente sul-africano de 95 anos está internado há cinco semanas

 
Johanesburgo -Conforme o jornal Exame, o ex-presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, disse esperar que Nelson Mandela possa deixar o hospital em breve e concluir sua recuperação em casa.

A emissora de rádio sul-africana Eyewitness News informou  domingo que Thabo Mbeki fez as declarações durante um serviço memorial realizado no sábado.

Mandela está hospitalizado há mais de cinco semanas para o tratamento de uma infecção pulmonar recorrente. Amigos que o visitaram disseram que ele respira com a ajuda de aparelhos. As informações oficiais mais recentes sobre sua saúde dizem que o estado de saúde de Mandela é crítico, mas estável.

O líder contra o apartheid passou 27 anos na prisão antes de se tornar o primeiro presidente da África do Sul em 1994. Ele fez 95 anos na quinta-feira. Fonte: Associated Press.

Cinco Condenados a Prisão Perpétua por Atentado Contra Presidente

Alpha Condé, presidente da Guiné (foto AP)
Guiné-Conacry-Cinco pessoas foram condenadas(segundo o jornal Abola),  sábado pssado, a prisão perpétua por terem participado numa tentativa falhada para assassinar o presidente da Guiné-Conacry, Alfa Condé, em Julho de 2011, pondo fim a um julgamento que a oposição acusa de ter tido motivações políticas.

Entre os arguidos estava um oficial militar e um político da oposição que foram condenados por terem planeado no ataque que ocorreu em Julho de 2011, do qual Alpha Condé saiu ileso, mas dois guarda-costas morreram e vários ficaram feridos na sequência do atentado na casa do presidente.

Entre os condenados está Mamadou Oury Bah, fundador do partido da oposição UFDG, que foi julgado à revelia, uma vez que se encontra exilado em França, negando as acusações.

Também Alpha Oumar Diallo Boffa, membro da guarda pessoal do anterior presidente Lansana Conte, que treinou várias gerações de soldados guineenses, foi julgado à revelia e continua a negar qualquer envolvimento no ataque.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Obama Gera Polémica Com Apoio à Homossexualidade Africana

Obama-Durante a sua excursão pela África, no Senegal, o presidente americano levantou a problemática da discriminação aos homossexuais, pedindo uma igualdade de direitos. Obama comentou sobre esta questão, após o encontro com o presidente Macky Sall.
 
O presidente senegalense respondeu, dizendo que o Senegal era um país tolerante, mas que não se encontra em condições de receber esta abertura nem preparado para descriminalizar a homossexualidade. O povo africano ainda é um povo reservado, e a homossexualidade é vista como um crime. A imensa popularidade do presidente Barack Obama sofreu um revés, mesmo no Quénia o país natal do seu pai.
 
Os actos homossexuais são ainda um crime em 38 países africanos, onde a maioria das pessoas possuem visões religiosas conservadoras. Obama sofreu críticas, inclusive de um pastor que a propósito disse que “nós como cristãos não podemos apoiar o homossexual qualquer que seja o custo”.
 
O presidente americano acredita que os hábitos, costumes, religião devem ser respeitados, porém a lei deve ser de igualdade para todos.Contudo, apesar das críticas, a declaração de Obama causou alegria e esperança entre homossexuais em África.
 
Alguns homossexuais disseram que Obama estabeleceu um exemplo que esperam ser seguido por outros, porque, segundo eles, o que eles querem é viver em paz e sem medo.
 
Obama defrauda quenianos
 
O presidente dos EUA, de raízes quenianas, tem que provar a um público desiludido que dá importância ao país de seu pai.
 
Muitos africanos sentem um vínculo com Obama, que é filho de um queniano já falecido, mas manifestam frustração com o facto de ele não ter mantido com o continente o mesmo envolvimento que os seus antecessores, George W. Bush e Bill Clinton. Durante o seu primeiro mandato, Obama apenas fez uma visita de um dia ao continente africano, no Gana.
 
Após muitas críticas e até tarde, o presidente americano, encontra-se a fazer visitas em alguns países democráticos da África-subsariana com objectivo de reforçar os laços de cooperação económica e política. Obama fez uma  excursão pelo Senegal, África do Sul e Tanzânia.
 
Quenianos manifestaram um desagrado desta visita, uma vez que o Presidente americano tem laços sanguíneos de origem queniana e não visitou o país.
 
Em resposta às reclamações e críticas levantadas, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que a “cronometragem não estava certa” para ele viajar a terra natal de seu pai, durante sua actual turnê em África.
 
Numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo sul-africano Jacob Zuma, em Pretória, Obama disse que a sua ausência do Quénia dependia de questões “sensíveis” e organizativas do próprio Quénia que tem trabalhado sobre o assunto com a comunidade internacional.
 
Obama referia-se ao julgamento iminente de Kenyatta, pelo seu suposto papel na violência mortal que matou de mil pessoas após as eleições de 2007 no Quénia.
 
“O momento não era certo para mim, como presidente dos Estados Unidos visitar o Quénia, quando essas questões precisam ser trabalhadas”, disse Obama.
 
Para finalizar o presidente salientou que tem expectativas futuras de pisar a terra natal.