segunda-feira, 1 de julho de 2013

Guiné-Bissau com Eleições Marcadas Para Novembro

Guiné-Bissau-O presidente interino da Guiné-Bissau anunciou sexta-feira passada a convocação de eleições legislativas e presidenciais para o dia 24 de Novembro.
 
Manuel Serifo Nhamadjo, num comunicado divulgado pela rádio estatal, disse que o país está agora preparado para ir a votos e que tomou a decisão depois de ter consultado os partidos políticos.
 
“As condições estão maduras para levarmos a cabo, com segurança, eleições presidenciais e legislativas no dia 24 de Novembro”, disse Nhamadjo.
 
A instabilidade regressou à Guiné-Bissau no ano passado, em resultado de um golpe de estado militar que derrubou o presidente interino Raimundo Pereira e o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, dias antes do segundo turno das legislativas.

Domingos Simões Pereira Apresenta em Paris o Projecto Para o PAIGC

 Domingos Simões Pereira, candidato à liderança do PAIGC
Domingos Simões Pereira, candidato à liderança do PAIGC
 
Bissau-antigo secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, é um dos candidatos à presidência do PAIGC, partido que estava no poder na Guiné-Bissau antes do golpe de estado. Com eleições marcadas para o país para dia 24 de Novembro, o PAIGC deverá marcar o congresso que vai eleger o novo líder em Julho.

Domingos Simões Pereira está de passagem pela capital francesa, para um encontro com a diáspora, que considera que teve e continua a ter um papel importante e activo para que o país volte à normalidade constitucional.

No encontro da tarde Domingos Simões Pereira quer mostrar o programa que tem para o PAIGC e para a Guiné-Bissau, e diz-se disposto a ser questionado e escurtinado pelo povo guineense, apostando na transparência.

Entretanto em Bissau, o PAIGC reuniu-se para tentar unir as diferentes candidaturas em torno de um único candidato, o antigo primeiro-ministro Carlos Correia, para liderar o principal partido guineense, sendo que dos candidatos que concorrem à sua liderança, quatro acordaram em apoiar Carlos Correia, já Braima Camará e Domingos Simões Pereira continuam na corrida.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Obama Por Fim em África, Um Continente Que Terá de Disputar à China


Obama-É a primeira visita pelo continente desde que foi reeleito Presidente. Deslocação ensombrada pela saúde de Mandela.

É uma viagem emblemática e que África esperava desde que Barack Obama foi reeleito, mas que começa ensombrada pelo estado crítico em que se encontra Nelson Mandela. Nas três escalas, no Senegal, África do Sul e Tanzânia, o Presidente norte-americano vai falar de democracia e desenvolvimento, mas chega ao continente com poucas armas para contrariar a posição dominante conseguida nos últimos anos pela China.
 
Muito mudou desde a breve visita de Obama ao Gana, há quatro anos, quando um continente inteiro bebeu as palavras do primeiro Presidente negro dos EUA: "O sangue de África corre nas minhas veias, a história da minha família integra por igual as tragédias e os triunfos da história maior de África", disse, numa homenagem também ao pai, de nacionalidade queniana. A euforia que acompanhou essa breve visita esmoreceu - África foi sendo relegada na agenda de um Presidente ocupado com a crise económica, as Primaveras Árabes, os assuntos internos - e dificilmente se repetirá, apesar do entusiasmo dos países que foram incluídos na viagem de Obama pelo continente.
 
O Senegal é a primeira paragem de Presidente norte-americano, com uma visita à ilha de Gorée e aos edifícios onde os cativos africanos eram mantidos à espera de serem mandados para a escravatura na América. Uma visita simbólica, sublinhando um pedaço comum da história dos dois continentes, mas com a escolha do Senegal a Casa Branca pretende enviar outra mensagem aos africanos. O país "é uma das raras ilhas de democracia na África francófona face a uma tormenta de golpes de Estado e ditaduras e isso foi determinante", explicou um diplomata ouvido pela Radio France Internationale.
 
África do Sul e Tanzânia são as etapas seguintes de um percurso durante o qual se espera que Obama insista na ideia forte que levou em 2009 ao Gana, a de que os africanos "não precisam de homens fortes, mas de instituições fortes".
 
A promessa de investimentos americanos no continente fará parte da agenda, mas não se espera que Obama apresente iniciativas com a dimensão das que foram lançadas pelos seus antecessores: Bill Clinton, que visitou várias vezes o continente, fez aprovar uma "lei sobre o crescimento de África", eliminando as barreiras comerciais sobre mais de seis mil produtos de 35 países africanos; George W. Bush aproveitou uma deslocação em 2003 para lançar um plano de cooperação na luta contra a sida, recordou a France 24.
 
Com a crise no Ocidente, é da China que parte hoje grande parte do investimento - em infra-estruturas, mas também nos sectores das minas e do petróleo - de que África precisa e que, desde 2009, faz de Pequim o principal parceiro económico do continente. Mas os EUA não querem ficar de fora da corrida pelas oportunidades económicas e pelas matérias-primas africanas e a visita de Obama pretende mostrar isso mesmo. "África é um continente onde temos de estar presentes e ficamos felizes de poder enviar, no início deste segundo mandato, uma mensagem muito forte do profundo compromisso americano", disse à AFP Ben Rhodes, o conselheiro diplomático de Obama.
 
Todos os planos podem, no entanto, desmoronar-se se surgirem más notícias de Pretória, onde o ex-Presidente sul-africano está hospitalizado em estado crítico. Mesmo que ele não morra, a situação clínica de Mandela ensombrará a passagem pela África do Sul, onde Obama é esperado no sábado para uma visita que incluiria Robben Island, a ilha que foi prisão do Nobel da Paz. O Governo sul-africano disse apenas que Obama não deverá visitar Mandela - com quem se encontrou uma única vez, quando era ainda um jovem senador.
 
A ensombrar a visita também o desagrado do Quénia por não ter sido incluído no périplo - uma decisão que se deve ao facto de o recém-eleito Presidente Uhuru Kenyatta ter sido acusado de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional por causa da violência étnica que se seguiu às eleições de 2007 - e as notícias sobre os custos da viagem que, segundo o Washington Post, se situam entre os 60 e os cem milhões de dólares.

Obama Viaja Para a África; Saúde de Mandela é Dúvida

Obama-O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, partiu em uma viagem de oito dias para a África quarta-feira passada com o objetivo de reviver o compromisso dos EUA com o continente, mas que será ofuscada pelas incertezas sobre a saúde do herói sul-africano, Nelson Mandela.
 
A viagem de Obama, sua segunda ao continente como presidente, o levará ao Senegal, África do Sul e Tanzânia. Enquanto o presidente espera destacar os temas de comércio e desenvolvimento econômico, sua visita definirá se o estado de Mandela está a piorar.
 
O ex-presidente sul-africano, de 94 anos, continuava hospitalizado em estado crítico depois de ser internado há mais de duas semanas com uma infecção pulmonar, disse o governo na terça-feira.
 
O Air Force One levou Obama, sua esposa, Michelle, e suas filhas Sasha e Malia, além da mãe da primeira-dama, Marian Robinson, e uma sobrinha de Obama, Leslie Robinson.
 
Os africanos têm um laço especial com Obama, o primeiro presidente afro-americano dos EUA, e estavam impacientes para que ele fizesse uma visita prolongada ao continente. Os africanos também estão desapontados porque o governo Obama não se engajou com o continente tanto quanto as administrações de George W. Bush e Bill Clinton.
 
Autoridades do governo dizem que a viagem é uma chance de colocar em movimento a relação. A primeira parada de Obama será no Senegal, onde ele irá visitar a Goree Island, local de um monumento aos africanos que foram enviados como escravos para as Américas.
 
Sua próxima parada será na África do Sul, onde assessores dizem que ele poderá visitar Mandela, mas que acatará os desejos da família de Mandela para determinar se o ex-líder sul-africano está disposto a tal encontro.
 
Na África do Sul Obama deve fazer um discurso esboçando sua política para a África na Universidade da Cidade do Cabo, onde Robert F. Kennedy fez seu famoso discurso em 1966 comparando a luta contra o apartheid na África do Sul à luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.
 
O presidente também visitará a Robben Island, onde Mandela e outros presos políticos ficaram detidos, e visitará uma clínica de saúde.
 
A última parada de Obama será na Tanzânia, nação no Leste da África, onde ele participará de eventos com líderes empresariais e visitará uma usina de energia.

Cimeira Sobre Golfo da Guiné Alcançou Passos Para o Combate a pirataria - Diz Ministro Angolano

Yaounde -A CimeiradeChefesdeEstado e de Governo da CEEAC, CEDEAO e da Comissão do Golfo da Guiné, decorrida de 24 a 25 do corrente na capital camaronesa "conseguiu dar passos que possam encontrar forma gradual e estratégica para o combate a pirataria, assaltos a mão armada e a todos os actos ilícitos que actualmente grassam de forma cada vez mais perigosa no Golfo da Guiné" , considerou, quarta-feira última o ministro da Defesa Nacional, Cândido Pereira Van-dúnem.

O titular da pasta fez este pronunciamento, em jeito de balanço logo após o termino da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo destas três organizações africanas, onde neste fórum o ministro representou o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que assume actualmente a presidência em exercício da Comissão do Golfo da Guiné.

"Conseguimos de facto ganhar alguns passos que podem nesta mesma perspectiva se aproximar a resultados que ajudem a encontrar uma solução no concernente ao combate a pirataria marítima e outras praticas delituosas na região do Golfo da Guiné", frisou o ministro quando falava a imprensa angolana na capital camaronesa no final da sessão.

Disse que os documentos que foram aprovados durante o evento reflectem hoje a posição consensual dos estados parte "e isso é de facto uma boa base" e que materialização das estratégias adoptadas requerem numa perspectiva do futuro no alcance de objectivos que conduzem a criação de segurança nos mares e que os actos ilícitos possam reduzir gradualmente para numa segunda fase possam dar projectos de desenvolvimento.

 De acordo com Cândido Van-dúnem estes projectos podem trazer melhores condições de vida para a população dos países que integram o Golfo da Guiné, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e da Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África do Oeste (CEDEAO).

Para o ministro todos os esforços tendentes a materialização de medidas para estabilizar a situação nessa região deverão ser desenvolvidas por todos de formas a que todos os estados tirem dividendos positivos.

 Durante o evento os Chefes de Estado e de Governo adoptaram o código de conduta relativo a prevenção e repressão dos actos de pirataria no mar nos navios e as actividades ilícitas marítimas na África central e oeste.


Guiné-Bissau: Secretário-geral do PRS Nomeado Conselheiro Técnico Principal do Ministro dos Transportes

Bissau – O secretário-geral do Partido da Renovação Social (PRS) Florentino Mendes, foi escolhido para exercer as funções de Conselheiro Técnico Principal do ministro dos Transportes de Telecomunicações, Orlando Mendes Veigas.
 
A informação foi avançada à PNN por uma fonte do Ministério dos Transportes, que não precisou a data da designação, por ordens de Orlando Veigas, dado que se trata de uma nomeação oficiosa.

Um despacho datado de 17 de Junho, do Gabinete do ministro dos Transportes de Telecomunicações, determina que, doravante, fica expressamente proibida na Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) a realização de quaisquer despesas com valor superior a 5 milhões de Fcfa. (cerca de 7 mil euros).


O mesmo despacho refere que ficam também proibidos a autorização de isenção e créditos a terceiros.

Em relação ao Presidente do Conselho de Administração da APGB, o ministro dos Transportes e Telecomunicações exige a eliminação da assinatura de Armandinho Dias dos fac-similes das contas bancárias, onde passa a ser obrigatória a assinatura do Diretor-geral da Instituição, Augusto Cabi, juntamente com a rubrica do seu Director Administrativo e Financeiro.


A terminar, o despacho de Orlando Mendes Veigas determina que, a partir de agora, todas as solicitações devem ser submetidas para apreciação e eventual decisão do ministro.

A PNN apurou que as medidas anunciadas pelo titular da pasta dos transportes vão ser objecto de análise pela Direcção do PRS, devendo ser informado o Chefe do Estado-maior General das Forças armadas, António Indjai. Orlando Mendes Veigas é um dos vice-Presidentes do PRS.

Guiné-Bissau: UE Disponibiliza Verba Para Reabilitação das Infra-estruturas Sociais

Bissau - A União Europeia (UE) financiou os trabalhos de reabilitação de infra-estruturas sociais, no interior da Guiné-Bissau.
 
A iniciativa insere-se no âmbito do Programa de Reabilitação das Infra-estruturas, o Fundo Europeu de Desenvolvimento disponibilizado desde 2009, num montante de 3,3 mil milhões de F.cfa (cerca de 5 milhões de euros) para a reabilitações das infra-estruturas escolares, centros de saúde e hospitais, assim como o fornecimento de equipamentos e utensílios de saúde.

Em nota de imprensa enviada à PNN, a UE indica que, entre os objectivos do programa destaca-se a melhoria das condições sanitárias e estruturais dos centros de saúde e dos hospitais das regiões de Bissau, Biombo, Bolama, Bubaque, Cacheu, Gabú, Oio e Tombali. Estas melhorias permitiram um atendimento sanitário adequado a mais de 600 mil pessoas.

As obras de reabilitação e a entrega dos equipamentos já foram concluídas nos Hospitais de Sonaco, Gabú, e no Centro de Saúde de Caliquisse. As reabilitações restantes estão também a ter seguimento.

A conclusão da reabilitação dos hospitais de Catió e de Bubaque, tal como do Centro de Saúde de Bedanda e do Centro de Saúde Mental de Brá, está prevista ainda para este ano, o que reforçará as capacidades sanitárias públicas, a melhoria do acolhimento dos pacientes bem como o bem-estar da população em geral.

Esta acção, financiada pela UE, está a ser executada em parceria com empresas locais e uma ONG internacional.