quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dívida de Três Países Africanos de Língua Portuguesa Anulada Pela Argélia

Argélia-O governo da Argélia anulou a dívida de 14 países africanos, no montante global de 902 milhões de dólares, anunciou recentemente o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Amar Belani.

Anunciada no âmbito do 50º aniversário da União Africana, anteriormente denominada Organização Pan-Africana e mais tarde Organização de Unidade Africana, a medida anula a dívida do Benim, Burkina Faso, Congo, Etiópia, Guiné, Guiné-Bissau, Mauritânia, Mali, Moçambique, Níger, São Tomé e Príncipe, Senegal, Seicheles e Tanzânia.

Amar Belani disse na ocasião que a decisão do governo argelino visa demonstrar o seu empenho em contribuir para a promoção económica e social do continente africano.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tribunal Constitucional valida resultados das eleições


Bandeira da Guiné-Equatorial
Bandeira da Guiné-Equatorial
 
Malabo - O Tribunal Constitucional da Guiné Equatorial validou (terça-fera) os resultados das eleições gerais de 26 de Maio, que deram uma maioria esmagadora ao partido do Governo e à sua coligação eleitoral de 10 partidos, informaram fontes oficiais. 
 
Dos 100 lugares em disputa na Câmara dos Representantes do Povo [parlamento], um foi ganho pela Convergência para a Democracia Social (CPDS), principal partido da oposição legalizada, e será ocupado pelo seu secretário, Plácido Micó, que transita da legislatura anterior. 

No Senado, órgão criado depois da reforma constitucional aprovada em referendo em Novembro de 2011, a coligação eleitoral conquistou 54 dos 55 lugares eleitos, faltando ainda conhecer os 15 senadores que serão nomeados pelo Presidente da República, Teodoro Obiang, que governa o país há mais de 30 anos

O lugar restante foi conquistado pelo CPDS e será ocupado pelo presidente honorário do partido, Santiago Obama

Andrés Esono, porta-voz do CPDS, foi eleito para o município de Malabo e será um dos cinco conselheiros municipais eleitos pela oposição entre os mais de 300 lugares em disputa. 
 
A Acção Popular da Guiné-Equatorial (APGE), liderada por Carmelo Mba, foi outro dos partidos que concorreu sozinho às eleições gerais, as quintas multipartidárias que se realizam na antiga colónia espanhola na África subsahariana.

A Guiné Equatorial tem estatuto de observador na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2006 e aspira à adesão plena ao bloco lusófono, mas a decisão tem sido sistematicamente adiada, devendo voltar a ser discutida na próxima cimeira da organização, em Díli, Timor-Leste, em 2014.

EUA Oferecem Quase R$ 50 Milhões Por Informação Sobre 5 líderes Extremistas


Estados Unidos-Estados Unidos ofereceram até R$ 48,9 milhões (US$ 23 milhões) em recompensas em troca de informação que conduza à captura de cinco líderes extremistas da África Ocidental, informou nesta segunda-feira o Departamento de Estado em comunicado.

A maior recompensa que oferece é de US$ 7 milhões em troca de dados sobre o líder da seita islamita Boko Haram, Abubakar Shekau, que na semana passada fez uma convocação aos islamitas de Afeganistão, Paquistão e Iraque para que se unam à luta armada a fim de conseguir um Estado islâmico na Nigéria.O secretário de Estado americano, John Kerry, também autorizou uma recompensa de até US$ 5 milhões por informação que conduza à localização de um dos líderes da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), Djamel Okacha, também conhecido como Yahya Abu el Hammam.

O Departamento de Estado o considera autor intelectual de ataques e sequestros no norte e oeste do continente africano e diz, além disso, que esteve supostamente vinculado com o assassinato em 2010 de um refém francês no Níger.

Por outra parte, os EUA ofereceram também até US$ 5 milhões para encontrar Bel Mojtar, líder do grupo extremista Brigada dos Mascarados e ex-líder da AQMI, responsável pelo ataque a um campo de gás na Argélia em janeiro deste ano, quando morreram pelo menos 37 reféns, entre eles três cidadãos americanos.

Por fim, os EUA puseram um preço de US$ 3 milhões à informação que possa obter para encontrar Malik Abu Abdelkarim, outro dos líderes da AQMI, e Omar Ould Hamaha, porta-voz do Movimento Monoteísmo e Jihad na África Ocidental (MYAO).

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Abbas Inicia Processo para Formação de Novo Governo Palestino

Jerusalém- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, iniciou domingo o processo de escolha do novo primeiro-ministro palestino, após aceitar a renúncia de Salam Fayyad, que estava à frente do executivo da ANP desde 2007.

Fayyad aceitou permanecer como interino até a formação de um novo executivo. Fontes ligadas à presidência palestina asseguraram que o novo primeiro-ministro será designado nos próximos dias.

Após ser nomeado, o novo chefe do Executivo terá um prazo de três semanas (prorrogáveis por mais duas) para formar seu governo.

Entre os nomes que se ventilam como possíveis substitutos de Fayyad estão os do economista Mohammed Mustafa, diretor do Fundo Palestino de Investimentos; do empresário Mazen Sonokrot, ex-ministro da Economia; e de Rami Hamdala, presidente da Universidade Al Najah, em Nablus.

Tanto entre os cidadãos como entre vários líderes políticos se escutam pedidos para que Abbas aproveite a renúncia de Fayyad para cumprir os acordos de reconciliação com o movimento islamita Hamas (que governa de facto a Faixa de Gaza) e nomear um executivo de união nacional.

Este governo deveria ser formado por tecnocratas designados pelas principais facções e teria como objetivo a convocação de eleições gerais e presidenciais.

Azam al-Ahmad, alto cargo do movimento nacionalista Fatah (que governa na ANP e cuja autoridade abrange essencialmente à Cisjordânia), assegurou à emissora Voz da Palestina que Abbas emitirá em breve dois decretos presidenciais, um deles para nomear o próximo chefe do governo e outro para convocar eleições.

No entanto, Salah el Bardawel, um dos líderes do Hamas em Gaza, declarou que "até agora não houve nenhum contato conosco sobre a formação de um governo transitório de unidade". Segundo Bardawel, Abbas "não está interessado realmente em acabar com a divisão e poderia formar outro governo com um primeiro-ministro que substitua Fayyad e mantenha a divisão".

A Jihad Islâmica também exige que se aproveite a situação para superar os desencontros e avançar rumo à reconciliação nacional.Desde Junho de 2007, quando o Hamas assumiu o controle de Gaza, a sociedade palestina sofre com a divisão.

"Pedimos ao presidente Abbas que forme imediatamente um governo de união nacional e comece a implementar agora os acordos de reconciliação acertados no Cairo e Catar em 2011", declarou Khaled Al Batsh, líder da Jihad em Gaza.

Para Batsh, "se a renúncia de Fayyad levar à reconciliação, será um sinal positivo, mas se não, a divisão crescerá e será muito difícil de solucionar".

No Fatah imperava hoje um sentimento de alegria com a saída de Fayyad, em parte pelas críticas do movimento a sua gestão.

Amin Makbul, secretário do Conselho Revolucionário do Fatah, mostrou-se satisfeito com a renúncia e assinalou que Fayyad "fracassou" na hora de solucionar os problemas econômicos" da Autoridade Nacional Palestina (ANP), informou à agência palestina "Maan".

Makbul considerou que "existe muita gente na Palestina que pode dirigir o governo de forma mais transparente" e disse que acredita em um governo de união nacional liderado pelo próprio Abbas.

"Se o Hamas actuar para acabar com a divisão e implementar a reconciliação, Abbas presidirá um novo governo até que se realizem eleições gerais", declarou. 

PAIGC e PRS Bloqueiam Formação do Governo em Bissau

Foto de Miguel Martins
Guiné-Bissau-Apesar de existir luz verde do Presidente e do Primeiro ministro da Guiné Bissau, continua adiada a formação do governo inclusivo, em Bissau, devido a bloqueio do PAIGC e do PRS, os dois principais partidos.

Quando tudo apontava para a formação do novo governo de inclusão na Guiné Bissau, segundo os desígnios do Presidente guineense Serifo Nhamadjo, do seu Primeiro ministro, Rui Duarte de Barros e da comunidade internacional, eis que uma vez mais, tudo fica adiado, devido a divergências dos dois principais partidos, o PAIGC e o PRS, sobre a partilha das pastas ministeriais.

O PAIGC, exige mais do que as quatro pastas ministeriais que lhe foram destinadas pelo Primeiro ministro, Rui Duarte de Barros, o mesmo acontecendo com o PRS que não ficou satisfeito com as apenas três pastas, sem dizer que as duas principais formações políticas guineenses não estão igualmente satisfeitas com os intitulados dos ministérios a que tiveram direito, segundo as escolhas do Presidente e do Primeiro ministro desse governo de inclusão.

África é o "Novo Campo de Batalha" entre Japão e China

Japão-Tóquio recebe um conjunto de líderes africanos para debater o desenvolvimento sustentável e as perspetivas para os próximos anos, num encontro marcado também pela rivalidade entre a China e o Japão.
 
Para além de todos os países africanos, a V Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD) conta também com um conjunto de organizações não governamentais, entidades internacionais e organismos institucionais, que se juntam sob a organização do Japão, Nações Unidas, Banco Mundial e União Africana.
 
A realização desta conferência quinquenal surge num momento de afirmação da China como um dos principais investidores no continente africano, mas o Japão espera, com esta e outras iniciativas, 'disputar a corrida' rumo a um dos continentes com mais recursos naturais ainda por explorar do mundo.
 
De acordo com as agências internacionais, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, já se comprometeu com uma ajuda financeira de dez mil milhões de dólares (7.670 milhões de euros) a África nos próximos cinco anos, numa tentativa de recuperar terreno sobre a China: actualmente, os chineses têm cinco vezes o volume de trocas comerciais e oito vezes o investimento directo estrangeiro do Japão, mas os nipónicos argumentam que "a abordagem é diferente".
 
O embaixador do Japão na TICAD, Makoto Ito, lembrou na quinta-feira à AFP que "a China não está ligada" ao comité de desenvolvimento e ajuda da OCDE, destinado a reduzir a pobreza e melhorar os direitos humanos, acrescentando que uma das principais diferenças é que "a ajuda ao desenvolvimento [de África] dado pelo Japão sempre teve e sempre terá a ênfase na propriedade africana" desse desenvolvimento.
 
Também por isso o Japão "reconhece a necessidade de reforçar os laços com os países africanos", disse um responsável do Ministério da Economia japonês, precisando que "o crescimento da classe média em África mostra a importância do continente enquanto parceiro comercial", oferecendo novos mercados a uma base empresarial nipónica que vê nas exportações uma solução para contrabalançar o fraco crescimento do consumo interno.
 
A conferência, realizado em Tóquio não é o único fórum internacional sobre África. A União Europeia, a China, Índia, Coreia do Sul e Turquia têm modelos semelhantes para cortejar os líderes africanos, à procura de novos mercados e de um manancial de recursos naturais, mas o Japão parte para a conferência com redobrado interesse não só económico, mas também em termos de segurança.
 
Em Janeiro, a atenção do país voltou-se para a Argélia, onde uma refinaria de gás foi atacada por islamitas armados, matando dez japoneses, e lançou a discussão sobre os perigos de procurar negócios em regiões ricas em recursos naturais, mas instáveis e inseguras.

UE Quer Criar Uma zona de Livre Comércio Com o Mercosul

União Europeia e Mercosul-A União Europeia (UE) está a negociar com Mercosul a criação de uma zona de livre comércio entre a Europa e os países daquele bloco, disse  em Caracas o embaixador chefe da delegação da UE na Venezuela.

"As negociações com o Mercosul estão activas e queremos impulsionar o estabelecimento de uma zona de livre comércio entre o Mercosul e a União e a Europeia", disse António Cardoso Mota.
 
Advogado nascido em Faia, Portugal, e presidente da delegação da UE desde 2009, António Cardoso Mota falava em Caracas durante o evento sobre oportunidades para o desenvolvimento de negócios e a Europa e a América do Sul, que reuniu mais de uma centena de empresários.
 
O embaixador frisou ainda que "a entrada da Venezuela no bloco e o facto de que vai assumir a presidência do Mercosul, já dentro de dias, abrirá outras possibilidades para actuar com o governo venezuelano".
 
"A UE continuará a apoiar e a estimular tanto as empresas venezuelanas como europeias para conseguir penetrar nos mercados do seu interesse, impulsionando assim não só o crescimento das empresas mas também os altos benefícios que a atividade económica trás às comunidades e à população em geral", frisou.
 
Por outro lado precisou que a UE "alberga atualmente 7 % da população mundial" mas "representa mais de um quarto do PIB mundial".
 
"O seu comércio externo supõe aproximadamente 20 % do total das exportações e importações no mundo, ou seja, um quinto do comércio mundial passa pela UE. Isto converte-a na maior potência comercial do mundo, de 550 milhões de consumidores, de 27 países membros e dentro de um mês de 28", disse.
 
Segundo António Cardoso Mota, atualmente a UE é "também o maior investidor e a maior economia em termos de PIB, e também o principal recetor de investimento estrangeiro".
 
"A UE considera o comércio como uma das suas prioridades e percebe a América Latina como uma região de enorme potencial, de muita riqueza e importância estratégica", disse, sublinhando que a União Europeia "é o segundo parceiro comercial na região" e que o comércio de bens mais que duplicou na última década.
 
"A UE continua a ser, além do comércio, o principal investidor na região. Somos o número um, o que representa em euros 385.000 milhões em investimento estrangeiro directo, o que é equivalente a 43 % do total do investimento estrangeiro na região", disse.
 
Segundo o embaixador, o "mercado europeu continua a ser, de longe, apesar da actual crise económica que levou à contração de algumas economias nacionais e, evidentemente, da economia global, em todos os critérios a maior economia do mundo".
 
O Mercosul é um bloco económico da América do Sul criado a 26 de Março de 1991, tem atualmente como membros a Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e a Venezuela.