quinta-feira, 9 de maio de 2013

Chineses São os Novos Colonizadores da África?

China, Africa, colonização

África-A expansão econômica da China na África começou há muitos anos. Fornecendo dinheiro para o Continente africano, a China não só recebe acesso a seus recursos, mas também estende para lá a sua influência política. Ultimamente, esta situação começou a preocupar políticos não só no Ocidente, mas também na própria África.

 
A China tem consistentemente reforçado a sua posição no continente. O comércio entre a China e África aumentou de aproximadamente 20 bilhões de dólares em 2000, até 200 bilhões em 2012. O volume de investimentos directos da China na África no ano passado foi de 20 bilhões de dólares, e o número de empresas chinesas que operam no continente chegou a dois mil.
 
Ao mesmo tempo, Pequim de boa vontade dá empréstimos a países africanos sob condições favoráveis. Em troca disso ele obtém acesso aos recursos do Continente africano, e as empresas chinesas recebem contratos para grandes projetos de infraestrutura.
 
Esta situação comentou o diretor do Centro de estudos russo-chineses da Universidade Estatal de Moscou Evgueni Zaitsev:“A China é um jogador-chave no continente Africano, ganhando poder e influência em comparação com os participantes tradicionais deste processo – refiro-me à União Europeia, a ex-União Soviética (hoje Rússia), e aos Estados Unidos. Em outras palavras, a China é um parceiro novo dos países africanos e do continente Africano em geral, um parceiro que se desenvolve rapidamente e que, penso eu, é mais dinâmico do que os restantes participantes neste processo.”
 
A interação da China e da África não se limita à economia. Em 22 países africanos funcionam Institutos de Confúcio, que são considerados uns dos principais condutores do “poder brando” chinês.
 
Entretanto, milhares de estudantes receberam bolsas de estudos do governo chinês e estão estudando na China. Assim, passados alguns anos, as elites africanas poderão se comunicar livremente com parceiros chineses na língua de Mao Tse-tung.
 
Tudo isso sugere que o interesse de Pequim na África é estratégico, diz Evgueni Zaitsev:
“Eu creio que a China e os líderes chineses, que normalmente calculam seus passos para muitos anos, se propuseram um objetivo estratégico – o de estabelecimento de longo prazo no continente Africano. Ou seja, eles foram lá para ficar.”
 
Tal atividade da China no continente Africano preocupa os países do Ocidente, especialmente os Estados Unidos. No verão passado, a então chefe do Departamento de Estado Hillary Clinton fez uma uma tournée da África em larga escala. Num de seus discursos ela disse que os tempos em que estranhos vêm para África, beneficiam dela, mas não dão nada em troca, devem acabar. Ao mesmo tempo, Clinton criticou os países que “dão dinheiro à África sem se preocuparem com o que esses recursos venham parar às mãos de governantes autoritários."
 
A China não foi mencionada diretamente. Mas ninguém teve dúvidas quanto a quem Clinton tinha em mente. Especialmente porque Pequim realmente não presta atenção ao grau de democracia de seus parceiros estrangeiros, diz um pesquisador sênior do Instituto de África Vladimir Shubin:“A China muitas vezes dá empréstimos sob condições muito favoráveis.Pequim não liga tais empréstimos e investimentos com quaisquer questões políticas.Por isso, países que são considerados quase foragidos no Ocidente, são bastante aceitáveis para a China.”
 
Poderíamos pensar que os receios quanto à expansão chinesa existem só no Ocidente. Como se os Estados Unidos e a Europa se sentissem desconfortáveis com o crescente poder da China, e a própria África não tivesse nada a ver com isso.
 
No entanto, a atividade da China já começou a assustar também parte das elites africanas.Recentemente, o gerente geral do Banco Central da Nigéria Sanusi Lamido Sanusi publicou um artigo no jornal Financial Times, acusando Pequim de colonialismo. Segundo ele, os africanos continuam considerando a China um país em desenvolvimento e, portanto, confiam nela mais do que no Ocidente, embora já há muito tempo não existem razões para isso. Entretanto, os benefícios da parceria com a China são muitas vezes questionáveis. Por exemplo, a China realiza projetos de infraestrutura na África usando seus próprios cidadãos, e não a população local. Assim, para os africanos não são criados novos empregos.

Problemas de África Devem Ser Resolvidos Pelos Africanos - Diz Fernando da Piedade


Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos
Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos
Joanesburgo - O presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, considerou, segunda-feira passada, na cidade de Midrand, Joanesburgo, que os problemas de África devem ser resolvidos pelos africanos e no quadro das suas instituições.



O líder do parlamento angolano teceu tais considerações quando discursava na cerimónia de abertura da II Sessão Ordinária da Terceira Legislatura do Parlamento Pan -Africano.


Nesta conformidade, é de opinião que Angola ao assumir, no corrente mês, a presidência do conselho de paz e segurança da União Africana continuará a emprestar o seu “savoir-faire” para a resolução dos conflitos no âmbito da implementação da “Arquitectura de paz e segurança da União Africana”.


Nesta esteira, disse que África hoje é chamada a reagir de forma concertada a uma variedade de desafios e oportunidades que se lhe apresenta face a um sistema internacional imprevisível.


Sendo a paz, prosseguiu, e segurança condições indispensáveis para a prosperidade das populações africanas, aliada à promoção dos direitos humanos e do Estado de direito, “preocupa-nos, sobretudo, a instabilidade política reinante em alguns países mormente na Guiné - Bissau, Côte d'Ivoire, no Mali e na República Democrática do Congo”, referiu.


Assim sendo, afirmou estar convencido que a resolução pacífica dos conflitos passa pela assumpção pelas partes de que os compromissos assumidos devem ser cumpridos em respeito aos princípios da convivência pacífica, convergência de acção, solidariedade e defesa dos interesses nacionais e regionais.


A seu ver, a vontade política não basta “precisamos de elevar a consciência dos nossos povos e unirmo-nos num compromisso solene de defesa dos interesses comuns africanos, preservando o respeito pelas entidades culturais e níveis de desenvolvimento dos estados membros”, frisou.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Três “Acontecimentos Criminosos” na Europa e na Rússia são Alarmantes Para o Desenvolvimento do Terrorismo Mundial

Terrorismo no Mundo-O terrorismo é um fenômeno negativocom abrangência mundial. Seus agentes não podem ser caracterizados pela religião, nacionalidade, idade, gênero, razão, motivo, entre outros. Três recentes “acontecimentos criminosos” na Europa e na Rússia demonstraram-se alarmantes para as sociedades ao longo do mundo e contribuíram para o desenvolvimento do terrorismo.
 
Em um curto prazo de dois dias foram registrados eventos preocupantes à “Segurança Pública da Holanda, Rússia e Espanha. Tais factos ou “Recidivas Criminosos também podem ser classificados e caracterizados como “Terrorismo doméstico”. Os casos não estão necessariamente ligados a um grupo como “Al-Qaeda”, por exemplo, com filiais ou células em diferentes cidades do mundo, e sim à iniciativa individual do agente provocador”. Seguem na sequência os acontecimentos dos casos em escala temporal.
 
Um ex-aluno da British School de Voorschoten”, próximo da cidade holandesa de Leiden, na região sul do país, fez uma ameaça pública via Internet afirmando que irá abrir fogo e matar varias pessoas. A mensagem fora publicada em um fórum on-line norte-americano e as ameaças foram avaliadas como “sérias” pelas autoridades.
 
O estudante escreveu em inglês: “Amanhã vou atirar contra meu professor e contra o maior número possível de estudantes. É uma escola numa cidade holandesa que se chama Leiden e utilizarei uma Colt Defender 9 milímetros[3].As escolas do ensino médio na cidade de Leiden, foram fechadas “por medidas de precaução”. O jovem já foi detido pela polícia holandesa.
 
Serguéi Pomazún, de 31 anos,abriu fogo em uma loja de armamentos da cidade de Bélgorod, no sudoeste da Rússia, no começo desta semana, segunda-feira, dia 22 de Abril.
 
Dentro do estabelecimento comercial ele matou quatro pessoas. Depois o atirador continuou os disparos na rua, matando mais duas pessoas - meninas de 14 e 16 anos.
 
Pomazun foi detido na tarde  terça-feira, dia 23 de Abril, perto de uma estação ferroviária da cidade de Bélgorod, de onde tentava fugir escondendo-se em um trem de carga.Durante a detenção, um dos policiais fora ferido. O criminoso pode receber prisão perpétua.
 
A Espanha anunciou terça-feira a prisão de dois suspeitos de ligação com a “Al-Qaeda” do norte africano, após uma investigação que durou mais de um ano. Segundo o Ministro espanhol do Interior, Jorge Fernández Díaz, os suspeitos têm perfil semelhante ao dos acusados pelo Atentado na maratona de Boston”, nos Estados Unidos.
 
Nou Mediouni, um argelino que teria recebido treinamento como combatente no norte do Mali, fora detido na província de Zaragoza (leste). Hassan El Jaaouani, um marroquino que também é suspeito de ter mantido ligações no Mali com o grupo “Al-Qaeda” do “Magreb Islâmico”, fora detido em Múrcia (Sul).
 
As investigações envolveram autoridades da Espanha, França e Marrocos. Como dito, os dois suspeitos têm perfil semelhante de lobos solitários”, como é o caso dos Irmãos Tsarnáevi (Djohár e Tamerlán), de origem chechena, que foram acusados de cometer o atentado da semana passada na “Maratona de Boston”. Ambos islamitas teriam se radicalizado e acessavam páginas jihadistas na Internet”. Não fora confirmado se os detidos pertencem a uma célula da Al-Qaeda”.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Endesa Vence Leilão Elétrico da Deco. A empresa foi a única a concorrer. As condições do acordo com a espanhola só serão conhecidas segunda-feira

Portugal-A Endesa foi a já esperada vencedora do leilão de eletricidade promovido pela Deco, até porque, como já se sabia, foi a única empresa a concorrer.

De acordo com um comunicado da associação de defesa do consumidor, a proposta da empresa espanhola preenche os requisitos de Escolha Acertada, quer na tarifa simples quer na bi-horária.
Aos consumidores que participaram no leilão e que decidam contratar com a Endesa, a Deco garante a estabilidade do preço durante um ano e isenção de custos com serviços associados à tarifa de eletricidade, além da inexistência de cláusulas lesivas nos contratos.


«A DECO agradece a recetividade das operadoras de eletricidade, pela abertura negocial demonstrada num projeto verdadeiramente pioneiro para o setor e para o país», afirma a associação.

Os termos finais do acordo com a Endesa ainda não são, no entanto, conhecidos, e só vão ser revelados segunda-feira.

Das cinco empresas fornecedoras de eletricidade, quatro recusaram participar devido às condições impostas pela associação, que incluíam o pagamento de uma comissão por cada cliente angariado.

Quase 600 mil consumidores aderiram à iniciativa, pelo que, no total, essa comissão custaria cerca de 9 milhões de euros à empresa vencedora.

Para a Deco, a adesão de mais de meio milhão de consumidores ao leilão de eletricidade é não só «um voto de confiança» na associação, mas também «um cartão vermelho ao setor elétrico».

A Galp Energia disse que não participou por considerar que as condições impostas não permitiam «a elaboração de uma oferta competitiva para as famílias portuguesas». Também a Gas Natural Fenosa ficou de fora do leilão de eletricidade por «não se enquadrar na estratégia atual da empresa para o mercado nacional».

Ao DN/Dinheiro Vivo, a Iberdrola tinha avançado que, «analisadas as condições do leilão e a situação atual do mercado de energia, não vai poder apresentar uma proposta que esteja em linha com as expectativas da Deco e dos consumidores».

A Deco desvaloriza as críticas, considerando que «é uma tentativa de desviar a atenção do essencial».

«Desde o primeiro momento demos conta que haveria a possibilidade de haver o pagamento de uma comissão de angariação [pelos operadores] e nenhuma das empresas apresentou [a condição] como elemento impeditivo para não ir a concurso», disse à Lusa a porta-voz da Deco ontem à noite.

Fome na Somália Mata 260 Mil em Um ano e Meio


Crianças fazem fila para receber comida na cidade de Mogadishu, em 2011
Foto: Farah Abdi Warsameh / AP
MOGADÍSCIO - Quase 260 mil somalis morreram de fome em um ano e meio durante uma grave crise alimentar, causada pela seca e agravada pelo conflito entre grupos que lutam pelo poder.
 
De acordo com um relatório da ONU divulgado quinta-feira, nesse período a fome atingiu 4 milhões de pessoas, a metade da população do país. As maiores vítimas foram as crianças de até 5 anos, que correspondem a 50% dos mortos.
“A fome e a grave insegurança alimentar na Somália já mataram cerca de 258 mil pessoas entre outubro de 2010 e Abril de 2012, incluindo 133 mil crianças menores de 5 anos”, afirma o relatório, elaborado em conjunto pela FAO (agência da ONU responsável pela agricultura e segurança alimentar no mundo) e pelo Sistema de Alerta para a Fome - Fews-Net, financiado pelos Estados Unidos.
 
Os números superam o balanço de 1992, quando a fome matou 220 mil pessoas no país, ainda que, naquela época, a crise foi considerada mais grave por ter atingido uma porcentagem maior da população, segundo o relatório. Atualmente, a seca ainda atinge algumas regiões do país, mas não é mais tão severa quanto em 2010.
 
A crise alimentar tem origem em uma grave seca que afetou toda a região conhecida como o Chifre da África. A situação da Somália é ainda mais caótica. O país está em guerra desde 1991, quando foi derrubado o ditador Muhammad Siad Barre.
 
A vitória de Hassan Sheikh Mohamud nas eleições de setembro passado pôs fim à transição política que começou em 2004 com o apoio da ONU e trouxe esperanças de estabilidade. A Somália está há 22 anos sem um governo eficaz e nas mãos de milícias islâmicas, que servem aos interesses de clãs e de grupos armados.
 
O grupo al-Shabab, que em Fevereiro de 2012 anunciou formalmente sua adesão à rede terrorista al-Qaeda, combate desde 2006 (embora não em sua forma atual) o governo somali e as tropas aliadas, com o objetivo de instaurar um Estado muçulmano na região.


Pesquisa Aponta Diversidade de visão da Lei islâmica Pelos Muçulmanos

Os Muçulmanos do Mundo-A maioria dos muçulmanos do mundo quer instaurar a sharia, lei islâmica baseada no Alcorão, nos dizeres do profeta Maomé e nas normas dos religiosos, mesmo com opiniões divergentes sobre o que deve ser contemplado, indicou um estudo publicado nesta terça-feira.

A pesquisa, realizada pelo Pew Research Center, dos Estados Unidos, foi feito entre 2008 e 2012 e consultou 38.000 pessoas de 39 países. A pesquisa se concentrou no tema "Religião, Política e Sociedade" na grande comunidade muçulmana de 1,6 milhão de pessoas, a segunda maior religião do mundo depois do cristianismo.

A maioria dos muçulmanos, especialmente em Ásia, África e Oriente Médio, quer instaurar a sharia, com diferenças de acordo com a área geográfica - 8% no Azerbaijão contra 99% no Afeganistão -, afirma o instituto Pew, que atribui essas divergências à história dos países e à separação entre igreja e estado.

O estudo mostra que a aplicação da sharia é particularmente desejável no âmbito privado, para regular os negócios familiares ou de propriedade.

A execução dos muçulmanos convertidos a outra religião, o castigo com chibatadas e o corte das mãos por roubo recebem uma minoria de opiniões favoráveis, exceto por uma ampla maioria no Afeganistão e no Paquistão, e com pouco mais de uma em cada duas pessoas no Oriente Médio e no norte da África.

Também são maioria os que concordam com a liberdade de culto de outras religiões. No Paquistão, por exemplo, 84% quer ver a sharia instaurada como lei no país e 96% acredita que a liberdade religiosa é "algo bom".

Metade dos muçulmanos está preocupada com o extremismo religioso no país, sobretudo no Egito, na Tunísia e no Iraque.

Na maior parte dos países, uma maioria de mulheres e homens acredita que a mulher deve obedecer o marido, principalmente em Iraque, Marrocos, Tunísia, Indonésia, Afeganistão e Malásia, mas a maioria também acredita que uma mulher deva ser capaz de decidir sozinha se usa ou não o véu.

A maioria dos muçulmanos não sente tensão entre sua religião e a vida moderna, prefere um regime democrático, gosta de música e dos filmes ocidentais, mesmo que acreditem que a cultura ocidental seja moralmente nociva.

Uma grande maioria considera imorais a prostituição, a homossexualidade, o suicídio e o álcool, mas a opinião sobre a poligamia é divergente (4% considera moralmente aceitável na Bósnia-Herzegovina, contra 87% na Nigéria).

Só o Afeganistão e o Iraque dispensam majoritariamente os "crimes de honra".

A violência em nome do Islã é amplamente rechaçada, mas aprovada por significativas minorias em Bangladesh, Egito, Afeganistão e Palestina. Para 81% dos muçulmanos norte-americanos, este tipo de violência "nunca" é justificável, contra uma média de 72% no restante do mundo, revelou o estudo.

Acordo no Parlamento da Guiné-Bissau Sobre as Eleições Gerais

Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau
 
Guiné-Bissau-Em reunião na Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, políticos, chefias militares, chefes religiosos e representantes da sociedade civil chegaram a um consenso quanto aos moldes da transição política no país bem como o período em que devem decorrer as eleições gerais.


De acordo com estes responsáveis, as eleições gerais devem ser organizadas em Novembro deste ano, o Presidente da República de transição, Serifo Nhamadjo devendo marcar a data exacta do escrutínio. Durante esta reunião, estabeleceu-se igualmente que o período de transição deveria terminar a 31 de Dezembro de 2013, tendo-se também chegado a consenso quanto ao princípio de um roteiro político e um pacto de regime que deveriam ser apresentados no Parlamento no dia 2 de Maio.

Ainda relativamente ao período de transição, de acordo com os responsáveis presentes no encontro, o destino do país deveria ser dirigido por um novo Governo "mais inclusivo", um executivo que deveria ser formado antes do 9 de Maio, data em que a situação da Guiné-Bissau deve ser debatida no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em declarações recolhidas por Mussa Baldé, correspondente da RFI em Bissau, João Seidibá Sané, Primeiro Secretário do Parlamento Guineense apresenta as conclusões do encontro.