quinta-feira, 21 de março de 2013

Parlamento de Chipre Rejeita plano de Resgate

Chipre – O Parlamento Cipriota rejeitou o plano de resgate dos credores internacionais que previa a aplicação de um imposto sobre depósitos bancários superiores a 20 mil euros. O plano de resgate financeiro foi rejeitado com 36 votos e nenhum voto favorável ao plano. Foram 19 abstenções.

No início do debate, o presidente do Parlamento, Yiannakis Omirou, tinha já apelado aos deputados para votarem contra a “chantagem” do acordo negociado com a Troika (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

O desafio de Yiannakis Omirou teve uma imediata aceitação entre deputados de várias formações políticas, a insurgirem-se contra a sugestão de um imposto sobre os depósitos bancários, enquanto milhares de pessoas manifestavam no exterior do edifício pela rejeição do acordo anunciado no sábado pelos credores internacionais.

“Apenas existe uma resposta: não à chantagem”, considerou Omirou, do Partido Socialista Edek. “A nossa exigência é que este acordo deve ser renegociado. Se este imposto for aprovado, nenhum investidor estrangeiro manterá aqui o seu dinheiro”, avisou.

Os deputados do partido do presidente conservador Nicos Anastasiades, o Disy, decidiram por unanimidade não participar da votação, uma posição que “reforçará a posição da República de Chipre durante as negociações”, disse um representante do partido.

Milhares de pessoas concentraram-se em frente ao Parlamento para exigir a rejeição do plano, e avisar que a sua aprovação poderá implicar a medidas idênticas a de outros países da zona do euro, como a Espanha e a Itália.

Após uma contestação generalizada e o adiamento por duas vezes do debate parlamentar, a mais recente proposta do plano de resgate prevê a aplicação de um imposto de 6,75% para os depósitos entre 20 mil e 100 mil euros, e de 9,9% acima desse montante, ficando os depósitos inferiores a 20 mil euros isentos de qualquer taxa.

Há quatro dias que os bancos permanecem fechados na República de Chipre (a parte grega da ilha mediterrânica, cerca de dois terços do território e reconhecida internacionalmente), enquanto a Bolsa de valores cipriota decidiu suspender até hoje as transações.

Guiné-Bissau Tem Regundo Regime Mais Autoritário do Mundo - Estudo

Guiné-Bissau tem segundo regime mais autoritário do mundo - estudo

Guiné-Bissau-A Guiné-Bissau tem o segundo regime mais autoritário do mundo, a seguir à Coreia do Norte, tendo em 2012 caído nove posições no índice da Democracia publicado pela revista norte-americana The Economist.

Na quinta edição do estudo, realizado pela Economist Intelligence Unit e divulgado, a Guiné-Bissau ocupa o 166º lugar entre 167 países e territórios analisados com a classificação de regime autoritário.
 
O índice avalia as democracias de 165 estados independentes e dois territórios, classificando-os como democracias plenas, democracias com falhas, regimes híbridos ou regimes autoritários.
 
Processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades cívicas são os critérios analisados.
 
Em 10 pontos possíveis, a Guiné-Bissau recolhe apenas 1,43, surgindo atrás de países como a Síria, o Chade ou o Turquemenistão.
 
Na edição de 2011 do índice, o país ocupava o 157º lugar com 1,99 pontos à frente da Síria, Irão, Chade e Guiné-Equatorial.
 
A Guiné-Bissau vive desde Maio do ano passado um período de transição na sequência de um golpe de Estado, em Abril, que derrubou os dirigentes eleitos. A maior parte da comunidade internacional não reconhece as autoridades de transição e cancelou os apoios
 
Moçambique e Timor-Leste são outros países lusófonos que no ano passado registaram retrocessos em matéria de democracia, tendo caído respetivamente dois e um lugares no índice.
 
Moçambique passou do 100º para 102º lugar, mantendo a classificação de regime híbrido, enquanto Timor-Leste passou do 42º para 43º lugar e continua classificado como democracia com falhas, a mesma categoria do Brasil que subiu uma posição, passado de 45º para 44º país mais democrático do mundo.Angola (133º) e Cabo Verde (26º) mantiveram as respetivas posições.
 
Angola surge classificado como regime autoritário, enquanto Cabo Verde é considerado uma democracia com falhas, mas muito próxima da fronteira para as democracias plenas.
 
Na mesma posição que Cabo Verde, aparece Portugal, que regressou ao 26º lugar, depois de no índice de 2011 ter caído uma posição.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Inauguração do Pontificado de Francisco Acompanhada Por Mais de 130 Delegações

Vaticano-A inauguração do pontificado do papa Francisco é acompanhada foi terça-feira, por mais de 130 delegações políticas e religiosas, entre as quais figurarão o presidente da República e o chefe da diplomacia portugueses, e outros dirigentes lusófonos.

No último balanço feito, na segunda-feira, pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, 132 países anunciaram presença na cerimónia, com delegações de diferente amplitude e dimensão.

"Não há convites. Todos os que querem vir são bem vindos.Ninguém é privilegiado nem rejeitado", esclareceu Lombardi, citado no portal de notícias do Vaticano, clarificando que "a ordem depende do protocolo e do nível da delegação".

Claro que, reconheceu, há delegações com mais destaque do que outras, nomeadamente as de Itália, em cuja capital se situa o Vaticano, e Argentina, país de origem do papa Francisco.

A presidente Cristina Kirchner encabeça a delegação argentina e já foi recebida pelo papa, em encontro privado, na segunda-feira.

Entre as presenças confirmadas contam-se seis reis, três príncipes herdeiros, meia centena de chefes de Estado e de Governo, líderes de organizações internacionais, como a União Europeia, vários ministros, deputados e embaixadores.

África Com Menos Pessoas na Classe Média

África-A África subsariana (incluindo Angola) vai continuar a ter a proporção mais baixa da classe média, nos próximos 15 anos, depois da América Central e do Sul que, até 2030, terá 10 por cento mundial desta estrutura social.

De acordo com o Relatório do PNUD sobre o Índice de Desenvolvimento Humano, a Ásia-Pacífico responderá por mais de 75 por cento da classe média mundial, acontecendo o mesmo com a sua quota-parte no consumo total.

Estima-se ainda que, até 2025, o consumo anual nas economias dos mercados emergentes aumente dos 12 mil milhões de dólares, em 2010, para cerca de 30 mil milhões de dólares, e que três quintos dos mil milhões de famílias que ganham mais de 20 mil dólares por ano vivam nos países em desenvolvimento. O PNUD acredita que o crescimento contínuo da classe média venha a ter um impacto profundo na economia mundial.

Os extraordinários números da população desses países – milhares de milhões de consumidores e cidadãos – multiplicam, a nível mundial, as consequências para o desenvolvimento humano das medidas tomadas por governos, empresas e instituições internacionais, de acordo com o estudo, que reconhece que o Hemisfério Sul emerge, hoje, ao lado do Norte, como terreno fértil para a inovação tecnológica e o empreendedorismo criativo. O estudo do PNUD diz que a escolarização está igualmente a aumentar em todo o Mundo. Prevê-se que o número de pessoas com mais de 15 anos sem educação formal diminua de 12 por cento para três por cento da população mundial e que a percentagem da população com ensino secundário ou terciário seja de 64 por cento, em 2050, contra 44 por cento em 2010.

Equilíbrio mundial

O Hemisfério Sul (que compreende os países em desenvolvimento) é responsável, no seu conjunto, por cerca de metade do produto mundial, contra cerca de um terço em 1990. Os PIB combinados de oito dos grandes países em desenvolvimento - Argentina, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia - equivalem ao Produto Interno Bruto dos Estados Unidos, que continua a ser, de longe, a maior economia nacional a nível mundial.

Ainda em 2005, o peso económico combinado dessas oito nações praticamente não atingia metade do dos Estados Unidos.Até 2050, segundo as projecções do PNUD, o Brasil, a China e a Índia em conjunto serão responsáveis por 40 por cento do produto mundial, contra 10 por cento em 1950.

No entanto, ressalta o relatório sobre o ìndice de Desenvolvimento Humano 2013, este aumento da sua quota-parte no produto económico pouco significaria em termos de desenvolvimento humano, se não tivesse sido acompanhado por uma redução na privação e um alargamento sem precedentes nas capacidades humanas.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Guiné-Bissau: Pansau Ntchama Acusado de «Crime de Traição à Pátria»


Bissau - Cerca de duas dezenas de pessoas, acusadas de envolvimentos no acontecimento de 21 de Outubro, compareceram, terça-feira, 12 de Março, para efeitos de audiência, discussão e julgamento, perante os juízes do Tribunal Militar Regional de Bissau.Entre os presentes destacaram-se o Capitão Pansau Ntchama, tido como líder do acontecimento, bem como o então vice-Chefe do Estado-maior da Armada guineense, Jorge Sambu.Ambos são acusados, pela justiça militar, de um alegado «atentado contra a segurança do Estado e traição à Pátria».

Trata-se de um total de 17 pessoas, que contam com uma defesa composta por 16 advogados, integrada pelo actual Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Luís Vaz Martins. Alguns magistrados foram nomeados apenas um dia antes, pela Ordem de Advogados. O colectivo de juízes militares é formado por cinco elementos.

Pouco depois da leitura da acusação, os advogados levantaram as suas preocupações relativamente à falta de contacto com os seus constituintes, bem como ao não permitido acesso ao texto de acusação, dias antes do início da sessão do julgamento.

A leitura de referido documento foi presenciada pela chefia do Estado-maior General das Forças Armadas, na ausência de António Indjai, que se encontra fora do país.

Perante familiares, amigos e conhecidos, o Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) esteve representado, nesta primeira sessão, que deverá ainda decorrer durante toda a semana.

No primeiro dia do julgamento, apenas Jorge Sambu foi ouvido pelos juízes, sobre a denúncia de que é alvo no processo em causa.

Papa Francisco: "Foram Quase Até ao Fim do Mundo Para Me Buscar"

Vaticano-O novo Papa foi eleito quarta-feira. O fumo branco saiu às 18h06 da chaminé da Capela Sistina, indicando que um nome recolheu os votos de dois terços dos cardeais. Uma hora depois, Francisco falou pela primeira vez como Papa: "Vocês sabem que o dever do conclave era dar um bispo a Roma. Parece que os meus irmãos cardeais foram quase até ao fim do mundo para me buscar. Mas aqui estamos." O resumo do dia, minuto a minuto.

O Papa Francisco não gosta de viajar. Quem o conta é o bispo auxiliar de Buenos Aires, Eduardo Garcia. “Não o vejo como como um Papa viajante. Na verdade Bergoglio não gosta de viajar”, declarou García à cadeia de Todo Noticias. García disse ainda que a escolha de Bergoglio é um reconhecimento do trabalho feito na região. “Na América Latina, trabalhamos de forma muito intensa na nossa missão e na evangelização.”
 
A Argentina é um país de católicos, mas também de futebol. E surge a curiosidade de o clube de futebol San Lorenzo se congratular pelo facto de o novo Papa ser seu adepto. “É um orgulho para a instituição saber que o primeiro Papa seja sul-americano e sócio do San Lorenzo”, disse o clube, numa mensagem na rede social Twitter. Na mensagem, o San Lorenzo publicou uma foto do cartão de sócio de Bergoglio, com o número 88.235.Os argentinos festejam a eleição do primeiro Papa sul-americano.
 
Francisco e não Francisco I. Depois de inicialmente até mesmo o site do Vaticano se referir ao novo Papa como Francisco I, o porta-voz do Vaticano pediu para que o novo Papa seja tratado apenas como Francisco. "Será Francisco I depois de termos um Francisco II”, disse Federico Lombardi, citado pela AP.
 
Francisco deverá escolher um novo secretário de Estado. Alguém em “quem ele confie”, disse o porta-voz do Vaticano. "Auguro que o caminho que hoje começamos será frutífero para a Igreja". Esta foi uma das promessas deixadas pelo novo Papa.
 
Maria Cecília é colombiana mas vive há dois anos em Roma e trabalha como guia no Museu do Vaticano. “Vivi este conclave muito de perto e tinha todas as esperanças… Agora, posso acreditar que Deus existe e que a justiça existe. Porque havia muitas coisas que não iam bem, eu sei isso, porque trabalho ali dentro”, disse.
 
“Com este Papa as minhas esperanças de mudança podem tornar-se reais. A justiça existe e acredito que hoje tenha começado uma mudança importante para toda a humanidade.”Cavaco Silva foi um dos primeiros chefes de Estado a reagir e mostra esperança nas boas relações com o novo Papa.

Sofia Lorena, em Roma "Podes imaginar o que é que estou a sentir? O que é que significa para mim o Papa ser argentino?Perguntou-nos Susana, uma católica da Argentina que teve a sorte de estar no Vaticano no momento em que o mundo ficava a saber que o próximo Papa se chama Francisco e é o primeiro latino-americano eleito Sumo Pontífice.Não, respondemos com sinceridade".

Sofia Lorena, em Roma Católicos de todo o mundo estavam na Praça de São Pedro quando saiu fumo branco e ali continuaram à espera até conhecerem o novo Papa. Nem todos o reconheceram de imediato, quando surgiu à varanda, às 20h13 (19h13 em Portugal), mas nem um minuto tinha passado e já se ouviam muitos gritos em espanhol, com uma pronúncia particular. “Deus, Deus, Deus”, exclamava Susana. “Deus, meu Deus”, respondeu-lhe Maria Cecília, que é colombiana, mas explicou que se sente como se fosse argentina, ou como se o novo Papa fosse colombiano. “E a bandeira?”, perguntou a Susana. “Não sei, não trouxemos”, respondeu-lhe a argentina, enquanto pulava e gritava e aplaudia, tudo ao mesmo tempo. E a seguir, já com lágrimas a saltarem-lhe do rosto: "Deus, é argentino. Não posso acreditar."
 
Vaticano confirma que a primeira missa celebrada por Jorge Mario Bergoglio como Papa Francisco será realizada na próxima terça-feira (19 de Março). Após a sua eleição, Jorge Mario Bergoglio telefonou ao Papa emérito Bento XVI. Segundo o Vaticano, Francisco I irá visitar o seu antecessor “muito em breve”.                      
 
Começam a surgir as primeiras reacções à escolha do primeiro Papa sul-americano. "Recebemos o Papa Francisco, o primeiro Papa latino-americano", congratulou-se Juan Manuel Santos, Presidente da Colômbia. A escolha de Francisco foi uma das mais rápidas do último séculoOpõe-se ao aborto e à eutanásia, mantém a posição da igreja relativamente à homossexualidade e condenou fortemente a legislação para permitir o casamento gay na Argentina, introduzida em 2010, mas sublinha a importância de respeitar as escolhas individuais.

Jorge Mario Bergoglio é um teólogo conservador que se distanciou do movimento da Teologia da Libertação da América Latina. Em 2004, um advogado e activista dos direitos humanos apresentou uma queixa contra o cardeal – sem apresentar provas - acusando-o de ter conspirado com a junta militar em 1976 para permitir o rapto de dois padres jesuítas a quem ele, como superior da Companhia de Jesus da Argentina, tinha ordenado que deixassem de fazer o seu trabalho pastoral, por entrar em conflito com a ditadura militar. Um porta-voz do Bergoglio negou as acusações.O novo Papa Francisco desempenhou vários cargos administrativos na Cúria, enquanto cardeal, mas não estava entre os favoritos por causa da sua idade (76 anos). Diz-se que no conclave de 2005 foi um rival de Ratzinger na votação.
 
Além de ser o primeiro Papa sul-americano, Francisco é também o primeiro jesuíta a chegar a Sumo Pontífice. A primeira oração de Francisco foi em homenagem a Bento XVI. O novo Papa apelou à fraternidade na Igreja. Falou em italiano e despediu-se dizendo que vai rezar à virgem Maria amanhã e desejando boa noite e bom repouso a todos.
 
O novo Papa fez um discurso bem-humorado, dizendo que os cardeais tanto escolheram que o foram buscar ao outro lado do mundo. Francisco já fala aos peregrinos: "Rezem por mim para que seja abençoado". Bergoglio nasceu em Buenos Aires, a 17 deDezembrode 1936, filho de um ferroviário. Tornou-se padre em 1969 e era arcebispo de Buenos Aires.O novo Papa tem 76 anos e será o primeiro sul-americano a sentar-se na cadeira de Pedro.Jorge Maria Bergoglio, ordenado cardeal em 2001 por João Paulo II, é jesuíta. O novo Papa é o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, que adoptará o nome de Francisco I.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Troika Dá Mais Um Ano a Portugal Para Cumprir défice


Portugal-A troika decidiu dar mais um ano a Portugal para cumprir o défice, avança a Reuters.O país terá assim até 2015 (e não até 2014) para colocar o défice abaixo dos 3 por cento, avança a agência que cita fontes próximas da avaliação.

«Há um grande esforço de ajustamento, que está a ser reconhecido.Há um consenso (entre os credores) que a envolvente externa piorou e que Portugal precisa de mais um ano para reduzir o défice abaixo dos três por cento», disse uma das fontes.

Durão Barroso já tinha levantado o véu. Reuters vem agora avançar que país terá mesmo meta aliviada até 2015 «A recessão na Europa é um dado importante e é por isso que a troika está a ser flexível», disse outra fonte, assinalando que as contas externas de Portugal se ajustaram mais rápido do que o previsto.

Já no fim-de-semana, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso,
tinha levantado o véu: «Confirmo que a Comissão Europeia vai propor ao Conselho Europeu que o prazo para a correção do défice excessivo seja estendido», disse ao semanário «Expresso».

Barroso defende que a extensão do prazo permitirá reforçar as condições para o crescimento do país e o combate ao desemprego.

Já em relação à renegociação dos prazos e condições para pagamento do empréstimo, lembrou apenas que Bruxelas tem apoiado os países que se esforçam.

Esta cedência da troika surge numa altura em que os técnicos do FMI, BCE e Comissão Europeia estão em Portugal a concluir a sétima avaliação ao programa de ajustamento.

Segundo noticia hoje o jornal «i», o Governo «bateu o pé» à troika no que toca ao subsídio de desemprego, indemnizações por despedimento e cortes de salários da função pública.

Tudo indica que o Executivo só dê a conhecer as
medidas concretas do lado da despesa, no valor de quatro mil milhões de euros, quando sair a decisão do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento do Estado para este ano.

Por agora, o único alívio, ainda não oficial, é de que o país terá mais tempo para cumprir as metas do défice. «Esta meta (3%) será atingida em 2015. A recessão este ano vai ser maior, em torno de 2%, o que torna a execução orçamental mais difícil», fez notar a primeira fonte à Reuters.

O défice de 2012 ficou nos 5%, 604 milhões abaixo do limite, mas a queda da receita fiscal e os gastos com subsídios de desemprego (dada a subida galopante da taxa) têm, de facto,
complicado as contas e previsões do Governo. Em Janeiro, a receita com impostos cresceu apenas 2,4%, muito abaixo da despesa.