sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

FMI Espera Recuperação da Economia da Guiné-Bissau em 2013

 Guiné-Bissau multidão
 
Guiné-Bissau-O FMI espera que a economia da Guiné-Bissau recupere este ano, depois de uma queda no ano passado, graças à "retoma da produção e exportação do caju", diz um comunicado da instituição hoje divulgado.
 
O comunicado faz o balanço de uma visita de seis dias do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Guiné-Bissau, a primeira depois do golpe de Estado de Abril do ano passado.
 
"A atividade económica foi afetada adversamente pela queda acentuada nos volumes de exportação e preço da castanha de caju, e pela diminuição da assistência dos doadores na sequência do golpe de Estado de abril último", diz o comunicado.
 
Mas o FMI adianta que, "embora a situação continue difícil devido às incertezas políticas existentes", espera-se que "a economia recupere em 2013" pela retoma da produção e exportação do caju, o principal produto da Guiné-Bissau.
 
A missão debateu com as autoridades de transição a proposta de orçamento para 2013 e considera que "a estabilidade fiscal deveria articular-se num plano orçamental coerente com projeções prudentes da receita interna e dos donativos externos".
 
"A missão saúda o empenho das autoridades no reforço da gestão das finanças públicas e da administração tributária e aduaneira, e o FMI coloca-se à sua disposição para fornecer assistência técnica nessas áreas", diz o comunicado.
 
As discussões sobre a Guiné-Bissau continuarão durante as reuniões da Primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington (em Abril) e depois, afirma ainda o comunicado, o FMI regressará a Bissau.
 
A missão, chefiada por Maurício Villafuerte, teve reuniões com membros do governo de transição, com o diretor nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) e com parceiros de desenvolvimento.

PJ Apreende Droga na Guiné-Bissau

PJ apreende droga na Guiné-Bissau
PJ apreende droga na Guiné-Bissau
 

Guiné-Bissau-A polícia judiciária(PJ)da Guiné-Bissau apreendeu hoje cinco indivíduos provenientes do Brasil que transportavam no estômago droga, supostamente, cerca de 2,62 kgs de cocaína pura.

Os cinco indivíduos provenientes do Brasil num voo da TAP tinham já passado por Lisboa, onde não desembarcaram, com a droga no estômago, e só quando chegaram ao aeroporto internacional Osvaldo Vieira de Bissau é que foram interceptados.

O director nacional da Polícia Judiciária, João Biangê disse que os os cinco indivíduos estão sob custódia da PJ e já expulsaram do organismo várias cápsulas de droga. O responsável da PJ disse ainda que depois de terminado o processo as autoridades policiais vão convocar a imprensa para revelar a droga apreendida e o destino dos estupefacientes.

O director nacional da PJ guineense adiantou, igualmente, que os responsáveis da unidade policial se sentem encorajados em continuar o combate à droga na Guiné-Bissau, escusando-se no entanto a revelar o nível do tráfico no país.

Guiné-Bissau: Odete Semedo Diz Que Está a Ser vítima de Perseguição Pessoal

Odete Semedo, escritora e antiga ministra da Guiné-Bissau
Odete Semedo, escritora e antiga ministra da Guiné-Bissau

Guiné-Bissau-Os advogados da escritora e antiga ministra da Guiné-Bissau Odete Semedo acusaram hoje o Ministério Público (MP) de atentar contra os direitos humanos e de tentar calar a sua cliente com ameaças de prisão.

O Ministério Público (MP) da Guiné-Bissau constituiu suspeita Odete Semedo, antiga ministra e ex-directora de gabinete de Raimundo Pereira- Presidente interino deposto no golpe de Estado de Abril de 2012. O Ministério Público disse que Odete Semedo, enquanto directora do gabinete de Raimundo Pereira, teria levantado dias antes do golpe, 350 milhões de francos cfa, ou seja cerca de 500 mil euros.

Agora o Ministério Público quer saber desse dinheiro, e convocou Odete Semedo para ser ouvida. Na audição foram fixadas algumas medidas de coação; a ex-ministra está impedida de sair do país e deve apresentar-se periodicamente no Ministério Público.

Os advogados da escritora e antiga ministra da Guiné-Bissau Odete Semedo acusaram, quinta-feira, o Ministério Público (MP) de atentar contra os direitos humanos e de tentar calar a sua cliente com ameaças de prisão. Ruth Monteiro, em declarações à imprensa, disse que foi feito um requerimento ao MP no qual foi esclarecido o destino do dinheiro, mencionados nomes e motivos para tais pagamentos, e enviados recibos relativos às quantias entregues. A verdade, segundo os advogados, é que o MP não quer investigar os factos que Odete Semedo lhe apresentou, não quer investigar um possível crime, e “quer que a pessoa se cale”.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Demissão do Governo Búlgaro

Boiko Borisov, demissão, Bulgária

Bulgária-O governo da Bulgária demitiu-se quarta-feira última devido a protestos em massa contra o aumento das tarifas de electricidade e aquecimento, anunciou o primeiro-ministro, Boiko Borisov, fazendo uso da palavra no Parlamento.

 
Em algumas grandes cidades da Bulgária, durante vários dias vêm se realizando protestos contra altos preços de eletricidade. Na noite de terça-feira, foram feridas oito pessoas; há dois dias em confrontos, onze pessoas, incluindo cinco policiais, sofreram lesões.

Primeiro-ministro da Tunísia Apresenta Demissão


Tunísia-O primeiro-ministro tunisino Hamadi Jebali demitiu-se terça-feira última, depois de ter falhado a formação de um governo apenas com tecnocratas.
 
Jebali defendia que se devia criar um executivo neutro politicamente, depois do homicídio de um dos líderes da oposição, Chokri Belaid.
 
Mas o próprío partido, os islâmicos do Ennahda, que tem maioria no parlamento, não apoiou o primeiro-ministro.
 
Numa conferência de imprensa, Hamadi Jebali lembrou que “prometi que me demitiria em caso de fracasso da minha iniciativa e é o que acabo de fazer. Deixo o cargo, apresento a demissão do posto de chefe de governo. É o que acabo de fazer no encontro que tive com o Presidente da República.”
 
O povo tunisino também está dividido. Nós últimos dias houve várias manifestaçãos contra e a favor da criação de um governo apenas com tecnocratas.

Autoridades da Guiné-Bissau Acreditam Que depois do FMI Outras Ajudas Virão

Logo do Fundo Monetário Internacional
Logotipo do Fundo Monetário Internacional

Guiné-Bissau-O ministro das Finanças de transição, Abubacar Demba Dahaba, acredita que com a retoma das actividades do Fundo Monetário Internacional, nos país, outros doadores internacionais irão também regressar.

As declarações do ministro das Finanças de transição guineense, Abubacar Demba Dahaba, foram proferidas após o encontro que o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional, Maurice Villaverde, manteve com o primeiro-ministro de transição, Rui de Barros.

O Fundo Monetário Internacional está no país com uma missão para avaliar o desempenho feito pelo Governo de transição. Para já trata-se apenas de uma missão de prospecção, porém o responsável pela pasta das finanças de transição mostra-se confiante com a visita.

O representante do FMI para a Guiné-Bissau diz ter aproveitado as consultas na capital para analisar e dar opinião sobre a proposta do Orçamento Geral do Estado de 2013, e ainda discutir as propostas de agenda das actividades de assistência particularmente na área tributária e das reformas das Finanças Publicas.

Recorde-se que o Fundo Monetário Internacional tinha suspendido a ajuda ao país, na sequência do golpe de estado, e este retorno é visto pelas autoridades de transição com um voto de confiança.

África Ocidental Tem 2,3 milhões de Toxicodependentes

Bandeira de Cabo Verde
Bandeira de Cabo Verde

Cidade da Praia - O ex-presidente de Cabo Verde Pedro Pires alertou quarta-feira que a questão do narcotráfico na África Ocidental, onde existe cerca de 2,3 milhões de toxicodependentes, não deve ser esquecida ou secundarizada, lembrando a impunidade dos traficantes.


Pedro Pires falava aos jornalistas no final de um encontro de trabalho com o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, para "concertar" posições na política externa cabo-verdiana, uma vez que foi eleito, no início deste mês, em Accra Ghana, vice-presidente de uma comissão independente para estudar o narcotráfico na sub-região oeste-africana.

A Comissão Sobre o Impacto do Tráfico de Droga sobre a Governação, Segurança e Desenvolvimento na África Ocidental, "independente de qualquer instituição regional", é liderada pelo ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo e visa "incentivar e alertar para os riscos que representa o narcotráfico" na sub-região.

"Há muitos riscos e, além do comércio, do tráfico, há também o problema do consumo. Hoje em dia, na África Ocidental, há cerca de 2,3 milhões de consumidores, de toxicodependentes, o que é razão de preocupação", explicou Pedro Pires.

"Há também o risco da secundarização ou do esquecimento do combate ao narcotráfico. Se ele existe na nossa região, não se pode secundarizar isso. A coisa torna-se mais complicada quando os traficantes estão mais ou menos à vontade e há, por isso, riscos de expansão e de contágio", acrescentou.

Entre as razões de um eventual "esquecimento" ou "secundarização" está, disse Pedro Pires, o envolvimento da sub-região no conflito no Mali.

"Deu-se e está a dar-se prioridade à solução do conflito no Mali e o risco é esquecer o resto", frisou o ex-chefe de Estado (2001/11) e antigo Primeiro-ministro de Cabo Verde (1975/91), lembrando que também o conflito político-militar na Guiné-Bissau está a ficar para trás.

Questionado sobre se a situação do narcotráfico em Cabo Verde pode ser considerada preocupante, Pedro Pires não respondeu directamente, optando por lembrar que as prisões cabo-verdianas têm detidos muitos implicados no narcotráfico.


Sabem a posição das autoridades cabo-verdianas? Se quiserem ir visitar as prisões é só ver o número de pessoas que estão implicadas no tráfico de droga. Aí pode constatar-se o que as autoridades têm feito", concluiu.

O encontro entre os dois (ex-estadistas e estadista) foi o primeiro de carácter oficial desde que Jorge Carlos Fonseca chegou à presidência cabo-verdiana, na sequência das presidenciais de Julho e Agosto de 2011.

Pedro Pires esteve em Acra no início deste mês a convite da Fundação Kofi Annan, para participar na criação da comissão, que integra também o antigo secretário-geral das Nações Unidas.