quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Guiné-Bissau: JOMAV Não se Arrepende do Procedimento no Ministério das Finanças

Bissau - O Ex-ministro das Finanças, José Mário Vaz (JOMAV), posto em liberdade esta sexta-feira, 8 de Fevereiro, pelo Juiz de Instrução Criminal (JIC), mostrou não estar arrependido da sua gestão no Ministério das Finanças, entre o final de 2009 a Abril de 2012, quando era o responsável máximo desta instituição.
 
Em declarações à PNN depois de uma audição de cerca de oito horas, com o JIC, Mário Vaz aconselhou os actuais detentores do poder na Guiné-Bissau a darem importância a fazer avançar do país, que se encontra com problemas de crescimento económico.

«Se voltasse a ocupar as funções do Ministro das Finanças não recuaria sequer um milímetro em relação aos procedimentos que imprimi neste Ministério», declarou JOMAV.

Perante familiares, amigos e conhecidos, o ex-ministro das Finanças agradeceu aos parceiros internacionais da Guiné-Bissau, à comunicação social e à sociedade guineense, a solidariedade para consigo durante a campanha do Ministério Público contra a sua pessoa.

«Gostaria de agradecer a solidariedade dos guineenses, à imprensa, quer a nível interno como no mundo lá fora», disse o antigo ministro.

Em nome do colectivo de advogados, falou Octávio Lopes que disse haver a necessidade reforçar o estado dos direitos democráticos, feito de regras e de cumprimento das leis, prometendo trabalhar contra as violações das leis e tendo assegurado que o seu constituinte foi vítima de incumprimento, o que impôs custos irreparáveis.

«Este é um custo irreparável, devemos todos trabalhar para reforçar o estado de direito e democrático onde reinam as leis», disse Octávio Lopes, que não escondeu a satisfação pelo que considerou a independência e a afirmação de poder judicial face a outros poderes, destacando a libertação do seu constituinte.

O ministro José Mário Vaz foi detido na noite de segunda-feira, 4 de Fevereiro, a mando do Ministério Público, onde foi interrogado sobre os moldes como geriu o dinheiro do Tesouro Público durante o período em que esteve responsável pelo Ministério das Finanças.

Chefe do Estado-Maior da Guiné Morre Em Acidente de Avião

Guiné-Conakri-Dez pessoas, entre elas o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné, morreram hoje após a queda do avião no qual viajavam nas imediações do aeroporto internacional de Monróvia, confirmaram fontes aeroportuárias da Libéria.

Segundo disseram à emissora local da Missão da ONU na Libéria (UNMIL) os oficiais do Aeroporto Internacional Roberts de Monróvia, o avião caiu perto do bairro de Charlesville, a poucos quilômetros da pista de aterrissagem quando, aparentemente, um dos motores do avião pegou fogo.

No aparelho, no qual viajavam dez pessoas, estava uma delegação do Exército da Guiné, liderada pelo chefe de Estado-Maior, o general Souleymane Keita Diallo, e que ia para Monróvia para participar das comemorações do dia das Forças Armadas da Libéria.

A presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, pediu um minuto de silêncio pelas vítimas do "trágico acidente".

África e América Latina Têm Nomes Fortes Para Suceder Bento 16


"Cardeais terão agora a opção e o tempo de fazer o que não fizeram em 2005, que é debater o futuro da Igreja", disse Raymond Perrier, diretor do Instituto Jesuíta da África do Sul.
 
Cardeais conversam após renúncia do papa
 
Vaticano e a Igreja Católica-Imediatamente após o anúncio da renúncia de Bento XVI, começaram a circular nomes de cardeais que poderão ocupar o cargo máximo da Igreja - com destaque para a hipótese de o próximo pontífice poder vir de um país em desenvolvimento, como o Brasil, ou da África. Seja quem for, o sucessor de Joseph Ratzinger terá pela frente questões que já são um desafio para o episcopado, como os escândalos de abusos sexuais envolvendo religiosos, a homossexualidade, o aborto e o papel da mulher na Igreja.
 
renúncia de Bento XVI abre finalmente um debate sobre o futuro da Igreja, algo que muitos acreditam que não ocorreu diante da decisão apressada para escolher um substituto para João Paulo II, morto em 2005. Quase oito anos depois, há quem acredite que a instituição aproveitará os dias do actual pontificado, que se encerrará em 28 de Fevereiro, para fazer com que a escolha do sucessor de Ratzinger tenha relação mais directa com os caminhos que a Igreja decidir adoptar para seu futuro. "Desta vez, a real transição para o século 21 talvez finalmente ocorra na Santa Sé", declarou ao Estado um importante religioso latino-americano que pediu anonimato.
 
Um dos nomes citados é do africano Peter Turkson, de Gana. Um de seus cabos eleitorais já fez questão de defender ontem mesmo seu nome. "Por que não um africano? Já tivemos um alemão e um polonês. Então, o próximo pode ser, sim, africano", declarou o arcebispo Gabriel Charles Palmer-Buckle.
 
Bento XVI nomeou o ganense para um dos cargos mais importantes do Vaticano, e ele passou a ser enviado a diversos países como mediador de conflitos. Em 2010, chegou a acompanhar o papa em viagens, o que aumentou as especulações sobre seu nome. Mas ele não é o único cotado. O cardeal sul-africano Wilfrid Napier, de Durban, é outro candidato, ainda que oficialmente ninguém se apresente.
 
Nas casas de apostas de Londres, a corrida já começou. Em pelo menos duas delas, Turkson é o favorito, seguido pelo arcebispo de Milão, Angelo Scola. Outro nome é o de Oscar Rodríguez Maradiaga, de Honduras. Amante de jazz, amigo de Bono Vox e frequentemente acompanhado de seguranças em seu país de origem, o cardeal centro-americano tem a simpatia das alas do Vaticano que defendem uma agenda social mais explícita. "Um papa do sul sem dúvida ajudaria a resolver muitas das ameaças que o planeta enfrenta", disse há dois meses.
 
O canadense Marc Oullet e o nigeriano Francis Arinze também aparecem com chances. Na casa Ladbrokes, d. Claudio Hummes está na décima posição. Mas, no Vaticano, são outros os brasileiros que aparecem com mais força, pois D. Claudio já tem 78 anos. Um dos nomes mais citados é o de D. João Braz de Aviz, de 65 anos. D. Odilo Scherer também é considerado "papável" e ontem fugiu da imprensa em Roma.
 
As especulações sobre a possibilidade de o novo papa vir da América Latina não são à toa. A região tem hoje metade dos católicos do mundo e os cardeais são vistos como alguns dos maiores defensores da Igreja. "Conheço muitos bispos e cardeais latino-americanos que poderiam assumir essa responsabilidade", disse Gerhard Muller, chefe da Congregação para a Doutrina da Fé.
 
Mesmo rumo, Para Hans Kung, teólogo suíço e considerado um dos principais adversários de Bento XVI, dificilmente a Igreja vai sofrer uma revolução. "Ele ordenou muitos cardeais conservadores", apontou Kung. Segundo ele, isso determinaria a próxima votação. Ele disse esperar que Bento XVI não influencie na escolha.
 
Outros ainda apontam que a forma como Bento XVI anunciou sua saída estaria relacionada a um cálculo claro de dar tempo aos cardeais e à cúpula da Igreja de debater de facto seu destino.

Ex-ministro das Finanças da Guiné-Bissau Está Proibido de Sair do País

guiné-bissau

Bissau-O antigo ministro das Finanças da Guiné-Bissau, José Mário Vaz está proibido de sair do país sem autorização, de acordo com a medida anunciada hoje pelo Ministério Público do país.

José Mário Vaz esteve detido três dias na semana passada e foi ouvido pelo juiz de instrução criminal na ultima sexta-feira, que o mandou em liberdade. Só agora foram conhecidos os termos em que fica em liberdade até ao julgamento.
 
Segundo os seus advogados, o antigo ministro ficou sujeito às medidas de termo de identidade e obrigação de permanência, pelo que não se poderá ausentar de sua residência mais de cinco dias sem avisar o Ministério Público nem sair do país sem autorização.
 
Por ordens do Ministério Público guineense, José Mário Vaz foi detido na segunda-feira passada, por alegado ilícito fiscal. É investigado sobre o paradeiro de 9,1 milhões de euros que Angola teria disponibilizado a favor do Governo guineense, mas que supostamente não teriam entrado no tesouro público.
 
"Posso-vos dizer, hoje, muito honestamente, que não recuava um milímetro sequer sobre os procedimentos que imprimi a nível do Ministério das Finanças quando fui ministro", disse na passada sexta-feira o ministro do Governo deposto no golpe de Estado de 12 de Abril de 2012.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Camelo Oferecido Por Kadhafi Gera Revolução na Guiné-Bissau

Guiné-Bissau-Na vila de Bissorã, norte da Guiné-Bissau, há um camelo oferecido pela Líbia, que destrói culturas e ataca pessoas quando "está com o calor" e está a dar origem a uma pequena "revolução".
 
Dois anos depois do início da revolução líbia, que levou à queda e morte de Muammar Kadhafi, a pequena vila de Bissorã vive também um clima de rebelião, contra o camelo que já enviou duas pessoas para o hospital e já matou um burro.

"Estamos cansados, se o camelo voltar vamos matá-lo". O grito de revolta é deixado por Fatumaté Camará, a presidente da Associação Nho Dema (Ajuda Mútua, em dialeto mandinga), que junta 150 residentes em Bissorã, 144 deles mulheres.

Mãos molhadas da rega, catana em punho e lenço na cabeça, é com voz revoltada que conta que o animal, uma fêmea, volta e meia aparece na horta comunitária e lhes come as couves. As hortaliças, vendidas nos arredores e até em Bissau, são o sustento de pelo menos 150 famílias.

O animal (na verdade um dromedário) fazia parte de um grupo de cinco oferecido à Guiné-Bissau em Maio de 2008 por Muammar Kadhafi (que na altura ofereceu camelos a 25 países da África subsaariana). Quatro morreram e ficou apenas aquele que hoje tira o sono a Bissorã, onde a população está farta de pedir às autoridades para que resolvam o problema: "ou o matam ou o devolvem à procedência".

Como não há forma de manter o animal fechado a fêmea passeia-se por onde quer e quando está "com o calor" (com o cio) torna-se mais agressiva. No mês passado, contou à Lusa uma autoridade de Bissorã que pediu para não ser citada, a camelo atacou uma mulher que levava um filho às costas. "A mulher foi levada para o hospital porque perdeu os sentidos", disse.

País Entra Numa Longa Semana


Tunis – A imprensa tunisina destaca que o país entra numa "longa Semana" para sair da crise política, numa altura em que o primeiro-ministro Hamadi Jebali, em conflito com o seu próprio partido politico islamista, tenta formar um governo de tecnocratas.

O site da revista líderes sublinha que “os tunisinos retêm a sua respiração, olhando para Hamadi Jebali que começa essa segunda-feira a sua semana mais longa semana".

O site questiona "Será que ele (primeiro ministro) vai conseguir vencer o grande desafio que lançou-se a si mesmo, também a sua própria formação Política (Ennahda), aos outros dois parceiros, e todos da classe política?

Já o jornal “La Presse” titulou assim um artigo "Imbróglio permanece intacto" e observa que "a crise de legitimidade do poder actual está a piorar ", enquanto os ministros do Congresso para a República (CPR), partido do presidente Moncef Marzouki, poderá renunciar segunda-feira.

O diário qualificando de "louvável", a iniciativa de Jebali, mas sublinha no entanto, que um”governo de consenso não tem interesse se abrange um amplo espectro do cenário político."

O Primeiro-ministro prometeu demitir-se se não conseguir formar a sua equipa até o meio da semana.

Islamitas Malianos sob Mandados de Captura Internacional


Bamako- A Justiça maliana lançou mandados de captura contra 28 pessoas pertencentes aos grupos islamitas terroristas, entre os quais, o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad (MNLA), o Ansardine, a Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), anuncia um comunicado do procurador-geral junto do Tribunal de Apelação de Bamako, citado pela AFP.
 
Constam ainda o Movimento para a Unidade e Jihad na África Ocidental (MUJAO) e outros narcotraficantes.
 
o documento refere que estes diferentes responsáveis da rebelião tuaregue e dos grupos islamitas armados, que ocupavam o norte do Mali, há 10 meses, são acusados, entre outros, de atentado contra a segurança do Estado, de terrorismo, de sedição, de utilização
ilegal da força e de destruições de bens públicos.
 
Entre os acusados figuram o líder do Ansardine, Iyad Ag Rhaly, os deputados Ag Bibi e Intallah, Senda Ould Boumana da AQMI, e Bilal Ag Acherif, líder do MNLA.
 
O comunicado precisa que o Tribunal Penal Internacional (TPI), já foi contactado sobre este caso qualificado de "crimes contra a humanidade e crimes de guerra".