sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

União Europeia Concede 4,5 Milhões de Euros Para Combater Pirataria no Golfo da Guiné



Yaoundé - A União Europeia (UE) vai conceder 4,5 milhões de euros para ajudar no reforço da segurança das rotas marítimas entre sete países africanos do Golfo da Guiné, soube a PANA junto da representação da organização comunitária europeia em Yaoundé.
 
Esta ajuda será concedida através do programa Rotas Marítimas Críticas do Golfo da Guiné (CRIMGO) e vai permitir aos Governos da África Central e Ocidental tornar as principais rotas marítimas mais seguras graças à formação de guarda-costeiros e à criação duma rede para permitir a troca de informações entre os países e as agências da região.
 
Segundo o comissário para o desenvolvimento da União Europeia, Andris Piebalgs, "sem segurança as populações nunca beneficiarão realmente do desenvolvimento, por isso o novo projeto que vai contribuir para melhorar a segurança dos transportes na África Ocidental é tão importante".
 
"Ao tornar as águas mais seguras, o projeto vai contribuir para dinamizar as trocas e o crescimento e oferecer às populações mais possibilidades de garantir a sua subsistência, de que tanto presisam", sublinhou.
 
Para Andris Piebalgs, os atos de pirataria e os roubos à mão armada, bem como os tráficos de armas e de drogas ou ainda o comércio de seres humanos constituem uma "ameaça real" para a segurança da região. Apenas na Nigéria, 98 atos de pirataria, de roubos à mão armada cometidos no mar e de poluição marítima foram registados entre 2008 e 2012.
 
Ele acredita que a região sofre atualmente duma ausência de coordenação entre as guardas costeiras e entre os diversos países."Além disso, não há ainda uma norma comum de formação marítima e a partilha de informações entre os países envolvidos é insuficiente", acrescentou.
 
O projeto será implementado a partir do mês de Janeiro corrente em sete Estados costeiros africanos: Benin, Camarões, Guiné Equatorial, Gabão, Nigéria, São Tomé e Príncipe e Togo.
 
O Golfo da Guiné representa atualmente, respetivamente, 13 e 6 porcento das importações de petróleo e de gás na UE.Além da UE, os outros parceiros do projetos são França, Portugal, a Espanha e o Reino Unido.

Guiné-Bissau: PAIGC Reúne Comité Central

Bissau - Os membros do Comité Central do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) reúnem o ComitéCentral entre 12 e 13 de Janeiro, na sua sede em Bissau.
 
O encontro foi antecedido da reunião do Bureau Político, que teve lugar quinta e sexta-feiras, 10 e 11 de Janeiro, no qual esteve em análise a situação social e política do país, bem como o funcionamento do PAIGC face aos últimos acontecimentos que a Guiné-Bissau registou neste período de transição.

A alteração da data de realização do VIII Congresso Ordinário, a deliberação dos órgãos dos estatutários e a nova orgânica da comissão organizadora deste congresso constam, de entre outros assuntos, da agenda para o encontro deste fim-de-semana.

Além destes aspectos, a informação do Conselho Nacional de Jurisdição, a apresentar no Comité Central, sobre casos de alguns militantes alvos de processos disciplinares, vão estar em destaque nos trabalhos.

Face à crise que o país enfrenta e à necessidade de diálogo entre os guineenses, a direcção do PAIGC disse ter remetido o assunto para a Comissão Permanente do Bureau Político, junto dos órgãos estatutários do partido, para análise e deliberação sobre a questão.

Fitch Degrada Nota da Dívida da África do Sul a 'BBB'

África do Sul-A Fitch rebaixou quinta-feira a nota da dívida soberana da África do Sul em um nível, a 'BBB', citando as fracas perspectivas de crescimento e o aumento das tensões sociais e políticas.
 
"O desempenho do crescimento econômico e suas perspectivas deterioraram, afetando as finanças públicas e ampliando as tensões políticas e sociais", disse a agência de classificação em um comunicado explicando a ação.
 
A degradação segue os passos da Standard's and Poor's e da Moody's, que reduziram suas avaliações da África do Sul a níveis similares no ano passado.
 
A Fitch acrescentou que a perspectiva da nota, que está próxima ao menor nível de grau de investimento, era estável."Protestos contra a qualidade de alguns serviços cresceram a níveis recordes em 2012 e a economia foi assolada por greve violentas que afetaram o crescimento", disse a agência.
 
Greves em minas sem precedentes no ano passado deixaram mais de 50 pessoas mortas e custou mais de um bilhão de dólares em perdas na produção.A Fitch alertou que os acordos salariais sobre os ganhos de produtividade estão acabando com a competitividade na África do Sul.
 
O crescimento lento e a corrupção crescente prejudicaram a capacidade das autoridades em melhorar os padrões de vida da maior economia africana. O desemprego está paralisado em 25% e o PIB cresceu apenas 2,2% em 2012, de acordo com a agência.

Minério de Ferro e Petróleo Permitem Crescimento de 32% do PIB na Serra Leoa

 
 
 
 
 



A Serra Leoa -A Serra Leoa é um país anglófono que saiu de uma guerra civil10 anos, apresenta o maior crescimento do PIB em 2012, situando-se nos 32%, segundo o FMI.

No ano anterior o crescimento foi de 5,1% e a projeção para este ano é de 9,3%. A extração de diamantes, bauxite e petróleo no off-shore sustenta o crescimento do país que, entretanto, está a ganhar com a estabilidade política, tendo ultrapassado o Gana como a história de maior sucesso no continente.
 
Ernest Bai Koroma tem vindo a atrair um grande número de investidores estrangeiros para as várias indústrias e está a ganhar popularidade, avança o Afrik53.

A segundo economia mais ativa na África subsariana é a do Níger, que cresceu 14% em 2012, mas esta performance está ligada à exploração do petróleo, o que cria debilidades estruturais.
 
Os analistas estimam um crescimento de 6,6% para este país em 2013, mas alertam para o perigo da radicalização da política que poderá levar à paragem da economia e à saída dos investidores externos. Angola é o terceiro país com melhores resultados na economia.

O PIB subiu 9,7% no ano passado, devendo chegar aos 7% este ano. Angola tem vindo a bater-se com a Nigéria como primeiro produtor africano de petróleo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Presidente Mahama Investido, Oposição Boicota a Cerimónia (Desenvolvimento)


Accra - O presidente do Ghana, John Dramani Mahama, prestou segunda-feira, em Accra, juramento na presença de chefes de Estado africanos e de milhares de pessoas, numa cerimónia marcada pela a ausência da oposição, que contesta o resultado da eleição presidencial do passado mês, noticiou à AFP.

"Enquanto país, nós somos um herdeiro muito forte, e nós somos os legatários duma história poderosa", declarou Mahama, após ter prestado juramento.

A cerimónia teve lugar na praça da independência, em Accra, célebre pela sua grande estrela negra e que foi previamente decorada por essa ocasião com vermelho, verde e ouro, as cores da bandeira ghanense, um mês após o escrutínio ganho por Mahama com 50,7 porcento dos votos, contra 47,7 porcento para o principal candidato da oposição, Nana Akufo-Addo.

Observadores locais e internacionais concordaram em qualificar o voto de "pacifico" e de "transparente", num país considerado como uma democracia exemplar no coração duma região, a África do Oeste, constantemente sacudida por tensões políticas.

Contudo, Akufo-Addo, apresentou uma queixa perante o Tribunal Supremo, que deverá se pronunciar proximamente, denunciando as irregularidades e reclamando de ser o vencedor.

Mahama, 54 anos, tornou-se presidente na sequência da morte súbita do seu antecessor John Atta Mills, do qual foi vice-presidente, em Julho último.

Por ocasião da cerimónia da sua investidura, vestiu-se dum grande turbante branco, uma indumentária tradicional do norte do país, sua região de origem.

Doze chefes de Estado africanos eram esperados na capital ghanense para a cerimónia de investidura, entre os quais os presidentes nigeriano Goodluck Jonathan e sul-africano Jacob Zuma, assim como delegações dos Estados Unidos e da União europeia.

O antigo presidente John Kufuor, membro do NPP (Novo partido patriótico, oposição), ignorou os apelos ao boicote do seu partido para assistir a cerimónia.

O ex-presidente Jerry Rawlings, que tinha tomado o poder por um golpe de Estado militar antes de levar o Ghana ao multipartidarismo, em 1992, tomou igualmente parte das festividades.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Aumenta Para 29 o Número de Mortos no Naufrágio na Guiné-Bissau

Guiné-Bissau-A polícia marítima da Guiné-Bissau confirmou, quarta-feira última, que subiu para 29 o número de mortos no naufrágio de uma piroga em 28 de Dezembro ao largo de Bissau.

Fonte da polícia marítima disse à agência Lusa que até terça-feira passada foram oficialmente contabilizados 29 mortos, depois de ter sido encontrado o corpo de um homem de 30 anos junto ao cais do porto comercial de Bissau.

O corpo foi levado para a morgue do hospital Simão Mendes, disse a fonte da polícia marítima, que confirmou que nos últimos dias têm sido encontrados corpos de náufragos "em lugares diferentes".

A mesma fonte confirmou também que a Policia Judiciaria (PJ) já tomou conta do caso estando neste momento a ouvir as pessoas diretamente envolvidas no acidente, nomeadamente o capitão do porto da ilha de Bolama, de onde partiu a piroga que naufragou, o dono da embarcação e a tripulação da mesma.

Fonte da PJ confirmou à Lusa a audição "dos suspeitos de envolvimento no acidente" e ainda admite que "alguns deverão ficar sob detenção" até que se esclareça a responsabilidade de cada um.

No discurso à Nação por ocasião do fim do ano, o Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo exigiu que as pessoas responsáveis pelo naufrágio sejam encontradas e castigadas para que situações do género não voltem a acontecer no país.

Presidente da CNE da Guiné Bissau Apresenta Demissão

CNE, Bissau
Guiné-Bissau-O presidente da Comissão Nacional de Eleições-CNE- da Guiné-Bissau apresentou a demissão sexta-feira passada afirmando que a sua nomeação pode pôr em causa a "desenhada estabilidade e paz" no país.

Rui Nené havia sido empossado no cargo de presidente da Comissão Nacional de Eleições no passado dia 13 de Dezembro.Na altura, o seu nome foi questionado por pequenos partidos que criticaram também a escolha do juiz conselheiro do Supremo Tribunal da Justiça.

Os partidos sustentaram que a eleição de Rui Nené não respeitou os critérios estipulados pelo pacto de transição, nem o acordo politico que rege o período de transição que vigora no país. Em resposta, o então responsável pela CNE afirmou que "a crítica em democracia é normal, desde que seja bem fundamentada".

Porém, quase um mês depois, Rui Nené em carta dirigida ao Conselho Superior da Magistratura Judicial escreve que decidiu renunciar ao cargo de presidente da CNE por julgar que a sua nomeação pode pôr em causa "a desenhada estabilidade e paz" no país.

No entanto, o magistrado apresentou ainda a sua candidatura para a eleição de vice-presidente do Supremo tribunal de Justiça que deverá ter lugar no próximo dia 16 de Janeiro.