sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Fitch Degrada Nota da Dívida da África do Sul a 'BBB'

África do Sul-A Fitch rebaixou quinta-feira a nota da dívida soberana da África do Sul em um nível, a 'BBB', citando as fracas perspectivas de crescimento e o aumento das tensões sociais e políticas.
 
"O desempenho do crescimento econômico e suas perspectivas deterioraram, afetando as finanças públicas e ampliando as tensões políticas e sociais", disse a agência de classificação em um comunicado explicando a ação.
 
A degradação segue os passos da Standard's and Poor's e da Moody's, que reduziram suas avaliações da África do Sul a níveis similares no ano passado.
 
A Fitch acrescentou que a perspectiva da nota, que está próxima ao menor nível de grau de investimento, era estável."Protestos contra a qualidade de alguns serviços cresceram a níveis recordes em 2012 e a economia foi assolada por greve violentas que afetaram o crescimento", disse a agência.
 
Greves em minas sem precedentes no ano passado deixaram mais de 50 pessoas mortas e custou mais de um bilhão de dólares em perdas na produção.A Fitch alertou que os acordos salariais sobre os ganhos de produtividade estão acabando com a competitividade na África do Sul.
 
O crescimento lento e a corrupção crescente prejudicaram a capacidade das autoridades em melhorar os padrões de vida da maior economia africana. O desemprego está paralisado em 25% e o PIB cresceu apenas 2,2% em 2012, de acordo com a agência.

Minério de Ferro e Petróleo Permitem Crescimento de 32% do PIB na Serra Leoa

 
 
 
 
 



A Serra Leoa -A Serra Leoa é um país anglófono que saiu de uma guerra civil10 anos, apresenta o maior crescimento do PIB em 2012, situando-se nos 32%, segundo o FMI.

No ano anterior o crescimento foi de 5,1% e a projeção para este ano é de 9,3%. A extração de diamantes, bauxite e petróleo no off-shore sustenta o crescimento do país que, entretanto, está a ganhar com a estabilidade política, tendo ultrapassado o Gana como a história de maior sucesso no continente.
 
Ernest Bai Koroma tem vindo a atrair um grande número de investidores estrangeiros para as várias indústrias e está a ganhar popularidade, avança o Afrik53.

A segundo economia mais ativa na África subsariana é a do Níger, que cresceu 14% em 2012, mas esta performance está ligada à exploração do petróleo, o que cria debilidades estruturais.
 
Os analistas estimam um crescimento de 6,6% para este país em 2013, mas alertam para o perigo da radicalização da política que poderá levar à paragem da economia e à saída dos investidores externos. Angola é o terceiro país com melhores resultados na economia.

O PIB subiu 9,7% no ano passado, devendo chegar aos 7% este ano. Angola tem vindo a bater-se com a Nigéria como primeiro produtor africano de petróleo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Presidente Mahama Investido, Oposição Boicota a Cerimónia (Desenvolvimento)


Accra - O presidente do Ghana, John Dramani Mahama, prestou segunda-feira, em Accra, juramento na presença de chefes de Estado africanos e de milhares de pessoas, numa cerimónia marcada pela a ausência da oposição, que contesta o resultado da eleição presidencial do passado mês, noticiou à AFP.

"Enquanto país, nós somos um herdeiro muito forte, e nós somos os legatários duma história poderosa", declarou Mahama, após ter prestado juramento.

A cerimónia teve lugar na praça da independência, em Accra, célebre pela sua grande estrela negra e que foi previamente decorada por essa ocasião com vermelho, verde e ouro, as cores da bandeira ghanense, um mês após o escrutínio ganho por Mahama com 50,7 porcento dos votos, contra 47,7 porcento para o principal candidato da oposição, Nana Akufo-Addo.

Observadores locais e internacionais concordaram em qualificar o voto de "pacifico" e de "transparente", num país considerado como uma democracia exemplar no coração duma região, a África do Oeste, constantemente sacudida por tensões políticas.

Contudo, Akufo-Addo, apresentou uma queixa perante o Tribunal Supremo, que deverá se pronunciar proximamente, denunciando as irregularidades e reclamando de ser o vencedor.

Mahama, 54 anos, tornou-se presidente na sequência da morte súbita do seu antecessor John Atta Mills, do qual foi vice-presidente, em Julho último.

Por ocasião da cerimónia da sua investidura, vestiu-se dum grande turbante branco, uma indumentária tradicional do norte do país, sua região de origem.

Doze chefes de Estado africanos eram esperados na capital ghanense para a cerimónia de investidura, entre os quais os presidentes nigeriano Goodluck Jonathan e sul-africano Jacob Zuma, assim como delegações dos Estados Unidos e da União europeia.

O antigo presidente John Kufuor, membro do NPP (Novo partido patriótico, oposição), ignorou os apelos ao boicote do seu partido para assistir a cerimónia.

O ex-presidente Jerry Rawlings, que tinha tomado o poder por um golpe de Estado militar antes de levar o Ghana ao multipartidarismo, em 1992, tomou igualmente parte das festividades.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Aumenta Para 29 o Número de Mortos no Naufrágio na Guiné-Bissau

Guiné-Bissau-A polícia marítima da Guiné-Bissau confirmou, quarta-feira última, que subiu para 29 o número de mortos no naufrágio de uma piroga em 28 de Dezembro ao largo de Bissau.

Fonte da polícia marítima disse à agência Lusa que até terça-feira passada foram oficialmente contabilizados 29 mortos, depois de ter sido encontrado o corpo de um homem de 30 anos junto ao cais do porto comercial de Bissau.

O corpo foi levado para a morgue do hospital Simão Mendes, disse a fonte da polícia marítima, que confirmou que nos últimos dias têm sido encontrados corpos de náufragos "em lugares diferentes".

A mesma fonte confirmou também que a Policia Judiciaria (PJ) já tomou conta do caso estando neste momento a ouvir as pessoas diretamente envolvidas no acidente, nomeadamente o capitão do porto da ilha de Bolama, de onde partiu a piroga que naufragou, o dono da embarcação e a tripulação da mesma.

Fonte da PJ confirmou à Lusa a audição "dos suspeitos de envolvimento no acidente" e ainda admite que "alguns deverão ficar sob detenção" até que se esclareça a responsabilidade de cada um.

No discurso à Nação por ocasião do fim do ano, o Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo exigiu que as pessoas responsáveis pelo naufrágio sejam encontradas e castigadas para que situações do género não voltem a acontecer no país.

Presidente da CNE da Guiné Bissau Apresenta Demissão

CNE, Bissau
Guiné-Bissau-O presidente da Comissão Nacional de Eleições-CNE- da Guiné-Bissau apresentou a demissão sexta-feira passada afirmando que a sua nomeação pode pôr em causa a "desenhada estabilidade e paz" no país.

Rui Nené havia sido empossado no cargo de presidente da Comissão Nacional de Eleições no passado dia 13 de Dezembro.Na altura, o seu nome foi questionado por pequenos partidos que criticaram também a escolha do juiz conselheiro do Supremo Tribunal da Justiça.

Os partidos sustentaram que a eleição de Rui Nené não respeitou os critérios estipulados pelo pacto de transição, nem o acordo politico que rege o período de transição que vigora no país. Em resposta, o então responsável pela CNE afirmou que "a crítica em democracia é normal, desde que seja bem fundamentada".

Porém, quase um mês depois, Rui Nené em carta dirigida ao Conselho Superior da Magistratura Judicial escreve que decidiu renunciar ao cargo de presidente da CNE por julgar que a sua nomeação pode pôr em causa "a desenhada estabilidade e paz" no país.

No entanto, o magistrado apresentou ainda a sua candidatura para a eleição de vice-presidente do Supremo tribunal de Justiça que deverá ter lugar no próximo dia 16 de Janeiro.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Guiné-Bissau: António Indjai Pede Ajuda à União Europeia

Bissau - O líder do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, na Guiné-Bissau, pediu o levantamento das sanções impostas ao país pela União Europeia, esta quinta-feira, 3 de Janeiro.
 
Contactado pelos jornalistas à margem da cerimónia de cumprimento do novo ano ao Presidente de transição, o Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas, António Indjai, disse que a Guiné-Bissau precisa da paz para que o país se possa desenvolver.

«Pedimos à União Europeia que esqueça o passado, apoiando o desenvolvimento da Guiné-Bissau», disse o Chefe do Estado-maior das Forças Armadas, numa curta declaração à imprensa.

Nos últimos tempos, António Indjai tem aparecido menos em declarações públicas sobre a situação político-militar despoletada por si a 12 de Abril de 2012.

Guiné-Bissau: Serifo Nhamadjo Defende Eleições nas Condições Estabelecidas

Bissau - O Presidente de transição anunciou que as eleições gerais previstas no pacto, tanto as Presidenciais como as Legislativas, se irão realizar dentro do calendário e das condições político-administrativas estabelecidas no documento.
 
«Os órgãos de soberania de transição, a Presidência da República, a Assembleia Nacional Popular e o Governo continuam empenhados e tudo farão para que as Eleições Gerais previstas no pacto, tanto as Presidenciais como as Legislativas, se realizem no calendário e nas condições político-administrativas estabelecidas naqueles documentos», declarou Serifo Nhamadjo.

Na sua mensagem de fim de ano, Serifo Nhamadjo referiu que terão que ser concluídos o processo de cartografia eleitoral e o recenseamento biométrico, tanto no interior do país como na diáspora.

«Temos e devemos aprender com a nossa história. Estas eleições não serão para o mero cumprimento formal do calendário estabelecido mas sim um momento de reflexão e de escolha daqueles que irão presidir o nosso destino colectivo», alertou o Presidente de transição, acrescentando que as eleições deverão decorrer num clima de total estabilidade, tranquilidade e de paz social, que permita aos cidadãos o exercício do direito em plena consciência e liberdade de acção, sem condicionalismos de qualquer espécie.

Relativamente à agenda para ano que agora começa, Serifo Nhamadjo propôs a ocupação dos fins-de-semana dos primeiros meses de 2013 com a execução, na companhia das restantes autoridades centrais, regionais e tradicionais, de um roteiro que intitulou a «reconciliação».

A iniciativa tem com finalidade estabelecer um contacto directo com as populações, num diálogo aberto, franco e inclusivo do país, desde o leste a oeste e de norte a sul.

«Tudo faremos para que todos os guineenses se sintam convocados e incluídos neste processo de reencontro da nação consigo própria», referiu o Presidente de transição.

Ao nível do Parlamento, Serifo Nhamadjo disse que, com a retoma do seu normal funcionamento em conformidade com o Acordo Político de Transição, as competências de recenseamento e organização do processo eleitoral passam para Comissão Nacional de Eleições (CNE), sob dependência da Assembleia Nacional Popular.

«Em conformidade com o Acordo Político de Transição, a CNE retomará para finalizar o processo que visa o recenseamento eleitoral biométrico, que inclua a diáspora».

Trata-se de um trabalho do qual disse estar consciente, tendo apelado à colaboração da Comunidade Internacional para que, em Março de 2013, a CNE consiga fixar com os principais intervenientes do processo eleitoral o plano e o cronograma consensuais para realização do acto eleitoral.

No plano diplomático e de cooperação internacional, Serifo Nhamadjo disse que, apesar de uma intensa «campanha negativa levada a cabo por forças obscuras» conseguiu, através de uma persistente e intensa acção de esclarecimento, manter melhorar as relações com importantes organismos e entidades tais como instituições religiosas de diversas confissões, organizações não-governamentais e agremiações empresariais internacionais.