sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Guiné-Bissau: António Indjai Pede Ajuda à União Europeia

Bissau - O líder do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, na Guiné-Bissau, pediu o levantamento das sanções impostas ao país pela União Europeia, esta quinta-feira, 3 de Janeiro.
 
Contactado pelos jornalistas à margem da cerimónia de cumprimento do novo ano ao Presidente de transição, o Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas, António Indjai, disse que a Guiné-Bissau precisa da paz para que o país se possa desenvolver.

«Pedimos à União Europeia que esqueça o passado, apoiando o desenvolvimento da Guiné-Bissau», disse o Chefe do Estado-maior das Forças Armadas, numa curta declaração à imprensa.

Nos últimos tempos, António Indjai tem aparecido menos em declarações públicas sobre a situação político-militar despoletada por si a 12 de Abril de 2012.

Guiné-Bissau: Serifo Nhamadjo Defende Eleições nas Condições Estabelecidas

Bissau - O Presidente de transição anunciou que as eleições gerais previstas no pacto, tanto as Presidenciais como as Legislativas, se irão realizar dentro do calendário e das condições político-administrativas estabelecidas no documento.
 
«Os órgãos de soberania de transição, a Presidência da República, a Assembleia Nacional Popular e o Governo continuam empenhados e tudo farão para que as Eleições Gerais previstas no pacto, tanto as Presidenciais como as Legislativas, se realizem no calendário e nas condições político-administrativas estabelecidas naqueles documentos», declarou Serifo Nhamadjo.

Na sua mensagem de fim de ano, Serifo Nhamadjo referiu que terão que ser concluídos o processo de cartografia eleitoral e o recenseamento biométrico, tanto no interior do país como na diáspora.

«Temos e devemos aprender com a nossa história. Estas eleições não serão para o mero cumprimento formal do calendário estabelecido mas sim um momento de reflexão e de escolha daqueles que irão presidir o nosso destino colectivo», alertou o Presidente de transição, acrescentando que as eleições deverão decorrer num clima de total estabilidade, tranquilidade e de paz social, que permita aos cidadãos o exercício do direito em plena consciência e liberdade de acção, sem condicionalismos de qualquer espécie.

Relativamente à agenda para ano que agora começa, Serifo Nhamadjo propôs a ocupação dos fins-de-semana dos primeiros meses de 2013 com a execução, na companhia das restantes autoridades centrais, regionais e tradicionais, de um roteiro que intitulou a «reconciliação».

A iniciativa tem com finalidade estabelecer um contacto directo com as populações, num diálogo aberto, franco e inclusivo do país, desde o leste a oeste e de norte a sul.

«Tudo faremos para que todos os guineenses se sintam convocados e incluídos neste processo de reencontro da nação consigo própria», referiu o Presidente de transição.

Ao nível do Parlamento, Serifo Nhamadjo disse que, com a retoma do seu normal funcionamento em conformidade com o Acordo Político de Transição, as competências de recenseamento e organização do processo eleitoral passam para Comissão Nacional de Eleições (CNE), sob dependência da Assembleia Nacional Popular.

«Em conformidade com o Acordo Político de Transição, a CNE retomará para finalizar o processo que visa o recenseamento eleitoral biométrico, que inclua a diáspora».

Trata-se de um trabalho do qual disse estar consciente, tendo apelado à colaboração da Comunidade Internacional para que, em Março de 2013, a CNE consiga fixar com os principais intervenientes do processo eleitoral o plano e o cronograma consensuais para realização do acto eleitoral.

No plano diplomático e de cooperação internacional, Serifo Nhamadjo disse que, apesar de uma intensa «campanha negativa levada a cabo por forças obscuras» conseguiu, através de uma persistente e intensa acção de esclarecimento, manter melhorar as relações com importantes organismos e entidades tais como instituições religiosas de diversas confissões, organizações não-governamentais e agremiações empresariais internacionais.

Hugo Chavez Está em Coma e Ligado a Máquina, Garante Jornal ABC

Hugo Chavez-O estado de saúde de Hugo Chávez é crítico. As autoridades venezuelanas dizem que o Presidente está consciente, mas o diário espanhol ABC revela que Chávez se encontra em coma induzido e que os sinais vitais estão a ser mantidos por máquinas artificias. Desde que foi operado pela quarta vez, há três semanas, não se voltou a ver ou a ouvir Hugo Chávez.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Noruega e Islândia São os Melhores Países Para ser Mãe, diz ONG Internacional

Maternidade no Mundo-Noruega e Islândia são os melhores países do mundo para ser mãe, enquanto Níger superou o Afeganistão e se tornou o pior local, informou a organização Save the Children através de seu ranking anual.
 
Nesta 13º edição do relatório, a ONG internacional analisa os melhores e piores países para assumir uma maternidade em diversos fatores, como nível educativo, econômico, sanitário e político das mães, além do bem-estar "básico" dos filhos.
 
Desta forma, os dez melhores países desta lista são: Noruega, Islândia, Suécia, Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia, Austrália, Bélgica, Irlanda e Holanda e Reino Unido, que dividem o décimo posto.
 
O Brasil, que aparece na 12º posição do grupo intermediário (países em desenvolvimento), ocupa o 55º lugar no ranking geral.
 
Entre os dez melhores lugares para exercer a maternidade, oito são europeus. Por outro lado, entre os dez piores países para se ter um filho, oito se encontram na África Subsaariana, sendo que sete vivem em crise alimentícia.
 
Níger, que aparece como o pior país desta lista, é seguido pelo Afeganistão - o pior do último ano -, Iêmen, Guiné-Bissau, Mali, Eritréia, Chade, Sudão, Sudão do Sul e República Democrática do Congo.
 
O relatório da Save the Children ainda ressalta que na Noruega uma mulher estuda uma média de 18 anos, tem uma expectativa de vida média de 82 anos e apenas uma mãe de cada 175 corre risco de perder seu filho antes que ele complete os cinco anos, além de 82% usar métodos anticoncepcionais.
 
Já em Níger, a situação é oposta: uma mulher estuda apenas quatro anos, possui uma expectativa de vida de 56 anos e uma em cada sete crianças morre antes de seu quinto ano de vida. Além disso, uma em cada 16 mulheres morre por causas relacionadas ao parto e gravidez, sendo que somente 5% usam métodos anticoncepcionais.
 
De acordo com a ONG, a desnutrição ainda é a causa subjacente de "pelo menos" um quinto da mortalidade materna e também de mais de um terço das mortes infantis.
 
Um terço das crianças na Ásia, aproximadamente 100 milhões, sofre de desnutrição crônica, enquanto na África essa média se situa em quase duas a cada cinco, cerca de 60 milhões no total.
 
Na África Subsaariana, 20% das mulheres são consideradas excessivamente magras. Na Ásia meridional, esse número alcança os 35%, enquanto nos países em desenvolvimento 49% das grávidas possuem anemia.
 
Além de classificar os países, a ONG cita seis medidas "essenciais" que podem atuar como "salva-vidas" e que podem chegar a qualquer mãe do mundo: amamentação materna, alimentação suplementar, vitamina A, ferro, zinco e boas práticas de higiene. O leite materno, de fato, poderia prevenir um milhão de mortes infantis a cada ano.
 
"Nosso relatório demonstra que o leite materno pode salvar vidas.Todos os países devem implantar políticas e programas que facilitem e incentivem a lactação materna", afirma Yolanda Román, responsável de Incidência Política da ONG.
 
A Save The Children recomenda a todos os países, entre outras coisas, que façam da luta contra a desnutrição uma prioridade e que invistam em saúde e na educação das crianças.

Tragédia em Vigília Organiza Pela Igreja Universal

Angola-No mínimo dez pessoas (seis adultos e quatro crianças) morreram na noite de 31 de Dezembro em Luanda, Angola, antes de começar a “Vigília da Virada – Dia do Fim”, por volta das 19h30, da Igreja Universal do Reino de Deus.
 
Mais de 10 pessoas, incluindo 4 crianças, morrem esmagadas durante uma vigília em um estádio em Luanda, na Angola.
 
As mortes ocorrem por asfixia e pisoteamento. O estádio onde foi realizada a cerimônia tem capacidade máxima para 70 mil pessoas, e compareceram 250 mil. Mais de 120 pessoas ficaram feridas e tiveram de ser hospitalizadas.
 
As autoridades de Angola estão apurando por que foram abertos apenas dois dos quatro portões do estádio. De acordo com testemunhas, a maioria das mortes foi em consequência de um tumulto em um dos portões.
 
Ferner Batalha, bispo-adjunto da Universal, disse que o comparecimento de fiéis ao estádio superou as expectativas. Ele afirmou ter informado com antecedência as autoridades sobre a cerimônia e ter pedido ajuda da Cruz Vermelha para acompanhar a vigília, antes, durante e depois de sua realização.
 
O incidente aconteceu quando uma multidão tentava entrar no estádio lotado.Segundo autoridades, o encontro foi organizado pela Igreja Universal do Reino de Deus.Mais de 100 pessoas ficaram feridas.

Cerca de 60 Pessoas Morrem Pisoteadas na Costa do Marfim no Ano Novo


ABIDJAN, Costa do Marfim - Cerca de 60 pessoas foram esmagadas na principal cidade da Costa do Marfim, Abidjan, na madrugada terça-feira passada, após a exibição de fogos de artifício que marca a entrada do Ano Novo, segundo informações do governo local.

Um dos feridos, que falou à Reuters no hospital, disse que forças de segurança foram acionadas para dispersar a multidão, causando pânico e fazendo com que muitas pessoas caíssem e fossem pisoteadas.

"O número preliminar é de 60 mortos e 49 feridos", disse o ministro do Interior, Hamed Bakayoko, em comunicado televisionado em rede nacional.

O presidente Alassane Ouattara, que visitou os feridos no hospital, classificou o incidente como uma tragédia nacional e disse que uma investigação está sendo conduzida para identificar o que ocorreu.

O incidente aconteceu próximo ao estádio de Félix Houphouët-Boigny, onde uma multidão havia se reunido para assistir aos fogos de artifício.

Um correspondente da Reuters relatou ter visto manchas de sangue e calçados abandonados fora do estádio na manhã terça-feira.

O incidente foi o pior deste tipo em Abidjan desde 2010, quando uma debandada em um estádio durante uma partida de futebol deixou 18 mortos.

Ramos-Horta Vai Ser Enviado da ONU Para a Guiné-Bissau

 
Guiné-Bissau-O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, designou o ex-presidente timorense José Ramos-Horta como seu representante especial na Guiné-Bissau, um país considerado uma plataforma para o tráfico de narcóticos.

Várias agências da ONU e outras organizações já lançaram avisos sobre como o tráfico de droga está a utilizar a Guiné-Bissau e controla a situação política. Ban Ki-moon afirmou-o também em Dezembro, de forma clara, quando foi apresentado um relatório no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre aquele país da África Ocidental: o tráfico de droga aumentou muito desde o golpe de Estado de 12 de Abril liderado pelo agora chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), general António Indjai, e faz-se com a cumplicidade das chefias militares e da elite política.

Ramos-Horta entra em cena neste momento delicado. Vai liderar a missão da UNIOGBIS – criada para consolidar a paz na Guiné-Bissau – e sucede a Joseph Mutaboba, um diplomata ruandês que termina o seu mandato a 31 de Janeiro.

Mutaboba já saiu de Bissau, noticiou a AFP. A sua substituição era, há muito, reclamada pelas autoridades guineenses, que o consideravam favorável aos governantes derrubados em Abril: o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e o presidente Raimundo Pereira.

O ex-presidente timorense “tem mais de 30 anos de experiência em diplomacia e em política ao serviço da paz e da estabilidade em Timor Leste e noutros locais”, sublinha o comunicado da ONU em que foi anunciada a sua nomeação.

Presidente timorense entre 2007 e 2012, José Ramos-Horta tinha exercído antes os cargos de ministro dos Negócios Estrangeiros e de primeiro-ministro. Foi afastado na primeira volta das eleições de Março do ano passado em Timor-Leste, que foram ganhas por Taur Matan Ruak.

No relatório apresentado por Ban Ki-moon ao Conselho de Segurança, são aponta duas datas marcantes. A primeira é 12 de Abril de 2012, a do golpe, a partir da qual o tráfico de droga aumentou na Guiné-Bissau. "Segundo certas informações", dizia o secretário-geral da ONU, "esse tráfico realizar-se-á com o apoio de membros das forças de defesa e segurança, bem como das elites políticas."

"Centenas de quilos de cocaína estarão assim a entrar clandestinamente em cada operação" e cada operação terá lugar "uma ou duas vezes por semana sem nenhuma intervenção dos poderes públicos", refere o secretário-geral da ONU, no documento citado pelo PÚBLICO a 7/12/2012.

A segunda data marcante, sublinha o diplomata, é 21 de Outubro, dia de um ataque a uma base militar com vítimas mortais e que os críticos do regime viram como uma encenação para justificar uma perseguição de opositores. Pessoas pertencentes à etnia felupe, e que tinham sido acusadas do ataque, foram torturadas e algumas mortas, fazendo recear a ocorrência de "violências e fenómenos de dominação fundados em factores étnicos", lê-se no relatório.