segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Relatório: Malária fez 46 mil Mortes Fora de África em 2010

África-Cerca de 46 mil pessoas morreram devido à malária fora do continente africano em 2010, revelou a Parceria Roll Back Malária ou Fazer Recuar a Malária.
 
O programa, financiado pelas Nações Unidas, defende que nas regiões afectadas, no mesmo período, pelo menos 34 milhões de pessoas contraíram a enfermidade que é frequentemente associada a África.
 
O relatório «Fazer Recuar a Malária Fora de África», publicado em Genebra, indica que mais de metade dos 99 países com malária compõe o grupo. Dos 51 países afectados, 21 estão nas Américas e 20 no Sudeste Asiático.
 
A doença é tida como «uma grande ameaça para a saúde pública na região da Ásia e Pacífico», onde mais de 2,2 mil milhões de pessoas estão em risco.
 
A Índia, a Indonésia, o Paquistão, Mianmar e Papua Nova Guiné carregam o maior fardo da doença na região.
 
O aparecimento de parasitas da malária resistentes à artemisina é tido como o maior desafio para controlar ou erradicar a doença na Ásia e Pacífico.
 
Para o director executivo da Parceria Roll Back Malária, Fatoumata Nafo-Traoré, há necessidade de proteger a «única classe de drogas para a qual se verifica resistência, desenvolvendo novos medicamentos».
 
Os esforços para encontrar uma vacina são vistos como «um apoio à luta contra a malária», tida como um problema para o desenvolvimento.
 
O representante indicou que o investimento no controlo da doença deverá reduzir o absentismo do trabalho, nas escolas e garantir ganhos adicionais em áreas frequentemente afectadas devido à malária.

Uganda Ameaça Retirar Tropas de Missões de Paz na África

Uganda-O governo de Uganda afirmou que retirará suas tropas de três missões de paz na África em retaliação a um relatório das Nações Unidas. O documento sugere que o país estaria apoiando rebeldes na República Democrática do Congo.
Os militares deixarão de atuar em operações militares na Somália, na República Democrática do Congo e na República Centro Africana.
O governo de Uganda classificou o relatório - que foi divulgado a partir de um vazamento de informações - de "malicioso".
Segundo o correspondente da BBC em Kampala, a retirada terá sérias conseqüências para as missões de paz em África.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Governo de Transição da Guiné Bissau Pede a Lisboa que Retire Correspondente da RTP

Bissau - O governo de transição da Guiné-Bissau considera que houve "um desvio claro do fim" para o qual a representação da RTP foi aceite no país, pelo que pediu a substituição do delegado, Fernando Gomes.
 
Fernando Gomes era até agora o delegado da RTP em Bissau mas deixa o país na próxima sexta-feira, na sequência de uma carta do governo de transição pedindo a sua substituição.
 
A carta, a que a agência Lusa teve acesso, tem data de 15 de Outubro e é dirigida ao presidente do conselho de administração da RTP, Alberto da Ponte, com conhecimento do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Foi assinada pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros do governo de transição da Guiné-Bissau, Fernando Vaz.
 
Em três parágrafos, Fernando Vaz agradece "os esforços que a administração da RTP tem feito para garantir o funcionamento e difusão das informações quotidianas" da Guiné-Bissau, contando para o efeito com uma representação em Bissau.
 
"O governo da Guiné-Bissau reconhece o trabalho que tem sido desenvolvido pela aludida representação desde a sua instalação em Bissau", diz a carta, que acrescenta: "Entretanto, o governo lamenta constatar um desvio claro do fim para que a representação foi aceite no país, impulsionado pessoalmente pelo actual delegado na pessoa do Senhor Fernando Gomes".
 
"Nestes termos" o governo "agradece a amabilidade" de Alberto da Ponte "no sentido de tomar medidas que julgar necessárias para substituir o mais rápido possível o actual delegado" da RTP na Guiné-Bissau, conclui a carta.

Malária Afeta 34 Milhões de Pessoas Fora da África

 
África-A malária afeta 34 milhões de pessoas e provoca 46.000 mortes por ano fora da África, indica um informe divulgado esta sexta-feira, durante a conferência "Malária 2012: salvando vidas na Ásia-Pacífico", celebrada em Sidney.
 
Oitenta e oito por cento destes 34 milhões de casos e a maioria das 46.000 mortes anuais é registrada na região Ásia-Pacífico, que tem 20 países onde a malária é endêmica, o que levou vários especialistas a solicitar uma ação mais enérgica contra a malária nesta região.
 
Segundo o informe, intitulado "Derrotar a malária na Ásia, no Pacífico, nas Américas, no Oriente Médio e na Europa", a população de risco total chega a 3,3 bilhões de pessoas no mundo, das quais 2,5 bilhões vivem fora da África.
 
A malária é uma doença transmitida por um mosquito e causada por um parasita, o 'Plasmodium falciparum'. Grande parte dos recursos internacionais para lutar contra ela financiam iniciativas na África.
 
Fora da Ásia, há 1,1 milhão de casos nas Américas, onde 1.200 pessoas morreram com a doença em 2010 e 2,9 milhões de casos no Oriente Médio e no Cáucaso, onde morreram 3.100 pessoas em 2010.
 
Nas Américas, "a maioria dos casos de malária surgem da Bacia do Amazonas, em distritos de Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru e Venezuela", diz o informe.
 
"Muitas infecções estão associadas a projetos de colonização, atividades mineradoras e silvicultura", ressalta.
 
Por outro lado, "Hispaniola é a única ilha do Caribe onde a malária é endêmica. A maioria dos casos se apresenta em Haiti, que reportou aproximadamente 84.000 casos confirmados em 2010. A República Dominicana deu parte de 2.500 casos, a maioria em regiões fronteiriças com o Haiti", continua.
 
"As pessoas entre os 5 e os 49 anos de idade, ou seja, nas idades mais produtivas da vida, são a maioria dos casos diagnosticados" nas Américas.
 
Por ocasião da divulgação deste relatório, Fatoumata Nafo-Traore, que dirige a associação Fazer Retroceder a Malária, reforçou que "a Ásia tem a segunda maior carga em matéria de malária, a segunda depois da África".
 
"A região precisa reforçar sua liderança política", declarou."Também precisa desenvolver estratégias de financiamento que compreendam investimentos internos substanciais e constantes, a tradicional ajuda multilateral e bilateral, e fontes de financiamento realmente inovadoras", acrescentou.
 
Na quarta-feira, especialistas que participam desta conferência haviam advertido que uma forma de resistência ao principal medicamento contra a malária está se espalhando na Ásia.
 
A malária resistente ao tratamento padrão, a artemisina, foi confirmada no Camboja em 2006 e desde então apareceu a 800 km na direção oeste, na fronteira entre Tailândia e Mianmar, afirmaram os pesquisadores.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os medicamentos de baixa qualidade e as falsificações representam um grande problema para o mundo, em um momento em que emergem indícios de uma resistência crescente à artemisina, o principal tratamento contra a malária, uma doença que segundo a OMS matou 655.000 pessoas em 2010.

Responsável do PNUD Convida África a Reforçar Combate à Pobreza

Dakar - A representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Senegal, Bintou Djibo, disse em Dakar que apesar dos progressos notáveis resultantes de esforços dos actores do desenvolvimento África ainda concentra níveis de pobreza mais elevados, agravados pelas crises alimentares, políticas e de segurança recorrentes.

Ao intervir por ocasião da celebração do Dia Internacional para a Eliminação da Pobreza, afirmou que os desafios a enfrentar são ainda múltiplos e variados e atingem essencialmente os sectores da saúde, da educação, do acesso à água potável, do saneamento e da segurança alimentar.

Segundo Bintou Djibo, estes desafios permitem fazer o balanço dos esforços colectivos, aprender e interrogar-se se o objectivo número um, designadamente eliminar a extrema pobreza e a fome até 2015, poderá ser atingido.
 
Indicou que numerosos países africanos continuam ainda caraterizados pela forte vulnerabilidade das suas populações, apesar da vitalidade das suas economias, indicando que estes países devem operar mudanças estruturais profundas das suas políticas de desenvolvimento económicas e sociais, integrando nelas uma dimensão humana para atingir um crescimento económico inclusivo.

Referindo-se ao Senegal, Bintou Djibo sublinhou que a pobreza é mais elevada na zona rural (57,3 por cento) do que nas zonas urbanas (41,3 por cento). Esta situação justifica-se pela redução da produtividade agrícola, pela ausência de oportunidades de trabalho no meio rural e pelo baixo acesso das populações pobres e vulneráveis às fontes de financiamentos e aos serviços energéticos, acrescentou.

Sublinhou ainda que para enfrentar estes desafios um crescimento económico e duradouro, acompanhado dum modelo de crescimento onde os pobres participam totalmente na vida económica é uma condição necessária.

"Para melhor preservar os ganhos e bonificá-los, é preciso enfrentar um certo número de ameaças, das quais a mais crucial é ligada hoje às mudanças climáticas», acrescentou a representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Senegal.

Governo de Transição da Guiné-Bissau garante Punição Severa para Quem Ataque Estrangeiros

Guiné-Bissau-O Governo de transição da Guiné-Bissau advertiu que "agirá de forma implacável" contra quem ponha em perigo a vida e os bens de cidadãos estrangeiros residentes no país.
 
Em comunicado, o Governo diz também que a segurança de pessoas e bens foi reforçada em todo o território nacional e que "estão criadas todas as condições para a continuidade da vivência quotidiana de paz e segurança que têm caracterizado a vigência social dos últimos tempos".
 
Num comunicado divulgado após uma reunião do Conselho de Ministros, o Governo de transição acusa o primeiro-ministro deposto, Carlos Gomes Júnior, de estar a dirigir de fora do país "ações de desinformação, de desestabilização e da promoção da violência" na Guiné-Bissau.
 
"Carlos Gomes Júnior tenta com este comportamento racista e de desespero incitar à sublevação popular com atos de assassinatos, raptos e destruição de bens dos brancos residentes no país", diz o comunicado.
 
O texto deixa um aviso a "todos os cidadãos nacionais e estrangeiros que se abstenham de se envolver em atos terroristas, porque em caso afirmativo serão firmemente punidos".
 
O Governo de transição "denuncia publicamente as manobras de Carlos Gomes Júnior no concernente a um novo e sinistro plano em marcha de recrutamento de mercenários, tendo como objetivo ações militares, sabotagens, raptos e assassinatos seletivos na Guiné-Bissau, com incursões a partir de alguns países do exterior".
 
Diz ainda, segundo o comunicado, que as forças de defesa e segurança estão preparadas, e pede à população para que se prepare para "todos os tipos de manobras que surgirão no futuro".

Brancos Ganham 6 Vezes Mais que Negros na África do Sul


África do Sul-O Censo realizado pela África do Sul em 2011 mostra que a população branca do país ganha seis vezes mais dinheiro do que a negra quase duas décadas depois do fim do regime racista do apartheid e apesar do aumento da renda dos sul-africanos, revelam dados divulgados.


O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, salientou que ainda resta muito a ser feito para melhorar a vida das pessoas e diminuir as disparidades entre ricos e pobres no país. Ao mesmo tempo, prosseguiu Zuma, o acesso a serviços básicos mais do que dobrou desde o fim do apartheid, em 1994.


O Censo de 2011 foi o terceiro realizado na África do Sul desde 1994. A população sul-africana cresceu e o país tinha 51,8 milhões de habitantes em outubro de 2011. O levantamento mostra ainda que os lares sul-africanos possuem mais televisores do que geladeiras e mais telefones celulares do que fornos.