quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Senegal Defende Governo de Transição da Guiné-Bissau na Assembleia Geral


Nova Iorque - O presidente do Senegal, Macky Sall, defendeu quarta-feira na Assembleia Geral da Organização Nações Unidas (ONU) os esforços do governo de transição da Guiné-Bissau para realização de eleições e a retirada dos militares da arena política.

Macky Sall falava no primeiro dia do debate anual da Assembleia Geral da ONU, e no dia em que responsáveis da CPLP e da comunidade da África Ocidental (CEDEAO) se reuniram em Nova Iorque, numa primeira tentativa para lançar um plano de acção conjunto para a Guiné-Bissau, que viveu um golpe de Estado em Abril, de que saiu o governo de transição.

Como outros Estados membros da CEDEAO, o Senegal aprecia "os esforços feitos pelo governo de transição para a reconciliação nacional, restabelecimento das instituições do país, organização de eleições credíveis e retirada definitiva dos militares da arena política", afirmou.

"Já perturbada por anos de instabilidade institucional e económica, a Guiné-Bissau enfrenta também a questão do tráfico de droga por estrangeiros fora da lei. O país merece o apoio e atenção da comunidade internacional", adiantou.

Para quarta-feira estava prevista a chegada aos Estados Unidos do presidente interino guineense, Serifo Nhamadjo, disse à Lusa fonte do novo Executivo, em Nova Iorque.

Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU manifestou preocupação com o "contínuo impasse político" na Guiné-Bissau, fazendo eco de preocupações expressas pelo secretário geral Ban Ki-moon, e sublinhou a importância da realização de eleições que levem a uma transição no país.

Os membros do Conselho de Segurança sublinharam ainda a necessidade de ultrapassar as divergências entre parceiros, num processo que tem sido marcado divisões entre atores nacionais e parceiros internacionais sobre a legitimidade do actual governo de transição.

No seu relatório sobre a situação guineese, Ban Ki-moon refere-se aos desentendimentos públicos entre a comunidade regional (CEDEAO), que vem trabalhando com o governo de transição, e a CPLP, que se recusa a reconhecê-lo, que está a contribuir para a "estagnação da crise política".

Milhares Testemunham Tomada de Posse do PR

Angola-Milhares de cidadãos presenciaram a cerimónia de tomada de posse de José Eduardo dos Santos, ao cargo de Presidente da República. Idos de várias partes de Luanda, os munícipes, maioritariamente jovens, começaram a afluir por volta das 7h da manhã, à Praça da República, contígua ao Memorial Dr. António Agostinho Neto, no Bairro da Kinanga, onde decorreu a cerimónia.
 
Os organizadores criaram condições para que cerca de 200 mil pessoas, 30 mil das quais sentadas, assistissem a cerimónia, durante a qual foi igualmente investido o vice-presidente, Manuel Domingos Vicente. No recinto foram montadas várias telas gigantes para permitir que todos assistissem ao pormenor a cerimónia de investidura, orientada pelo presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira.
 
O Presidente da República e o vice-presidente, em momentos distintos, juraram, com a mão direita sobre um exemplar da Constituição, por sua honra, desempenhar, com toda a dedicação, as funções para as quais foram investidos, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República de Angola e as leis do país. Juraram ainda defender a independência, a soberania, a unidade da Nação e a integridade territorial do país, a paz, a democracia e promover a estabilidade, o bem-estar e o progresso social de todos os angolanos.
 
Na sua primeira alocução, o Chefe de Estado agradeceu, «do fundo do coração, a honra e confiança que o povo angolano lhe conferiu para dirigir os destinos do país» numa clara demonstração de coerência e maturidade política.
 
Apontou como primeira prioridade do Executivo manter a estabilidade política, mediante a promoção, defesa e consolidação da paz, incluindo o aprofundamento da democracia. A completar a cerimónia, assistiu-se ao desfile de efectivos dos três ramos das Forças Armadas Angolanas (FAA), e disparadas de 21 salvas de canhão. A organização criou condições logísticas para as pessoas que afluíram ao local, como o fornecimento de água e sanduíches.
 
Os serviços de emergências médicas marcaram presença para acudir eventuais necessidades de assistência sanitária aos presentes, enquanto três unidade dos bombeiros zelaram pela preservação da integridade física dos assistentes. A empresa de limpeza e saneamento (ELISAL) montou no local várias casas de banhos e urinóis.

Millennium Angola Distinguido pela Segunda vez

Luanda - O Banco Millennium Angola acaba de ser eleito, pela 2.ª vez, o Melhor Banco com capital maioritariamente estrangeiro em Angola, pela revista EMEA (Europa, Médio-Oriente e África) Finance.

De acordo com o júri dos “African Banking Awards 2012”, o Banco Millennium Angola distinguiu-se pelo seu desempenho sustentado, inovação contínua, crescimento sólido e capacidade de produção de resultados acima das expectativas.

Esta distinção considera também o facto dos accionistas serem o maior banco privado português, Millennium bcp (accionista maioritário), a maior empresa Angolana, Sonangol e o Banco Privado Atlântico.

Os prémios destinados aos Bancos Africanos serão publicados na revista de Outubro/Novembro de 2012, edição que estará disponível no Fórum Anual do Banco Mundial e FMI que este ano terá lugar em Tóquio.

A cerimónia de entrega de prémios será realizada em Dezembro durante um jantar de solidariedade social que juntará o sector bancário africano em Londres.

A revista EMEA Finance é uma publicação dirigida à comunidade financeira da Europa, Médio-Oriente e África, onde se incluem presidentes e executivos de topo e outros gestores financeiros responsáveis pela realização de investimentos e pela tomada de decisões estratégicas em grandes empresas e instituições financeiras.

Com Programa Goal, Fifa Investe R$ 508 Milhões no Desenvolvimento do futebol

Blatter anuncia R$ 508 milhões gastos em programa para o desenvolvimento do futebol no mundo

Fifa-A Fifa divulgou quarta-feira que já destinou US$ 250 milhões (cerca de R$ 508 milhões) ao programa Goal, criado 13 anos atrás, que tem como objetivo desenvolver o futebol ao redor do mundo.

O programa, lançado por Joseph Blatter, já desenvolveu 600 projetos em 199 países associados à entidade máxima do futebol mundial. A África é o continente que mais foi contemplado, com 166 projetos, seguido por Ásia (147), Europa (111), América Central e Caribe (99), Oceania (42) e América do Sul (35).    

Os fundos do Goal se destinaram principalmente a criação de infraestrutura, como com a construção de centros de alto rendimento, responsáveis por 35% de todo o investimento. Além disso, sedes sociais (25% dos valores), campos de futebol (24%) e escolas de futebol (4%), também foram implementadas.    

O Sudão do Sul, incorporação mais recente da Fifa, é uma das últimas beneficiadas pelo programa Goal, com projeto dotado em aproximadamente US$ 500 mil, para a construção da sede da associação e de um campo de futebol em Juba, na capital do país.

ONU: Desigualdade é Desafio das Cidades da América Latina

América Latina-As cidades da América Latina estão crescendo com a prosperidade econômica da região, mas sem conseguir romper a desigualdade entre seus habitantes, afirmou terça-feira Eduardo López, coordenador da ONU-Habitat. "As cidades latino-americanas são as que apresentam índices mais altos de desigualdade, e apesar da redução desta diferença, ela segue sendo a maior", disse López à AFP.
 
A maioria das cidades mais prósperas do planeta está na Europa e na América do Norte, apesar dos avanços significativos nos últimos anos em centros urbanos latino-americanos como Cidade do México, Lima e Bogotá. Ao apresentar o relatório da ONU sobre o estado das cidades 2012-2013, López destacou a necessidade de os países da região desenvolverem políticas claras de desenvolvimento urbano.
 
"Os países que estão avançando rapidamente na prosperidade têm uma política nacional urbana clara. Utilizam as cidades como ponto de lançamento do seu desenvolvimento nacional". O relatório das Nações Unidas avaliou 110 cidades de 35 países utilizando duas novas ferramentas para avaliar o impacto das políticas públicas no desenvolvimento das cidades além dos parâmetros econômicos.
 
O coordenador da ONU-Habitat destacou a inclusão de parâmetros importantes, como qualidade de vida, infraestrutura urbana adequada, igualdade, inclusão e sustentabilidade do meio ambiente.A apresentação contou com Marcelo Ebrard, prefeito da Cidade do México, que com seus mais de 20 milhões de habitantes na zona metropolitana é, ao lado de São Paulo, uma das duas maiores aglomerações urbanas da América Latina.
 
"No México devemos investir na expansão do transporte público, como o metrô, nos espaços públicos e nos direitos sociais", declarou Ebrard, que concorrerá à Presidência mexicana em 2018.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CPLP e CEDEAO Tentam plano de Acção Conjunto Esta emana



Nova Iorque – Os líderes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade da África Ocidental (CEDEAO) vão reunir-se em Nova Iorque para tentar lançar um plano de acção conjunto para a Guiné-Bissau.

Citado pela Lusa, o secretário executivo da CPLP, Murade Murargy, referiu que foi decidido também que os países se mobilizem de imediato para impedir que o governo saído do golpe de Estado de Abril profira a intervenção da Guiné-Bissau no debate anual da Assembleia-Geral da ONU, o que seria uma forma de reconhecimento.

O dirigente moçambicano falava em Nova Iorque, após uma reunião de concertação de representantes de membros da CPLP.

A reunião com o homólogo da Comunidade Económica para o desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a ter lugar nos próximos dias, servirá para identificar "pontos de estrangulamento e pontos de convergência, com vista a que se encontre uma solução rápida para Guiné-Bissau".

"Para a CPLP, é fundamental que haja uma força internacional, e não só da CEDEAO, que haja eleições livres e supervisionadas internacionalmente e que haja um compromisso do roteiro sobre reforma das Forças Armadas e Segurança", disse Murargy.

Sobre a retoma das eleições interrompidas pelo golpe de Estado de Abril, uma exigência que CPLP tem apresentado, recusando-se a reconhecer o governo saído do golpe, Murargy afirmou que "é um caso a repensar".

Dirigentes da UA Participam em Reuniões Sobre Conflitos no Continente


Nova Iorque - O presidente cessante da Comissão da União Africana (CUA), Jean Ping, e a sua sucessora, Nkosazana Dlamini Zuma, estão desde o fim-de-semana, em Nova Iorque, para assistir a uma série de reuniões sobre conflitos em África, anunciou a Comissão num comunicado divulgado segunda-feira.

Entre estas reuniões, que devem decorrer à margem da 67ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, figura um fórum consultivo ministerial sobre o Sudão e o Sudão Sul, que será co-presidido pela presidente da Comissão da UA e pelo secretário-geral da ONU, a 27 de Setembro.

As outras reuniões incluem uma mini-cimeira sobre a Somália e dois encontros de alto nível sobre o Sahel e o leste da República Democrática do Congo, ambas organizadas pelo Secretário-Geral da ONU.

Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o reforço das parcerias da UA com os diferentes agrupamentos regionais ocupará um lugar importante nas actividades da organização, segundo o comunicado.

Neste quadro, o Conselho de Paz e Segurança da UA e a Liga Árabe organizarão a sua segunda reunião consultiva, na presença da presidente da CUA e do Secretário-Geral da Liga dos Estados Árabes.

Uma reunião ministerial do Mecanismo de Coordenação da Cimeira África-América do Sul (ASA), que será organizada para tomar disposições com vista à terceira cimeira programada para antes do final do ano, está na agenda das reuniões a que assistirão os dirigentes da UA.

A delegação da UA em Nova Iorque conta igualmente participar num encontro de alto nível da Assembleia Geral sobre o Estado de Direito, num evento especial sobre a mediação, em consultas de alto nível sobre a contribuição de África para o programa de desenvolvimento após 2015, a serem organizadas pela presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, e numa reunião sobre a economia nigeriana realizada pelo presidente Goodluck Jonathan.

Durante a sua estada em Nova Iorque, Dlamini Zuma e Ping manterão reuniões bilaterais distintas com o Secretário-Geral Ban Ki-moon.

Durante um encontro, domingo, entre Ban e Dlamini-Zuma as duas personalidades discutiram a necessidade de reforçar a parceria estratégica entre a UA e a ONU, não só sobre as questões de paz e segurança, mas igualmente sobre a agenda do desenvolvimento sustentável.